quarta-feira, julho 11, 2007

"Pedalinhos" na Lagoa

Uma vista peculiar...

O (famoso) morro do Pão de Açúcar visto da Fortaleza de São Francisco. Donde se comprova que o ponto de vista determina o que se avista.


Iguarias (03)

Cachaça "Milagre de Minas". Bebida a copo, ontem à noite, no Bar da Graça. Bom demais.

terça-feira, julho 10, 2007

Piauí

Uma revista a ter em conta. Aconselha-se vivamente. Recentemente lançada no mercado brasileiro, trata-se de uma revista muito bem escrita, com uma seleção de matérias muito interessante, em cima do assunto e de um grafismo sério, equilibrado e discreto. Um bom exemplo brasileiro. Comprei a de Julho, ando a lê-la e já só penso em como será a de Agosto...

O Stefan Zweig estava enganado...

Estou sentado nas areias da Princesinha do Mar (Copacabana nas palavras do grande Dick Farney). A dois/três metros de mim, mais abaixo, dois grupos de jovens. Cada grupo de quatro ou cinco caras. Pela esquerda surjem dois policiais. Calções pretos, camiseta branca, cinto equipado (pistola, rádio, algemas, the works). Aproximam-se do primeiro grupo e começam a falar calmamente. Não percebo o que dizem mas logo, logo, vejo um policial pegar nas duas mãos (à vez) de cada um deles e levá-las ao nariz. O policial cheirou as mãos dos caras! Não encontrando vestígios de maconha nelas deixa o grupinho e avança para o próximo. Aí repete a converseta e a operação olfactiva. Uma vez mais não encontrou vestígios de maconha e partiu, junto com o outro, para outras paragens.
Impressionante, não? Escusado será dizer que todos os caras cheirados eram pretos, "negões" mesmo. A praia estava cheia de malta, branquelas, mulatos, gringos. Mas só aqueles ali foram cheirados. É por estas e por outras que temos de chegar à conclusão de que o Stefan Zweig estava enganado quando escreveu (em 1941) que o Brasil tinha de ser observado atentamente pelo mundo inteiro por ter resolvido as questões das diferenças étnicas e do racismo pura e simplesmente...

Copacabana

Dois dias seguidos em regime carioca. Café da manhã, metrô, praia. Quando a fome começa a falar, biscoito de polvilho. Quando a fome fala mais alto (e o sol aperta ainda mais), entrar no asfalto (na sombra) e procurar um boteco onde se beba um suco (ou um chope) e se coma uma salada (ou um bauru). Depois, passear um pouco pelo calçadão e voltar à areia. No resto da tarde, ler, mergulhar, jogar frescoball com a filha (na realidade, treiná-la; ainda não se trata bem de jogar...), ducha comum para tirar o sal e uma última mirada no oceano. Depois, metrô, centro da cidade, suco e pão de queijo na esquina e subida no bondinho para Santa Teresa.

domingo, julho 08, 2007

Parabéns...

... do Anauel à família Jabor por ter sido acrescida de mais uma alminha.
Sê bem-vindo a esta terra João!

sábado, julho 07, 2007

Os "gringo" não prestam mesmo

Ainda a propósito do post anterior e da relação do povo brasileiro com os norte-americanos.
Se nós, na Europa, os odiamos (quando o fazemos), parece-me que, na verdade, tal nunca passa de um exercício teórico. É sempre uma questão de princípios, de partituras diametralmente opostas (em que a nossa é harmoniosa e a deles atónica), de planos onde estados de alma se degladiam e expressam pasmo e amor/ódio de parte a parte.
Ao contrário, quando os brasileiros (e aqui arrisco-me a dizer os sul-americanos) partem para odiar os norte-americanos eles partem mesmo. Se o plano teórico acima referido existe (quando existe), ele é virtualmente apagado por um outro, o plano físico, o plano da derme. Este pessoal aqui sabe o que é sofrer nas mãos destes tipos. E quando não se trata de agressões a si mesmos, servem as agressões aos vizinhos. Um brasileiro sente na pele uma agressão a um chileno ou a um venezuelano. E o inverso aplica-se. Ouvir um brasileiro a falar dos EUA e das suas políticas é algo a que não estamos habituados. É uma realidade que nos escapa. Sabem coisas que nos passam ao lado, vibram com episódios que não nos dizem nada, saltam constantemente referências que nos escapam. Se na Europa nos parece plausível (teoricamente, uma vez mais) que meio mundo odeie os norte-americanos, aqui, à conversa com brasileiros, aproximamo-nos um pouco mais do porquê, e do como. Todo o fascínio ocidental pela herança revolucionária e pujança resistente oriundas do hemisfério sul foram, na realidade, conquistadas e forjadas nas múltiplas desgraças e atrocidades que aconteceram mesmo por estas bandas. E, invariavelmente, a origem de tais atrocidades, de tamanho sofrimento, reside nos EUA. Por isso os odeiam.

Welcome to the Congo!

Se os norte-americanos já iam ser naturalmente vaiados assim que pusessem os pés no Rio de Janeiro, agora, bem, agora pode mesmo haver motivo para preocupação. Os caras não se enxergam mesmo, maior cara de pau, né?

Perceber a coisa aqui. Estes gringos são mesmo uns babacas.

Da margem sul para o hemisfério sul

O meu amigo Serafim sobe, já tarde e cambaleante (não passou ele as últimas horas no British?), de Cacilhas até Almada Velha e resolve dar uma telefonada. Um oceano inteirinho entre nós e a sintonia mantém-se. Ele no British, eu no Gomes, ambos na vida. Haja Deus e saúdinha!

Gomes

O balanço levou-me então ao Gomes, também aqui em Santa Teresa. Bar de esquina (em frente ao clube de vídeo que eu gostaria de ter em Campo de Ourique!), ares argentinos, antiga mercearia, bar de tapas e cerveja a rodos. Animação garantida toda a noite, este é um bar que possui o seu próprio bloco de carnaval.


[Eu vi-te lá ó Gomes, de boina axadrezada, calças largas e chinelas de dedo. Ai vi-te, vi-te.]

sexta-feira, julho 06, 2007

Marcô

Algumas horas de jam session na companhia de um amigo, bebendo umas caipirinhas e comendo um pão árabe com humus tahine só faz bem à alma. Tudo isto é possível às sextas-feiras ao fim do dia no Marcô (Almirante Alexandrino 412, Largo dos Guimarães, Santa Teresa, Rio de Janeiro).
Agora, que estou meio abalançado e que os planos para jantar foram cancelados, o que faço com este balanço?...

Travessia do Bondinho sobre os Arcos da Lapa

Seu Getúlio

Um dos pontos altos de Santa Teresa é, sem dúvida, o ponto do seu Getúlio. Artista da rua, homem de criação repentista, reciclador de materiais, oportunista, Getúlio fez do bondinho o seu ex-libris e, literalmente, oficina. Tudo isto sob a copa de uma árvore abençoada. Ali, na rua, na curva, este homem debita e expõe o seu próprio imaginário do vasto imaginário brasileiro.









quinta-feira, julho 05, 2007

Bondinho

Hoje passámos a manhã inteira percorrendo Santa Teresa no balanço do bondinho. Para lá e para cá. Num ritmo muito próprio, muito muito próprio.
















Foto de Susana Durão.