sábado, outubro 13, 2007

Fátima, 90 anos

É triste constatar que este país passou ao lado de todo o século XX. A festa bacoca, o atraso mental, as dependências suspeitas, todo o júbilo irracional, continuam de vento em popa. O planeta consome-se, o mundo anda e Portugal arrasta-se. Mas preocupações para quê? Devagar se vai ao longe, diz o povo.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Os oitentas...

Óptimo post aquele postado ontem por José Bártolo no seu Reactor. Aconselhado a todos aqueles que gravitam à volta do mundo das artes gráficas. E não só, atrevo-me a acrescentar.

Eu comento, tu comentas, ele comenta...

Esta coisa dos blogs é tramada. Sobretudo no que toca aos comentários. Um blog que tenha caixa de comentários (como é o caso do Anauel) tem sempre por detrás dele um tipo que, por muito que diga que não, vai controlando a existência e a qualidade dos mesmos. O comentário ao post é a prova dos nove, é um dos pilares da actividade blogueira, digo eu, que tenho um blog, que tenho caixa de comentários e que, geralmente, me queixo da falta deles... Sobretudo no que toca aos amigos. Sim, que eu sei que eles andam por aí, lêem mas depois piram-se, tipo toca-e-foge. Vêem, já me estou a queixar...

Mas tudo isto é relativo, pois quando me ponho a cogitar na agitada discussão que vai, por exemplo, lá para os lados da Vida Breve, não posso deixar de sentir que, apesar de tudo, sou capaz de preferir a semi-solidão à desenquadrada e disfuncional relação de certos comentários com a sua própria caixa (de comentários, claro está). Eu, por exemplo, ontem, à laia de pensamento inócuo e pachorrento, interrogava-me (sim, -me, pois nunca pensei que tal assunto pudesse alguma vez suscitar interesse, mas...) acerca do paradeiro da 1.ª Circular. E não é que obtive resposta, e quase imediata?! Da fé dos psicólogos ao paradeiro da 1.ª Circular, este mundo dos blogs só pode mesmo reflectir o mundo dos passeios (meaning, a rua, o quotidiano). Tudo conta, tudo interessa, tudo enerva, tudo é banal e passageiro. E o mais lindo é que, como diria a minha mãe, o tudo não existe!

quarta-feira, outubro 10, 2007

Se a 2.ª Circular...

... é a 2.ª Circular, onde fica a 1.ª Circular?

segunda-feira, outubro 08, 2007

Será assim tão difícil estarem entregues a si mesmos durante 1 minuto?

Quando irão os portugueses perceber que 1 minuto de silêncio significa 1 minuto de silêncio?

Adivinha

Não é vela, é velinha.
Ainda mais velinha.
Tropeça na fala.
Não é esse, é o outro.


Via camarada Silva. Quem adivinhar, logo se vê o que ganha.

Falácia



Anda tudo para aí embevecido com este filminho, mas, cá para mim, parece-me que se esquecem do evidente: esta miúda já falou com eles, os pais desta miúda já perderam a parada, esta miúda só existe mesmo ali, no mundo deles. Senão como seria possível o êxito deste filminho? Com uma miúda de olhos embaçados de tanto sono irregular? Com um rapaz que tem dores de barriga só de olhar para a sopa? Com dois manos que competem em doenças pela atenção dos pais? Não me parece...

quinta-feira, outubro 04, 2007

Rainhas da Fossa

Já aqui tinha mencionado há uns tempos atrás a recém-publicada biografia (escrita por Lira Neto) dessa fabulosa cantora brasileira que é a Maysa. Pois bem, já ando a lê-la, melhor, a devorá-la, e uma coisa vos digo: essa mulher é Demais! A Rainha da Fossa (Nova; ou não), dos copos, dos cigarros, dos suicídios e dos amores intempestivos. Mas a leitura de Maysa trouxe-me também, entre outros tantos, Sylvia Telles. Outra grande rainha do samba canção. Que aqui vos deixo cantando "Demais" (como ela e Maysa o são), um tema (de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira) que, embora cantado inicialmente por Sylvia, acabou mesmo por ficar imortalizado por Maysa (de tão certeira letra e sombrio tom lhe assentarem que nem uma luva).



Mas também vos deixo o som de Maysa, num genial medley de "Demais", "Meu Mundo Caiu" e "Preciso Aprender a Ser Só".






Cruising

Depois de um jogo como o de ontem, nada melhor que rever esse dark movie de William Friedkin que dá pelo nome de Cruising (1980). Já o tinha visto há uns bons anos atrás e desde então que ele periodicamente me vinha à cabeça (ontem, percebi melhor o porquê...). Grande filme, datado, janado, suado e safado. Muitos tons de escuro, muita sombra (eye linner), vermelhos e verdes saturados no ponto, uma cena de dança num bar S&D perfeitamente filmada por Friedkin, membros decepados aqui e ali, muito cabedal e muito fist fucking... [ah, o que eu não daria por ver um tal de Wolfgang Stark ali no meio de tanto fist fucking...] A must see movie!

O mundo é mesmo (a)variado...

Dizem-me que se passa na Coreia do Sul, e eu acredito.
Considerações à parte, as fotos são fantásticas.




E por essa mesma razão nos deprimimos...

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
GGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
GGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
GGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
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Este era, mais letra menos letra, o aspecto geral do terceiro anel na Catedral ontem à noite.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Por alguma razão lhe chamamos o Glorioso, Camacho!

Enquanto espero que alguma alma caridosa me explique a presente fixação por Myanmar vou para a Catedral. Na esperança de que os brasileiros ucranianos achem que está calor por estas bandas e não corram tanto. Na esperança que um dia Camacho perceba o quão está errado quando acha que não se deve cobrar ao Glorioso a passagem aos oitavos de final da Champions. Isso é ser benfiquista, Camacho! Exigir, sempre, a Champions, e a Liga, e a Taça e... o derrube dos militares em Myanmar!

Myanmar

Qual é a cena com Myanmar? Sim, o que toca tanto os portugueses (e os europeus) em relação a Myanmar? Ontem nem sabiam onde era (e ainda hoje repetidamente se referem ao país como Birmânia; é o problema de verem pouco o Seinfeld...), agora é só revolta e indignação. Será que tem algo a ver com o recente périplo do Dalai Lama por alguns países europeus? Mas Myanmar não é o Tibete... É das vestes? Que, imaginamos, os tornam mais frágeis e sujeitos às sevícias militares? Uma coisa é certa, Myanmar é (e aqui cito a Wikipédia) "atualmente um regime militar com capital em Yangon (originariamente Rangum) e capital administrativa em Naypyidaw, governado por uma junta militar. Sua constituição, promulgada a 3 de janeiro de 1974, está suspensa desde 1988. Em 2004, o governo convocou uma nova constituinte, dessa vez sem a participação dos partidos de oposição (...) É composta por 7 estados (Chin, Kachin, Kayin, Kayah, Mon, Rakhine e Shan) e sete divisões administrativas (Ayeyarwady, Bago, Magway, Mandalay, Sagaing, Tanintharyi e Rangoon). Obteve a sua independência do Reino Unido em 4 de Janeiro de 1948, sendo esta a data do seu feriado nacional". Conquistou a independência há praticamente 60 anos (parabéns a Myanmar) e estes (ou outros) militares já suspenderam a Constituição vai para 20 anos (deu este brado então...?). A mim, na realidade, parece-me mais um país de um planeta cheio deles. Qual, então, a cena com Myanmar? Expliquem-me, por favor.

terça-feira, outubro 02, 2007

Tudo na mesma como a lesma...



Só me lembra o Marco (o do 1.º BB, lembram-se?). Jovens esforçados que naqueles tempos olhavam a política como hoje olham as pochettes da Louis Vuitton que os jogadores de futebol carregam nos corredores dos aeroportos. Com um brilhosinho nos olhos que não conseguem verdadeiramente descodificar. E ainda o Santana Lopes se pergunta como há-de o país andar para a frente...

Via Womenage A Trois.

Já há data!

God Is An Astronaut no Santiago Alquimista, dia 19 de Outubro que vem.
A não perder!


"Remembrance Day", do álbum All Is Violent, All Is Bright (2005).