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sábado, maio 28, 2011
I guess it's the-way-of-Nature-through-Life speaking...
Um tipo acaba de ver o The Tree of Life {2011} e, naquele momento sempre meio doloroso em que se deixa um grande filme para trás e se cai na rua, um tipo não pára de pensar «Wow, como é que terão sido as infâncias de George W. Bush, Donald Rumsfeld e Dick Cheney?». Sobretudo se um tipo ainda está a tentar processar a informação toda que adquiriu, uns dias antes, ao ver o No End In Sight {2007}. Este filme e este documentário complementam-se de um modo assustador... Aquela terrível pata de dinossauro assustado {com o seu próprio poder} sobre as ventas do outro dinossauro deitado {exposto, incauto}, não vos fazem lembrar a presente invasão {poderemos nós ainda chamar-lhe invasão?; outros termos ocorrem-me...} norte-americana do Iraque?
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Gonzo fragments {#2}
1973 Kentucky Derby -- Part 1 (CBS)
1973 Kentucky Derby -- Part 2 (CBS)
1973 Kentucky Derby -- Part 3 (CBS)
1973 Kentucky Derby -- Part 4 (CBS)
O amigo Silva ofereceu este tijolo e o amigo Reis agradece.
quarta-feira, março 18, 2009
The Virgin Prunes
Esta conversa à volta dos Easterhouse – dos quais, diga-se em abono da verdade, nunca gostei muito; devo tê-los ouvido intensamente durante um mês ou dois à conta do camarada Alvim... – levou-me, inexplicavelmente?, a uma outra banda, essa sim, também dos idos de 80 {acabaram em 1986} mas da qual gostei muito, muito, muito. The Virgin Prunes, uma daquelas bandas que terei sempre pena de nunca ter visto em concerto. Mas, que se dane, sempre temos o YouTube...
Mas o melhor mesmo é um dos múltiplos comentários que se podem encontrar no YouTube – «my mom loved them in high school and she went to one of there concerts and they spit on her and kick her in the face haha»
Mas o melhor mesmo é um dos múltiplos comentários que se podem encontrar no YouTube – «my mom loved them in high school and she went to one of there concerts and they spit on her and kick her in the face haha»
sexta-feira, outubro 31, 2008
O Sapo de Arubinha
Deliciosa história, esta do Sapo de Arubinha e do meu estimado Vascão!
«A similar cross-fertilization of Brazilian culture came through the mingling of Catholicism and African cultic magic. It was widely believed that Vasco da Gama's decade-long wait for a championship victory was caused by the curse of Arubinha, a player from a small team called Andrari [sic] wich had been humiliated by Vasco 12-0 in 1937. In 1943 and 1944 exceptionally strong Vasco teams were pipped for the Carioca title, and the club actually resorted to ploughing up the playing field in search of buried frogs that held the curse. No frog was found and Vasco begged Arubinha to tell them where the frogs were. He assured them there were none and the curse was now lifted. Vasco won the 1945 championship.» David Goldblatt, The Ball Is Round, 2006
Uma versão mais detalhada aqui. Onde fiquei igualmente a saber que existe um tal de O Sapo De Arubinha: Os Anos De Sonho Do Futebol Brasileiro do incontornável Mario Filho {crónicas seleccionadas pelo não menos incontornável Ruy Castro}. Must have...
«A similar cross-fertilization of Brazilian culture came through the mingling of Catholicism and African cultic magic. It was widely believed that Vasco da Gama's decade-long wait for a championship victory was caused by the curse of Arubinha, a player from a small team called Andrari [sic] wich had been humiliated by Vasco 12-0 in 1937. In 1943 and 1944 exceptionally strong Vasco teams were pipped for the Carioca title, and the club actually resorted to ploughing up the playing field in search of buried frogs that held the curse. No frog was found and Vasco begged Arubinha to tell them where the frogs were. He assured them there were none and the curse was now lifted. Vasco won the 1945 championship.» David Goldblatt, The Ball Is Round, 2006
Uma versão mais detalhada aqui. Onde fiquei igualmente a saber que existe um tal de O Sapo De Arubinha: Os Anos De Sonho Do Futebol Brasileiro do incontornável Mario Filho {crónicas seleccionadas pelo não menos incontornável Ruy Castro}. Must have...
sexta-feira, julho 11, 2008
segunda-feira, julho 07, 2008
A Vida como ela é...
Hoje assisti ao dia nascer sobre as traseiras da minha casa. A passarada, desvairada, apanhava boleia da aragem fresca típica de certos dias de Verão e rodopiava embriagando-me. As copas das árvores cantavam, literalmente. E, contudo, o silêncio era vigoroso e confortante. Em poucos minutos as traseiras do meu prédio foram várias. O sol a nascer, e o dia com ele, mostra-nos cores e facetas da realidade que desconhecemos {ou nos esquecemos frequentemente}. São coisas destas, como a Vida em movimento, sem pedir autorização, que fazem com que as carantonhas dos posts anteriores não passem disso mesmo. Quando terá Ferreira Leite visto pela última vez o sol a nascer?
segunda-feira, junho 09, 2008
E como não apoiá-los...?

Acabei de saber disto. Ao que parece houve uns quantos adeptos holandeses que trouxeram uns quantos llamas até à Suiça para celebrarem com eles o Euro. Mas porquê llamas? Parece que vieram para celebrar os 22 anos daquela célebre, quanto lamentável, mas sempre e apesar de tudo motivo de gozo, cuspidela de Rijkaard sobre os caracolinhos de Voller... numa autoparódia ao llama holandês...E depois acabei por descobrir este e não resisto a colocá-lo aqui. O Drogba numa de reach out and touch me para o van Bommel está demais. A música e as imagens estão numa sintonia perfeita...
Mas isto não pára aqui. Parece que o van Bommel gostou da cena... o Meira é que não!
{As fotos dos llamas são de AP Photo / Armando Franca}
quinta-feira, março 20, 2008
Primavera

Hoje é Primavera. Seja em Lisboa, seja em Viseu, seja no Allgarve, seja no Funchal, seja em S. Bento, seja numa qualquer C+S do Cacém, seja em Campo de Ourique, seja no Bairro das Colónias, seja na 2.ª Circular, seja na VCI, seja no Holmes Place, seja nas Urgências, seja no Prós, seja no Contras... Assim seja.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
As Benevolentes
É-me impossível não escrever um pouco que seja sobre este livro, sobre esta personagem que dá pelo apelido de Aue, sobre esta energia que consumiu os meus vários tempos durante estes dois últimos meses. Além do mais, é uma obra que se prestou e presta a valentes dissecações e eu não fujo à regra. De lápis em punho foi marcando aqui e ali. Aqui ficam, pois, algumas notas.

1. O livro é do c......!
2. É grande? Tem 884 páginas (na edição portuguesa da Dom Quixote)? So what? São poucas, digo eu... Também é verdade que, caso se retirassem todas as patentes ali impressas antes dos nomes de todo e qualquer soldado e oficial, bem, o livro ficaria com bem menos uma centena ou duas de páginas...
3. O livro não merecia o Goncourt ou o Grande Prémio da Academia Francesa? Não me interessa minimamente. O livro é excelente. Se está repleto de inexactidões, de atentados, relativamente à língua francesa (logo, não merecia os ditos prémios) tivessem reparado nisso antes. Ou deixem de dar importância aos prémios... É irrelevante para o ponto de vista do leitor. Mas não deixa de ser fascinante todo o trabalho de dissecação da obra, todo o bando de detractores e, logo, de apoiantes do autor, basta uma pequena pesquisa na net para nos apercebermos da dimensão da coisa.
4. Palavra exageradamente utilizada ao longo do livro – volutas. Embora se desculpe, a palavra é linda!
5. Incongruência indesculpável – página 83. Max Aue não se recordar do nome do local onde ocorreu a sua primeira participação numa execução de judeus em massa. E logo numa mata, esse elemento tão caro a Max.
6. Excesso de zelo do tradutor (e único verdadeiro apontamento da minha parte; o resto parece intocável) – página 118. Traduzir Babi Yar... Babi Yar é Babi Yar!
7. Como as coisas boas são como as cerejas, vêm em cachos, As Benevolentes trouxeram-me Couperin e Rameau. Bravo!
8. E a promessa de Pechorin, em Um Herói do Nosso Tempo do escritor russo Mikhail Lermontov. Mal posso esperar...
9. Momento místico-mágico puramente irresistível, a lembrar saudavelmente Corto Maltese – todo o epísódio à volta de Nahum ben Ibrahim (pp. 259-265).
10. Detalhe delicioso que desconhecia – na frente, todos os relógios dos elementos da Wehrmacht estavam acertados pela hora de Berlim...
11. Latrinenparolen e Sprachregelungen, lindo! Aliás, o momento dedicado às palavras (pp. 574 e 575) é todo ele muito bom. E a fazer lembrar uma outra leitura decerto valiosa e já bastante adiada, o Lingua Tertii Imperii do valente Victor Klemperer.
12. Para aqueles que ainda o forem ler, quando chegarem à parte do discurso de Himmler em Posen/Poznan, recomendo vivamente que, nesse momento, façam uma pausa e se dirijam aqui É verdadeiramente enriquecedor da experiência, pois dá-nos uma perspectiva sonora da coisa...
13. «Era uma balbúrdia magnífica.» Assim descreve Max Aue a sua chegada à Hungria em 1944. Parece estranho, mas esta simples descrição é fascinante à quintessência; 1944 deve muito bem ter sido assim.
14. Momento mais olfactivo – página 779. «... tinha náuseas diante da minha máquina de escrever.»
15. Factor de irritação generalizada e avassaladora – A insistência de Aue com os vinhos. Porra, estão francamente a mais as referências a castas e colheitas...
16. O final é fraco, rápido, acelerado nos acontecimentos, meio decepcionante? É um pouco. É pena. Uma experiência destas merecia melhor fecho.
17. A Guerra e o Sexo, a Morte e a Vida. A Guerra exterminando para além do aceitável, o Sexo desejando para além do aceitável. Solução final, no exterior, desejo de incesto desejado, no interior. Para mim, fez todo o sentido. Por vezes extenso, mas sempre sexo do bom...
18. Último lamento – a superficialidade com que Maximilien Aue aborda Stauffenberg, quando Stauffenberg é parente do marido da sua irmã. Parece-me pouco provável.
19. Grande dúvida – Este livro tem tido vendas anormais. Corresponderão elas a leitores satisfeitos? Ou a grandes desilusões e abandonos? A mim quer-me parecer que ou se tem grande estofo e vai-se em frente pelo amor à leitura, ou tem de se gostar muito da temática para aguentar semelhante livro...
20. Ponto final – foi uma experiência e tanto. Obrigado Jonathan Littell.
Fotografia de Benjamim Loyseau.

1. O livro é do c......!
2. É grande? Tem 884 páginas (na edição portuguesa da Dom Quixote)? So what? São poucas, digo eu... Também é verdade que, caso se retirassem todas as patentes ali impressas antes dos nomes de todo e qualquer soldado e oficial, bem, o livro ficaria com bem menos uma centena ou duas de páginas...
3. O livro não merecia o Goncourt ou o Grande Prémio da Academia Francesa? Não me interessa minimamente. O livro é excelente. Se está repleto de inexactidões, de atentados, relativamente à língua francesa (logo, não merecia os ditos prémios) tivessem reparado nisso antes. Ou deixem de dar importância aos prémios... É irrelevante para o ponto de vista do leitor. Mas não deixa de ser fascinante todo o trabalho de dissecação da obra, todo o bando de detractores e, logo, de apoiantes do autor, basta uma pequena pesquisa na net para nos apercebermos da dimensão da coisa.
4. Palavra exageradamente utilizada ao longo do livro – volutas. Embora se desculpe, a palavra é linda!
5. Incongruência indesculpável – página 83. Max Aue não se recordar do nome do local onde ocorreu a sua primeira participação numa execução de judeus em massa. E logo numa mata, esse elemento tão caro a Max.
6. Excesso de zelo do tradutor (e único verdadeiro apontamento da minha parte; o resto parece intocável) – página 118. Traduzir Babi Yar... Babi Yar é Babi Yar!
7. Como as coisas boas são como as cerejas, vêm em cachos, As Benevolentes trouxeram-me Couperin e Rameau. Bravo!
8. E a promessa de Pechorin, em Um Herói do Nosso Tempo do escritor russo Mikhail Lermontov. Mal posso esperar...
9. Momento místico-mágico puramente irresistível, a lembrar saudavelmente Corto Maltese – todo o epísódio à volta de Nahum ben Ibrahim (pp. 259-265).
10. Detalhe delicioso que desconhecia – na frente, todos os relógios dos elementos da Wehrmacht estavam acertados pela hora de Berlim...
11. Latrinenparolen e Sprachregelungen, lindo! Aliás, o momento dedicado às palavras (pp. 574 e 575) é todo ele muito bom. E a fazer lembrar uma outra leitura decerto valiosa e já bastante adiada, o Lingua Tertii Imperii do valente Victor Klemperer.
12. Para aqueles que ainda o forem ler, quando chegarem à parte do discurso de Himmler em Posen/Poznan, recomendo vivamente que, nesse momento, façam uma pausa e se dirijam aqui É verdadeiramente enriquecedor da experiência, pois dá-nos uma perspectiva sonora da coisa...
13. «Era uma balbúrdia magnífica.» Assim descreve Max Aue a sua chegada à Hungria em 1944. Parece estranho, mas esta simples descrição é fascinante à quintessência; 1944 deve muito bem ter sido assim.
14. Momento mais olfactivo – página 779. «... tinha náuseas diante da minha máquina de escrever.»
15. Factor de irritação generalizada e avassaladora – A insistência de Aue com os vinhos. Porra, estão francamente a mais as referências a castas e colheitas...
16. O final é fraco, rápido, acelerado nos acontecimentos, meio decepcionante? É um pouco. É pena. Uma experiência destas merecia melhor fecho.
17. A Guerra e o Sexo, a Morte e a Vida. A Guerra exterminando para além do aceitável, o Sexo desejando para além do aceitável. Solução final, no exterior, desejo de incesto desejado, no interior. Para mim, fez todo o sentido. Por vezes extenso, mas sempre sexo do bom...
18. Último lamento – a superficialidade com que Maximilien Aue aborda Stauffenberg, quando Stauffenberg é parente do marido da sua irmã. Parece-me pouco provável.
19. Grande dúvida – Este livro tem tido vendas anormais. Corresponderão elas a leitores satisfeitos? Ou a grandes desilusões e abandonos? A mim quer-me parecer que ou se tem grande estofo e vai-se em frente pelo amor à leitura, ou tem de se gostar muito da temática para aguentar semelhante livro...
20. Ponto final – foi uma experiência e tanto. Obrigado Jonathan Littell.
Fotografia de Benjamim Loyseau.
domingo, fevereiro 24, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
Picadeiro
Hoje, depois de uma belíssima aula em cima do Aladino (em mais um baptismo bem sucedido), ao preparar-me para me ir embora, desloquei-me ao interior do picadeiro para depositar o meu stick e, ali, sozinho, perante um picadeiro vazio, de areia revolta (ainda (ou já) com uma ou duas aulas em cima), mas vazio, cheiros e emoções passadas, bem distantes, memórias vivas de um tempo em que menino pisei picadeiros entretanto esquecidos, vieram, em catadupa, à minha presença. Ali, hoje de manhã, um domingo. Um picadeiro vazio ostenta uma poderosa camada de história, luz e som que poucos locais (quando vazios) ostentam. Na realidade, um picadeiro vazio é algo que não existe. Um picadeiro é um ser vivo(*) que se exercita quando cheio e que retoma energias quando vazio, mas sempre, sempre respirando e marcando o tempo. Quando vazio, retira-se, introspecto, e mantém-se em vigília. Quando penetrei nele hoje de manhã, ele sobresaltou-se ligeiramente e iniciou um processo de sussurros. Falou comigo e eu escutei-o. É difícil não ouvir o silêncio de um picadeiro, um silêncio composto de luz (se o corpo humano é 70% de água, um picadeiro é 70% de luz), de insterstícios (da madeira? de outra matéria?), de movimento quasiperpétuo, circular, em serpentina, a passo, a riso (ou choro). E se um picadeiro em descanso tiver (como hoje teve), aqui e ali, como que a marcar um tempo ou um ritmo, como se de um metrónomo dos seus sinais vitais se tratasse, o chilrear feliz e cristalino de um pardal, bem, aí tanto melhor. Bênçãos!
(*) A propósito desta noção de um espaço ser como um ser vivo e de necessitar de momentos de acção e de descanso, vêm-me à memória as excelentes palavras do arquitecto paisagista holandês Dirk Sijmons sobre a Arena (estádio actual do Ajax), e que não resisto a transcrever (do livro Brilliant Orange, de David Winner). «"The old Ajax stadium was too small and it was not a beauty by any standard [...] But it was nice and cozy. And it was built for football rather than for making money. [...] ... the Arena is not a home. They play there on a Sunday. But then there is a Rolling Stones concert. Then a big congress. Then the unveiling of the new Mitsubishi space-car. Then, after seven days, Ajax are allowed to go and play football again. [...] This Dutch multi-functional obsession of making money with the same building in many ways [...] that kind of thing... It is a very brilliant idea, of course, but it squeezes the life out of what a football stadium is. A stadium has to rest between matches too. It should wait empty for a week before the game, before the next flow of people arrives. A stadium somehow needs to meditate."» Nem mais.
(*) A propósito desta noção de um espaço ser como um ser vivo e de necessitar de momentos de acção e de descanso, vêm-me à memória as excelentes palavras do arquitecto paisagista holandês Dirk Sijmons sobre a Arena (estádio actual do Ajax), e que não resisto a transcrever (do livro Brilliant Orange, de David Winner). «"The old Ajax stadium was too small and it was not a beauty by any standard [...] But it was nice and cozy. And it was built for football rather than for making money. [...] ... the Arena is not a home. They play there on a Sunday. But then there is a Rolling Stones concert. Then a big congress. Then the unveiling of the new Mitsubishi space-car. Then, after seven days, Ajax are allowed to go and play football again. [...] This Dutch multi-functional obsession of making money with the same building in many ways [...] that kind of thing... It is a very brilliant idea, of course, but it squeezes the life out of what a football stadium is. A stadium has to rest between matches too. It should wait empty for a week before the game, before the next flow of people arrives. A stadium somehow needs to meditate."» Nem mais.
segunda-feira, novembro 19, 2007
O medo é um caminho sinuoso
Diz-se que quando alguém cai, levanta-se. Nem mais. Mas como é quando um tipo cai de pé? A queda está lá, o aparato também, mas o estatelanço não. As marcas não ficam visíveis. Ao não haver mazelas não há fecho. Closure. E nessa sensação de incompletude, desse momento traumático, e daí em frente, abre-se um caminho que o medo não hesita em percorrer. Durante dois meses andei a percorrer esse caminho tortuoso. Hoje penso que saltei fora dele. Aprendi que tenho de confiar mais. Na vida, nas quedas, nos mestres. Domingo passado já tinha dado um passito. Pois nessa manhã não cavalguei, voei. Deixei-me ir. Agora resta saber se continuo neste caminho nos próximos dois meses...
sexta-feira, outubro 19, 2007
ZOO(filia)
Já passou um dia (da abertura do DocLisboa), continuo sem olhar para a programação como deve ser, se calhar até já nem há bilhetes para o Zidane, mas uma coisa eu sei, é que já perdi um dos mais bizarros e, provavelmente, interessantes documentários que por aqui vão passar. Trata-se de ZOO. Não deixa de ser curioso como o IMDB, na página dedicada a ZOO, recomenda aos espectadores de ZOO o visionamento de Cruising (aqui abordado há uns dias atrás) e Twin Peaks, Fire Walk With Me... olha que três.
«Na madrugada do dia 2 de Julho de 2005, um homem moribundo foi
deixado nas urgências de um hospital numa zona rural dos Estados
Unidos. Tendo identificado a matrícula do carro que o deixou no hospital
através de uma câmara de vigilância, a polícia seguiu a pista até uma
quinta onde foram descobertas centenas de cassettes de vídeo mostrando
homens de todo o mundo fazendo sexo com puros-sangue
árabes. A causa da morte do homem foi um cólon perfurado. Alvo de
uma cobertura mediática sensacionalista, o caso foi abordado por
Robinson Devor de maneira completamente diferente. "Zoo" adopta
a perspectiva dos homens que frequentavam a quinta e obriga-nos a
reflectir sobre os limites da perversão que estamos dispostos a tolerar
nos outros.» (retirado do programa do DocLisboa)
«Na madrugada do dia 2 de Julho de 2005, um homem moribundo foi
deixado nas urgências de um hospital numa zona rural dos Estados
Unidos. Tendo identificado a matrícula do carro que o deixou no hospital
através de uma câmara de vigilância, a polícia seguiu a pista até uma
quinta onde foram descobertas centenas de cassettes de vídeo mostrando
homens de todo o mundo fazendo sexo com puros-sangue
árabes. A causa da morte do homem foi um cólon perfurado. Alvo de
uma cobertura mediática sensacionalista, o caso foi abordado por
Robinson Devor de maneira completamente diferente. "Zoo" adopta
a perspectiva dos homens que frequentavam a quinta e obriga-nos a
reflectir sobre os limites da perversão que estamos dispostos a tolerar
nos outros.» (retirado do programa do DocLisboa)
segunda-feira, setembro 24, 2007
Miosótis
Para todos aqueles que sabem a diferença entre comer uma cenoura de origem biológica e uma cenoura do Pingo Doce, para todos aqueles que conhecem o prazer de comer acelgas escaldadas, assim como elas são, sem temperos, umas atrás das outras, e sobretudo para todos aqueles que não sabem mas podem ficar a saber, aqui fica a indicação do novo espaço do Ângelo e da Manuela.
Miosótis
Frutas e legumes, iogurtes, carnes, bebidas, arroz e massas, pao e bolachas...
tudo proveniente de agricultura biológica.
Av. Óscar Monteiro Torres, 15-B (junto ao Campo Pequeno)
De 2.ª a 6.ª, das 10 às 20; Sábados, das 9 às 17
Tel.: 217 959 357; E-mail: biomiosotis@gmail.com
Miosótis
Frutas e legumes, iogurtes, carnes, bebidas, arroz e massas, pao e bolachas...
tudo proveniente de agricultura biológica.
Av. Óscar Monteiro Torres, 15-B (junto ao Campo Pequeno)
De 2.ª a 6.ª, das 10 às 20; Sábados, das 9 às 17
Tel.: 217 959 357; E-mail: biomiosotis@gmail.com
domingo, setembro 23, 2007
Baptismo
Hoje, 23 de Setembro de 2007, quase 9 meses depois de ter iniciado a minha actividade hípica, tive o meu baptismo. A minha primeira queda. E em grande. Com direito a mortal encarpado para a frente e queda em pés juntos! Só não deu direito a aplauso geral porque o resto da malta tem de ter mão nas rédeas... Contudo, no hard feelings Nanjing!
terça-feira, julho 31, 2007
Saudades
Estou há um mês no Brasil, no Rio de Janeiro. Os meus amigos e familiares que me perdoem, o país e a vidinha que me perdoem, a minha casa e a minha rua que me perdoem, mas o que mais me falta tem feito, de quem eu tenho mais saudades é de montar e dos cavalos da Quinta da Pateira.
É bizarro? É. Mas sinto a falta do calor do Ice, do trote levantado da Safira, do pôr e tirar dos arreios, dos cheiros, em suma, daquele quadrado mágico ali desenhado.
É bizarro? É. Mas sinto a falta do calor do Ice, do trote levantado da Safira, do pôr e tirar dos arreios, dos cheiros, em suma, daquele quadrado mágico ali desenhado.
sábado, julho 21, 2007
Parque Lage
De manhã fomos passear no Parque Lage, ali junto ao Jardim Botânico. Uma casa fantástica (erigida para albergar o amor da vida de um magnata carioca; actualmente uma academia de artes plásticas) no meio de um parque gigante com uma flora fantástica (e mesmo considerada como a única verdadeiramente carioca, visto que a Floresta da Tijuca é resultado de um reflorestamento) e uma fauna variada (passarada, sapos, cobras venenosas e não venenosas, preguiças, micos e macacos). Bom passeio.





quarta-feira, julho 11, 2007
Jockey Club do Rio de Janeiro
terça-feira, junho 26, 2007
Bênçãos!
Nunca é demais agradecer. Agradecer a bênção que é poder ser parte dessa experiência que dá pelo nome de Quinta da Pateira. Obrigado ao Xico, ao Jorge, ao Zé Ricardo, à Zeca e a todos os animais que por lá andam. O final do dia, calor laranja, exposto ao vento, na garupa da Safira, galopando em círculo, por entre pardais, é uma das melhores experiências que há. Obrigado vida!
domingo, junho 17, 2007
Safira
Hoje foi-me permitido montar a Safira, um verdadeiro Ferrari de quatro patas. A aula correu muito bem e até me foi possível andar a passo, de olhos fechados, entregue à Safira, ao som de uma valsa. Maravilha das maravilhas!
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