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segunda-feira, setembro 13, 2010

09/13

Como já passaram dois dias, acho que já estão noutra, portanto posso dizer-vos: para mim, 09/11 é mais isto!!!!! Bela merda...



{via}

sábado, abril 24, 2010

Calhauismos

Não falta gente por aí a atirar pedras. São os juízes, são os jornalistas, é o Papa, é o 25 de Abril, é o PEC, é a Grécia, é a pataqueopôs, são os bloggers de esquerda, e mais os da direita, e os tortos, é o andor, e mais os túneis e a putaqueospariuatodos. Tanta mágoa, tanto rancor, tanto bolor. Tanta gente a achar que, como dizia o caramelo azedo, francês mas azedo, oinfernosãoosoutros. Acreditem, sei do que falo, é tão mais fácil {não é nada, mas era bom que fosse...} vermos o quão fácil é sermos apedrejados... É pá, isto faz lembrar aquela coisa do quemnuncapecouqueatireaprimeirapedra... Mas não tem servido de muito, pois não?

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

E um pouquinho de comedimento, não existe?

E olhem que não é insensibilidade minha... Não é, a sério. Pensem bem, se fixarmos o número de mortes na Madeira em 40*, ficamos a saber que é mais ou menos o mesmo número de mulheres que morrem todos os anos vítimas de violência doméstica em Portugal. E que estes 40 são cerca de 18 vezes menos que os que morrem todos os anos nas estradas em Portugal. E que são alguns milhares de vezes menos que os que morreram no Haiti recentemente. Ou 150 vezes menos que as vítimas do 9/11. Ou 112 vezes menos que os que caíram no Iraque desde 2003 {apenas soldados da coligação, claro está... que os danos colaterais, esses...}. Ou 5700 vezes menos do que aqueles que foram levados pelas águas no Tsunami de 2004. Por outro lado, a cobertura noticiosa e as manifestações de pesar constantes são quase idênticas, senão maiores, às ocorridas em alguns dos casos acima referidos. Tudo bem, é verdade que não podiam ter tratamentos proporcionais... Se o Haiti mereceu, com as suas centenas de milhar de vítimas, 1 mês inteirinho de televisão, a Madeira teria então direito a uns míseros 10 minutinhos... Claro que isto seria incomportável e desonesto. mas um pouco mais de comedimento e de relativismo não fariam mal a ninguém. É que para mim é um pouco incompreensível esta relação que os portugueses têm com os mortos. Sinceramente, até nem acho que seja uma coisa portuguesa. É provável que seja geral. Mas não deixa de ser enervante. Quando um morto vale mais que outro morto. Não deveriam valer todos o mesmo? Parece que não. {Aliás, note-se que na própria página da Wikipédia dedicada ao 9/11 a tabela que lista os mortos exclui os terroristas... http://en.wikipedia.org/wiki/September_11_attacks}

Esta coisa de um morto valer mais que outro morto tem, sobretudo, a ver com com a questão da proximidade. Que proximidade é esta, de resto, parece ser a chave do problema. Mas que é uma bizarra concepção de proximidade, lá isso é. Se já estivémos um dia a passear ao pé das Twin Towers, quando vemos, em directo, as ditas torres a cair sentimos a coisa ampliada {só porque um dia andámos por lá, como tantos outros dias, como tantas outras pessoas?}. Se já fomos de férias à Madeira e por lá bebemos umas margueritas, sentimos a coisa ampliada {só porque lá é bonito, como em tantos outros lugares?}. Neste caso da Madeira, a proximidade ainda tem outra vertente, não só já lá estivémos a passear como eles, os madeirenses, são cidadãos do nosso país... Isto não faz sentido nenhum, mas é o que acontece. Mas o mais incómodo nesta história na relação da proximidade com os lutos é que quando esta se torna decididamente visível, inadiável, ou seja, quando a morte está mesmo próxima de nós, reverte-se a orientação e a tendência passa a ser a fuga. Já pensaram bem? Vejam só. Se morrem 40 pessoas na Madeira, sentimos pesar, falamos disso com toda gente, fica tudo em polvorosa. Se morre um de nós, aqui na família ou num círculo mais próximo, é tudo «shhh, shhh, shhh...», «e as crianças vão ao funeral?», «ai,  ai, nem pensar...», «deixa-me cá meter mais uma pastilha dessas no bucho...», «dizemos-lhes depois, mais tarde», «o melhor é esquecer...». Se isto não é estranho, o que será estranho?





* Parece que nem nisto aqueles tipos conseguem acertar...

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Quem controla o quê?

Não vos parece mais grave, muito mais grave, que Sócrates ter tido {se é que teve} o impulso de querer controlar alguns órgãos de comunicação social, estes mesmos órgãos de comunicação serem passíveis de ser controlados?! Como podem grandes grupos económicos, e os seus accionistas, e os seus conselhos de administração, e as suas estruturas, serem assim tão permeáveis a influências exteriores? A mim parece-me que os modelos em que estão assentes os grandes grupos económicos nos dias que correm, sobretudo quando aplicados à comunicação social, esses, sim, é que estão altamente errados. E isso ninguém discute... Bizarro. Ou talvez não.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Mitos urbanos {#1}

O homem da direita não é o homem da esquerda. O homem da esquerda não é o homem da direita. Metam isto nas vossas cabeças de uma vez por todas. Safa!

quarta-feira, agosto 13, 2008

Já repararam?

Ainda o caso do momento... Não acham que se não devemos mencionar a etnia/nacionalidade dos meliantes também não devíamos mencionar a marca do banco? Eu cá acho. É que isto tem sido cá um porradão de publicidade à borla...

Caramba, como?

Como ir para férias com o país aos tiros e voltar delas com o país aos tiros? Caramba! É obra! E como não ficar mais incomodado com as reacções, com os bitaites, com as indignações, com as explorações do que com as balas propriamente ditas? Essa é que é essa!

sexta-feira, julho 04, 2008

Eeerie...



... mas lindo!

{será um Žižek?}

quinta-feira, julho 03, 2008

De uma selva para outra...

Desde o início {e é óbvio o que o início aqui significa; o rapto e nada mais; quem conhece Ingrid do antes do rapto?} que esta mulher e a sua sorte me interessam, me incomodam, me assombram. Desde o momento em que ela foi libertada que me apetece escrever algo aqui sobre ela, sobre a vida, sobre mim... Mas acho melhor deixar aqui as palavras de alguém que também, desde há muito, não resta imune às desventuras de Ingrid. Melhores palavras não encontraria eu para descrever o momento. A Natureza do Mal pronuncia-se. Singelas palavras. No que dizem e no que deixam antever.


Bom, don't get me wrong. Provavelmente abusei, provavelmente as palavras do Luís não espelham de modo algum as minhas ilações. Pode ser {e de qualquer ofensa peço escusa}. Mas não páro de pensar em como a libertação de Ingrid Betancourt me parece tão similar, tão em voga, tão em sintonia, com a libertação de Natascha Kampusch. E isso, meus amigos, é perturbador. Oh, se é.

sábado, junho 21, 2008

Totialy Futibialy

Enquanto estamos ainda a algumas boas horas do encontro aqui fica um interessante artigo {do Guardian, claro está} sobre os estilos de futebol holandeses e russos {soviéticos, em parte}, e de como eles não são assim tão distantes, e de como apenas os treinadores holandeses vingam na Rússia. E os comentários? Os comentários aos artigos do Guardian são sempre um complemento interessantíssimo. Os ingleses podem não jogar porra nenhuma, mas falar sobre o como a bola é redonda, lá isso, eles fazem-no bem... lol

domingo, junho 15, 2008

Tenham vergonha na cara, meus senhores...

Alguma imprensa francesa, alguma imprensa italiana e, pasmem-se!, alguma imprensa portuguesa andam a sugerir que a selecção holandesa não vai jogar seriamente o jogo contra a Roménia, deixando, portanto, a Roménia vencer o jogo e, desse modo, seguir em frente na competição. É preciso não saber nada de nada! E acima de tudo muita vergonha na cara, uma vez que assim se percebe o que vai na cabeça das pessoas... seria certamente o primeiro pensamento de algumas selecções, não tenho dúvidas, mas tenham juízo e não digam barbaridades. Ó miséria das misérias. Já aquando do último Europeu de Sub21 foi a mesma merda... e a memória continua curta.
Que van Basten vai dar descanso a certos jogadores não restam dúvidas, e atrevo-me a sugerir que Nistelrooy, Boulahrouz, Gio, Sneijder e Kuyt poderam ser elementos a poupar, assim como Ooijer e De Jong ambos com amarelos. Mas restam dúvidas que certos jogadores, que sabem que o mais certo é não jogarem mais senão no próximo jogo devido à forte concorrência, o quererão fazer com toda a gana e golos, muitos golos? Penso em Afellay, Huntelaar, Melchiot, de Cler, por exemplo. O banco holandês é uma equipa do camandro, que tem a lição tão bem estudada como a equipa principal! Podem ser um pouco menos virtuosos {e alguns são-no} mas sabem o que têm a fazer. E o que têm a fazer é ganhar. Ponto final.

«Recorde-se que uma eventual derrota da Holanda qualificaria a Roménia para os quartos-de-final, deixando pelo caminho as poderosas selecções de França e Itália.» Este preciosa conclusão retirei-a d'A Bola, mas poderia ter vindo de muitos outros sítios. As poderosas selecções de que eles falam são aquelas que empataram mal e porcamente com a Roménia!!! E que perderam em toda a linha, e sem espinhas, com a Holanda!!!! Se alguém ficar pelo caminho só se pode queixar de si próprio.

quinta-feira, junho 12, 2008

Gene Scolari... ou Luis Filipe Hackman?

«As for their fans, one shell-shocked supporter in Geneva told my fellow blogger Fletch that he was hugely disappointed that Scolari was on his way. "He is a great loss for Portugal," said a downcast Joao Soares. "I'm very surprised. I don't think the people of Portugal were expecting this." Wistfully, he added: "Maybe Jose Mourinho can coach the national team now." Sorry, Joao, I don't think that's going to happen.»

Este "Sorry, Joao" é de morte!

A imprensa desportiva inglesa é das que mais gozo me dá ler. Não há volta a dar. Mais ainda nos dias que correm, uma vez que a Inglaterra não participa no europeu de futebol o que lhes permite detonarem ainda mais a verve e o humor jorra mais limpo, menos biased. Além de que mantêm o apoio à selecção holandesa... lol. Quando leremos um artigo {comentários inclusive} escrito assim nestes termos, neste tom, na imprensa nacional? No dia de são-nunca-à-tarde... cheira-me.