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segunda-feira, julho 18, 2011

U-boot läuft zu neuer Feindfahrt aus




{clickar para ampliar, SFF}

segunda-feira, maio 30, 2011

Prefiro, de longe, a acampada à cambada...



Fico espantado com a quantidade de gente que por aí* anda preocupada com a acampada do Rossio. Sinceramente, fico. Sobretudo porque o motivo {pelo menos é o que mais invocam; se é com segundas intenções, bom, não sei...} que mais parece incomodar as mentes esclarecidas da blogosfera é o facto de aquilo estar um nojo, uma lixeira a céu aberto, uma desgraça, uma feira, uma imundice, em suma, uma porcaria. Eu pergunto-me: esta malta não vai ao Rossio há quanto tempo? Cheira-me que andam pela blogosfera desde o dia 1 e nunca mais de lá saíram... O Rossio sempre foi um nojo. Nunca foi agradável, sempre foi sujo e peganhento. Sobretudo depois de umas certas obras, já não tão recentes, que o inundaram de placas de pedra, que reflectem a luz de uma maneira inacreditável, a sua travessia ficou definitivamente penosa. E cheira mal, sempre cheirou. Mas o Rossio não está sozinho, ali ao ao lado temos a Praça da Figueira, não esquecer. Querem maior desgraça que aquela praça? E o que dizer do resto da Baixa? No outro dia muni-me da minha máquina fotográfica e {por motivos de trabalho} passeei-me pela Baixa, aos zigue-zagues, partilhando a calçada com muitos turistas de muitas proveniências {duvido sinceramente que algum deles alguma vez regresse a Lisboa}. Desci a Rua da Prata e nem queria acreditar. Já desceram a Rua da Prata? Já subiram a Rua Augusta? Lisboa, meus queridos amigos, está moribunda, decrépita e mete nojo ao nojo. Se a Baixa é o centro de Lisboa, se Lisboa pretende ser uma capital europeia, então, meus caros amigos, a acampada do Rossio é o menor dos vossos problemas! Acreditem.




* O aí é nas caixinhas dos comentários de blogues como jugular, 5dias, arrastão {estranhamente por aqui não se fala quase nada das acampadas...} e por aí fora...

quarta-feira, abril 06, 2011

Jovem, membro de claque desportiva, escuta o que te digo...



As far as it lies in your power, do good to others. Do not sow fear in other's hearts; do not inflict pain on others; do not promote anxiety or grief. If you take pleasure in the pain of others, you only scotch the divinity in you and bring to light the demonic nature. The Lord is present in all. He is in you, as much as He is in the others, whom you are trying to harm. Know this and give up all the efforts to ruin others. The inner reality is the same in you as it is in the 'other'.» SATHYA SAI BABA

sexta-feira, julho 23, 2010

Graças a Deus a Veneziana existe...



Deixem-me que vos diga. Os mais sensíveis não vão gostar do que tenho para dizer. Mas, olhem, que se lixe, sobretudo porque é verdade. Verdade verdadinha. O Pêssego da Veneziana está mil anos-luz à frente do Pêssego Paraguaio da Santini. Mil anos-luz! Ou então: o Pêssego Paraguaio da Santini não chega aos calcanhares do Pêssego da Veneziana! Aos calcanhares! Eu como o Pêssego da Veneziana e estou dentro de uma mercearia de bairro {com tudo o que isso tem de bom e de mau...}. Eu como o Pêssego Paraguaio da Santini e estou dentro da área gourmet do El Corte Inglés {com tudo o que isso tem de mau...}. Cheira-me que é, uma vez mais, a história do Cavalo Paraguaio... Na boa.





{Ah, a Canela não era nada má...}

segunda-feira, maio 03, 2010

Too much f***** input...

Via Vidro Duplo. Nem digo mais nada. Vão lá e gritem. A plenos pulmões.

sábado, maio 01, 2010

Desta maneira «bós'ides todos p'los ares»...

Parece que já voam pedras lá em cima. São garrafas cheias de tinta azul. São milhares de bolas de golfe encomendadas no Decathlon lá do sítio. É propriedade alheia vandalizada. São tiros para o ar. É o costume, é mais do mesmo, infelizmente.

O meu único desejo. E digo-lo com muita honestidade. Que amanhã o Benfica não seja campeão. Que seja roubado escandalosamente e perca não ganhe o jogo. Que venha para baixo incólume e que seja campeão para a semana, em casa, junto de quem o ama. E que do jogo de amanhã só reste a vergonha. E que a festa vermelha não fique suja com a miséria alheia. A ideia de ver misturadas as emoções próprias da festa vermelha e do ódio azul repugna-me. A César o que é de César, a cada um o que lhe pertence. Ao Benfica a honra de ser uma vez mais Campeão Nacional. Ao FCP a responsabilidade de uma vez mais perder a oportunidade de crescer, de se engrandecer, de se lavar.

domingo, abril 25, 2010

Cromos

Quem me conhece sabe que eu sou muito crítico, bastante, demais, em relação a Portugal. E que não perco uma oportunidade para malhar, diminuir e arruinar este país, os portugueses, a loserfonia, a mediocridade nacional. Sempre que posso. Isto não vale grande coisa, e não vale a pena escondê-lo. É {muito provavelmente} verdade que se é mais feliz não acreditando nisso, encolhendo os ombros e vivendo de acordo com os hábitos do resto da maralha. Mas... nem sempre é fácil, ou possível, ou exequível. Mas quem me conhece também sabe que quando há que reconhecer valor também o faço, e com prazer, e com vigor, e muito exagero, God knows how I love superlatives! E ontem, uma vez mais, me apercebi que há coisas que este país faz, produz, cria e alimenta como nenhum outro. O mitra, o mangas, o burlão, o city dweller, o cromo, o agarrado, o bêbado. E o que dizer desta capacidade lusitana de mesclar humor com sordidez? Poucos países constroem estes personagens como Portugal. Atenção que não estou a ser cínico. Não estou. Isto é, de facto, um elogio. Reconheçamos, pois, o que de bom fazemos. Gratidão.

Isto a propósito do excelente documentário que apanhei ontem à noite na RTP2, de seu nome Esta Rua É Minha, de Gonçalo Mégre. Muito agradável surpresa.



PS - Ah, parece que o Márinho tem um blog...

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Não flanempoastrarás!

Como eu entendo o Alexandre...

A minha sugestão é Flanempoastrar.
Ex.: «Ontem flanempoastrei com o Júlio e divertimo-nos imenso!».
A fusão forçada de flanar {Rua Garrett oblige}, empoar {estão sempre tão bonito(a)s} e castrar {aquilo que sempre acontece aos tipos que calmamente pretendem ir ver as novidades na secção dos DVDs}.

Mais. Proponho a quem por aqui passe {na falta de caixinha de comentários por aqueles lados...} que contribua com sugestões.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

«Devolver o rio aos lisboetas.»

Ciclicamente surge-nos esta expressão aos ouvidos, aos olhos. Na imprensa, na rádio, na televisão. Desde sempre que a oiço, surgindo a propósito do negócio dos contentores, da generosidade do POZOR, de um projecto megalónomo, de uma nova licença de um novo restaurante/museu/concessionário automóvel, whatever. Garanto-vos que nunca a entendi. Mais, que sempre me irritou solenemente. Que treta é essa de devolver o rio aos lisboetas? Quando é que eles o viveram realmente? Em que época de ouro? E quando é que foram espoliados de semelhante valor? Deve ter sido um trauma espectacular! De tal ordem que ainda hoje tal vaticínio salvífico se mantém — havemos um dia de devolver o rio aos lisboetas. Ah, dream on, dream on. Mas a expressão e a quimera lá vão persistindo. Ano após ano. Década após década. Século após século.
Pois bem, desta vez foi no Público do último dia do ano de 2008 que ela se fez sentir. Era grande o artigo sobre o caos que grassa nessa zona nobre da cidade que é o intervalo entre a Praça do Comércio e o Cais do Sodré. Que era Feios, Porcos e Maus, que era Kusturica, que era uma vergonha. Que está repleta de indigentes que ali acampam e secam os seus trapos ao ar livre {Aldeia da Roupa Branca reloaded, topam?}, que tem fogareiros improvisados, que não é segura. Que não é modo de tratar aquela zona da cidade. Pois bem, malta. Primeira chamada à realidade — há 37 anos, pelo menos, que aquela zona da cidade é assim, suja, feia, inóspita e desagradável. Sempre mal tratada, sempre habitada por tipos suspeitos. Lembram-se do café que servia a antiga estação fluvial, o Wagon-Lit, ou lá o que era? Lembram-se? Aquilo era pura e simplesmente intragável, infecto. E quantos anos não esteve aquilo para ali, aberto, ao serviço? Para não falar de um posto de gasolina que por lá andou, logo a seguir, anos a fio, entaipado, envergonhado. Dava muito jeito, sim senhor, mas era uma vergonha tê-lo ali. Se calhar, ainda lá está... E o Tolan? Sim, aquele tabuleiro ali à beira-rio, tão digno da cidade, ficará para a história como a plateia dos mirones do espectáculo da remoção do Tolan! Lembram-se? Eu estive lá, com o resto dos papalvos... {e não estive sozinho, que estas fotografias não são minhas...} Segunda chamada à realidade — já vos passou pela cabeça que agora sim, pela primeira vez na história desta cidade, o rio, a zona ribeirinha, tenha de facto sido devolvida aos lisboetas? Sim, aquela malta que por lá anda neste momento também é lisboeta e está a viver o Tejo como ninguém! Pois, por mim, que o curtam. Finalmente a expressão faz sentido, tem razão de ser. Será que, finalmente, não a ouviremos mais?

quarta-feira, outubro 29, 2008

PUB.

Hoje faço publicidade à antropóloga cá de casa. Tem um livrinho novo a sair {chancela da Almedina}, está quentinho, quentinho, e este post faz alarde da coisa e do seu lançamento no próximo dia 6 de Novembro {quinta-feira}. Ocorrerá pelas 18:30 no auditório do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, na Rua 1.º de Maio, n.º 3, Lisboa {ao Largo do Calvário, ali mesmo debaixo da ponte} e terá a sua apresentação a cargo de Manuela Ivone Cunha (Universidade do Minho), João Vieira da Cunha (Faculdade de Economia da UNL), Intendente Paulo Valente Gomes (Director do ISCPSI) e Subintendente Manuel Monteiro Valente (Director do Centro de Investigação do ISCPSI).

Não sei se vão servir um Porto ou não, mas sei que vale a pena dar lá uma saltadela e comprar uma cópia do dito livro. Eu já li o texto e digo-vos que vale a pena, é interessantíssimo. Um olhar que não costumamos ter sobre o dia-a-dia dos agentes de uma esquadra em plena Lisboa, século XXI. Está repleto de pormenores, rituais e esquemas próprios de uma profissão fascinante como esta. Desde as incongruências típicas de organizações desta natureza até aos encontros com os "mitras", passando pelas angústias, fobias e desejos de quem anda a "pisar paralelo" nesta nossa cidade querida. Dava um episódio ou outro do The Wire, em suma. Bom, está feita a publicidade à antropóloga residente.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Bom...

... a capital está imunda, deprimente, estranhamente habitada. Acho que vou subir novamente a A8.

sexta-feira, junho 13, 2008

Lisboa também tem coisas boas, muito boas...

Vá lá, para não me acusarem de estar para aqui sempre a mandar bocas foleiras, a mandar para baixo, a denegrir, sempre a dizer mal, eu dou-vos algo que não esquecerão de me agradecer. Estão em Lisboa, a sufocar com este calor impossível? Querem saber de algo que vos fará dizer "ainda bem que estou em Lisboa a sufocar com este calor impossível"? Ok. Gelado de gengibre na geladaria Pindô. Quando saí de lá ainda havia na cuvette. É só ir a correr que ainda apanham!


Gelataria Pindô, Lda.
Av. Forças Armadas 51 - D Lisboa
1600-077 LISBOA
t: 217933877

quarta-feira, maio 28, 2008

Como não tenho nada para oferecer, vendo-me.

Mas nem tudo são coisas boas... {ainda estou a vibrar, desde ontem... wada, wada, wada} Não. Também há cenas tristes... Esta cidade está à venda. Já repararam? Nao há rua em Lisboa que não ostente miseravelmente uma ou duas plaquitas informando (quem?, pergunto-me) de que aquele andar, aquela cave, aquela loja, se encontra à venda. Não há nada mais triste do que uma cidade vazia e praticamente sem interesses, nada mais triste excepto uma cidade vazia e praticamente sem interesses que, ainda por cima, acha que é vendável, que alguém quer comprar... Este país, que já foi de merceeeiros, é agora um país de agentes da Remax {atenção, podia ser outra qualquer}. Eu bem os vejo, ali em frente, da minha janela, todos excitados com a perspectiva de irem colocar mais uma plaquinha. Saem pela fresquinha, lavadinhos, o odor do cigarro e do café misturados ainda presente, nos seus Smarts enfeitados. Estas plaquinhas que aqueles tipos engravatados à la Rui Santos vêem como a face visível de um incrível negócio a mim só me parecem as lápides de um qualquer cemitério. Esta cidade está-se a tornar num gigantesco cemitério. Como eu dizia ainda há pouco, há cenas tristes.


Fui agora mesmo à janela ver se via um agente certificado e vi, antes, um par de andorinhas pura e simplesmente deliciosas a sobrevoar as copas das árvores da avenida. Uma cidade vazia e praticamente sem interesses que, apesar de tudo, ainda mantém umas quantas andorinhas em jogos e floreados não está perdida de todo...