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sexta-feira, janeiro 21, 2011

Vou para nulos...

Agora que entramos no famoso período de reflexão, e como eu ando a matutar nisto há já uns dias valentes, eis a minha decisão. Está tomada. É que nem reflicto mais. O meu voto {pela primeira vez na minha vida de eleitor} vai ser nulo. Num país de nulidades, numa eleição de nulos, o voto não pode ser outro. Domingo que vem, levanto o rabinho, visto o fato domingueiro, vou ao liceu que nunca frequentei e rabisco o boletim. Vou lá fazer um quadrado a mais. Assim bonitinho, com as mesmas dimensões dos outros. E à frente vou escrever Sócrates. E pronto. Voto nulo, voto Sócrates. Voto no melhor dos nulos. E na segunda-feira vou trabalhar. De manhã, que à tarde vou ficar a ver uns filmes que estão ali guardados à minha espera.

domingo, agosto 01, 2010

Isto de dourado tem muito pouco...

Estou já um pouco farto de ouvir falar na Golden Share. E em pulgas para ver se o Estado descobre o interesse estratégico de um Golden Shower. Aí, sim, tínhamos um estado com cojones!

sexta-feira, setembro 18, 2009

Há votar e votar, há ir e voltar

Mas não é só o Facebook o responsável pelo desalento. É também a azia, a ansiedade, a histeria em potência, perante a sombra que paira sobre o dia 28 de Setembro. Há por aí muitos que diriam anátema. Eu digo apenas e só isto, é {se for} uma merda, é o que é. Mas se for, será. O país não vale grande coisa, de resto. Mas há oportunidades que não se devem desperdiçar e esta é uma delas. E mesmo um país que não vale grande coisa deve aproveitá-las. Se há momento em que podemos crescer um pouco mais é este. Porque o que se pede aos portugueses no dia 27 que vem não é que escolham entre Sócrates {o PS, melhor dito} e Manuela {o PSD, melhor dito}, não é que dêem um deputado ou outro a mais ao muro concreto ou que se mantenham fiéis à foice e ao martelo. Não é que se traulitem um pouco mais com o político-mínimo-garantido ou que se humanizem um pouco mais sei lá com que novo movimento que por ai se movimenta. Não. A questão é que sejam honestos e verdadeiros. Consigo próprios. Que se perguntem: «Houve, em democracia, algum Governo melhor que os do PS?; Há algum, nos que estão agora no papel, melhor que o do PS de Sócrates?»; «O país está pior agora do que estava há 4 anos?». Se responderem que sim às questões anteriores, então, só resta mesmo votar noutro que não PS. Mas a grande questão, a do milhão de votos, é o que leva um português a responder sim a essas questões. Que se perguntem então «O meu voto noutro{a} que não Sócrates, o meu sim às questões anteriores, resulta de um ódio/incómodo/raiva/nojo/desgosto/irritação/embirração em relação a Sócrates?» Se também aqui o sim prevalece, está tudo dito. Votar contra Sócrates é votar contra si próprio. Se o não na última pergunta coincide com o sim às primeiras perguntas, ok, é o voto sem contenda. É pacífico, it's politics. Mas votar porque não se grama o tipo é votar por capricho, é votar out of spite. É um voto no lixo. Mais vale não votar. Serão os portugueses capazes de votar contra as suas paixões, afectos e convicções? Será o cidadão português capaz de votar pela razão, pelo pragmatismo, pelo país e não por si próprio? Por uma ideia abstracta, por um futuro incerto, que desconhecem e não controlam? Cria-se um dilema não tão dilema assim. Já vão ver. "Votar contra Sócrates é votarmos contra nós próprios" vs. "Votar contra nós próprios é votarmos Sócrates". Porque entregarmos o país a "bandidos" ainda mais "bandidos", a inúteis ainda mais inúteis, a incapazes ainda mais incapazes, e por aí fora, é, de facto, não estarmos a tratar bem de nós. Já votarmos contra o nosso sistema de crenças, bom, nem é preciso dizer mais, é só ganho. Afinal é simples, pá.



Para post n.º 1.000 não está nada mal... lol.
Dia 27 lá estarei.
Votando contra o meu sistema de crenças, votando PS.

domingo, fevereiro 22, 2009

Ainda Sócrates...

«Agora, eu não acredito em vitória. Nem em sucesso. É tudo especulação. Nós somos frágeis, somos fracos, somos carentes. Todos nós. Existem sobrevidas. Mas a maior parte da vida é de carência, sofrimento, dor, de ir buscar um monte de coisa que a gente não conquistou. E conquistar não quer dizer ganhar, não quer dizer ter sucesso. Conquistar é aquilo que lhe dá prazer, que lhe faz bem, que lhe dá felicidade. Eu não acredito nesse discurso da sociedade contemporânea, tudo voltado para a Ilha de Caras. Falsidade do caralho. Mostram coisas muito bonitas, muito ricas. Se você pegar a maior parte das pessoas que tiram foto naquela revista, elas não estão em casa. Na casa delas é muito mais difícil. A vida é muito maior do que o sucesso. A vida é real, cara. A casa delas é que vale, é onde elas choram.»

É por estas e por outras que este tipo é um senhor com S grande! Mais outras numa gostosa entrevista dada por Sócrates à revista Boemia.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Sócrates Brasileiro

Ontem foi o aniversário deste "barbas", de seu nome Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. Desde já os meus parabéns {mesmo que atrasados} a esse grande homem que ajudou a mudar a minha vida para sempre. Mal eu sabia... Apetece-me relembrar as minhas próprias palavras {escritas aqui em Junho do ano passado, por ocasião do Euro2008} a propósito desse capitão barbudo e do escrete canarinho de 1982.

«A primeira selecção que apoiei foi a do Brasil de Sócrates e companhia. Era forçoso que assim fosse, pode dizer-se, uma vez que o meu primeiro Mundial foi o de 1982, o do Naranjito, em Espanha. Foi nesse ano que acompanhei com algum interesse {difícil saber o quanto}, pela primeira vez, um acontecimento desta natureza. O Euro de 1980 {em Itália} e o Mundial de 1978 {na Argentina} passaram-me ao lado, mas o Naranjito cativou-me {e como não?} e despertou-me para esta realidade dos países, com exércitos de 11, em grupos de 4 e depois em eliminatórias a doer, todos com um único objectivo, o de erguer a taça. Bom, as regras eram estas e estavam entendidas, mas faltava-me algo. Torcer por alguém. Portugal não estava lá {embora figure na caderneta dos cromos de então...}, mas eu queria na mesma jogar aquele jogo. Logo, era preciso torcer por outro alguém. E o Brasil pareceu-me a solução óbvia, ou possível, ou alguém mo suspirou? E naquela altura, do alto dos meus 11 aninhos, eu convenci-me de que aquela era uma turma especial. Fiquei hipnotizado. Não sei se era o azul e o amarelo, se a barba do Sócrates {eu diria que é impossível ficar indiferente a um jogador de barba...}, se era aquele ar doidão do Falcão, se a magia do Zico, mas aqueles eram decididamente os meus tipos. Para quem, como eu, começava naquele momento a admirar aqueles duelos colectivos, aquelas guerras pacíficas {ou nem tanto}, aquele Brasil era a escolha óbvia. E naquele fatídico jogo frente a Paolo Rossi {nunca um hat-trick, numa altura em que nem sequer sabia que tal coisa existia, me soube tão mal...} eu saboreei o amargo da derrota, a injustiça injustificável. Foi um baptismo terrível. Ali começava a minha devoção ao mundo da bola e ali eu chorei pela primeira vez por causa de um resultado de um jogo de futebol. Encontrava-me de férias no hotel da Torralta {o amarelinho; o mesmo amarelinho do escrete...} na serra da Estrela com o meu pai, nunca me esquecerei. Vi o jogo dentro do hotel, numa televisão na sala de estar, em silêncio, angustiado. Terminado o jogo, fui dar uns toques de bola, na relva, lá fora, com o meu pai. Sempre em silêncio. Aguentando em surdina algo de muito estranho para mim. Até que rebentei e chorei como a criança que era. É isto que guardo daquele que foi, provavelmente, o melhor escrete canarinho de sempre. A minha primeira selecção, como as primeiras escolhas?, foi efémera e amarga...»

A fotografia e a indicação do seu aniversário foram prestadas pelo botequim imaginário do Bruno Ribeiro. O meu agradecimento e o conselho geral de lá darem uma saltada, que valerá sempre a pena.

domingo, fevereiro 01, 2009

Em descanso...

Neura. Está frio. Está chuva. Está vento. Está amarelo, dizem. Está umas dores do caraças ali bem na base da coluna vertebral. Está o socratismo abalado. E olhem que me custa mais isso que as referidas dores... Está entregue, é o que está. Está para balanço. Em poisio. Mas eu volto.


Valha-nos o Pedro!

domingo, julho 06, 2008

Venham mais 4...

No Público de ontem saíu esta infografia muito curiosa relativa ao cumprimento {ou não}, em 2009, dos objectivos do Governo Sócrates por parte do Governo Sócrates. Os tipos do Compromisso Portugal {autores do estudo} acham que a coisa está preta e que não há grandes razões para estarmos contentes, embora admitam que este é «um dos executivos com melhor performance no que respeita ao cumprimento do programa inicial». Pois eu digo: porreiro, pá. Venham mais 4 anos. Alguém tem dúvidas que este é o melhor Governo do período democrático português? {é bom não esquecer que isto não é a Alemanha...} Que este é o melhor Primeiro-Ministro de sempre? {mas o pessoal imagina o que é governar portugueses; um porradão de portugueses; 10 milhões de portugueses?} Que Portugal está hoje melhor do que há uns anos atrás? Não chega? Querem mais? Ok, tudo bem. Mas acham que é por outros meios? Então, digam-me quais. Que só vejo estes ou... à bomba. E à bomba parece-me que já estamos todos fartos e convencidos de que dá muito trabalho e suja muito.


E o Rui Ramos? Ali, sempre a abrir, a dar uma mãozinha... eh eh eh
Na sexta-feira até que esteve bem no "Expresso da Meia-Noite"... Porreiro, pá.