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sexta-feira, julho 02, 2010

Momento do jogo (4)

Mesmo no cair do pano, depois de já terem desperdiçado uma ou duas possibilidades fortes de marcarem mais um golo, os holandeses fazem um ataque mortal. Estão 3 jogadores a ameaçar Júlio César – seriam Huntelaar, Sneijder e Kuyt? – e é só uma questão de ver quem marca o terceiro golo e fecha o jogo. Pois não é que aparece ainda um quarto holandês, Robben, fica com a bola e com um toque absurdo passa a bola para trás – afastando-a da baliza! – em direcção a um jogador brasileiro?! Eu que pensava que a arrogância típica desta selecção tinha sido trocada pela ganância típica de quem quer ganhar o torneio fiquei deveras preocupado, leia-se irritado. Foi apenas um lapso ou temos de temer o pior nos dois jogos que aí vêm?


Não tenho imagem para ilustrar este momento, é pena.

quarta-feira, junho 30, 2010

Look into my eyes... look into my eyes...



... at the count of 3, next friday, around 5 p.m., you'll wake up and find that you're doomed. Bon voyage!



{pequeno momento de arrogância, misturada com humor apesar de tudo, vá lá, permitam-mo, caramba, nunca mais é sexta-feira...}

segunda-feira, junho 21, 2010

A arrogância não ganha campeonatos do mundo. Nem a ganância...



Se perguntarmos a qualquer holandês qual foi o momento mais traumático da nação holandesa no pós-Segunda Guerra Mundial, ele não terá muitas dúvidas em apontar a final do Campeonato do Mundo de 1974. Frente à Alemanha, na Alemanha, com a melhor equipa do planeta e, ainda assim, «são 11 contra 11 e no fim ganham os alemães»... Cruijff, van Hanegem, Neeskens, Suurbier, Rep, Krol, Rensenbrink, entre outros, levaram a "laranja mecânica" {a original} à final em Munique, tendo eliminado selecções como o Brasil, a Argentina, a RDA, Bulgária, Uruguai; do primeiro ao último jogo apenas 1 empate, tudo o resto foram vitórias. Pelo meio Cruijff teve tempo para inventar a "Cruijff turn" Como perderam, então, aquela final?

Parece ser mais ou menos consensual {até alguns jogadores de então assumem a acusação} que a perderam devido à arrogância. Devido à arrogância que demonstraram perante os jogadores alemães, especialmente nos 20 e poucos minutos que se seguiram ao golo holandês, logo a abrir o jogo. Foram arrogantes, quiseram mostrar aos "toscos" dos alemães como é que se fazia, e os "toscos" dos alemães começaram a ficar irritados, visivelmente picados e, pim pam pum, deram a volta ao jogo. Deutschland ist weltmeister! {uma vez mais...} A arrogância não é boa conselheira. Desta vez, na África do Sul, a arrogância não parece ser um problema. Já a ganância...

Desta vez, a meu ver, corremos o sério perigo de perdermos novamente o tão ambicionado troféu. Não há jogador ali que não mencione a vontade imensa com que está, com que estão, em ganhar a taça. O Marc van Bommel chegou a dizer numa entrevista que quando vê o Breitner {p. ex.} na televisão vê o nome dele e em baixo weltmeister escrito e que também ele quer aquilo. A larga maioria dos adeptos, nos comentários pela blogosfera fora, dizem que estão fartos do jogo bonito e que querem é a taça. O Wesley Sneider diz que quer ganhar tudo o que há para ganhar e atreve-se a trazer o Inter de Mourinho para a conversa, tipo «não estamos a jogar bem, e então!?». Isto não vai bem. Há muito tempo que a selecção holandesa não entrava numa competição com os olhos tão postos na taça. Tão postos na taça que no campo nem vê-los. Quase que dá vontade de perguntar o que é pior, se uma equipa má a jogar mal, se uma equipa boa a jogar mal. Para mim, a resposta é mais do que óbvia... Sobretudo porque, caso percam, a meio do caminho, o que restará? Uns quantos jogos manhosos! É isso que querem? Eu não...