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sexta-feira, novembro 11, 2011

Quando já não houver chamas, mas apenas brasas...

É deixar cair, meus caros, é deixar cair. Um após o outro. Sem neuras. Até ao momento em que os "mercados" não vão ter mais ninguém a quem emprestar, de tanto recusarem. Nesse dia vão abrir a porta para ver o que se passa, para tentar perceber por que razão já ninguém bate mais à porta, e nós entraremos. E nos sentaremos todos à mesa. E brindaremos. E riremos de tanta parvoíce. De tanta inveja. De tanta ganância. De tanto ódio. E a isso se chama Amor.

domingo, outubro 16, 2011

Quanto valem 99% de 99%?

O mais trágico no meio disto tudo é que me parece que o real problema não está no 1%. Mas sim nos 99%. Mais concretamente nos 99% dos 99%. Se é indesmentível que 1% dos 100% andam a escavacar o planeta, também me parece inegável que apenas 1% dos 99% se dão conta disso. Daí o termo trágico inicial. Bem podemos {sim, passe a imodéstia, aqui considero-me 1%ista} pregar, gritar, apedrejar, escrever, sair à rua, cuspir, indignar, que os 99% dos 99% continuam adormecidos. Inquietos, mas adormecidos. Ínsones. Dolentes. Com apenas a força de vontade de 1% dos 99% e com a "ajuda" dos 99% dos 99% vai ser difícil... Mas como dizia o meu avô {em contexto absurdamente oposto}, «Isto vai!».

sexta-feira, outubro 14, 2011

15 de Outubro



Amanhã a indignação sai à rua. Eu nunca alinhei com os indignados da vida. Chateiam-me os indignados deste país, porque geralmente passam por poetas. Mas a poesia não choraminga. Com os precários também não vou à bola. Há que ter cuidado com as palavras. E geralmente escrevem muito mal. Aos esquerdalhos conheço-os bem. Sim, do pêcê ao bloco gritam e defendem as ditas causas. Muitas merecem mesmo quem as grite e as defenda, é certo. Mas o grau de organização, muitas vezes a raiar o terrorismo, sempre tão maniqueísta, não me move. No fundo, para ser sincero, não tenho tido o hábito, a pachorra, a vontade, o impulso, das passeatas. Muito menos com estas companhias. Porque um saco de batatas será sempre um saco de batatas. E muita batatada surge sempre nestas ocasiões. E a batata engorda... E porque não consigo estar contra. E estar contra é condição. E é tão fácil estar contra. Só que faz muito mal à saúde, vos garanto.

Mas como dizia, e bem, o meu amigo Gonçalo no outro dia, amanhã não há como não sair. Mesmo contrariado, mesmo sabendo que muito disparate vai ser gritado ao horizonte, não há como não sair. Vou lixado com as desigualdades, vou entristecido com a falta de respeito e consideração de cima para baixo, vou inquieto com a falta de energia e de mundo deste triste país que dá pelo nome de Portugal, vou a pensar nas falcatruas e em como elas teimam em persistir, vou piurço com o facto de má gestão e a fraca qualidade dos políticos portugueses terem como consequência evidente uma redução significativa no erário familiar, e vou com este enorme incómodo na mente {perdoem-me, bem sei que é bizarro, mas não me sai da cabeça}, aquele que me diz que mais de metade do pessoal que ali vou encontrar amanhã ainda há uma semana atrás chorava e velava um dos mais bem sucedidos CEOs do mundo... Há coisas do arco-da-velha. Mas vou. Tenho de ir. Não há como não ir.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Liberdade {está quase, quase...}



Mesmo que daqui a 30 anos estejam endividados até ao tutano porque lhes disseram que tinham de ter as casas mobiladas no IKEA, porque era mais barato quando não era, que se lixe! Este dia, a liberdade e a sua conquista, valem a pena. Sempre!

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Mais respeito, meus senhores...

Se há coisa {entre tantas...} que este despudorado cerco/circo/ataque a Assange tem demonstrado é a mais vergonhosa falta de respeito, de atenção e de vergonha para com todas as mulheres que são constantemente alvo de assédio e vítimas de violação. Não tenho dúvidas {aliás já choveram inúmeras críticas neste mesmo sentido} de que todas elas gostariam de ver o mesmo zelo, a mesma eficiência e a mesma prontidão na investigação, detenção e julgamento dos seus casos pessoais. Correrão tão céleres os casos de violação britânicos e suecos? {por sinal, 2 dos 3 países da UE com maior taxa de violações...} Tenham vergonha! Façam o vosso trabalho e deixem os outros fazer o deles.


segunda-feira, dezembro 06, 2010

Wikileaks

Quanto mais te batem, mais gosto de ti!

segunda-feira, novembro 29, 2010

Bradley Manning é mais irresponsável que a Haliburton?

Como é possível que haja gente {gente série e insuspeita} a agitar a bandeira do medo, do risco, do perigo, da irresponsabilidade, da segurança, nesta questão das novas fugas de informação?! Haverá maior perigo, maior irresponsabilidade, maior risco, do que aqueles representados por aqueles que nos {e viva a globalização!} representam?! Muitas dúvidas, tenho muitas dúvidas...

domingo, outubro 24, 2010

Terras raras



Este artigo {Rare and Foolish} levou-me a este tema {Rare earth element} e fez-me lembrar o saudoso Dune. Mas a ideia de sino-Harkonnens faz-me tremer...

quinta-feira, maio 13, 2010

A dimensão é de tal ordem que até assusta...

Paris




Barcelona


Londres


Newarc



Luanda


Maputo


Geneve



Oslo {este é a não perder...}

segunda-feira, abril 26, 2010

LOLOLOLOL

«Greeting from Hong Kong

An arab made a fixed deposit of $24,500.000.00 in my bank branch where am a director and he died with his entire family in the war leaving behind no next of kin,if you choose to stand as my deceased client's next of kin. if interested mail me at the address below: yang.ming98@yahoo.com.hk

Yours Truly,
Ming Yang»


Acabo de receber esta pequena pérola por e-mail. Haverá quem, de tão desesperado, acredite nisto e siga o link? Ai a ganância...

terça-feira, março 30, 2010

There's no kind in Kindle...

Cory Doctorow - ebooks from Bloomsbury on Vimeo.


Cory Doctorow on Publishing, Price Discrimination, DRM, EULA, Amazon, Apple, Kindle, Piracy and whatnot. A must ear!


{via}

quarta-feira, março 17, 2010

Good morning life... la-la-la-la-la...



Absolutamente fantástico. Lindo, lindo, lindo.
LOGORAMA.

terça-feira, março 31, 2009

De útrás a kreppa é só um instantinho...

Belíssima reportagem de João Moreira Salles sobre a recente perda da inocência da Islândia, e dos islandeses, e da sua atribulada aventura financeira, cultural e social. Uma história absolutamente fantástica, que daria sem sombra de dúvida um belíssimo romance {e não páro de pensar que Michel Tournier seria ideal para tal empresa}.

Ah, claro, e onde é que se pode ler tal peça de jornalismo à maneira? Na Piauí, como não podia deixar de ser. Vale mesmo a pena. É só seguir o link. A Piauí actualmente exige registo no site para se poder ler certos artigos, mas é gratuito e vale bem o esforço.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Some notes on the Obama's inaugural...

1. Sim, papei a cerimónia de uma ponta à outra. Em directo, na BBC, para que conste. Há sempre uma primeira vez... Mas não é assim tão grave, é como fazermos a bela da directa para assistirmos à cerimónia da entrega dos Oscars ou assistirmos ao primeiro episódio do Big Brother. É tudo showbizz, nada mais.

2. Há oito anos atrás, no rescaldo do falhanço Gore/Lieberman, após as insólitas recontagens da Florida, quem diria que esse povo burro, estúpido, tonto e tão ridicularizado por esse mundo fora seria o mesmo que hoje faz história... Pois é, a memória é curta. Muita gente devia estar neste momento a pedir perdão aos norte-americanos pelos insultos. A não ser que eles continuem a ser um povo estúpido por ter eleito Obama... Decidam-se.

3. Acima de tudo, uma palavra é devida por muitos a Bush, pois sem Bush nada feito. Sem oito anos de Bush parece-me óbvio que Obama nunca teria sido eleito.

4. Um pastor evangelista de vómito a anteceder o juramento de Biden. E ainda há quem se atreva a falar de {e atacar} nações e povos fundamentalistas, daqueles que misturam "perigosamente" Deus e Política...

5. Um discurso miserável por parte de Obama. Pobre, pobre, pobre. Nada de interessante ali se esgravata. Já o contrário... E não podia discordar mais quando ele afirma que os EUA não têm nada de pedir perdão por perseguirem o seu estilo de vida, seja lá a quem for. Ai têm, têm... E hão-de percebê-lo, mais tarde ou mais tarde.

6. Curioso o facto de o juramento do Vice-Presidente e o do Presidente serem tão distintos. O Presidente jura: I do solemnly swear (or affirm) that I will faithfully execute the office of President of the United States, and will to the best of my ability, preserve, protect and defend the Constitution of the United States. Já o Vice-Presidente jura: I do solemnly swear (or affirm) that I will support and defend the Constitution of the United States against all enemies, foreign and domestic; that I will bear true faith and allegiance to the same; that I take this obligation freely, without any mental reservation or purpose of evasion; and that I will well and faithfully discharge the duties of the office on which I am about to enter. So help me God. Mais vital aquela jurada por Biden {e Cheney antes dele}, não? Como se o Vice-Presidente fosse mais importante, não é?

7. A limusina que transportou Obama até ao Capitólio é um Humvee e chama-se {tão engraçadinhos que nós somos...} The Beast... E ele sentou-se nela? Não exigiu nova viatura? Como se não chegasse o mau gosto, quer da viatura quer do epíteto, é um mau começo para quem promete fazer frente ao aquecimento global e pretende promover a criação de novos combustíveis.

8. Ou muito me engano ou não vai faltar muito para o surgimento de novos slogans, tipo Yes, We Thought We Could ou ainda Time for Disappointment.

9. Vão ser 4 anos muito interessantes.

10. No fundo, no fundo, a tomada de passe de Obama foi como a comida norte-americana, foi como os cenários dos talkshows norte-americanos, como a construção e mediação imobiliária norte-americana, como a ida à Lua {dizem alguns...}, como as mamas das boazonas norte-americanas, ou seja, fake, fake, fake...

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Há enough e há enough...

De um ponto de vista financeiro não se pense que o post anterior incita ao miserabilismo. Que não fique a ideia de que enough é querer pouco, de que quem sabe dizer enough é forçosamente alguém pobre, remediado. Ou que o dinheiro não tem importância. Não. Ele tem-na e aqui damos-lhe toda a que lhe é devida. Aliás faço minhas as palavras do ponto 6 das 10 leis para se ser feliz... Mas se acho que todos temos um ponto enough, também acho que ele não é igual para todos. O meu enough não deve ser igual ao de, digamos, Ricardo Salgado. O meu enough é uma coisa, o dele é outra. Mas ambos temos o nosso enough e ele é tão importante quanto o nosso dinheiro. Se eu descuidar o meu enough e for ganancioso {que é disso que se trata quando falha a coragem para dizer «estou bem, satisfeito, obrigado»} posso viver uma separação amorosa, passar por uma humilhação terrível no escritório ou criar um grave problema de saúde. Mas se um qualquer Ricardo Salgado descuidar o seu enough, bom, aí temos a crise financeira. Belo serviço, sim senhor.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Obama

Não me consigo emocionar com a eleição de Obama. Primeiro, porque o cargo é sujo por natureza e é ele que agora o preenche. É por isso legítimo perguntarmo-nos se será bom vermos alguém que estimamos e em quem depositamos esperança ocupar {é mais ser ocupado...} tal cargo. Além do mais, não acredito que Obama, só por si, chegue para limpar o cargo de tamanha herança {veremos quem se segue na lista de nomeações}. Segundo, porque aquilo que para muita gente parece ser já uma grande, enorme, vitória {black power!? mas andam a brincar?}, a eleição, para mim, é apenas o início. A coisa começa agora, ou não? Ou acham que acabou? O tipo já está eleito e nós já podemos dormir descansados? Não creio. Porque, terceiro, mais do que saber se ele é preto, ou se acabou, como se diz aqui, com a Guerra Civil norte-americana {está bem, está}, o que me interessa realmente saber é se ele é inteligente, competente, civilizado e honesto e, por conseguinte, saber: se ele vai anular o infame Patriot Act {é o vais}; se ele vai fechar Guantanamo e julgar em tribunais civilizados os seus detidos {deve ser, deve}; se ele vai finalmente classificar o waterboarding como uma forma de tortura e bani-la de uma vez por todas; se ele vai deixar de atacar países como tem sido, infelizmente, a tradição {mas essa vem de longe, não é?}; se ele vai deixar de se imiscuir nos assuntos internos dos mais variados países a sul do seu próprio país {ai, a tentação...}; se ele vai fazer algo de concreto para evitar que as corporations continuem a envenenar, nas mais variadas frentes, os seus próprios concidadãos {e muitos outros por tabela}; se ele sabe verdadeiramente ler as várias comunidades e sentimentos afro-americanos e, sabendo-o, representá-las e dar um passo em direcção ao apaziaguamento da brutal guerra racial que por lá se desenrola; se ele vai afirmar um dia legalize it! e reforma a DEA de uma vez por todas; se ele vai fazer a tal diferença no processo israelo-palestiniano {ou o sonho é só ao nível interno?; aqui já crescem dúvidas...}; se ele vai dar a mão à palmatória e admitir e corrigir o gigantesco erro que foi, e continua a ser, a invasão, bombardeamento e o infeliz dia-a-dia iraquiano; se ele vai, acima de tudo {e porque tudo é business, tudo é showbizz e ele sabe-o melhor que ninguém...}, pontapear nos tomates todo e qualquer CEO aldrabão, ganancioso e fora-da-lei. São muitos ses, caramba. E é por todas as respostas a estas interrogações estarem ainda tão longe, e por eu não acreditar que Obama tenha coragem, capacidade, oportunidade, suporte para as fornecer, que continuo sem conseguir emocionar-me com o homem e a sua eleição. Para mim, Obama é mais um porteiro contratado para abrir as portas desse enorme edifício que dá pelo nome de corporation. E, vistas bem as coisas, não há nada assim de tão histórico em contratar um preto para porteiro...


P.S. — Ainda bem que este blog apenas é lido por amigos, conhecidos e desconhecidos civilizados. Se não fosse assim ainda me arriscava a ter de ler comentários deste nível aqui. É certo que o tipo esticou-se mas ter de ler «Ó meu granda camafeu ignorante...» {Barack anónimus, lol} não deve ser fácil.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Marralyil

Há já uns tempos que me apetece partilhar este belo tema com a comunidade. Fui adiando, mas aqui fica ele. Chama-se "Marralyil" e descobri-o ao sabor do acaso no resourceful Killed in Cars, dentro de um muito interessante disco de Oz Fritz, All Around the World {2004}.

sexta-feira, outubro 03, 2008

!!! GLORIOSO !!!

Dou-me conta que o meu último post da série !!! GLORIOSO !!! já data de há uns bons 10 meses atrás. Só para verem por onde páram os meus níveis de blackout, blackin e blackallaround... Mas ontem foi notável, foi muito bom mesmo, muito saboroso. Grande casa, grande jogo, grandes golos. A vida é bela novamente.

Mas o mais marcante da noite de ontem foi a estréia da, já mística, já espétaclar, já sucesso garantido, Benfica TV. Ontem nasceu para o mundo lusófono, qual quê, para o mundo global, para esse universo de 44 milhões de benfiquistas {juro que foi esse o número avançado pelo canal...} o primeiro canal televisivo clubístico nacional. E tal como eu suspeitava cumpriu com tudo o que implicitamente prometeu. Ou seja, mau grafismo, má infografia, má coordenação entre os jornalistas, por vezes até má qualidade do sinal, mau som. Mas que interessa isso? Pouco, naturalmente. O Benfica é gigante, ponto final. Tudo o mais é possível e irrelevante. Mas o melhor, e garanto-vos que foi toda uma vida à espera disto, o melhor mesmo da Benfica TV é o relato do jogo. O relato, o comentário, o apontamento, a sugestão, do homem de serviço, ao serviço, o grande Zé Carlos. Atentem, Zé Carlos!!! Não podia chamar-se melhor. Perfect timing, devo dizê-lo. Só assim em jeito de apanhado geral, e sacadas de memória, deixo aqui uns exemplos de algumas das tiradas.

«Quem faz queixinhas vai para o Inferno.» [enquanto um italiano se queixava ao árbitro da demora em fazer o lançamento]
«Aqui não há funfuns nem gaitinhas.»
«Calem-se. Calemo-nos. Ouçamos o Inferno da Luz...»
«Será que os italianos ainda pensam ser possível marcar dois golos? Nuuuuunca.»
«Acabaram-se as pipocas.» [estava o jogo praticamente no fim]

Eu, que sempre fui adepto da imprensa politizada, estou com a Benfica TV, estou com o Zé Carlos. Imparcialidade é para professores, políticos e gurus. Aqui, no glorioso mundo da bola, não há funfuns nem gaitinhas. E é mesmo assim, o Benfica é o maior e ponto final. O que me anda a arreliar é que acho que não vou ter paciência para migrar da Zon para o Meo... Chatice.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Ainda o defensor da grande pátria...

Apercebi-me no outro dia do que tanto me agrada em Hugo Chávez. Não são as boutades, nem os afrontamentos verbais ao Señor Peligro aka Mister Danger. Não são os ideais de esquerda, muito menos quando aplicados e ao serviço da visão da grande pátria em que, ele, Hugo "Bolivar" Chávez será o farol a mirar. Nem é o "Aló Presidente". Nem é o facto de ele ser muito mais inteligente e interessante do que a maior parte das pessoas está disposta a admitir. Também não é a profusão do vermelho. Não. O que verdadeiramente me agrada em Hugo Chavez é ele tornar visível aquilo que muitas vezes teima em permanecer invisível. Isto é, a falta de tolerância, a falta de bom senso, a falta de honestidade, por parte da Europa, dos EUA, do Ocidente esclarecido {presume-se}. A arrogância e a ignorância com que o Ocidente fala e aborda as questões venezuelanas, para não dizer mundiais {no sentido "do resto do mundo"}, são candidamente expostas pelos discursos de Chávez. Não pelas suas palavras, não pelo seu programa e conteúdo, mas antes pelas reacções às suas palavras. Não pelos seus gestos e grimaces, mas antes pelo asco e pela repulsa que despoletam. Porquê tanto ódio e tanta desconfiança perante o outro, aquele outro? Essa, sim, é a pergunta intrigante. Mais do que os porquês e comos da eleição de semelhante personagem. O abuso de poder, a idiotice desbragada, a prepotência, a falta de sentido das mais elementares noções de civilidade, e tantas outras falhas que usualmente lhe apontam, bom, eu descubro tudo isso e todas elas nos seus detractores. No fundo, o que Chávez me diz constantemente é «mira alrededor, Carlos». E eu olho, se olho.

domingo, agosto 24, 2008

Raios partam o Trocadilo!!!

E a Estamira?!? O que dizer, fazer, escrever, pensar, após ver-se Estamira?!? Oh, raios, estou seco... preso, baralhado... sei que quero falar algo, não sei bem o quê, nem como...