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quarta-feira, agosto 31, 2011

Sad, but true...

«As I drive around the country, I meet strangers and we talk of war. We list the ways each war defined its generation in a particular way, how some wars seemed righteous, others felt shameful, and other wars are just abstract blips in our news feed. Each war. Because we’re always fighting somewhere. Today I think America is defined by the way in which its citizens ignore its wars.»

From the always amazing blog Big American Night.

segunda-feira, setembro 13, 2010

09/13

Como já passaram dois dias, acho que já estão noutra, portanto posso dizer-vos: para mim, 09/11 é mais isto!!!!! Bela merda...



{via}

terça-feira, setembro 01, 2009

Ouroboros


Foi há 70 anos. O princípio do fim. Foi há uma vida.

quinta-feira, julho 02, 2009

Sturmbannfüher

A noite é fria e dura.
O chão molhado, a água gélida da chuva recém-caída
repele a luz demente dos esparsos candeeiros
e dá novas arestas aos objectos,
aos abjectos.
O homem deita-se,
depois de ter despido o dólman que tresanda
a charuto
e a morte.
A última imagem que lhe atravessa a cabeça dormente
é aquela onde figuram dois pontos de luz que esvanecem.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

The Happening

Digam lá o que disserem, e muito têm dito, uma coisa é certa – estivesse Hitchcock vivo {ou tivesse ele nascido mais tarde} e era algo de muito parecido com isto {para não dizer precisamente isto} que ele teria filmado. Este fotograma acima poderia muito bem ser retirado de um filme dele. Não há muitos {não me lembro de mais nenhum...} realizadores que possam ser considerados como a personificação {reencarnação?} de Alfred Hitchcock. Shyamalan pode. Só isto bastaria.

A grande questão é – tendo tanto de bom, tendo tanto de absolutamente intenso e perturbador, tendo tanto de tão incrivelmente bem filmado, tendo tanto de som, imagem e respiração tão bem misturados, tendo tanto de grandes momentos, grandes imagens, grandes stills {a jeffwallização no seu melhor!} , porque, então, não é o The Happening {2008} um grande filme? Tipo, um grande filme mesmo. Atrevo-me a pensar que pela simples razão de Shyamalan não ter tido a coragem {que, de resto, também Hitchcock alguma vez teria...} de matar toda a gente no final. Aquele filme pedia o desastre total, a ausência de tréguas. Houve ali certamente muito compromise. É pena. Perdeu-se um grande filme.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Sieg Heil!

E não há por aí nenhum zarolho maneta que coloque uma pasta armadilhada ao pés deste tipo?

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Race With The Devil



O filme é manhoso, mas é daqueles que um tipo vê por obrigação e por atenção para com Warren Oates. Que, diga-se em abono da verdade, tirando uma boca foleira ou outra não vai lá grande coisa. Nem o Peter Fonda, de resto. Mas esta sequência de potenciais filhos do Diabo que a loira histérica de serviço observa das águas da piscina é muito bem esgalhada. Aqui ficam eles. E o Obama que se cuide, se pensa que estes tipos já não andam por cá. Esta América, a que o filme tenta apontar o dedo, ainda existe.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

E agora?

Hoje, ao ler isto, apeteceu-me dizer, pensar, que finalmente alguma justiça tinha sido feita. Mas não é possível, pois não? A dimensão da coisa foi tão grande, tão sinistra, tão telúrica, que ver Theoneste Bagosora atrás das grades para todo o sempre de pouco adianta à história.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Hearts and Minds


E por falar em Kapow!, mais Kapow! e algum Feuer!, o que dizer do magnífico Kaboom!, mais Kaboom! e algum Mai Lai! que vi há uns dias atrás? Falo dessa belíssima peça documental – há quem a considere A peça documental –, sobre essa enorme chacina, esse monstruoso charco de merda, que foi a Guerra do Vietname, e que dá pelo nome de Hearts and Minds {1974}, de Peter Davis. Muito bom mesmo, recomendo vivamente. Daqueles que nos fazem engolir em seco. Daqueles que nos deixam sem saber o que fazer com os malditos dos norte-americanos. Daqueles que nos amargam a boca perante o miserável estado das coisas. Daqueles que não nos deixam em paz. Grrrr... Damn good documentary!

quarta-feira, julho 09, 2008

Rwanda

Por outro lado, há desgraças, momentos tumultuosos, períodos negros, ondas assassinas, mantos genocídicos, batalhas demoníacas, guerras de espírito, contendas humano-animalescas que não param de nos {me} fascinar. Momentos da História que quanto mais se sabe sobre eles, que quanto mais se escava e investiga, quanto mais se exploram, mais fascinantes e empolgantes e viscerais se tornam. No topo, naturalmente, encontra-se a II Guerra Mundial em todo o seu esplendor. É o momento-climax perpétuo. Não se extinguirá nunca, creio. A I Grande Guerra não lhe escapa {e é um desejo de há muito, ir por essa trincheira adentro; houvesse mais tempo e cabeça...}, antecedeu a campeã da mortandade selvagem e está recheada de "grandes" momentos, de enormes devaneios. A Guerra do Vietnam, por outro lado, acredito que pode muito bem habilitar-se ao terceiro posto, ter lugar no pódio. Não a domino, não desperta em mim desejos prementes, mas não hesito na classificação de "grande" momento barbárico da História recente. E depois vem o Rwanda. Concedo que este evento possa classificar-se ex aequo com os tumultos balcânicos do final do século passado, mas é ele que interessa aqui. O Rwanda {e não o consigo escrever com u; não dá...} é um episódio, um acontecimento, daqueles que obriga um tipo a parar com o que quer que seja que esteja a fazer. Quando aparece um documentário, uma reportagem, seja lá qual for, num zapping inofensivo, pás, parou tudo. Quando viro a página e caio num artigo com mais algo a acrescentar a esse trágico acontecimento, zás, é para ler até ao fim. É de uma dimensão avassaladora esse momento da História recente. Desafia todos os sentidos, toda a lógica, toda a pretensão de uma moral, de uma justificação — a morte de 1 milhão de pessoas em menos de 100 dias é algo de demoníaco – e, ao mesmo tempo, e isso sim é perturbador à quintessência, tão simples, tão corriqueiro, tão problema doméstico, tão "cá se fazem, cá se pagam" ou mesmo "quem vai à guerra, dá e leva". O Genocídio do Rwanda não é fácil. O lado negro do homem nunca é fácil.

Isto a propósito de um artigo muito interessante que li a semana passada numa Prospect do início deste ano. "The Perfect Crime?", assim se chamava o artigo de uma senhora também ela muito curiosa e interessante, Linda Melvern. Houvesse tempo, cabeça e estômago e este livro seria encomendado e lido aqui por estas bandas. Eu, que tenho o Hitler's Willing Executioners parado à espera de melhores dias {leia-se estômago e sentidos de ferro}, não sei sinceramente como encararia este...