Mostrar mensagens com a etiqueta How weird is that?. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta How weird is that?. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, maio 28, 2012

Russell Allen Phillips



«For unknown reasons, he wore one pant leg markedly shorter than the other. He had a tidy, pleasant, boyish face that tended to blend with the scenery. This probably contributed to his invisibility, but what really did it was his silence.»

{ via }

sexta-feira, março 18, 2011

WTF!?

sexta-feira, outubro 15, 2010

Portughole



Hoje de manhã vi algo que julgava estar já condenado à extinção {algo a que eu não assistia há muito}. Puro engano. Aquela típica imagem/descrição do país {de um certo país} com que cresci parece que ainda teima em persistir. Eram cinco. Cinco homens de colete reflector a abrir um buraco {na realidade, um buraquinho!} num passeio da Ferreira Borges. Um abria o buraquito, os outros quatro olhavam. As gajas, claro. De vez em quando um {dos mais novos, que nisto a idade é posto} dos que galavam dava um passo à frente, substituía o que estava no centro da roda e a custo, entre bocas várias, lá dava mais umas pauladas na terra. Mas o buraco é {parece ser} contínuo. E sendo somente um a cavar...

Por outro lado fez-se luz finalmente quanto aos cinco escudos azuis com as cinco pintas brancas... Nada mais {os escudos azuis} do que quatro papalvos observando um outro papalvo a cavar. E como cada português tem Portugal dentro de si {caramba, é ou não é isto um país de poetas?!} lá estão mais {as pintas brancas} quatro papalvos observando um outro papalvo a cavar dentro de cada um de nós. O português tem a {rara} capacidade de observar o cavar da sua própria sepultura enquanto a cava ele próprio. Cavamos a nossa própria sepultura ao assistirmos ao cavar da nossa própria sepultura. Como assistimos ao cavar da nossa própria sepultura só nos resta ajudar a cavar a nossa própria sepultura. Confuso? Malta, isto não é tão fácil como parece. E só um a cavar?! Vá lá, dêm aí uma ajudinha...

sábado, outubro 09, 2010

Compounds

Hildale, Utah.

Hildale, Utah. Main gate.

Hildale, Utah. Fence.

Eldorado, Texas. Yearning for Zion Ranch.

Eldorado, Texas. Dust road heading to Yearning for Zion Ranch.

Eldorado, Texas. Yearning for Zion Ranch. The Temple.

segunda-feira, março 16, 2009

Tabeliães

Preciso de um documento autenticado por um notário. Dou uma vista de olhos na internet a ver se há uma lista dos notários em Lisboa. Vou dar com o website da Ordem dos Notários. E descubro que a Rineke Dijkstra deu mais uma saltada a Portugal...



Estas fotografias dos membros da direcção da Ordem dos Notários não estão, pasmem-se, ou talvez não, assinadas; não são, claro está, da Rineke Dijkstra mas são um assombro. Adoro-as pura e simplesmente.

PS — Ah, e cliquem nelas, por favor; explorem-nas ao máximo.

domingo, fevereiro 22, 2009

O Amor é...

Esta discussão em redor do casamento entre pessoas do mesmo sexo tem sido muito interessante. A mim agrada-me este tipo de situação em que a discussão de um tema, de uma causa fracturante como alguns gostam tanto de afirmar, não nos deixa em paz durante uns tempos. No sentido em que enquanto o tema é debatido vão sendo levantadas questões íntimas, que nos confrontam com preconceitos que desconhecíamos {em nós e nos outros}, que nos fazem questionar ideias e posições tidas como certas {ou erradas}. E queremos, e procuramos, respostas. E depois há coisas que lemos e ouvimos e que nos fazem confusão, que nos fazem torcer o nariz.

Nada tenho contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se o Governo de Sócrates o aprovar, tudo bem. Se Pacheco Pereira e os seus amiguinhos levaram em diante o infâme referendo, também. Levanto-me e vou votar {a favor, note-se}. Se do casamento decorrer a adopção {como, de resto, deve decorrer}, na boa. Adoptem. Se querem saber, até com o maior medo dos opositores – falo, claro está, da extinção a longo prazo da populaça {absurdo dos absurdos} – eu não tenho problemas. Extinga-se. Quem disse que temos de ficar por aqui eternamente?

Mas tenho questões, ai tenho, tenho. E estas prendem-se com duas situações, a saber, o casamento poligâmico e o casamento incestuoso. [Aliás, antes mesmo de entrar pelo assunto dentro, permitam-me a sugestão de que daqui em diante se substitua o termo "casamento incestuoso" por "casamento entre familiares". Porque se se entende {e eu passei a entender} que se deve falar de "casamento entre pessoas do mesmo sexo" e não de "casamento homossexual", então... Casamento entre familiares it is.] Mais, também não consigo entender o argumento {que é, de resto, utilizado para rebater a comparação com estas duas outras formas de casamento} de que a homossexualidade é uma "orientação sexual" e não uma "opção sexual". Em suma, uma questão identitária. Como tal, diferente da poligamia e do incesto.

Eu vi o "Prós & Contras" de uma ponta à outra {pela primeira vez, note-se}, tenho andado pela blogosfeira, oiço e leio aqui e ali, acompanho por alto a discussão. E fui notando que havia ali algo de comum a eles todos {os apoiantes do casamento entre pessoas do mesmo sexo} no discurso, nos conceitos que abordavam, até no modo como os defendiam. Como se tivessem lido o mesmo manual antes de iniciarem os debates, como se estivessem todos afinados por uma mesma bitola. Havia ali uma concordância {para além do tema propriamente dito, claro está} que me soava estranha. Pois há uns dias atrás, o MVA deu-me a perceber a origem de tal metrónomo ao mencionar e postar o parecer jurídico "Um símbolo como bem juridicamente protegido" de Pedro Múrias {descarregar aqui}. Estava encontrado o cerne da coisa, desta estranheza. Era este o documento, a palavra. Saquei-o da net e li-o. Como não tenho problemas com a questão de fundo, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e as suas consequências, absti-me de ler atentamente as questões legais, jurídicas, etc. da questão e centrei-me praticamente naquilo que dizia respeito às minhas dúvidas, isto é, aquilo que no parecer são denominadas por analogias inevitáveis. Note-se, desde já, a ausência de uma analogia inevitável, mas aqui "esquecida", que é a do casamento poligâmico. Mas atentemos às outras {e todas as citações são do citado parecer}.

1.ª analogia
«A semelhança entre a «questão» do casamento civil e a «questão» do casamento entre pessoas do mesmo sexo sugere, é claro, uma outra analogia. Uma eventual supressão do casamento civil, hoje, quiçá num «regresso às origens» da figura, seria uma amputação gratuita de um direito fundamental. A negação do casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma amputação idêntica. Entre o surgimento do casamento civil e o do casamento gay ou lésbico há, entretanto, a diferença histórica de mais de um século. O que foi político e, inclusive, revolucionário, é agora assente e constitucional. O casamento homossexual é apenas o último estádio do casamento civil.»
Como se pode pretender, assim tão peremptoriamente, que este seja o último estádio do casamento civil? Parece-me extremamente abusivo. Além de redutor. Não há nada mais além?

2.ª analogia
«Mais importante é a analogia entre a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a proibição do casamento entre pessoas de raças diferentes. A homologia dos argumentos históricos e possíveis e das explicações aceitáveis chega aos pormenores mais ínfimos. Em ambos os casos, a proibição resulta, sociologicamente falando, de um preconceito estabelecido e de uma atitude de distinção opressiva de grupos de pessoas. O racismo, num caso, a homofobia, no outro.»

«Por seu lado, o racismo e a homofobia são em si mesmos homólogos absolutos. São sistemas de opressão com um passado e algum presente de violência extrema, estruturados, na sua forma prototípica, através da identificação indelével de grupos de pessoas consideradas piores e repugnantes.»

Se o argumento anterior me parecia abusivo e redutor, este parece-me mesmo absurdo e causa-me estupor. Comparar sexo {sexo, relações e apetites sexuais; não é género} e raça/etnia vai além da minha compreensão. Estão mesmo a falar sério?


3.ª analogia
«A analogia é invocada pelos opositores do casamento homossexual no sentido de que, tal como a proibição do incesto é constitucionalmente válida, também a proibição do casamento homossexual assim seria. Por outras palavras, se a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse inconstitucional, teríamos de concluir pelo absurdo de também a proibição do incesto o ser.»

«O incesto promove juízos negativos sobre actos, só mediatamente sobre as pessoas que os praticam, ao contrário do racismo e da homofobia. Simetricamente, mas mais importante, um afecto incestuoso não é uma condição identitária, ao contrário da raça e da orientação sexual. A orientação sexual, como a etnia, identifica cada pessoa como membro de um grupo socialmente distinto e permanece, tendencialmente, ao longo de toda a vida dessa pessoa. Faz parte daquilo a que cada um chama a sua natureza. A autocensura de um amor incestuoso corresponde ao juízo de que se comete um erro; a autocensura de um amor homossexual corresponderia ao juízo de que se é um erro.»

Outra vez a raça e o sexo... E esta implicação com o termo orientação como sendo antípoda do termo opção. Orientação, orientação, orientação. A mim parece-me nitidamente uma opção. Mais levada a sério, mais levada levianamente, mas sempre opção. Eu conheço pessoas que viviam uma relação heterossexual e passaram a viver uma relação homossexual. Conheço pessoas que viviam uma relação homossexual e passaram a viver uma relação heterossexual. E quando falo em viver uma relação, falo em viver debaixo do mesmo tecto, partilhar a cama, as refeições e as contas ao fim do mês. Até os filhos. Nunca vi, ou soube, ou consigo imaginar sequer, casos semelhantes implicando a raça/etnia... Mas depois vem o parecer jurídico e reforça a ideia de... natureza!? Tipo "não tenho palavras, é mais forte do que eu...»? E o que será isso do grupo socialmente distinto? Terá um alimentação também ela distinta, tipo a comida kosher dos judeus? Sinceramente, não entendo.

«O incesto é tema literário e académico, não é objecto de perseguições organizadas nem bandeira de movimentos reivindicativos.»
Tema literário e académico? Não foi em tempo a homossexualidade entendida nestes termos? Não aprendemos nada? Os polígamos e familiares enamorados deste mundo não estão organizados em movimentos reivindicativos? Porque será...? Bom, é como diz o parecer: «Não se discute o casamento entre pessoas no mesmo sexo na Arábia Saudita, nem na Inglaterra vitoriana. Numa sociedade em que a identidade homossexual e as relações amorosas homossexuais forem vistas como a mais natural das coisas, tal como a identidade e as relações amorosas heterossexuais, o casamento para ambos os grupos será um produto esperável.» {substitua-se "homossexual" por "polígamo", p. ex.}

Volto a lembrar que uma quarta analogia, a do casamento poligâmico, foi deixada de lado pelo parecer. Continuo sem saber porquê. Bom, até percebo. É verdade que os movimentos LGBT não têm que andar a defender os interesses e as lutas de outros grupos e movimentos {inexistentes, latentes ou em vias de organização}. É verdade. Mas também seria desejável que não os segregassem de modo a poderem levar as suas causas avante. Não aceitar que a poligamia e o casamento entre familiares possam ter a ver com esta discussão é errado e pouco honesto.

De modo a finalizar a minha posição e as minhas dúvidas, eis novamente as palavras do parecer: «A importância do casamento é a ligação indissociável deste, na cultura que temos, aos factores emocionais decisivos referidos ao longo do parecer. A limitação do acesso ao casamento é a supressão de uma possibilidade de sucesso emocional. A proibição do casamento homossexual viola, pois, o direito ao livre desenvolvimento da personalidade e o art. 26.º, n.º 1, da Constituição». É por acreditar que o que interessa aqui é o tal sucesso emocional e o tal livre desenvolvimento da personalidade, e por acreditar que o amor toma as formas mais díspares, que não posso concordar com o "afastamento" do casamento entre familiares e do casamento poligâmico da discussão. São formas de relacionamento amoroso tão legítimas quanto as que estão agora em debate. Desde que – e friso sempre e com convicção estas duas condições inatacáveis – se verifique que as partes são {1} maiores de idade e que estão {2} de livre vontade na relação. Verificadas estas condições, o que poderá obstar ao casamento de duas {ou mais} pessoas, do mesmo ou de sexos diferentes?

terça-feira, fevereiro 17, 2009

You can run but you cannot hide...

Bom, mas para não deixar o princípio do post anterior assim sem conclusão, sim, também eu concordo com que pessoas do mesmo sexo possam casar civilmente {e civilizadamente} neste país ou em qualquer outro. Mas, sim, também {?} eu acho que tal passo abre, como não pode deixar de abrir {e ontem já se falou nisso}, caminho ao casamento entre familiares ou à poligamia, ou ainda a quaisquer outras formas ainda mais "estranhas" e "bizarras" de duas {ou mais} pessoas se amarem que se possam imaginar. Assim é e assim deve ser. Desde que as premissas ontem apontadas como fundamentais sejam observadas {ser-se maior de idade e estar-se de livre vontade nessa relação} nada obsta à realização de qualquer forma de relação amorosa. Seja ela qual for e presumindo-se que realização aqui signifique casamento. Pena é que os defensores do sim de ontem não o tenham mencionado. Percebe-se que não o tenham feito {a luta é dura e renhida}. Mas é pena. Pois trazia mais verdade à discussão {o que é sempre bom} e talvez lhes desse um pouco mais da perspectiva da posição de quem se opõe. Isto porque a repulsa que muitos defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo possam sentir {e muitos a sentirão certamente} pelo casamento de um irmão com uma irmã {por exemplo} é basicamente a mesma que as pessoas que protestavam ontem à noite sentem pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo. Pois. Talvez então D.O. perceba o que os faz correr...


PS - Mas gostei muito, como não poderia deixar de ser, de ouvir MVA. Começou muito bem, com um discreto mea culpa, e acabou magnífico, sem hesitações, claro como a água – ou é a igualdade ou não é nada! Nem mais.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Life is great. Without it you'd be dead.

Gummo. Sicko. Wacko. Psycho. Jesus. Pain. Hatred. Whoooa! Pervert. Bitch. Butch. Faggot. Kill. Arian blood. Jobless. Deadend. Time. Glue. Tape. Bullet. Laugh. Godforsaken shithole. Laugh. Tornado. Laugh. Incest. Kill. Bestiality. Slayer. Crime. Liquor. Disease. Pestilence. Bugs. Niggas? Well, you know, I just don't lik'em. Poison. Blow me. Bacon. Youth. Geriatrics. Dementia. Garbage. Sugar. Smokes. Petrol. Gas. Drunk and Drive. Midnight Hour. Voyeur. Tap dancer. Fascinating. Intoxicating. Horrifying. Life changing. Puta filme, dir-se-ia nos trópicos.



Nem que fosse pelo prazer de rever Linda Manz. Já não a adolescente revoltada de Out of the Blue, mas antes uma spaced out mom que faz sapateado com um par de sapatos quatro números acima numa cave cheia de desespero {e um filho incapaz de lhe devolver um sorriso}.

terça-feira, outubro 21, 2008

Choose wisely

Ainda por aí tudo entretido com sondagens blogueiras a propos de uma tal de cisão entre camaradas desavindos {não tenho visto os "morangos", confesso que não apanhei a trama...}, mas a mim esta poll é que me dá um gozo desmedido. Vão lá e votem. Este tipo é bom, tem saídas muito curtidas e esta é só mais uma delas.

É óbvio que a minha escolha foi direitinha para a sequência de Fibonacci. Mas é que foi mesmo sem grandes hesitações. Só podia.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Trompe les sens...



Atentem bem na imagem acima. Olhem bem para ela, primeiro de relance, depois com mais atenção. O que vêem? Quem anda por aí pelas ruas já deparou certamente com vários mupis propagandeando semelhante campanha da Toshiba {na realidade a imagem dos mupis não é bem esta; esta apanhei-a na net e depois dei-lhe uns retoques no Photoshop de modo a aproximá-las}. Mas não é a Toshiba, nem a campanha, nem os computadores que aqui me interessam. Não. É mesmo a imagem. {...} Até tenho medo de vos contar o que aqui me traz... Bom, aqui vamos. Desde o primeiro momento em que pus os meus olhos nos ditos mupis que ando a bater mal. Sabem o que vejo, insistentemente, quando olho para esta imagem? Vejo uma mulher-a-dias, de joelhos, de costas, pernas afastadas a baixo dos joelhos, esfregando um chão de madeira, no meio de uma certa desarrumação de objectos {o quarto de um teenager?}, curvada, exausta! {...} Eu avisei... quão estranho é isto?! Estou em curto-circuito total. Se soubessem o tempo que demorei a retirar dali a mulher-a-dias e colocar ali aquilo que lá está realmente, uma mochila, bem, não imaginam... Ainda hoje, agora mesmo, quando olho para a campanha da Toshiba o que vejo é a dita senhora.

Precisarei eu de ajuda psiquiátrica? Estarei só neste tormento? Haverá por acaso {já quis acreditar que sim...} por aí alguém que também tenha tido tal alucinação? Custa-me a crer que só eu esteja assim perdido... Não tivesse eu regressado agora mesmo de umas, diria que estou a precisar umas boas férias... E quando eu me ponho a congeminar que, pior ainda, isto só pode ser resultado de uma plano maquiavélico {nem quero imaginar os porquês...} de certos publicitários e seus clientes engravatados...? Como se se tratasse de um tromp l'oeil do Demónio... Bom, aí, sei que estou praticamente perdido... Isto é deveras assustador. Ou estarei mesmo só, e exclusivamente, a ficar velho?! Dass...