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sábado, fevereiro 07, 2009

Não há descanso...

Um tipo a querer curtir a neura, a ver se insiste no disparate, a pretender fugir do inevitável, e os elementos a trocarem-lhe as voltas... Aquelas nuvens {as do post anterior} eram as minhas nuvens! Onde estão? Para onde foram? E estas, o que querem? Raios! Vou dar banho ao bebé e depois vou ver o que se faz para o jantar...

sexta-feira, agosto 22, 2008

Enquanto há vida há esperança...

No fundo, a verdade é esta. Quanto mais ando para aqui a maldizer o raio da Humanidade, mais me apercebo que ando é enjoado de mim mesmo. No fundo, no fundo, ando é com pouca {para não dizer nenhuma} paciência para comigo mesmo. Sendo assim, vou é deixar-me de lamúrias, lavo a cara ao Anauel {que aquela piada da imaGINAção falhou certamente...; além de que não há nada como um face lift} e sigo em frente.

segunda-feira, junho 30, 2008

O fogo amainou...

Já só restam cinzas e fuminhos. A vermelhidão deu lugar ao castanho-cinza tranquilizador. Fertilizador.

domingo, junho 29, 2008

Não renovo?

A minha mãe diz-me que não.

Renovo?

A minha filha diz-me que sim.

Não renovo?

CATIVO
do Lat. captivu

adj., o que não goza de liberdade, encarcerado; preso; prisioneiro de guerra; forçado à escravidão.
fig., seduzido; atraído; dominado; sujeito.
s. m., escravo.

Renovo?

E se desta é que é desta?

Não renovo?

O ambiente está inquinado demais. É só gente bruta e miserável, e eu quero ir ali meter-me novamente?

Renovo?

Estou a ver a final do campeonato de futsal entre o Glorioso e o Belenenses e o bichinho diz-me "levanta-te e renova"...


{entretanto acabou o jogo; bicampeões!}

Renovo ou não renovo?

Aqui a perspectiva parece ser a de não pagar mais quotas. Aqui a dúvida é saber se renovo ou não o cativo para esta época que agora se aproxima.

sábado, junho 28, 2008

A dúvida consome-me...

Claro que toda esta febre, toda esta irascibilidade, todo este tumulto não se deve exclusivamente ao desaire holandês... Este ainda não está totalmente curado {porra, era mesmo desta!}, ainda dá algumas dores nas mazelas, sobretudo quando vejo os outros, os que continuaram, a correr sobre a relva; isto só passa mesmo quando a Alemanha levantar a taça hoje à noite... Esta vermelhidão não se deve apenas a isso, mas está de certa forma relacionada. Porque depois do desaire do sonho, que é para isso que servem estes torneios, para sonharmos, vem sempre a realidade. E a realidade devolve-me um mundo da bola {o nacional} ainda mais sujo, ainda mais conspurcado, ainda mais cheio de dívidas, dúvidas e gente manhosa. Entre Rodríguezes {esta caíu-me mesmo mal...}, Vieiras, Madaís, Pintos da Costa e outros que tais, pouco há que se aproveite. E o pior é que tudo indica que vai piorar, e muito. Aliás, o PdC disse, por alturas da bronca da champions, que após se resolver a situação a guerra iria ser suja {ou algo parecido...}. Os meandros, as manobras subterrâneas, os conluios e os ilícitos parecem continuar a ser desporto-rei neste país. Mas eu estou cansado, estou febril e não estou para aqui virado.

Água

Beber muita água. Preciso.

Febre Vermelha

Rosas de vinho! abri o cálice avinhado,
Para que em vosso seio o lábio meu se atole:
Beber até cair, bêbado para o lado,
Quero beber, beber até ao último gole!

Rosas de sangue! abri o vosso peito, abri-o!
Montanhas alagai! deixai-as transbordar!
Às ondas como o Oceano, ou antes como um rio
Levando na corrente Ofélias de luar...

Camélias! entreabri os lábios de Eleanora,
Desabrochai, à lua, a ânsia do vosso cálix!
Dá-me o teu génio, dá! ó tulipa de aurora!
E dá-me o teu veneno, ó rubra digitális!

Papoilas! descerrai essas bocas vermelhas,
Apagai-me esta sede estonteadora e cruel:
Ó favos rubros! os meus lábios são abelhas,
E eu ando a construir meu cortiço de mel.

Rainúnculos! corai minhas faces de terra!
Que seja sangue o leite e rubins as opalas!
Tal se vêem pelo campo, em seguida a uma guerra,
Tintos da mesma cor os corações e as balas!

Chagas de Cristo! abri as pétalas chegadas,
Numa raiva de cor, numa erupção de luz!
Escancarai a boca, às vermelhas risadas,
Cancros de Lázaro! Feridas de Jesus...

Flores em brasa! Órgãos de cor! Tirava
Óperas de oiro, pudesse eu, das vossas teclas.
Vulcões de Maio! ungi minha pele de lava!
Dai-me energia, audácia, ó pequeninos Heclas!

Dai-me do vosso sangue, ó flores! entornai-o
Nas veias do meu corpo, estragado e sem cor
Que vida negra! Foi escrito, à luz de raio,
O triste fado que me deu Nosso Senhor.

Cismo já farto de velar minha alma doente,
Não dura um mês sequer, minhas amigas, vede!
Mas, mal vos vejo, então, pulo alegre e contente
A uivar, como os leões quando os ataca a sede!

Corto o estrelado Céu, voo através do Espaço,
Cruzo o Infinito e vou rolar aos pés de Deus,
Como se acaso fosse, em catapultas de aço,
Por um Titã de bronze atirado a esses Céus!

Amo o Vermelho. Amo-te, ó hóstia do sol-posto!
Fascina-me o escarlate, os meus lábios estanca:
E apesar disso, ó cruel histeria do Gosto,
Miss Charlotte, a flor que eu amo é branca...


António Nobre, , "Febre Vermelha", 1886.

«Queriam telenovela, era?»

E quando isto anda ao rubro – estão 38º lá fora e um tipo passou agora mesmo por mim a ouvir num berraréu o "Mariazinha deixa-me ir à cozinha..." no seu popó à totó – e este tipo vem lembrar-me igualmente a imensa falta que este senhor faz a este país. Atenção, isto não é saudade. É mesmo falta, amputação, vazio, negro e, sobretudo, um largo quero é vocês se fodam...

Agora, sim, está tudo entregue...

Agora está ao rubro, agora está infectado, a febre instalou-se! Os calhaus que piso estão escaldados; a terra onde eles repousam {pesam, descaradamente} escaldada está; eu, inevitavelmente, escaldo-me a cada passada... E cada passada leva-me para cima, cada vez mais fundo! Ascendo e aprofundo. É bom, sabe bem. É bom e sabe bem, o que nem sempre combina.

E para agitar o fogo, para manter o quente não vá o Diabo tecê-las, para espicaçar as salamandras, este tipo trouxe-me até Emily Haines. E agora, neste preciso momento, é ela quem me atiça a febre... A mulher não canta sobre notas musicais, a mulher sopra graus centígrados... chispas, fagulhas e sufoco.

Preciso de parar um pouco. O corpo está cansado; ainda há pouco deu-se um esticão doloroso, ali na base da coluna, ali mesmo em frente à gaveta das meias. Fuck. Preciso que a esposa no exterior regresse. Preciso de, já que não tenho saudades, voltar a curtir a cena de ter uma respiração ao meu lado, aquela pela qual era suposto ter saudades. Tenho necessidade de falar numa nota mais alta. Ah, será vontade de também experimentar sussurrar graus centígrados...? A mulher vai ler isto e vai passar-se... Mas é certo que não tenho saudades, aprendi a não ter saudades. Se já se sabe que o apego só traz sofrimento {e sabemo-lo, não sabemos?}, bom, então a saudade nada mais é que o apego ao apego... Não serve para mim. Já não serve para mim. Neste momento não serve. Quero mais. Mais e mais. Algo mais. Ou nada mais. Estou bem assim.

Oh My God, this is so totally burning!...

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... {ui; ai}

-.-. .- .-. .- .-.. --- ... - .- ..-. --- -.. .- --!!!!!

..-. --- -.. .-... .! / ..-. --- -.. .-... .! / ..-. --- -.. .-... .!

AAAAAAAAAAAAARRRRRRRGGGGGGGGHHHHHHHHH...