Mostrar mensagens com a etiqueta Das Wunder von Bern. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Das Wunder von Bern. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, novembro 19, 2008

Fritz Walter


«Walter, a midfielder with I.FC Kaiserslautern, was a man of some footballing sophistication but personal simplicity and an obvious cypher for the characteristics of the German workforce that were hauling the country out of its economic abyss: focused, modest, loyal, unyielding and undying in his dedication to the collective cause. His enigmatic reticence made his life magnetic to myth and legend. At the end of the war Walter was attached to the football team of an air-force unit on the Eastern Front. He was captured by the Americans but handed over to the Soviets who put him on a train for Siberia. At the final stop at the Ukraine he joined a kickabout with the guards. He was recognized by the camp officers and miraculously sent back to Germany. During the war he was said to have contracted malaria, a condition he never entirely shook off, and was ever after strangely energized by dank wet weather – known colloquially as Fritz Walter weather. This was a man who miraculously survived the Armageddon of defeat and occupation, who carried the feverish sickness of the whole experience in his veins, who came back to the same club and the same life he had left in 1939 and just tried to get on with it.» David Goldblatt, The Ball Is Round, 2006


Fritz Walter, o primeiro alemão a erguer a Taça Jules Rimet, que é como quem diz o primeiro alemão campeão do mundo. Nos idos de 1954 sob a batuta de Sepp Herberger dirigindo o Das Wunder von Bern.

Rectificação — Na verdade, Fritz Walter foi o primeiro alemão a "segurar" a Taça Jules Rimet, e não a "erguer". Pois, como é sabido, o primeiro homem a fazê-lo, mesmo que por sugestão alheia, foi Hideraldo Bellini, 4 anos depois, na Suécia, quando o Brasil conquistou a sua, também, primeira Taça Jules Rimet.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Das Wunder von Bern

Como não ficar plenamente emocionado ao assistir a isto?









Estádio de Wankdorf, Berna {Suiça}, 4 de Julho de 1954. Final do V Campeonato do Mundo de Futebol. A fenomenal selecção da Hungria face à pouco reconhecida selecção da RFA. E o Milagre de Berna perante os olhos de milhares e os ouvidos de muitos mais. A Alemanha de Sepp Herberger e de Fritz Walter derrotando a Hungria de Gusztav Sebes e Ferenc Puskas! Mein Gott! Provavelmente a mais completa partida de futebol de sempre {embora esteja certo de que os brasileiros devam contestar tal imputação...}. Pela emoção do jogo propriamente dita, pela qualidade do jogo jogado, pelos casos {o offside a Puskas ainda hoje é contestado}, pelas bolas à trave, pelas magníficas defesas de ambos os guarda-redes, pela chuva torrencial, pelo lindíssimo relógio Longines, na torre, sempre presente, assustador e, sobretudo, pela implicação política que representou o regresso da Alemanha à competição e à realização de feitos de cariz mundial. E pelo relato radiofónico de Herbert Zimmermann, considerado por muitos como um dos mais expressivos e emocionantes radialistas desportivos de sempre {embora esteja certo de que os brasileiros devam contestar tal imputação...} Ainda hoje os seus efusivos berros finais «Aus! Aus! Aus! Das Spiel ist aus. Deutschland ist Weltmeister, schlägt Ungarn 3 zu 2!» são reconhecidos e despertam emoções na Alemanha. E, nem que fosse por este momento {ver os primeiros segundos do 3.º filme}, pela belíssima, deliciosa, magnética, fritzlanguiana saída de Sepp Herberger dos balneários, prestes a enfrentar a segunda parte e o destino.