Há 11 anos
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terça-feira, janeiro 11, 2011
Ai, a minha vida...
Ontem e hoje a inserir emendas na paginação de uma revista académica, cheia de artigos interessantes escritos por interessantes académicos. Mais um número de uma série de números, de uma revista que me dá um gozo enorme paginar. A grande diferença é que desta vez {pela primeira vez e daqui para a frente} a revista vai seguir e cumprir com o novo acordo ortográfico. Nem queiram saber o que para aqui vai... Onde antes imperava a procura da famosa gralha e a sua respectiva emenda, o debate sobre uma concordância, a análise da melhor solução gráfica para uma tabela, agora grassa a destruição da língua escrita... Passei dois dias a retirar cs e ps e quejandos... O comer das letras a mais, aquelas que não lemos, aquelas que agora saem de cena, mais parece um insensível metralhar na página, um abrir de buracos que é um disparate. De cada vez que posiciono o cursor e primo a tecla delete {ou backspace}, e assim acabo com letras que ali estão há quase 40 anos {é a minha perspectiva que conta, não se esqueçam...}, são verdadeiros golpes de machado que me custam horrores. Isto pode parecer parvo, mas não é. E até pode parecer que estou contra o acordo ortográfico, e não estou. É o dilema, é a ambiguidade que é estranha. Sei que estou a fazer o correcto, é o que agora se impõe, é o que o cliente quer, mas custa-me fazê-lo. Será, certamente, uma questão de habituação. Por enquanto é só uma enorme deceção... aha!, vêem... perdão, veem?
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Não flanempoastrarás!
Como eu entendo o Alexandre...
A minha sugestão é Flanempoastrar.
Ex.: «Ontem flanempoastrei com o Júlio e divertimo-nos imenso!».
A fusão forçada de flanar {Rua Garrett oblige}, empoar {estão sempre tão bonito(a)s} e castrar {aquilo que sempre acontece aos tipos que calmamente pretendem ir ver as novidades na secção dos DVDs}.
Mais. Proponho a quem por aqui passe {na falta de caixinha de comentários por aqueles lados...} que contribua com sugestões.
A minha sugestão é Flanempoastrar.
Ex.: «Ontem flanempoastrei com o Júlio e divertimo-nos imenso!».
A fusão forçada de flanar {Rua Garrett oblige}, empoar {estão sempre tão bonito(a)s} e castrar {aquilo que sempre acontece aos tipos que calmamente pretendem ir ver as novidades na secção dos DVDs}.
Mais. Proponho a quem por aqui passe {na falta de caixinha de comentários por aqueles lados...} que contribua com sugestões.
quarta-feira, agosto 13, 2008
Andamos todos aBEStalhados...
No meio de tanta e tamanha indignação – e a indignação não tem, não terá, aqui no Anauel lugar algum – só tenho vontade de vos dizer isto, a vocês, ó indignados. Eu olho as imagens, eu miro os cabeçalhos, eu oiço as gentes, e quanto mais olho, quanto mais miro, quanto mais oiço, mais sinto o brasuca abatido como o mais seguro, o mais certeiro e o mais consistente dentre a larga maioria que somos todos nós. Sim, não tenham dúvidas, o brasuca, o brasileiro {e aqui friso e friso e volto a frisar a nacionalidade, pois estou a elogiar...}, aquele ali, ó, em suma, o bandido, estava a fazer pela vida. Mais do que muitos que por aqui andam. E quando se assaltam bancos, fazer pela vida pode muito bem significar acabar morto. Talvez um dia os bancos possam ser assaltados por bandidagem mais profissional. Por uma maltosa que consiga iludir sem grandes dificuldades caixas e polícias e pôr-se ao fresco com a massaroca e sem chumbo nas trombas. Eu gostava. Não podemos só desejar melhor polícia. Também devemos desejar melhor ladroagem. Porque se só desejarmos melhor polícia e mantivermos os mitras do costume, a história vai fatalmente acabar desta maneira, com os tipos selvaticamente abatidos. E isso a malta não quer, pois não?
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