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sábado, abril 24, 2010
Calhauismos
Não falta gente por aí a atirar pedras. São os juízes, são os jornalistas, é o Papa, é o 25 de Abril, é o PEC, é a Grécia, é a pataqueopôs, são os bloggers de esquerda, e mais os da direita, e os tortos, é o andor, e mais os túneis e a putaqueospariuatodos. Tanta mágoa, tanto rancor, tanto bolor. Tanta gente a achar que, como dizia o caramelo azedo, francês mas azedo, oinfernosãoosoutros. Acreditem, sei do que falo, é tão mais fácil {não é nada, mas era bom que fosse...} vermos o quão fácil é sermos apedrejados... É pá, isto faz lembrar aquela coisa do quemnuncapecouqueatireaprimeirapedra... Mas não tem servido de muito, pois não?
quarta-feira, abril 21, 2010
Cleansing
O meu amigo José Pedro Campos é que a sabe toda. Who cares? Tenho de largar este meu odiozinho de estimação... Não faz bem a ninguém, muito menos a mim.
quarta-feira, abril 14, 2010
A vida como ela é...

Andei anos, e anos, e anos, a fugir desta fotografia. Escondi-a numa pasta, um dia, e pus-me a milhas. Assim segui, fugindo dela, por largos anos. Mas uma fotografia não nos persegue! Quem diz?
E o que me diz ela de tão terrível, que poderá ela esconder, melhor, revelar, para que eu tenha fugido dela assim? Na verdade, nem sei bem. Fugi-lhe durante tanto tempo que já nem sei qual era, foi, é, o ponto de partida. Qual o motivo? Ao longo dos anos, quando me lembrava dela e me interrogava fugidiamente das razões da fuga, do embaraço, a justificação era simples. Sempre achei que era o cabelo. Que era horrível. Envergonhava-me aquela figura. Nunca o tive tão grande, nunca o tive tão encaracolado. Nunca um cabelo foi tão pouco eu. Às vezes, até o kispo foleiro servia de desculpa. Mas é mais do que óbvio que não foi por questões estéticas, capilares, que a {me} aprisionei numa pasta numa gaveta. Umas quantas sessões de análise e estou certo de que ela me diria muita, muita, coisa. Mas como não sou carioca, nem me parece que para mim seja por aí, restam-me os exercícios da suposição, do cola-com-cuspo uma memória aqui, outra ali.
Não a relaciono com nada em particular, mas toda ela em geral me perturba. Toda ela é nebulosa. Nem uma data concreta lhe consigo fixar. Digamos, a bem da argumentação, que foi tirada em 1981. Tinha eu 10 anos de idade. Parece-me razoável. Por essa altura ainda passeava com regularidade, à beira-mar, ao longo da baía de Sesimbra e este cabelo associo-o, sem margem para dúvidas, àquele mar, àquela areia, àquele calor. Mas associo-o, agora que penso nisso, mais ao seu ocaso do que à sua plenitude. Este cabelo, este eu aqui fixado, representa para mim, muito provavelmente, o estertor, o fim, o encerrar de uma época de ouro {a primeira} da minha vida. Mais do que a vivência plena desse mesmo período; então o cabelo era mais cabelinho, louro, curto, ordenado. O apartamento em Sesimbra; a liberdade de dormir num saco-cama, no chão do apartamento, pejado de primos e primas {e as amigas das primas}; os banhos de mar até ao Sol se pôr; a ida matinal ao pão e à litrada de Seven-Up; o passeio nocturno até ao melhor gelado de sempre, nas traseiras do mercado; tudo isso já não se encaixa na figura deste miúdo cabeludo. Tudo isso já passou. Pareceria suficiente, para querer esquecer este puto, só que não é. Porque Sesimbra é apenas um aspecto dessa primeira década de existência. Porque se havia Sesimbra, muito mais havia Lisboa, isto é, a vida do dia-a-dia, a vida em família, a vida da escola e do lar, o fim-de-semana, o quarto com os brinquedos, a vida com os pais. E também isso deixara de existir. Nesses moldes, isto é. Esta fotografia, este meu longínquo eu, olha-me nos olhos e conta-me como foi "perder" o casamento dos meus pais. Esta fotografia ocorre após a separação deles. Esta fotografia "é" o fim do casamento dos meus pais. Uma casa passa a duas. Um pai passa a outro. Uma mãe passa a outra. Claro, um filho passa a outro. Este. Cabeludo. Desesperado? Nem tanto.
É mais uma vida a ceder o lugar a outra. Uma que conhecemos bem, e onde somos bem tratados, que dá azo a uma outra que, na verdade, pouco mais é do que uma incógnita. E cheira-me que este desalinho, este deixa andar, este deixa crescer, who cares?, é consequência disso tudo. Este olhar, esta, não digo triste, mas desanimada figura, reflectem bem esse ponto de charneira. Esse momento da vida em que a vida de alguém muda para sempre. Mas isso é bom, não é? – Digo eu agora, que já nem preciso de análise, vejam lá bem... Não seria, então, de exaltar esta fotografia? – Não; foi mais fácil cortar o cabelo e seguir em frente. Escondê-la para quê? Será que ainda hoje sinto falta desse tempo, que ainda hoje me revolto, ou reclamo, juntamente com esse miúdo, com essa circunstância da vida? Não, hoje já não. Porque hoje fiz as pazes com esta fotografia. Hoje fiz as pazes com este meu eu.
terça-feira, setembro 30, 2008
Gulp!
Enquanto magicava o post anterior, e com esta foto de abertura do site dos Wilco a encher o monitor, a minha filha querida sai-se com esta — «Quem é esse? É o Tony Carreira?». E eu a pensar que estava a ter sucesso na educação {musical, pelo menos} da garota... E onde é que a tipa foi desencantar o Tony? Estou tramado...Update – A miúda leu o texto aqui em cima e explicou-me de onde vinha o malandro do Tony... Querem mesmo saber? Da escola! Na sala de aula, enquanto se expressam plasticamente {depreende-se que não é necessária assim tanta concentração...} ouvem este tipo de personagens. Isto está mesmo entregue...
sexta-feira, setembro 05, 2008
«The man with the barbed wire soul!»
quarta-feira, julho 16, 2008
Aaaah, que bom...
... ter dois posts acabadinhos, prontinhos para o comando Publish e, ao invés, ordenar o comando Delete! Bom mesmo. É que estavam carregadinhos de vitriol, de rezinguice e não quero destilar mais do que aquilo a que a brasa lisboeta me obriga. A luta faço-a internamente. Aqui, sempre que possível, não verão destilanço. A martelo, pelo menos. Bem-hajam!
sábado, abril 05, 2008
Y e notório...
Digam lá o que disserem, e muito se disse, mas se há uma coisa que o João Bonifácio tem é sentido de humor... O texto de ontem sobre o próximo disco do Camané é muito cool!
quarta-feira, dezembro 19, 2007
«Ó pá, tu eras do Chaves...»
Caro Alvim, caro Mega (uma vez mais os meus parabéns!), nem sei bem como começar... Ai. É duro o que estou prestes a escrever. Ontem encontrei um velho amigo no 28 e, numa de revival, conversa para aqui, conversa para ali, acabei por sofrer um duro golpe no meu benfiquismo! Então não é que vocês tinham razão!? Eu era do Chaves!....
Tudo confirmado pelo meu velho amigo Pedro "Mula", o tipo com quem eu ía à bola nos idos de 80. Meu antigo vizinho do lado, há uma década a trabalhar no continente africano, é um tipo que revejo esporadicamente e que ontem me confrontou com algo que eu, pelos vistos, há anos ando a contrariar, ou seja, o meu passado chavista... lol Com direito a cachecol e tudo (eu por acaso acho que era uma bandeirinha...), diz ele. Mas, também acrescenta, era tudo porque eu era do contra. Ah, atenuante! Sim, sempre tive esta tendência para ser do contra. Devo estar desculpado, presumo. Ele confirma o meu benfiquismo (valha-nos isso...), e era pelo Benfica que íamos à Luz, mas comprova igualmente o meu forte pendor e entusiasmo pelo sucesso que o Grupo Desportivo de Chaves experimentava por essa altura. Sucesso patente nestas linhas "sacadas" ao site do GDC:
«Foi finalmente na época de 1984/85, após se ter consagrado como vencedor da liguilha de acesso à 1ª Divisão (vitória sobre o União da Madeira, no Funchal, por 4-3), que o G.D. Chaves conquistou pela primeira vez um merecido lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, colocando desta forma o clube numa nova posição na panorâmica nacional e dando início a uma nova página na história desportiva da cidade e da Região Transmontana. Este feito histórico era o concretizar dos objectivos a que o clube se propusera no passado e, assim, pela primeira vez, Trás-os-Montes tinha uma clube na 1ª Divisão Nacional.
Na época de 1985/86, muitas expectativas estavam colocadas sobre a equipa Flaviense, às quais o clube respondeu com um brilhante 6º lugar na classificação final da 1ª Divisão, ganhando por mérito próprio a designação pela crítica de “equipa sensação” do campeonato, tendo conseguido também o feito de ter atingido os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Tudo fazia prever que a Época 1986/87, depois do brilhante desempenho na temporada anterior, traria ainda melhores resultados, e, para satisfação de todos os transmontanos, o Grupo Desportivo de Chaves obteve um espectacular 5º lugar, que lhe daria acesso às competições europeias pela primeira e única vez na sua história.
O clube tinha desta forma, no espaço de 3 anos, conseguido afirmar-se como um dos melhores da 1ª Divisão, abrindo ainda a estrada para a Europa na qual o nome de Chaves e da Região do Alto Tâmega, foram tão dignamente representados, com uma vitória sobre a Universidade de Craiova na primeira eliminatória ( U. Craiova, 3 - G.D. Chaves, 2 / G.D. Chaves, 2 - U. Craiova, 1), vindo a ser posteriormente eliminado na Hungria pelo Honved, na segunda eliminatória da Taça UEFA ( G.D. Chaves, 1 - Honved, 2 / Honved, 3 - Chaves, 1).
Na época de 1989/90, o clube conseguiria de novo repetir o 5º lugar na classificação geral.»
Posto isto, primeiro, aceitem ambos as minhas sinceras desculpas pela recusa insistente destes factos ao longo dos anos, recusa quase sempre a raiar a desconfiança e as bases da nossa amizade... lol. Segundo, que fique claro que sempre fui benfiquista, facto mais do que confirmado presentemente, como cristão-novo que sou (sócio 105278). Mas é verdade, durante alguns tempos fui sensível à performance daquele grupo desportivo. As histórias que ouvia nas férias (passadas em Chaves) sobre as verdadeiras batalhas campais em que geralmente se tornavam os jogos Chaves-Vizela; a semelhança do equipamento do GDC com o do meu outro clube do coração (na altura!; não venham agora dizer que sempre fui do Barça...) que era o clube catalão; a bandeirinha (ou cachecol); o acesso à Taça Uefa em 1987; e, mais do que tudo, a minha mania de ser do contra; tudo atesta que o GDC foi (também) o meu clube. Portanto, daqui para a frente, sempre que me disserem que sou (fui) do Chaves não me vou importar!
Tudo confirmado pelo meu velho amigo Pedro "Mula", o tipo com quem eu ía à bola nos idos de 80. Meu antigo vizinho do lado, há uma década a trabalhar no continente africano, é um tipo que revejo esporadicamente e que ontem me confrontou com algo que eu, pelos vistos, há anos ando a contrariar, ou seja, o meu passado chavista... lol Com direito a cachecol e tudo (eu por acaso acho que era uma bandeirinha...), diz ele. Mas, também acrescenta, era tudo porque eu era do contra. Ah, atenuante! Sim, sempre tive esta tendência para ser do contra. Devo estar desculpado, presumo. Ele confirma o meu benfiquismo (valha-nos isso...), e era pelo Benfica que íamos à Luz, mas comprova igualmente o meu forte pendor e entusiasmo pelo sucesso que o Grupo Desportivo de Chaves experimentava por essa altura. Sucesso patente nestas linhas "sacadas" ao site do GDC:
«Foi finalmente na época de 1984/85, após se ter consagrado como vencedor da liguilha de acesso à 1ª Divisão (vitória sobre o União da Madeira, no Funchal, por 4-3), que o G.D. Chaves conquistou pela primeira vez um merecido lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, colocando desta forma o clube numa nova posição na panorâmica nacional e dando início a uma nova página na história desportiva da cidade e da Região Transmontana. Este feito histórico era o concretizar dos objectivos a que o clube se propusera no passado e, assim, pela primeira vez, Trás-os-Montes tinha uma clube na 1ª Divisão Nacional.
Na época de 1985/86, muitas expectativas estavam colocadas sobre a equipa Flaviense, às quais o clube respondeu com um brilhante 6º lugar na classificação final da 1ª Divisão, ganhando por mérito próprio a designação pela crítica de “equipa sensação” do campeonato, tendo conseguido também o feito de ter atingido os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Tudo fazia prever que a Época 1986/87, depois do brilhante desempenho na temporada anterior, traria ainda melhores resultados, e, para satisfação de todos os transmontanos, o Grupo Desportivo de Chaves obteve um espectacular 5º lugar, que lhe daria acesso às competições europeias pela primeira e única vez na sua história.
O clube tinha desta forma, no espaço de 3 anos, conseguido afirmar-se como um dos melhores da 1ª Divisão, abrindo ainda a estrada para a Europa na qual o nome de Chaves e da Região do Alto Tâmega, foram tão dignamente representados, com uma vitória sobre a Universidade de Craiova na primeira eliminatória ( U. Craiova, 3 - G.D. Chaves, 2 / G.D. Chaves, 2 - U. Craiova, 1), vindo a ser posteriormente eliminado na Hungria pelo Honved, na segunda eliminatória da Taça UEFA ( G.D. Chaves, 1 - Honved, 2 / Honved, 3 - Chaves, 1).
Na época de 1989/90, o clube conseguiria de novo repetir o 5º lugar na classificação geral.»
Posto isto, primeiro, aceitem ambos as minhas sinceras desculpas pela recusa insistente destes factos ao longo dos anos, recusa quase sempre a raiar a desconfiança e as bases da nossa amizade... lol. Segundo, que fique claro que sempre fui benfiquista, facto mais do que confirmado presentemente, como cristão-novo que sou (sócio 105278). Mas é verdade, durante alguns tempos fui sensível à performance daquele grupo desportivo. As histórias que ouvia nas férias (passadas em Chaves) sobre as verdadeiras batalhas campais em que geralmente se tornavam os jogos Chaves-Vizela; a semelhança do equipamento do GDC com o do meu outro clube do coração (na altura!; não venham agora dizer que sempre fui do Barça...) que era o clube catalão; a bandeirinha (ou cachecol); o acesso à Taça Uefa em 1987; e, mais do que tudo, a minha mania de ser do contra; tudo atesta que o GDC foi (também) o meu clube. Portanto, daqui para a frente, sempre que me disserem que sou (fui) do Chaves não me vou importar!
quarta-feira, novembro 28, 2007
sexta-feira, novembro 16, 2007
Bandido
Hoje de manhãzinha, sentado num banco lateral do 28 (pois, sempre o 28...), quietinho a ouvir os Isis, cruzo o olhar com uma senhora já entradota, de pé mesmo à minha frente, que se preparava para descer. E topo que, imediatamente, verifica se as correntes de ouro ainda lhe pesam no pulso e que aconchega pateticamente a mala que leva ao ombro. Aquela mulher tomou-me por um bandido! Hoje foi bandido por segundos, na mente daquela mulher. Não sei se já vos aconteceu tal episódio. Mas uma coisa é certa, é um pouco assustador. Isto porque não foi desagradável de todo... Primeiro, o sorriso perante tal patetice, depois, a constatação de que this is a fucked up world (sim, um mundo em que EU posso ser tomado por bandido só pode estar muito doente) e, finalmente, a sensação de que num mundo sequestrado pelo medo mais vale estar do outro lado. Se eu pudesse roubava aquela mulher, mas não lhe levava o ouro, levava-lhe o pavor, pagava-lhe uma meia de leite e um caracol e dava-lhe a mão. Mas não o fiz, sou... um bandido.
quarta-feira, setembro 12, 2007
Heróis do Mar... glu... glu... glu...
Primeiro, emendo a mão. Os jogadores não urraram, cantaram normalmente o hino. Mostraram uma seriedade que não esperava. Segundo, congratulo-me. Deram mais uma machadada no seu apuramento o que, feitas as contas (as minhas), é uma boa coisa. Primeiro, não envergonham (mais, claro) o país. Segundo, não correm o risco de se atravessarem na frente da Holanda...
Quanto ao triste espectáculo no final do jogo, nem me vou pronunciar. Ando há séculos a falar disto, é mais do mesmo, ninguém parece querer ver o evidente, por isso estou-me a cagar. Não faltarão boas desculpas, disso estou certo.
Quanto ao triste espectáculo no final do jogo, nem me vou pronunciar. Ando há séculos a falar disto, é mais do mesmo, ninguém parece querer ver o evidente, por isso estou-me a cagar. Não faltarão boas desculpas, disso estou certo.
terça-feira, julho 31, 2007
Saudades
Estou há um mês no Brasil, no Rio de Janeiro. Os meus amigos e familiares que me perdoem, o país e a vidinha que me perdoem, a minha casa e a minha rua que me perdoem, mas o que mais me falta tem feito, de quem eu tenho mais saudades é de montar e dos cavalos da Quinta da Pateira.
É bizarro? É. Mas sinto a falta do calor do Ice, do trote levantado da Safira, do pôr e tirar dos arreios, dos cheiros, em suma, daquele quadrado mágico ali desenhado.
É bizarro? É. Mas sinto a falta do calor do Ice, do trote levantado da Safira, do pôr e tirar dos arreios, dos cheiros, em suma, daquele quadrado mágico ali desenhado.
sexta-feira, abril 06, 2007
Retracto-me (é preciso)
Ontem fui ao Maxime ver o genial, incontornável, fantástico, grandioso, e podia ficar aqui a tarde toda, bardo Bonnie 'Prince' Billy. Era a minha estréia naquele local e bastaram-me dois minutinhos após a entrada no recinto para perceber o porquê do textinho do Arcebispo. Realmente, as elites culturais deste país (o que quer que seja isso; e sejam lá elas quais forem), pelo menos as que ali se deslocam, são de uma tristeza confrangedora. O modo (ou falta de modos) como habitam e preenchem os espaços culturais é muito bizarra mesmo. Ter uma mesa marcada no Maxime parecia ser para muita gente que ali pa(i)rava o equivalente a ter um Audi topo de gama a rodar a 180 na A2 (rumo ao Sul)... O modo como ocupam (e melhor seria dizer invadem) o balcão, as mesas, o próprio concerto em si (sim, quantas vezes não foi preciso mandar calar o pessoal lá atrás...) é desastroso. Cá para mim, só lhes falta mesmo vestir a calça vermelha!
Daí que perceba os dilemas do Arcebispo, daí que lhe tire (levemente; mais um gesto insinuante do que tirar mesmo...) o chapéu nesse ponto do seu textinho. Se é que era essa a sua preocupação, a de termos umas elites culturais manhosas. Quanto ao resto, continuamos em desacordo total. Decadentes mesmo eram aqueles tipos para ali sentados, não era nem o local (que é bem encenado, diga-se) nem o artista (que é um génio, pura e simplesmente).
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