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sexta-feira, julho 11, 2008

euro dois mil e oito



Bom, mesmo bom, muito bom. Roubadíssimo daqui.

quarta-feira, junho 25, 2008

Minuto 89, Alemanha-Turquia

A Alemanha marca o terceiro golo, aquele que provavelmente a levará para a final... E no preciso momento em que o imbecil da TVI afirma que esta Alemanha é cinzenta... Eu não disse? O homem é mesmo estúpido... É o que dá observar jogos de futebol com o coração... Porque hoje somos todos turcos, não é? Santa ignorância...

Minuto 76, Alemanha-Turquia

Klose marca o segundo golo da Alemanha, aquele que certamente os colocará na final. E no preciso momento em que o imbecil da TVI afirma categoricamente que esta Alemanha é muito fraca, muito isto, muito aquilo... Santa pachorra! E eu ainda fico a ver isto...

segunda-feira, junho 23, 2008

Acabou-se...

Ainda hoje não sei o que se passou, o que se terá passado... Não alinho com a ideia de que os russos desbaratinaram os holandeses. Que cilindraram. Que isto e que aquilo. Não faz sentido algum. É óbvio que a Rússia ganhou, categoricamente, sem espinhas, e fê-lo muito bem {podia até tê-lo feito por mais...}. Mas não foi por ser um espectáculo de organização ou de futebol avassalador {e isso vai ver-se mais à frente}. Fê-lo porque a Holanda desapareceu, pura e simplesmente. E nem foi no sábado, frente aos russos, que desapareceu. Não, ela desapareceu entre o jogo da Roménia e o jogo dos quartos-de-final. Porque no jogo frente à Rússia já lá não estava. Era mais do que óbvio que a Holanda nunca seria apanhada desprevenida pela Rússia. Sabem preparar os jogos, acompanharam a progressão da Rússia ao longo do torneio, conhecem inclusivamente o seu treinador {um holandês...}, logo, a surpresa nunca seria um factor. Surpresa, surpresa, foi o verdadeiro apagão da Holanda. O que nunca se esperou foi que a Holanda não jogasse, não pressionasse, não atacasse, não jogasse em grupo. Como o fez nos primeiros 3 jogos! Surpresa não seria ver a Rússia a jogar à holandesa {aliás o meu último post antes do jogo referia-o...}; não, surpresa foi ver a Holanda a jogar a sei lá o quê...
O choque por aqui foi tão grande que só hoje me atrevo a encarar o teclado, não li quase nada sobre o jogo, não procurei explicações e justificações; desculpas sequer. Mas consoante o tempo passa mais me convenço de que a explicação só pode estar nas faixas pretas. Sim, parece-me agora mais do que evidente que a Holanda nunca devia ter entrado em jogo com o peso das braçadeiras pretas. O luto por Anissa devia ter sido espiado de outro modo. Ou internamente e ponto final. Ou com um minuto de silêncio ao abrir do jogo. Nunca assim. A Holanda não merecia carregar aquele luto daquela maneira. Como sorrir naquelas vestes? Como encarar aquele jogo à semelhança dos outros jogos? Nos 3 jogos iniciais não houve jogador que não ostentasse um largo sorriso, que não destilasse alegria enquanto corria pelo relvado. Era o prazer pelo prazer. Como fazê-lo naquela noite? Eram energias distintas, antagónicas, incompatíveis. Só lhes restou arrastar a carcaça. Tentar resolver individualmente. Esbracejar. Penar. Adiar o inadiável.

Henk Kesler, o presidente da KNVB {o Madaíl holandês...}, declarou logo no dia seguinte que os holandeses não irão trabalhar no dia 23 {hoje} com a alegria e o brilho nos olhos das semanas anteriores. E que as vitórias e as derrotas, no desporto {como na vida, acrescento eu} estão ligadas intimamente. C'est la vie, já tinham dito os franceses uns dias antes...

E a tristeza que invade o corpo daqui para a frente? A cada ataque espanhol ou italiano uma alfinetada. De cada centro dos pés de Torres ou de cada corte de Aquilani uma dor de alma. A Holanda já não os enfrenta na quinta-feira que vem... Além do que o estúpido do homem não pára com a cena de que a Rússia espera pacientemente no sofá... No sofá? O gajo é mesmo imbecil! No sofá estou eu... enterrado, apático, triste.

Acabou. Já não há verdadeiro prazer na coisa. Quando isso acontece, a Alemanha vem e ganha. É esse o estratagema, sacanas... Campeões europeus pela quarta vez.

sábado, junho 21, 2008

Blog fechado para balanço

A neura é tão grande tão grande tão grande que vai daqui até Vladivostok!

Totialy Futibialy

Enquanto estamos ainda a algumas boas horas do encontro aqui fica um interessante artigo {do Guardian, claro está} sobre os estilos de futebol holandeses e russos {soviéticos, em parte}, e de como eles não são assim tão distantes, e de como apenas os treinadores holandeses vingam na Rússia. E os comentários? Os comentários aos artigos do Guardian são sempre um complemento interessantíssimo. Os ingleses podem não jogar porra nenhuma, mas falar sobre o como a bola é redonda, lá isso, eles fazem-no bem... lol

sexta-feira, junho 20, 2008

C'um c'atano!

Há jogos que estão mesmo fadados para os penalties!

E não é que os tipos conseguiram? Um Alemanha-Turquia vai ser lindo, vai...

quinta-feira, junho 19, 2008

2 minuten stilte a.u.b.

Morreu, prematuramente, Anissa, a filha de Khalid Boulahrouz e de sua esposa Sabia. As nossas sentidas condolências àquele que tem sido um dos mais influentes e importantes jogadores da elftal até então.

quarta-feira, junho 18, 2008

Grande Mãe Rússia!

Boa! 1-0 aos 23 minutos. Em frente, na direcção da Holanda. Era a meia-final que eu desejava. E é um bom castigo para a Suécia pelo modo vergonhoso e calculista com que encarou o jogo frente à Espanha.

E cheira-me que ainda levam mais...

Não, não, não, não e não e mais não...

Algumas casas de apostas inglesas já apostam numa final entre a Holanda e Portugal... Cruzes canhoto! Safa! Valha-me Deus! Não, não quero... quero ser campeão da Europa, senhores... e assim não dá, pois não? Portugal tem sido o carrasco recente da Holanda e nada nos diz que desta vez, mesmo com a melhor equipa do campeonato, isso não volte a acontecer... Não, não, não... LOL


Se querem mesmo saber, cá para mim vai ser assim {embora não aposte massa neste palpite...}. Croácia-Alemanha e Holanda-Espanha nas meias-finais. Alemanha-Holanda na final. Assim sendo, a Holanda sagra-se campeã da Europa uma vez mais, "limpando" Itália, França, Roménia, Suécia ou Rússia, Espanha e Alemanha! E sempre de laranja! No único jogo em que não é a equipa da casa, a final, joga na mesma de laranja pois a Alemanha joga de branco. Laranja mais laranja não há! Hup Holland Hup!

En Dat Is Drie!

E pronto! Já está! O jogo não foi lá grande coisa, mesmo nada, a certa altura dei por mim a bocejar..., mas deu para provar que todas as suspeições eram infundadas. Aqui não há mitras e maroscas. Deu também para perceber que o banco não é tão bom como eu imaginava... Num jogo que provavelmente será o único que irão jogar, jogadores como Tim de Cler, Demy de Zeeuw, Mario Melchiot e, para meu grande desgosto, Ibrahim Afellay, não mostraram valerem muito e desapontaram-me. Cumprem, mas não encantam. Mas foi bom. A equipa refrescou-se, limpou amarelos, ganhou por 2, passeou-se {demasiado...}, van Persie marcou um belíssimo golo e agora a Rússia/Suécia que venha.

terça-feira, junho 17, 2008

En nu het nieuws... #3

A nossa correspondente em Amsterdam, Die Heks, anda perdida entre os festejos. Entre o jogo frente à Itália e o jogo frente à França, e sobretudo daí em diante, o país está submerso em felicidade... e nem ela escapa.

«No outro dia um jornal dava à estampa "A Holanda acorda de manhã com um sorriso". E, realmente, entre as tácticas sábias de van Basten e a segurança que os holandeses demonstram ter nas mãos de van der Sar, para não falar no prazer que é assistir às trocas de bola entre van der Vaart, Sneijder, Robben e companhia, de facto, a Holanda vestiu o seu melhor sorriso. Após o jogo frente à França a multidão enfrentou as ruas e o momento mágico definiu-se – milhares e milhares de campaínhas tocavam à desgarrada. Não havia bicicleta que não tinisse! Só por este momento valeu já a pena a participação no torneio.
E por agora é tudo de Amsterdam, onde a Primavera dá ares de Outono.»
Die Heks

Portugal!, Portugal!, Portugal! [ler aos saltos]

Enquanto na RTP1 uns quantos discutem o papel e a imagem de Portugal lá fora {este "lá fora" é mortal... e José Neves mostro-o bem} e se o futebol é ou não factor de coesão ou de alienação da populaça, uma coisa é certa. Este artigo e esta fabulosa quanto deprimente fotografia, de anteontem, do Guardian, versando sobre o momento e o timing da declaração do Chel$ki em relação ao futuro de Scolari está online e não há nada a fazer... A meu ver {e o eficiente Carlos Coelho até podia colocar esta ideia em prática...} esta exemplar fotografia devia ser impressa aos milhares, em bom papel couché mate {ok, pode ser brilhante... sim, e no verso pode ter impressa uma marca qualquer}, e ser distribuída com a próxima edição do Expresso... Esta fotografia mostra mais deste país do que possamos {ou desejemos} imaginar. Esta fotografia mostra-nos o quão pouco separa a selecção nacional de uma qualquer repartição de finanças incompetente, de uma estação de correios ineficiente, de uma loja do cidadão cega, surda e muda...


{A foto podia ser de Jeff Wall, mas é antes de um tal Francisco Paraíso/AP}

segunda-feira, junho 16, 2008

DJ Sneijder...

Dentro e fora de campo, o pequeno e jovem playmaker é indispensável. Dá música no balneário e espalha melodia em campo. O homem do momento!

Gordon Strachan

Como não gostar deste tipo? Ainda no outro dia aqui revelei a minha passada admiração por este senhor e hoje deixo aqui uma bem disposta entrevista que ele concedeu à BBC.

Ainda a magia laranja...

«Why is the Orange Army so enormous and why do the Dutch play in that flowing, expressive and beautifully co-ordinated style? For the same reasons, really. This particular Dutch team, more so than the last few incarnations, is rooted in the style of the original Dutch invention, Total Football. {...} It involves everyone moving constantly, supporting the entire team in a collective, attacking-and-defending effort. A player who moves out of position is automatically replaced by another from his team, whether it's a striker stepping in to defend or vice-versa. It's ceaseless and fluid and confounds the opposing team. A defender assigned to mark a striker is suddenly marking defender who has gone on the attack. For the team playing Total Football, unity and intuitive collective understanding is everything. The potential for Total Football is obvious - it bedazzles the crowd and baffles the opposition. But it depends entirely on a certain mentality. The players have to be deeply skilled to switch positions easily, or be endlessly drilled in multi-tasking.»
{mais aqui}

Eu até já as meias azul-cueca adoro!... E as camisas do mister desta vez até que escapam...

domingo, junho 15, 2008

«Ó pá, tava fora de jogo, então não vistes?»

Cada dia que passa mais me convenço que uma larga maioria dos portugueses não gosta de futebol. Isto é, não gosta de ver o futebol ser jogado, ser inventado e reinventado, exercido, respirado, homenageado, domado, adorado e sei-lá-mais-que-ado... Não, o que parece aqui valer são as revanches, as mágoas, a falta de objectividade omnipresente, as contas, os cálculos, os resultados, o ter e haver, a puta-que-os-pariu... País de aldrabões, é o que é. Fuma-se no avião como se rouba nos trocos e nas facturas... Como pode um mecânico que não paga impostos saber alguma coisa de bola? Como pode a besta que faz sinais de luzes no túnel do Campo Grande pretender ter uma noção que seja acerca dessa nobre arte que é pensar a bola? Perde-se mais tempo a discutir foras de jogo e estratégias exteriores ao campo do que a admirar, a venerar, a exultar com golos e ataques e manobras e desdobramentos de tirar o fôlego, de fazer o coração palpitar. Aqui centra-se a discussão na hipótese de o novo salário de um jogador poder ou não perturbar-lhe a execução das suas fintas... E em quantos quilos de bacalhau foram na camioneta movida a vontade {ou lá o que é aquele combustível...} Ou no que pensa este e aquele acerca daquele ou daqueloutro... É realmente um país fora de jogo!

Tenham vergonha na cara, meus senhores...

Alguma imprensa francesa, alguma imprensa italiana e, pasmem-se!, alguma imprensa portuguesa andam a sugerir que a selecção holandesa não vai jogar seriamente o jogo contra a Roménia, deixando, portanto, a Roménia vencer o jogo e, desse modo, seguir em frente na competição. É preciso não saber nada de nada! E acima de tudo muita vergonha na cara, uma vez que assim se percebe o que vai na cabeça das pessoas... seria certamente o primeiro pensamento de algumas selecções, não tenho dúvidas, mas tenham juízo e não digam barbaridades. Ó miséria das misérias. Já aquando do último Europeu de Sub21 foi a mesma merda... e a memória continua curta.
Que van Basten vai dar descanso a certos jogadores não restam dúvidas, e atrevo-me a sugerir que Nistelrooy, Boulahrouz, Gio, Sneijder e Kuyt poderam ser elementos a poupar, assim como Ooijer e De Jong ambos com amarelos. Mas restam dúvidas que certos jogadores, que sabem que o mais certo é não jogarem mais senão no próximo jogo devido à forte concorrência, o quererão fazer com toda a gana e golos, muitos golos? Penso em Afellay, Huntelaar, Melchiot, de Cler, por exemplo. O banco holandês é uma equipa do camandro, que tem a lição tão bem estudada como a equipa principal! Podem ser um pouco menos virtuosos {e alguns são-no} mas sabem o que têm a fazer. E o que têm a fazer é ganhar. Ponto final.

«Recorde-se que uma eventual derrota da Holanda qualificaria a Roménia para os quartos-de-final, deixando pelo caminho as poderosas selecções de França e Itália.» Este preciosa conclusão retirei-a d'A Bola, mas poderia ter vindo de muitos outros sítios. As poderosas selecções de que eles falam são aquelas que empataram mal e porcamente com a Roménia!!! E que perderam em toda a linha, e sem espinhas, com a Holanda!!!! Se alguém ficar pelo caminho só se pode queixar de si próprio.

sábado, junho 14, 2008

Uitstekende!!!!!

O sorriso, largo, larguíssimo, ainda não desapareceu da minha face. A joga de ontem à noite foi fabulosa. O golo de Robben é de morte. Henry, de joelhos, bofes de fora*, que o diga. E esta imagem de Ooijer a ir buscar a bola ao fundo das redes de Coupet após o primeiro de quatro é simplesmente irresistível.




* Lol, bofes de fora... Perceberam? Bof!

Alexandre Andrade dixit, parte 2

«PORQUE NÃO APOIO A SELECÇÃO (2): Porque é comandada por um homem sem carácter. Agredir um membro de uma equipa adversária, em directo, e perante milhões de telespectadores, é já de si uma atitude extremamente condenável, e que levaria a despedimento com justa causa em quase todos os sectores profissionais. Negar o sucedido, não dar mostras de arrependimento, minimizar a gravidade do caso por meio de um punhado de trôpegas justificações, e apenas se desculpar muito mais tarde, e ainda por cima claramente a contragosto, eis o que define um perfil moral muito rasteirinho. A cereja em cima do bolo foi o recurso apresentado após uma sanção que só pecou por brandura, recurso apoiado pela Federação e inexplicavelmente acatado pela UEFA. Todo o país ficou a saber que ao seleccionador da equipa nacional de futebol tudo se desculpa. Não deveria ser assim, Trata-se de um cargo principescamente remunerado, com elevada exposição mediática e que acarreta responsabilidades de representação do país. A tolerância para prevaricações e comportamentos de arruaceiro deveria ser menor do que num cargo normal, e não maior.
Scolari é um grande treinador; isso não contesto. [eu aqui tenho de contestar...] Acho bastante graça àqueles que tentam relativizar o seu brilhante currículo por meio de golpes de rins argumentativos que fariam inveja aos sofistas da antiguidade. Porém, ser um grande treinador não chega.»




Chamo igualmente a atenção para um outro texto do Alexandre em relação ao sururu causado por uma afirmação de Lukas Podolski sobre como «o futebol é como o xadrez, mas sem os dados». Ao que parece Podolski detém mais do que aquela dose de inteligência que estamos geralmente dispostos a querer reconhecer num jogador de futebol. Só pode ser por estarmos mal habituados... Mas esquecemo-nos que lá para cima os tempos, os climas, os governos, os mercados, os camionistas, enfim, os jogadores são outros. Isto fez-me lembrar umas citações muito interessantes {que aqui postei há uns tempos atrás} sobre o papel do raciocínio no futebol holandês. E faz-me lembrar, claro, o belíssimo jogo de hoje frente à França {tal como a anterior frente à Itália} onde se pôde ver na prática estas linhas de Auke Kok – «The good player is the player who touches the ball only once. And knows where to run.»