Mostrar mensagens com a etiqueta itália. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta itália. Mostrar todas as mensagens

domingo, junho 24, 2012

Em defesa do prazer


A equipa da Alemanha, pura e simplesmente, não sabe o que é o prazer. É um conceito estrangeiro.

A equipa da Espanha é onanista. Trata-se de prazer, é certo. Mas não é para partilhar. É deles, para eles. É quase constrangedor.

A equipa de Portugal, primeiro, não é bem uma equipa e, segundo, se o fosse não saberia, à semelhança do povo que tão bem representa, o que fazer com ele. É uma incapacidade.

Resta a equipa da Itália. Resta Pirlo. Resta Balotelli. Por si sós garantia de emoção e dos prazeres díspares que daí possam resultar.

domingo, junho 10, 2012

Closure



Este é o torneio em que deixo de sentir asco/repulsa/irritação pelas selecções da Itália e da Alemanha. Desde 1982. Desde Paolo Rossi. Desde Harald Schumacher. São 30 anos, é tempo demais. Peace.

quarta-feira, julho 06, 2011

5 de Julho de 1982



Hoje completam-se precisamente 29 anos sobre o dia em que chorei pela primeira vez por causa de um jogo de futebol. Estou certo de que não chorei sozinho, nesse já distante dia. Segundo o WolframAlpha seriam 127 milhões mais... 1. Um dia destes não se esquece.

Lembro-me dessa tarde como se tivesse ocorrido ontem. Em tempos escrevi sobre isso e relembro hoje esta passagem: «E naquele fatídico jogo frente a Paolo Rossi {nunca um hat-trick, numa altura em que nem sequer sabia que tal coisa existia, me soube tão mal...} eu saboreei o amargo da derrota, a injustiça injustificável. Foi um baptismo terrível. Ali começava a minha devoção ao mundo da bola e ali eu chorei pela primeira vez por causa de um resultado de um jogo de futebol. Encontrava-me de férias no hotel da Torralta {o amarelinho; o mesmo amarelinho do escrete...} na serra da Estrela com o meu pai, nunca me esquecerei. Vi o jogo dentro do hotel, numa televisão na sala de estar, em silêncio, angustiado. Terminado o jogo, fui dar uns toques de bola, na relva, lá fora, com o meu pai. Sempre em silêncio. Aguentando em surdina algo de muito estranho para mim. Até que rebentei e chorei como a criança que era. É isto que guardo daquele que foi, provavelmente, o melhor escrete canarinho de sempre».