Há 12 anos
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quinta-feira, setembro 15, 2011
domingo, março 27, 2011
Sopa de letras, não obrigado.

Há uns 12 anos atrás, quando me dei conta de que o meu querido amigo e patrão tratava inequivocamente os livros que publicava como sacas de batatas, tomei a decisão de abandonar a Pergaminho e lançar-me a solo.
Ontem, ao saber que a Leya* comprou o supermercado biológico onde tenho andado a fazer as minhas compras recentemente, só me restou tomar a decisão de não mais comprar as minhas cenouras no Brio.
Grelos não são livros, livros não são tangerinas.
* Mais correctamente a Quifel Holdings, detentora tanto da Leya como do Brio.
quarta-feira, novembro 03, 2010
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Só para não me acusarem de insensível...
Campo de Ourique tem uma árvore a menos. Era uma senhora árvore, diga-se de passagem. É uma tristeza. É a morte. É a vida.
domingo, abril 05, 2009
terça-feira, fevereiro 17, 2009
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
The Happening
Digam lá o que disserem, e muito têm dito, uma coisa é certa – estivesse Hitchcock vivo {ou tivesse ele nascido mais tarde} e era algo de muito parecido com isto {para não dizer precisamente isto} que ele teria filmado. Este fotograma acima poderia muito bem ser retirado de um filme dele. Não há muitos {não me lembro de mais nenhum...} realizadores que possam ser considerados como a personificação {reencarnação?} de Alfred Hitchcock. Shyamalan pode. Só isto bastaria.A grande questão é – tendo tanto de bom, tendo tanto de absolutamente intenso e perturbador, tendo tanto de tão incrivelmente bem filmado, tendo tanto de som, imagem e respiração tão bem misturados, tendo tanto de grandes momentos, grandes imagens, grandes stills {a jeffwallização no seu melhor!} , porque, então, não é o The Happening {2008} um grande filme? Tipo, um grande filme mesmo. Atrevo-me a pensar que pela simples razão de Shyamalan não ter tido a coragem {que, de resto, também Hitchcock alguma vez teria...} de matar toda a gente no final. Aquele filme pedia o desastre total, a ausência de tréguas. Houve ali certamente muito compromise. É pena. Perdeu-se um grande filme.
domingo, outubro 12, 2008
segunda-feira, julho 07, 2008
A Vida como ela é...
Hoje assisti ao dia nascer sobre as traseiras da minha casa. A passarada, desvairada, apanhava boleia da aragem fresca típica de certos dias de Verão e rodopiava embriagando-me. As copas das árvores cantavam, literalmente. E, contudo, o silêncio era vigoroso e confortante. Em poucos minutos as traseiras do meu prédio foram várias. O sol a nascer, e o dia com ele, mostra-nos cores e facetas da realidade que desconhecemos {ou nos esquecemos frequentemente}. São coisas destas, como a Vida em movimento, sem pedir autorização, que fazem com que as carantonhas dos posts anteriores não passem disso mesmo. Quando terá Ferreira Leite visto pela última vez o sol a nascer?
quinta-feira, junho 12, 2008
O futebol manda, a gente obedece...
É tramado como o futebol {o viver do futebol, para ser mais correcto} mina tudo à volta, seca, drena, impede, atazana a vida mais real, mais palpável, aquela das sensações inadiáveis. Desde que começou o Euro2008, e sobretudo desde que este blog se vestiu de laranja {o folclore nunca se deu bem com a seriedade objectiva}, que se tem tornado virtualmente impossível, quase penoso, escrever sobre outro algo. E muito haveria...
Por exemplo, apeteceu-me já várias vezes escrever sobre a estranha sensação, infusora de um medo forasteiro, constrangedora da respiração mais elementar, que é a sensação que me invade de cada vez que cruzo, que passo, que torneio, que detecto uma {duas, três, mais} mancha de sangue na calçada portuguesa. Já vos aconteceu, decerto. A mim invade-me uma tristeza, uma angústia muito segura de si que me agarra não sei bem onde... O sangue alheio {criança, gorda, velho?}, sem nome {sem-abrigo?}, sem cara {nariz esmurrado?}, é-me difícil de encarar. O medo funciona assim, de resto. É pérfido. Baseia-se, sustenta-se, alimenta-se e fortalece-se da total e simples ignorãncia, suspeição e conjectura. Sem estes três ingredientes o medo não se move. Neste caso não é bem um medo-medo, mas antes um medo-tristeza. Um medo-dor. Mas é qualquer-coisa-medo...
Também já me apeteceu falar das prateleiras vazias de legumes, fruta e bens perecíveis {os frémitos que este termo provoca no(a)s jornalistas...} e das bombas de gasolina secas, sequinhas, como pequenos alentejos de bolso ali na cidade, esvaídos, à vista de todos. E de como isso não me incomodou quase nada, para além do facto de ter ido a um supermercado onde não teria ido antes {erradamente, diga-se} e de ter descoberto que, como comedor de rúcula, estarei sempre safo. Essa alface esquisita parece não entrar na dieta dos portugueses e haverá sempre um ou dois saquinhos à minha espera... Mas não é estranho ver supermercados vazios, em standby, suspensos, com relato televisivo de República Checa-Portugal como banda sonora, gritos e suspiros em contratempo, e não estranhar por aí além? E achar que é só um primeiro sopro do que ainda poderá vir aí? Tragédia? Redesenho. Ontem na TSF, num fórum bolístico, e a propósito das paralisações e consequentes falhas de distribuição, um tipo dizia que Portugal mais parecia o Brasil da Europa. Bom, eu não tenho problemas com isso {já tive, já tive...], o meu receio é que os portugueses não consigam vir a ser os brasileiros europeus...
E as bandeiras nacionais que agora fazem companhia às tabuletas das Remaxes da vida? Também já me apeteceu escrever sobre isso... Duetos miseráveis, parelhas de maltrapilhos. Vizinhos insuportáveis, é o que são! Tristes ruas as desta vida lisboeta...
Mas como a bola é ominipresente e omnipotente, acabo por escrever sobre os euros oriundos dos negócios escuros de leste que a partir de ontem parecem valer mais do que os euros dos papalvos lusitanos. Pois, parece que o homem se vai pirar a seguir ao Euro2008 para terras de Sua Majestade. Estou mortinho por vê-lo aguentar-se à brocha com aquela imprensa cocksucker {esta ele já deve saber dizer...} a morder-lhe as canelas a propósito de toda e qualquer decisão {ou não decisão} que o brasileiro fascista protagonizar. Só mesmo um russo novo-rico e ignorante e um clube pequeno como o Chelsea para acharem que isto vai dar bom resultado...
Por exemplo, apeteceu-me já várias vezes escrever sobre a estranha sensação, infusora de um medo forasteiro, constrangedora da respiração mais elementar, que é a sensação que me invade de cada vez que cruzo, que passo, que torneio, que detecto uma {duas, três, mais} mancha de sangue na calçada portuguesa. Já vos aconteceu, decerto. A mim invade-me uma tristeza, uma angústia muito segura de si que me agarra não sei bem onde... O sangue alheio {criança, gorda, velho?}, sem nome {sem-abrigo?}, sem cara {nariz esmurrado?}, é-me difícil de encarar. O medo funciona assim, de resto. É pérfido. Baseia-se, sustenta-se, alimenta-se e fortalece-se da total e simples ignorãncia, suspeição e conjectura. Sem estes três ingredientes o medo não se move. Neste caso não é bem um medo-medo, mas antes um medo-tristeza. Um medo-dor. Mas é qualquer-coisa-medo...
Também já me apeteceu falar das prateleiras vazias de legumes, fruta e bens perecíveis {os frémitos que este termo provoca no(a)s jornalistas...} e das bombas de gasolina secas, sequinhas, como pequenos alentejos de bolso ali na cidade, esvaídos, à vista de todos. E de como isso não me incomodou quase nada, para além do facto de ter ido a um supermercado onde não teria ido antes {erradamente, diga-se} e de ter descoberto que, como comedor de rúcula, estarei sempre safo. Essa alface esquisita parece não entrar na dieta dos portugueses e haverá sempre um ou dois saquinhos à minha espera... Mas não é estranho ver supermercados vazios, em standby, suspensos, com relato televisivo de República Checa-Portugal como banda sonora, gritos e suspiros em contratempo, e não estranhar por aí além? E achar que é só um primeiro sopro do que ainda poderá vir aí? Tragédia? Redesenho. Ontem na TSF, num fórum bolístico, e a propósito das paralisações e consequentes falhas de distribuição, um tipo dizia que Portugal mais parecia o Brasil da Europa. Bom, eu não tenho problemas com isso {já tive, já tive...], o meu receio é que os portugueses não consigam vir a ser os brasileiros europeus...
E as bandeiras nacionais que agora fazem companhia às tabuletas das Remaxes da vida? Também já me apeteceu escrever sobre isso... Duetos miseráveis, parelhas de maltrapilhos. Vizinhos insuportáveis, é o que são! Tristes ruas as desta vida lisboeta...
Mas como a bola é ominipresente e omnipotente, acabo por escrever sobre os euros oriundos dos negócios escuros de leste que a partir de ontem parecem valer mais do que os euros dos papalvos lusitanos. Pois, parece que o homem se vai pirar a seguir ao Euro2008 para terras de Sua Majestade. Estou mortinho por vê-lo aguentar-se à brocha com aquela imprensa cocksucker {esta ele já deve saber dizer...} a morder-lhe as canelas a propósito de toda e qualquer decisão {ou não decisão} que o brasileiro fascista protagonizar. Só mesmo um russo novo-rico e ignorante e um clube pequeno como o Chelsea para acharem que isto vai dar bom resultado...
sexta-feira, maio 09, 2008
Mais uma que dá vontade de exclamar: «Se isto não é lindo, então o que é?...»
Alex Metcalf inventou um cone metálico altamente sofisticado que lhe (nos) permite ouvir as árvores, o som das árvores. Não o som que as árvores libertam quando fustigadas ou acariciadas pelos elementos. Mas antes o som que elas fazem, o som delas, o som interno (dos seus órgãos?), o som que lhes vai nas entranhas. Isto é lindo. O que eu gostaria de experimentar tal audição.A "inveja" que sinto (de quem ali se sentou naquela relva) devo-a à Alexandra que hoje de manhã me "deu" este presente. Muito agradecido.
O artigo do Guardian também vale a pena.
quinta-feira, março 20, 2008
Primavera

Hoje é Primavera. Seja em Lisboa, seja em Viseu, seja no Allgarve, seja no Funchal, seja em S. Bento, seja numa qualquer C+S do Cacém, seja em Campo de Ourique, seja no Bairro das Colónias, seja na 2.ª Circular, seja na VCI, seja no Holmes Place, seja nas Urgências, seja no Prós, seja no Contras... Assim seja.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Briljant!
E como hoje faz anos a koningin deixo aqui dois dos seus súbditos, achados agora mesmo totalmente por acaso (como se o acaso existisse...). Um "jardineiro" e um "fotógrafo". A morte, a decomposição, o castanho, a dor, tudo numa mescla chamada vida. Brilhantes!
Piet Oudolf
(ver um interessante artigo do NYT aqui)
Erwin Olaf
(ver catálogo na galeria que o representa aqui)
Piet Oudolf(ver um interessante artigo do NYT aqui)
Erwin Olaf(ver catálogo na galeria que o representa aqui)
terça-feira, novembro 20, 2007
Chávez
Eu gosto de Hugo Chávez. Gosto de tipos que despertam ódios e rancores como aqueles a que tenho assistido recentemente. Um tipo que chateia àquele ponto o Rei de Espanha (que não passa de um idiota, convenhamos) só pode ter piada. E poder. E tomates. Aliás, toparam o tamanho dos mesmos durante a conversa com o Primeiro-Ministro Sócrates, hoje à tarde, em São Bento? Aquilo sim, eram uns tomates e tanto! Aquela visão era mesmo perturbante... Que se lixe o Bourbon, viva Chávez! E, sim, ele tem razão quando diz que o Rei não está habituado a muita coisa...
segunda-feira, setembro 24, 2007
Miosótis
Para todos aqueles que sabem a diferença entre comer uma cenoura de origem biológica e uma cenoura do Pingo Doce, para todos aqueles que conhecem o prazer de comer acelgas escaldadas, assim como elas são, sem temperos, umas atrás das outras, e sobretudo para todos aqueles que não sabem mas podem ficar a saber, aqui fica a indicação do novo espaço do Ângelo e da Manuela.
Miosótis
Frutas e legumes, iogurtes, carnes, bebidas, arroz e massas, pao e bolachas...
tudo proveniente de agricultura biológica.
Av. Óscar Monteiro Torres, 15-B (junto ao Campo Pequeno)
De 2.ª a 6.ª, das 10 às 20; Sábados, das 9 às 17
Tel.: 217 959 357; E-mail: biomiosotis@gmail.com
Miosótis
Frutas e legumes, iogurtes, carnes, bebidas, arroz e massas, pao e bolachas...
tudo proveniente de agricultura biológica.
Av. Óscar Monteiro Torres, 15-B (junto ao Campo Pequeno)
De 2.ª a 6.ª, das 10 às 20; Sábados, das 9 às 17
Tel.: 217 959 357; E-mail: biomiosotis@gmail.com
sábado, setembro 01, 2007
Não compreendemos? Só pode ser terrorismo...
Porquê tanto receio, tanta revolta, tanto temor, tanta incompreensão, tanto disparate, tanto ódio, no rescaldo do episódio dos verdeufémios? A avaliar pelas reacções (de todos os quadrantes, diga-se) dá para perceber que alguma razão lhes assiste! Em alguma ferida eles tocaram. Mesmo que nem eles saibam qual. Mas que algo anda por aí, lá isso anda. Mundos desfasados, generation gap à quinta potência, disso não tenho dúvidas. Tristes, aqueles que acharem que 1 hectare de propriedade privada violada é sinal da decadência da civilização...
quinta-feira, agosto 09, 2007
terça-feira, julho 24, 2007
BR 101
sábado, julho 21, 2007
Parque Lage
De manhã fomos passear no Parque Lage, ali junto ao Jardim Botânico. Uma casa fantástica (erigida para albergar o amor da vida de um magnata carioca; actualmente uma academia de artes plásticas) no meio de um parque gigante com uma flora fantástica (e mesmo considerada como a única verdadeiramente carioca, visto que a Floresta da Tijuca é resultado de um reflorestamento) e uma fauna variada (passarada, sapos, cobras venenosas e não venenosas, preguiças, micos e macacos). Bom passeio.





terça-feira, julho 17, 2007
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