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quinta-feira, agosto 30, 2012

Taking Off


Ontem à tarde {gazeta!} vi finalmente o Milos Forman de 1971, de seu nome Taking Off. Mais do que o filme propriamente dito, que gramei à brava, foi Buck Henry quem me fascinou mais. Buck Henry?! De onde saiu este tipo? Este gajo é lindo! Onde? Como? Porquê? Imediatamente me lembrei da saga Alan Arkin de há uns tempos atrás. Ao rever Edward Scissors Hands com a M. só pude encontrar conforto no pai da shoplifter mais querida da América, um tal de Alan Arkin. Mas por que raio nunca tinha dado atenção ao Alan Arkin? Wikipédia/IMDB com ele, listinha da filmografia e toca de baixar {quase} tudo por onde Alan Arkin andou. Foram tempos interessantes aqueles. Durantes alguns dias só via Alan Arkin à frente. Pois cheira-me que agora vai passar-se o mesmo com o Buck Henry. Mas, espera... Ele é Shortcuts, ele é The Man Who Fell to Earth, ele é Gloria, The Gradute, Catch-22 {+ Alan Arkin!}, To Die For... Vai ser interessante este princípio de Setembro!

E o Taking Off ? Muito bom, como quase tudo o que viu a luz do dia em 1971. Deixo-vos esta bela sequência. Palavras para quê?

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Tantos anos depois... e ainda temos de aturar este ser... safa!

Há 15 anos atrás fui um dos lucky few a participar no projecto "Estás Dispensado". Estávamos em 1996 e Cavaco Silva corria para Belém, após prolongado tabú. Naquele Janeiro foi Jorge Sampaio quem ganhou, logo na primeira volta. O povo estava farto do homem de Boliqueime, caramba! Mas o homem não desistiu, esperou pacientemente {enquanto fazia uns negócios chorudos com os seus amigos da SLN...}, chegou mesmo a Belém e hoje, infelizmente, parece que esta colecção de cromos ainda dá ares de fazer sentido. É impressionante a longevidade política deste ser... só mesmo por estas bandas... safa!

Aqui ficam os cromos. Partilhem à vontade. Coloquem no nosso perfil do FB, linkem para os vossos blogs, whatever... Apenas vos peço que mencionem sempre {ou que linkem para aqui} o crédito do projecto, que se deve única e exclusivamente ao Luís Félix. O maior cromo de todos!





























sexta-feira, junho 11, 2010

Cromos jacta est



Este é o cromo n.º 4. É o emblema oficial do Campeonato do Mundo de Futebol 2010. É o último cromo a ser colado na minha caderneta Panini. Agora mesmo. Já está. Terminei. Falta 1 hora para iniciar o torneio. Que ganhe o melhor. Que ganhe a Holanda... ;)



Um agradecimento a todos aqueles com quem troquei cromos, nos locais mais inesperados, nas situações mais bizarras, e em especial aos putos da Parada {o "Cid", o "Rafa" e o Francisco}.
Um agradecimento mais especial ainda à prima Marta, que foi quem me arranjou o n.º 4.

sábado, maio 29, 2010

Cromito Ergo Sum

Ao longo das últimas semanas fui trocando cromos com inúmeras pessoas nas mais diversas situações. No CC Amoreiras, no CC Vasco da Gama, no Parque Eduardo VII, no Chiado, sempre com desconhecidos {até então}, sempre com marcação prévia via internet, nomeadamente através da página dedicada criada no Facebook. Também houve as trocas ocasionais com alguns filhos de alguns amigos meus. Mas o ambiente de eleição, o local mais adequado e aprazível e os parceiros mais curtidos são o Jardim da Parada, o parque infantil e o grupinho de 3 putos que por lá andam, dia sim dia não, ao final da tarde, respectivamente.

Praticamente todos os dias, após apanhar a Júlia na creche, dirijo-me ao parque infantil com ela. E praticamente todos os dias me encontro lá com o Rafael {aka "Rafa"}, com o Dias {aka "Cid", aka "Ciclista"} e com o Francisco {aka "Didi"}. Mal chego, tiro a miúda do carrinho, levanto os olhos para o cimo da torre de madeira onde eles costumam assentar praça e pergunto «Então, como estamos de repetidos hoje?». Saltam lá de cima para o andar térreo da estrutura e, sem ser preciso dizer nada, começamos todos a tomar posições e a preparar os molhos dos repetidos. Até ontem à tarde o ritual era o seguinte: eu comparava os repetidos de cada um deles com a minha lista, retirava do monte os que não tinha e depois de os contar {digamos que eram 7} passava-lhes para a mão o meu monte e eles retiravam os tais 7 {que quase sempre acabavam por ser 10, ou 12, ou 15...; que querem?, sou um tipo porreiro...}.

Pois ontem o cenário mudou. O "Rafa" tem-se aplicado, ou melhor, o pai dele tem andado a trabalhar em exclusivo para a Panini..., e agora é ele quem está mais próximo do fim. Ontem faltavam-lhe 20 contra os meus 40 e poucos. Isto significa que fui eu quem começou por ver os repetidos dele {para cima de 200...}. Encontrei 9, uma boa colheita. Depois, foi a vez dele. Encontrou 1... «Chiça, só vou poder trocar 1 contigo, Rafa...», exclamei desanimado. «Não, senhor. Pode ficar com os 9.» «Rafa, nada disso, troca é troca, é 1 por 1...» «Então e os que o senhor já me foi dando ao longo dos tempos? Fique lá com eles. É que nem se fala mais nisso.» Lindo! Grande "Rafa". Depois foi a vez do "Cid". No monte dele apenas encontrei 1 cromo em falta. «Xiiii..., estou com azar» «Não desesperes Cid, o Rafa deu-me agora mesmo 9 por 1. Dá-me esse e tira lá 9. E assim retribuímos, e assim agradecemos ao anterior e servimos o próximo.» Lindo! Todos percebemos a importância da coisa. E seguimos com o ciclo. O devir.

quinta-feira, maio 20, 2010

Cromwell



Lindo! Hoje troquei 5 cromos {como prometido} pelo Rafel van der Vaart! Deste modo acabo a selecção holandesa, a oranje elftal. Isto significa que a Holanda vai ser a próxima equipa campeã do mundo, pois toda a gente sabe que a primeira selecção a ser concluída é a selecção que ganha a competição! Isto significa que eu estou feliz. Viva!

terça-feira, maio 18, 2010

Cromados

Hoje, ao longo do dia, vários momentos houve em que me encontrei em pleno estado de cold turkey. Isto porque decidi, ontem, não comprar mais carteirinhas de cromos. Ontem os meus repetidos atingiram o mesmo número das minhas faltas. Pareceu-me pois o momento ideal para parar de dar massaroca à Panini e começar a apostar fortemente na troca. A troca é, de resto, aos meus olhos {e não estou sozinho nisto}, a essência de toda esta cena em redor das colecções de cromos. Mas a ida ao quiosque e toda a expectativa do «será que é desta que me sai o Rafael van der Vaart?» não são de menosprezar, claro está, e daí a ansiedade, a dificuldade do impulso contido, da repressão da recaída.

Mas a troca é o que me resta e é na troca que tenho de investir. E assim tem sido. Só hoje foram vários momentos. Depois do almoço telefonei para uma miúda que usara o fórum do Facebook para divulgar o seu telemóvel e a sua lista de repetidos. Atende-me um tipo. Diz-me que desligue que já me telefona, que assim não gasto dinheiro, que ele telefona do fixo lá do banco. Afinal é o pai da miúda que faz a colecção. Afinal é a miúda quem sabe mexer-se nesta coisa da net e das redes sociais, ele, o pai, só gasta mesmo é o dinheiro do patrão nos telefonemas para as trocas... E isto tudo com um sotaque do camandro. O tipo era, e estava, de Viseu. Na boa, desculpei-me, fica para a próxima. Isto de trocar cromos via Correios não é para mim... Talvez quando só me faltar apenas o Rafael van der Vaart... Ao fim da tarde desloquei-me ao meu local de eleição, o Jardim Infantil do Jardim da Parada. Ali, sim, estou à vontade. Os putos já me conhecem, abrem o olho quando os cumprimento, ficam logo excitados quando lhes pergunto «como vamos de repetidos?», organizam-se e fazem bicha para a cerimónia. LOL. Genial. Além do mais, sabem que sou generoso, pois sobra sempre um ou dois a mais para o lado deles... Aquilo é geralmente uma comoção, há pais que sorriem, outros que olham meio de lado, outros que nem dão conta do que se passa, mas hoje à tarde foi particularmente interessante, pois juntou-se à equação mais um elemento, de resto, bem bizarro. A certa altura aparece na jogada uma velhota, uma avó, óculos na ponta do nariz, com a lista e tudo, ao serviço do seu neto mais velho. Não deu para resistir e lá me sentei {por acaso até foi de pé...} com a senhora e trocámos uns quantos cromos. A mulher exultava. Só falava nas virtudes da troca, do contacto entre as pessoas, ria-se e perguntava-me se eu não concordava com ela, que estava a adorar tudo aquilo, «ai que giro, ai que engraçado», que tinha imensa pena de não ter mais repetidos pois eu tinha tantos que ela {perdão, o neto} não tinha ainda... entretanto, já os putos jogavam portableplaystation a um canto. Um fim de tarde muito bem passado, portanto. Nem me lembrei mais das carteiras, dentro da caixa, na prateleira, no quiosque, ao virar da esquina...

sábado, maio 15, 2010

Chromdioxid

Hoje de manhã fui a um quiosque que ainda não frequentara, ali mesmo em frente à Tentadora. Comprei 3 carteirinhas. Dos 15 cromos que saltaram cá para fora, não tinha 8 deles. Fixe! Nesta fase do campeonato, isto é um bom resultado, pois há dias em que só me sai 1 em cada 5. Os possíveis 3 deram assim em 8, quase o triplo. Nada mal, mesmo. Fiquei a pensar nisso durante a manhã. Ou seja, não deu para resistir e ao fim da manhã dei lá mais uma saltadela. Comprei mais 3 carteirinhas. Mais uns 10, ou coisa que o valha, directamente para a caderneta. Wow! «O que se passa aqui? Quiosque do caraças», pensei. «Tenho de vir aqui mais umas quantas vezes». Depois comecei a pensar que talvez não fosse do quiosque, mas sim da caixa. E lembrei-me de que aquela caixa estava quase no fim, e que até havia uma outra lá ao lado dessa pronta a estrear. Bom, passei o almoço a desejar que o quiosque não fechasse às 13h jurando para mim mesmo que tinha de lá dar mais uma saltadela, que estas coisas não são para deixar passar ao lado. Meu dito, meu feito. Voltei lá e pedi mais 5 carteirinhas. «Vê lá se há aí que cheguem», diz a tipa ao tipo, já com a tal caixa por abrir na mão. «Ainda há 6...», diz ele. «São para mim!», atirei. Vim para casa deliciar-me. Mais surpresas. Abri uma carteirinha só com 3 cromos em vez de 5. Abri outra com 6, mais 1 do que o costume. E voltei a conseguir uma carrada de jogadores que não tinha. Conclusão: aquela caixa estava toda marada, disso não tenho dúvidas. Escapou ao rigoroso controlo da Panini. Saiu com várias imperfeições. O número de cromos nas carteirinhas não estava certo, os repetidos não se sucediam como habitualmente. Era como se cada carteirinha, ao ser aberta, me sussurrasse «toma lá, aproveita, desbunda aí, valeu a pena ter furado o cerco». Uma caixa maverick, rebelde, anarco-punk-hardcore. Fui um dos que tive o prazer de a conhecer. Não há destas todos os dias.

sexta-feira, maio 14, 2010

Cromagnon



Já só me faltam menos de 200, logo já entrei na fase da lista. A listinha com as faltas, onde cuidadosamente se vai dando baixa do que se vai conquistando. Já troquei cromos na esquina em frente d'A Brasileira, já troquei cromos no Parque Eduardo VII {de dia...}, já voltei a trocar cromos com os putos do Jardim da Parada e estou a sair para ir ao CC Colombo para um mega encontro {seja lá o que isso for} de trocas de cromos. Estou lixado. Apanhado. Já não penso comprar muito mais carteiras {isto se conseguir resistir aos impulso...}, estou numa de apostar nas trocas. E começo a pensar noutras coisas paralelas...

Não era do caraças fazer um levantamento dos tipos de listas que cada um vai fazendo? Já vi cada uma. Cada cromo faz a sua lista. Umas lêem-se na horizontal, outras na vertical. Umas em Excel, outras em Word. Uns até fazem a lista dos que faltam e a lista dos repetidos. Há tipos que até identificam os cromos que têm repetidos em duplicado, e em triplicado. Utilizam-se cores diferentes para cada centena {esta eu vi, gostei e é a que utilizo} de modo a facilitar a consulta. Uns colocam os filetes nas tabelas {ó ruído, o horror...}, outros não. É um mundo, este das listas dos que faltam...

E literatura? Será que há literatura sobre os processos da Panini? É fascinante quando um tipo se põe a imaginar como é que todos este circo se monta. Só o processo de pré-impressão, impressão e pós-impressão dos cromos em si mesmos é certamente interessantíssimo. Adoraria ver aquelas máquinas a bulir... Mas o que dizer do processo de distribuição dos cromos pelas carteirinhas e depois das carteirinhas pelos quiosques, a sua introdução no mercado? Deve ser lindo. E aposto que deve haver matemáticos, estatísticos, politólogos e outros tantos loucos por detrás desse processo. Como se controla a criação de cromos repetidos no mercado {no fundo, os custos, ou seja, o ganha-pão da Panini...}, como se determina quais os futebolistas que ficam para o fim {aqueles que nunca ninguém tem} e como se atinge esse propósito? Deve haver literatura sobre isto. Vou averiguar...

E os hábitos e rituais de compra? Uns compram as caixas inteiras, toma-lá-60-euros-passa-para-cá-100-carteiras {estes tipos deviam ser banidos!}, uns nunca compram no mesmo dia mais do que uma vez, outros nunca compram no mesmo sítio. Já vi tipos que compram em quiosques de Londres {o trabalho lava-os lá com frequência...}, outros pedem a amigos para comprar carradas deles no Rio de Janeiro {são mais baratos; além de terem outro tipo de saída e de distribuição; lá está...}. Vou ali comprar mais uma e já venho...

quarta-feira, maio 12, 2010

Cromices



Ontem à tarde, em pelo parque infantil do Jardim da Parada, troquei o meu Aguero pelo símbolo da Federação de Futebol Brasileira. Se vissem a cara do puto quando viu o Aguero. Foi lindo.