O filme é manhoso, mas é daqueles que um tipo vê por obrigação e por atenção para com Warren Oates. Que, diga-se em abono da verdade, tirando uma boca foleira ou outra não vai lá grande coisa. Nem o Peter Fonda, de resto. Mas esta sequência de potenciais filhos do Diabo que a loira histérica de serviço observa das águas da piscina é muito bem esgalhada. Aqui ficam eles. E o Obama que se cuide, se pensa que estes tipos já não andam por cá. Esta América, a que o filme tenta apontar o dedo, ainda existe.
Recentemente, a propósito da minha relação com os helicópteros, fui relembrar esse filme dos meus 12/13 anos, de seu nome Blue Thunder. Ao ler a respectiva ficha na IMDB descobri que esse tal Blue Thunder foi, não tenho dúvidas, e só por isso é filme a estimar, o meu primeiro contacto com Warren Oates. O filme data de 1983 e estreou já com Warren a ser repasto dos vermes há coisa de um ano. Foi o último filme de Warren Oates e o meu primeiro filme com Warren Oates! E desde então Warren Oates me persegue, me embala e me conta historietas. Abençoado seja.
Dou-me conta agora mesmo que só faltaria uma coisinha para o Pat Garrett & Billy The Kid ser perfeito, perfeito, perfeito... Warren Oates. O que eu daria para o ver ali, num papel pequeno que fosse. Que pena ele não ter participado neste filme tão próximo da perfeição.
Paulo César Pereio dentro do vestido que Sónia Braga vestia em Eu Te Amo.
Depois desta recente barrigada de filmes brasucas, uma ideia que há muito se vinha formando se confirmou nesta minha cabecinha amante do cinema e das personagens que por lá pululam. Essa ideia tem um nome. Paulo César Pereio. Este tipo é o maior. Um grandecíssimo bacana. Está em todo o lado; está em 3 dos 4 filmes do post anterior; está no fabuloso Iracema {ver aqui}; está em mil e um filmes {na realidade são cem; 100!} ainda por descobrir.
Se à pergunta «qual o teu actor preferido norte-americano?» eu teria de responder, sem hesitações, Warren Oates; então à pergunta «qual o teu actor preferido brasileiro?» eu teria de responder, sem dúvidas, Paulo César Pereio. Sei que estas escolhas são imprudentes, ousadas, ultrajantes e sei lá mais o quê... mas são verdadeiras. São gajos completos que figuram em filmes que, mesmo não constando de um eventual top ten, serão sempre filmes que me marcam de maneiras bem concretas e directas. São tipos que fazem com que a minha vida, enquanto amante do cinema, não seja mais a mesma depois de ter conhecido Bennie {Bring Me The Head of Alfredo Garcia} e Tião "Brasil Grande" {Iracema, Uma Transa Amazônica}...