segunda-feira, maio 21, 2012

quinta-feira, maio 10, 2012

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Já aqui vos disse que a The Blizzard é do melhor que há? Ah, ok, pois, para aí umas mil vezes... Mas não desisto. Ao fim de um ano de existência, continua de uma qualidade absurda. Assinem a revista ou comprem números avulsos, vale todos os pennies que lá deixarem (e se for edição electrónica, até só pagam o que quiserem!). Toda a ajuda é enorme para Jonathan Wilson e seus colaboradores. Todo o prazer é nosso.

segunda-feira, maio 07, 2012

Ainda o Pingo Doce...



Existe uma grande diferença entre condição e situação. Ao contrário do que pensa Pacheco Pereira*, aqueles portugueses que ali foram {porque foram, ninguém os obrigou}, que ali se sujeitaram {ao tempo, ao stress, à fome, à agitação, ao desespero; apesar de tudo, coisas muito distantes da humilhação, do espezinhamento, da agressão que tantos propalaram}, não sentiam {se sentiam; quando sentiam} vergonha da sua condição, antes da sua situação. A vergonha estava ali, com eles, de mão dada, ombro a ombro com a vergonha do vizinho. A vergonha é só mais um, no meio da maralha. E assim perde peso, não conta verdadeiramente. A vergonha não é para aqui chamada. Os portugueses são, no fundo, desavergonhados. Porque ignorantes, em geral. A vergonha de uma condição é resultado de inteligência, de análise, de ponderação, de discussão aos mais vários níveis. A vergonha de uma condição é um acto heróico, difícil para caraças, coisa rara. A vergonha de uma situação é a consequência do dia-a-dia, é assim mesmo, calha a todos {ainda ontem me tocou a mim...}. Aqueles portugueses ali, à espera do bónus de 50%, continuam a ser os mesmos toscos do costume, aqueles que acham que vivem no melhor dos países, que não há povo melhor. Lisboa é linda. E faz bom tempo. E que somos amáveis. Podemos ser porcos, ignorantes, broncos e não ter absolutamente nenhum respeito por nós mesmos, mas... Ai, este mas. Isto, sim, é uma condição. E aqui não há vergonha que leve a melhor. Há muito tempo que assim é, e cheira-me que por muito tempo assim será. Com crise, ou sem crise.

Mas, então, e a violência? E a polícia {a "tropa de choque", como dizia Daniel Oliveira...; meu Deus em que mundo vive a criatura?}, não foi chamada? E a confusão? O caos? Não contam? Primeiro, vimos o que nos mostraram. E o que quisemos ver do que nos mostraram. Segundo, o caos, não duvidemos, é apenas resultado {uma vez mais, e quantas mais daqui para a frente...} da junção da má organização e gestão de um evento {por parte do Pingo Doce} com a ignorância generalizada e a incapacidade de ler as situações {por parte da populaça}. É tão simples. É que é mesmo. Não vimos já isto na ponte, a caminho das praias? No Chiado, a caminho sabe-se lá do quê? Na Expo'98? Na Feira do Livro?

E por falar em livros. O que fazer em relação a um outro argumento tão abordado, aqui e ali, de que uma coisa é tolerar este tipo de situações por causa de comida e outra é tolerá-las por "cultura". Que uma coisa é sujeitar-mo-nos a uma fila para consumir livros na Feira/música no Pavilhão/gelado no Santini/iPad na Fnac e que outra coisa é fazer bicha no Pingo Doce para ter óleo de fritar a metade do preço. Bom, não é verdade. É tudo a mesma coisa. É consumo. Qual cultura, qual bens de primeira necessidade. É consumo. É identidade. É prazer. É «eu estive lá». Cheira-me que isto é o que verdadeiramente chocou tanta gente. Foi perceber que não há grandes diferenças {ui, olhai a vergonha a surgir...} entre uma coisa e outra, entre uns e outros. E só uma questão de grau. E que a liberdade de cada um gastar o seu tempo, o seu dinheiro, a sua vergonha, onde quiser, quando quiser e em que fila quiser é um direito valioso. E que uns não são mais desgraçados, por escolherem uma fila, nem os outros mais afortunados, por escolherem outra bicha. Bela lição, sim senhor.

Bom, mas e então o dumping? E o respeito pela lei? Nas conversas, consoante os argumentos vão fraquejando, parece-me que se chega sempre a este ponto. Se este é o ponto {e eu até acho que é}, então que se discuta logo este ponto. Esqueçam lá o lumpen e dediquem-se ao dumping. Há muito tempo que estes senhores praticam as maiores barbaridades, há muito tempo que é sabido que o meio ambiente do retalho/atacado/grossista/distribuição é do mais insalubre que existe, há muito tempo que é sabido que os produtores são verdadeiros escravos nesta máquina infernal. Falemos disto, pois. Mas hoje, e amanhã, e depois. Não apenas quando o Pingo Doce decide "dar" uma borla de 50%.


* E não só pensa como se regala, num exercício de onanismo dos mais bizarros a que tenho assistido recentemente. Os seus olhinhos sábios até brilhavam de tanto prazer ao descrever a "suposta" miséria dos outros...

quinta-feira, maio 03, 2012

segunda-feira, abril 23, 2012

quarta-feira, abril 11, 2012

Ainda o derby...

Não há nada mais triste do que uma equipa de futebol que começa a pensar como os seus adeptos. "De todos um" {bem sabemos}, mas a cada um responsabilidades diferentes. Este tipo de osmose é uma tentação, mas não é aconselhável de todo. Talvez até funcione bem quando em júbilo. Mas, e quando em apuros? e quando sob pressão? e quando é preciso dar resposta? Os adeptos podem {devem} esbracejar, gritar, protestar, insultar, mentir, cair em engano. Os atletas não. Quem porta o manto sagrado tem de ter uma outra atitude. Quem defende um clube, em campo, tem de mostrar outra capacidade de discernimento. E essa outra atitude é, sempre, lutar até ao fim. Contra qualquer adversário {aqui, o Sporting}, e contra qualquer adversidade {aqui e quase sempre, a podridão do futebol nacional}. Quando um adepto vê uma equipa de arbitragem não assinalar um penalty claríssimo {aos 2 minutos de jogo} sobre um jogador da sua equipa, para passados 16 minutos assistir ao mais ridículo penalty da época {sim, nem alguns dos assinalados sobre Hulk são tão ridículos} ser assinalado contra a sua equipa, um adepto, dizia eu, sente-se roubado, revoltado, incomodado, perseguido, insultado, o que se queira, o que ele queira. Uma equipa não. Um conjunto de 11 jogadores não. Não têm esse direito. Quando isso acontece está tudo perdido. Entregue. Para o ano há mais.

quinta-feira, abril 05, 2012




Obrigado. Foram grandes.

quarta-feira, abril 04, 2012

Feitos num oito...




Com ou sem centrais, com ou sem pernas, com ou sem a sorte do jogo, com ou sem invenções, com ou sem o jogo de Alvalade em mente, feitos ou não num oito só de pensar que em caso de vitória Messi verá a Vitória poisar... Carrega Benfica!

domingo, abril 01, 2012

O mote está dado.


O jogo de ontem frente ao Braga fez-me recordar {e de que maneira!} o jogo da época passada frente ao Marítimo. Ontem, há semelhança do ano passado, o resultado final foi 2x1. Ontem, há semelhança do ano passado, os golos foram todos marcados nos últimos 20 minutos da partida. Ontem, há semelhança do ano passado, o golo da vitória veio nos descontos. O ano passado o lance nasce pela esquerda, este ano pela direita, ambos finalizados magistralmente pelo meio da confusão, desespero, profusão, desatino. Ambos foram golos de raiva, de luta, de sofrer. Ontem Fábio Coentrão chamou-se Bruno César. O Coentrão do ano passado fez-me soltar estas palavras, o "Coentrão" deste ano faz-me, antes, acreditar. Que ainda é possível. Depois do louco jogo do ano passado, ficávamos ainda a 8 pontos do FCP. Este ano a apenas 1. É uma diferença gigantesca, dadas as características destas últimas 5 jornadas. A ver vamos. Aguenta coração. Carrega Benfica!



quinta-feira, março 22, 2012

O lado cómico da loucura...


Printscreen efectuado a 22 do 03 de 2012. Tive de o fazer... Não acredito que fique online por muito tempo...
{por favor, clicar para ler melhor}

quinta-feira, março 01, 2012

terça-feira, fevereiro 28, 2012

De parabéns, sempre!





Campeonato de Lisboa
Vencedor 1909/10, 1911/12, 1912/13, 1913/14, 1915/16, 1916/17, 1917/18, 1919/20, 1932/33, 1939/40

Taça de Honra
Vencedor
1919/20, 1921/22, 1962/63, 1964/65, 1966/67, 1967/68, 1968/69, 1971/72, 1972/73, 1973/74, 1974/75, 1977/78, 1978/79, 1979/80, 1981/82, 1983/84, 1985/86, 1987/88

Taça "Ribeiro dos Reis"
Vencedor
1963/64, 1965/66, 1970/71

Campeonato de Portugal
Vencedor
1929/30 - 1930/31 - 1934/35

Campeonato Português
Vencedor (32)
1935/36, 1936/37, 1937/38, 1941/42, 1942/43, 1944/45, 1949/50, 1954/55, 1956/57, 1959/60, 1960/61, 1962/63, 1963/64, 1964/65, 1966/67, 1967/68, 1968/69, 1970/71, 1971/72, 1972/73, 1974/75, 1975/76, 1976/77, 1980/81, 1982/83, 1983/84, 1986/87, 1988/89, 1990/91, 1993/94, 2004/05, 2009/10

Segundo lugar
1943/44, 1945/46, 1946/47, 1947/48, 1948/49, 1951/52, 1952/53, 1958/59, 1965/66, 1969/70, 1973/74, 1977/78, 1978/79, 1981/82, 1985/86, 1987/88, 1989/90, 1991/92, 1992/93, 1995/96, 1997/98, 2002/03, 2003/04

Terceiro Lugar
1934/35, 1938/39, 1950/51, 1953/54, 1957/58, 1961/62, 1979/80, 1984/85, 1994/95, 1996/97, 1998/99, 1999/00, 2005/06, 2006/07, 2008/09

Taça de Portugal
Vencedor (24)
1939/40, 1942/43, 1943/44, 1948/49, 1950/51, 1951/52, 1952/53, 1954/55, 1956/57, 1958/59, 1961/62, 1963/64, 1968/69, 1969/70, 1971/72, 1979/80, 1980/81, 1982/83, 1984/85, 1985/86, 1986/87, 1992/93, 1995/96, 2003/04

Finalista Vencido
1937/38, 1938/39, 1957/58, 1964/65, 1970/71, 1973/74, 1974/75, 1988/89, 1996/97, 2004/05

Supertaça de Portugal
Vencedor
1979/80, 1984/85, 1988/89, 2004/05

Finalista Vencido
1980/1981; 1982/1983; 1983/1984; 1985/1986; 1986/1987; 1990/1991; 1992/1993; 1993/1994; 1995/1996; 2003/2004, 2009/2010

Taça da Liga
Vencedor
2008/09, 2009/10, 2010/11

Taça dos Clubes Campeões Europeus/Liga dos Campeões da UEFA
Vencedor
1960/61, 1961/62

Finalista vencido
1962/63, 1964/65, 1967/68, 1987/88, 1989/90

Taça UEFA/Liga Europa
Finalista vencido
1982/83

Taça Latina
Vencedor
1949/50

Finalista vencido
1956/57

Taça Intercontinental
Finalista vencido
1961/62, 1962/1963

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Semper Stultus

Primeiro saiu a bronca. Depois saiu a desculpa. Afinal, para além de broncos também são ignorantes. Mas, espera... Para ignorantes souberam escolher bem o tipo de letra. Tivessem escolhido eles algum destes abaixo e talvez — talvez! — acreditasse nestas bestas. Assim sendo, siga a destruição e a mortandade. Parabéns, são já 10 anos e alguns meses.

Calibri

Times New Roman

Verdana

Stencil

Poster Bodoni

Kids

Romantiques

Frankfurter

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Gentrificação

A gentrificação mete-me nojo. A palavra, o processo, o motivo. É um termo tão abjecto que, mal o oiço, só me lembro de Endlösung. Hoje descobri {aqui} este pequeno documentário sobre o fim anunciado do Bairro da Luz em São Paulo. Triste.








"Die Jugend Marschiert", década de 1930.