«As for their fans, one shell-shocked supporter in Geneva told my fellow blogger Fletch that he was hugely disappointed that Scolari was on his way. "He is a great loss for Portugal," said a downcast Joao Soares. "I'm very surprised. I don't think the people of Portugal were expecting this." Wistfully, he added: "Maybe Jose Mourinho can coach the national team now." Sorry, Joao, I don't think that's going to happen.»
Este "Sorry, Joao" é de morte!
A imprensa desportiva inglesa é das que mais gozo me dá ler. Não há volta a dar. Mais ainda nos dias que correm, uma vez que a Inglaterra não participa no europeu de futebol o que lhes permite detonarem ainda mais a verve e o humor jorra mais limpo, menos biased. Além de que mantêm o apoio à selecção holandesa... lol. Quando leremos um artigo {comentários inclusive} escrito assim nestes termos, neste tom, na imprensa nacional? No dia de são-nunca-à-tarde... cheira-me.
Ei?!... Mas onde está o homem do momento? Vai ali a correr? Não. Está ali no assalto ao homem da noite? Não. Está deitado na relva, sozinho, de barriga para baixo, cara escondida, chorando convulsivamente, criança que é, rapazinho que julgam ser, homem sábio e determinado {leia-se, homem de negócios} que sabe ser. Depois desse momento, triste momento, de uma estranha solidão, só lhe restou levantar-se, juntar-se ao grupo, pentear-se para além do razoável, ir ao levantar da taça junto a Bobby Charlton numa das maiores e melhores encenações desportivas de que me lembro, trincar a medalha como só ele sabe e, já hoje, dizer {eu li-o no Guardian} que não promete nada aos adeptos do ManU... Sim, que ainda restam algumas metas a cumprir.
Mas, devo confessar, e aqui vem algo que nunca pensei vir a dizer, ontem até que gostei de o ver jogar {na primeira parte}. Os sucessivos centros eram de morte e o golo é muito bom. Elegante. Deu mesmo gosto vê-lo jogar. Se alguma vez pensei vir a dizer isto... Mas também é verdade que na segunda parte desapareceu e que no momento decisivo falhou. Mas como Deus é um tipo esquisito fez antes {depois} escorregar Terry e deu a Ronaldo e companhia a terceira taça dos campeões. Bom, parabéns aos Red Devils.
Ainda no rescaldo de Tropa de Elite, e sabendo como os cariocas são danados para a sacanagem, e sabendo que um dos pilares da Humanidade é o riso (quem tiver dúvidas veja o notável filme de Preston Sturges, Sullivan's Travels), não resisto e deixo aqui esta sacanagem ao Botafogo (e eu até que simpatizo com o Fogoooo...) inspirada no Tropa de Elite...
Bem no fim da minha rua. Sempre que por lá passo oiço o chiar dos sapatos e as batidas na parede. Naturalmente que és tu, Serafim, quem me vem à memória!
Ontem à tarde foi a vez de mais uma sessão de Pan-Americanos 2007. E que sessão! Partida às 15:00 e regresso pelas 21:00, numa verdadeira excursão ao Engenhão (o novíssimo e belíssimo estádio olímpico do Rio de Janeiro). Cinco adultos e seis crianças de metrô e trem pelos subúrbios até Engenho de Dentro e aí rumo a umas quantas horas de Atletismo. Pois, Atletismo. Eu até nem dava um chuto pela modalidade, fui mais pelo passeio, mas vim de lá feliz como uma criança. Bem, na realidade, as crianças não estavam assim tão felizes... Os adultos sim. Ontem percebi o porquê do Atletismo ser considerada a modalidade forte dos Jogos Olímpicos e similares. É emoção garantida e, desta feita, acrescida visto o Brasil estar a jogar em casa e ter uma torcida reconhecidamente alegre. Levou mesmo dois ouros ontem à tarde (ver e ouvir o hino nacional na cerimónia dos 1500 metros já aqui em baixo).
Ficámos nuns lugares pura e simplesmente geniais (mesmo em cima da meta) e tivémos direito a 200, 400 e 1500m femininos e masculinos, com e sem barreiras, salto em comprimento (o outro ouro brasileiro), lançamento do martelo (o desprezo geral por esta modalidade é assustador...) e, para mim a crème de la crème, o salto em altura. Sempre me fascinou a modalidade e ontem poder acompanhar uma final feminina foi muito entusiasmante. Ir vendo a fasquia subir gradualmente, ver as atletas com as melhores marcas em compasso de espera enquanto as mais fracas vão trabalhando, ver umas sair de prova e ver as que lutam pelas medalhas sobressair, enfim, assistir a todo um trabalho e a toda uma estratégia (que sempre me escapou na televisão) foi do caraças. Desde o primeiro momento, escolhi a canadiana Forrester (alta, esguia, linda) como minha favorita, mas acabou por ser a mexicana Rifka (genial mexicana!) a levar o ouro deixando para Forrester a prata. Sempre de pé, binóculos em riste, vivi um pouco da emoção olímpica. Valeu!
Estive tão embrenhado no salto em altura que nem me lembrei de filmar um ou outro salto... Pena. Mas aqui ficam os 400m barreiras masculinos.
E hoje foi a vez de realizar mais um sonho de longa data. O Badminton (final masculina e final mista de pares) ao vivo, nos Pan-Americanos 2007. [Ok, quem quiser pode gozar... Mas acabaram-se as esquisitices, para a semana fico-me pelo atletismo e pelo futebol.] Deu até para a Matilde ganhar um dos volantes utilizados na final mista de pares! O norte-americano vencedor deu show no final distribuindo volantes pelo público, chegando mesmo a vestir a camisola canarinha. Um acto redentor perante o público brasileiro, eternamente contra e ainda visivelmente ofendido com o episódio do Welcome to the Congo!...
Hoje realizei um sonho de longa data. Assisti, ao vivo, a um jogo de Hockey em Campo, numa das eliminatórias dos Jogos Pan-Americanos 2007. [É, eu sei, mais um dos meus estranhos interesses, mas o que fazer?] Fui com o meu amigo Zé assistir à vitória por 4 a 0 da Argentina (os que correm para o ouro) sobre Cuba. Bela tarde a ali passada, entre a torcida cubana, os piores hamburguers que alguma vez comi, a equipa brasileira feminina que treinava no campo ao lado, e a joga propriamente dita. Até o gigantesco engarrafamento, na Avenida Brasil, no regresso passou bem... Nada como as férias, o ócio e uma terra estrangeira.