sexta-feira, setembro 05, 2008

De nieuw bondscoach

Mas olha Inês, só para não te desapontar, que eu sei que agora ficaste um pouco mais interessada no mundo da bola {lol}, ficas a saber que o novo seleccionador da Holanda é o sr. Bert van Marwijk. Que se vista melhor que o sr. Marco van Basten e que traga a taça em 2010 são os meus votos. E a avaliar pelas fotografias, tem tudo para ser um winner... lol

quinta-feira, setembro 04, 2008

O sexo dos anjos...

Recentemente descobri que uma amiga minha de longa data {embora não nos vejamos regularmente} tinha um blog. Dei lá uma saltadela e depois linkei-a no meu blogroll dos amigos. Como seria de esperar, ela deu pela linkagem e decidiu passear no Anauel. A princípio não percebeu quem geria os destinos de semelhante jardim {ainda para mais tratando-se de uma amizade...} e esse desconhecimento baralhou-a. Mas quem seria a tipa? Sim, que a minha amiga não tinha dúvidas que se tratava de um blog de uma mulher. Mas uma tipa um tanto ou quanto doida, apercebeu-se mais tarde, ao deparar-se com um número largo de posts sobre bola... Acredito que as postagens sobre a guerra e o sangue e o metal sueco também a tenham baralhado um tanto ou quanto... Bom, feitas as contas, percorridas algumas áleas {palavra linda!}, a minha amiga lá acabou por perceber quem era o jardineiro e aqui o jardineiro só tem a acrescentar que é um prazer poder ser confundido/encarado/tomado por uma mulher. Sinal de que o trabalho anda a ser feito.

Aos tipos que decidem estas coisas...

!?!?!?!?!?!?!?!
PARA QUANDO EM PORTUGAL
A SÉRIE TELEVISIVA
THE WIRE
!?!?!?!?!?!?!?!


Por favor, senhores executivos, what's the big fucking deal?, decidam-se, encham-se de coragem e deixem-nos curtir a série. Pleeeease! Há gente já com dores de tanto esperar...

The Wire {site oficial}
The Wire {wiki}
The Wire {entrevista de Nick Hornby a David Simon, criador do The Wire}

quarta-feira, setembro 03, 2008

O interesse da imperfeição

Engraçado como basta Federer deixar de ser o numero uno e passar a sofrer um pouco com as derrotas e as vitórias sofridas, para se tornar um jogador imediatamente mais interessante. Hoje à tarde deu grande prazer ver o jogo frente a Andreev, coisa rara em jogos com Federer. Mas, tal como se diz aqui, «a five-set battle reminds Roger Federer of the joy of tennis».
Tipos perfeitos, perfeitos, perfeitos, dão-me arrepios de indiferença. Realmente, agora que abandonámos tempos recentes de recordes e de distâncias e fasquias cronometradas ao milímetro, só me dá vontade de exaltar os que vêm a seguir, aqueles que sabem um pouco mais para além do sabor do ouro. Hoje, os olhos de Federer eram já outros.

Trompe les sens...



Atentem bem na imagem acima. Olhem bem para ela, primeiro de relance, depois com mais atenção. O que vêem? Quem anda por aí pelas ruas já deparou certamente com vários mupis propagandeando semelhante campanha da Toshiba {na realidade a imagem dos mupis não é bem esta; esta apanhei-a na net e depois dei-lhe uns retoques no Photoshop de modo a aproximá-las}. Mas não é a Toshiba, nem a campanha, nem os computadores que aqui me interessam. Não. É mesmo a imagem. {...} Até tenho medo de vos contar o que aqui me traz... Bom, aqui vamos. Desde o primeiro momento em que pus os meus olhos nos ditos mupis que ando a bater mal. Sabem o que vejo, insistentemente, quando olho para esta imagem? Vejo uma mulher-a-dias, de joelhos, de costas, pernas afastadas a baixo dos joelhos, esfregando um chão de madeira, no meio de uma certa desarrumação de objectos {o quarto de um teenager?}, curvada, exausta! {...} Eu avisei... quão estranho é isto?! Estou em curto-circuito total. Se soubessem o tempo que demorei a retirar dali a mulher-a-dias e colocar ali aquilo que lá está realmente, uma mochila, bem, não imaginam... Ainda hoje, agora mesmo, quando olho para a campanha da Toshiba o que vejo é a dita senhora.

Precisarei eu de ajuda psiquiátrica? Estarei só neste tormento? Haverá por acaso {já quis acreditar que sim...} por aí alguém que também tenha tido tal alucinação? Custa-me a crer que só eu esteja assim perdido... Não tivesse eu regressado agora mesmo de umas, diria que estou a precisar umas boas férias... E quando eu me ponho a congeminar que, pior ainda, isto só pode ser resultado de uma plano maquiavélico {nem quero imaginar os porquês...} de certos publicitários e seus clientes engravatados...? Como se se tratasse de um tromp l'oeil do Demónio... Bom, aí, sei que estou praticamente perdido... Isto é deveras assustador. Ou estarei mesmo só, e exclusivamente, a ficar velho?! Dass...

terça-feira, setembro 02, 2008

Bourbonese Qualk strikes again

O Simon Crab voltou a partilhar mais novidades relativas aos Bourbonese Qualk. Deu-se conta de um debate, já longo, na rede sobre uma eventual "destruição" de um dos seus concertos em Portugal, por parte de um tipo mais bebido... e, entretanto, postou a troca de galhardetes e o dito concerto (em mp3) no Labirinto {Porto, 1990}, que lhe foi fornecido por um tal Jorge Stretcher de Marco de Canaveses. Obrigado, pois, ao Jorge pela feliz ideia de ter gravado, e agora partilhar, o concerto. A não perder.

sábado, agosto 30, 2008

Pequeno balanço

A minha otite anual rebentou hoje de manhã {logo agora que já não estava a contar com ela...}, falta 1 hora e pouco para o derby {deste não conto com grande coisa...} e uma noite falta para o regresso da antropóloga cá de casa {por essa já contava, sim...}. Começa, assim, o fim de uma semana de isolamento quase total, fechado em casa, numa preguiça por vezes angustiante, frente ao televisor, comendo filmes atrás de filmes enquanto vejo saladas e arrozes de tomate e pastéis vários desfilar por mim. Também li e bebi vinhos, tinto e branco. Agora acabou-se, que vem aí o antibiótico. Passo sem grandes problemas, diga-se, ao concentrado de maracujá Cliper.

No princípio da semana tornei-me, pela terceira vez na vida, sócio do Blockbuster. Na condição de novo sócio tive direito a um aluguer grátis {olha que fixe!}. Aluguei então o belíssimo Pat Garret & Billy The Kid {1973} e, na boleia, o tanto bizarro quanto desnecessário, Boarding Gate {2007}. De seguida, o idiota Butch Cassidy and The Sundance Kid {1969} mais o decepcionante Indigènes {2006}. Hoje já vi o inócuo Kagen no tsuki {2004} e preparo-me {agora que o Glorioso já está a comer com 1 golo madrugador...} para ir ver o Zwartboek {2006}, que espero que seja tão bom quanto o Soldaat van Oranje {que nunca vi...}. O The Savages {2007} deixo-o para amanhã, que este é dos que a antropóloga gosta...

Não foi uma colheita excepcional; mas isso não é, nunca foi, um problema...

Ah!, também tive a oportunidade de ver o O Cheiro do Ralo {2006}, que não é assim tão mau como mo tinham pintado, e o Men In Black II {2002}, o que só vem provar que estou home alone...

sexta-feira, agosto 29, 2008

Oh!

Dou-me conta agora mesmo que só faltaria uma coisinha para o Pat Garrett & Billy The Kid ser perfeito, perfeito, perfeito... Warren Oates. O que eu daria para o ver ali, num papel pequeno que fosse. Que pena ele não ter participado neste filme tão próximo da perfeição.

Pat Garrett & Billy The Kid

Ontem vi o belíssimo, fenomemal, fabuloso, fantástico, genial, e demais adjectivação possível, Pat Garrett & Billy The Kid {1973}, do mister Sam Peckinpah, e hoje vi o idiota, para me poupar na adjectivação, Butch Cassidy and the Sundance Kid {1969}, de um tal de George Roy Hill. Não foi programado, mas aconteceu. Dois dias, dois westerns, próximos no tempo, sobre duas duplas de outlaws, sendo dois deles kids, e ficam-se por aqui as semelhanças... Pois se o James Coburn e o Kris Kristofferson são uma dupla do camandro, já o Paul Newman {a minha sogra que me perdoe} é um palhaço e o Robert Redford {a minha madrasta que me perdoe} um canastrão do piorio.

Com o segundo nem vou perder muito tempo, é idiota, e por aqui me fico. Além de que humor, piadinhas de caserna ou não, e westerns não combinam {excepção feita, claro está, ao Blazing Saddles... e... e...}, logo, aquela carinha laroca do Newman só mesmo para dar socos. Mas o primeiro, o do mestre Peckinpah, wow!, que pérola. A cena, junto ao rio, do marshal baleado e a sua esposa, e sua deputy, mexicana vendo-o ir-se, a pouco e pouco, no olhar, rio abaixo como ele desejava um dia ter feito, tivesse acabado de construir o seu barco, e tudo isto ao som, murmurado, de "Knocking on Heaven's Door" de Bob Dylan, meus amigos, isto é magia!, só esta cena valia a pena darem-se ao trabalho de ver o filme.


Mas também há este delicioso God fearing marshal...

E a intensa cena final em que Pat acaba com o Kid e se vê forçado a assinar a sua própria death sentence...


Atenção, se tiverem acesso à edição do duplo DVD, só vale a pena verem a Turner Preview Version, a versão de 1988. A versão de 2005 é pura banhada. Tem menos 6 minutos apenas, mas altera, mutila e destrói o genérico, os diálogos, em suma, o filme. Quem avisa amigo é.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Sempre Estamira...

Estamira {2004} é um documentário do brasileiro Marcos Prado, o produtor de toda a obra de José Padilha, uma espécie de braço direito de Padilha, irmão de armas, duas faces da mesma moeda, whatever. Começou por ser um projecto fotográfico, a um nível mais pessoal, sobre a megalixeira Jardim do Gramacho {só mesmo os cariocas para chamarem de Jardim à sua maior lixeira a céu aberto...} e seus múltiplos personagens recolectores. Mas Marcos Prado deparou-se com uma senhora, "louca", 63 anos, Estamira de seu nome, e não resistiu a filmá-la e traçar-lhe uma espécie de história pessoal, não lhe tivesse ela dito «que tinha uma missão na vida: revelar e cobrar a verdade». Tornaram-se amigos e um dia Estamira perguntou a Marcos se sabia qual era a sua missão na vida. Antes que Marcos respondesse ela foi avisando «a sua missão é revelar a minha missão».


Não há na Fnac, não há no eBay, não há na Amazon, não há na Alibris, mas há na Esquina de Santa... se houver algum amigo por lá, peçam-lhe uma cópia. Aqui só mesmo o trailer.

Ainda a Estamira...

Mas a Estamira continua a "perturbar-me"... Quem não viu que veja, quem já viu que reveja, quem já reviu que partilhe. O filme, os sentidos, as ideias. A miséria humana que não é assim tão miserável? Ou a Humanidade miserável que não é assim tão humana? Pois. Estão a ver a coisa, não é? A Estamira troca-nos as voltas, não fosse o desmascarar dos espertos ao contrário a sua luta, agora que não tem mais inocentes neste mundo. E como ser-se mau sem se ser perverso? Ah, boa. Isto, eu até que entendo...

1 carta e 1 hora

Ontem pediram-me para escrever 1 carta a alguém, tendo em mente que só tinha 1 hora de vida pela frente. A ideia era saber a quem escreveria, e o quê. Interessante desafio/diálogo. Mais interessante ainda foi o facto de ter sido tão imediato e simples, quer o "a quem", quer o "o quê". Em 10 minutinhos apenas toda uma vida, todo o seu propósito, se resumiu notavelmente, o que tinha que ser dito foi dito e ainda me restaram 50 minutinhos para ver um episódio do Hill Street Blues e, por fim, morrer em paz. Lindo como isto {a Vida} funciona, não?

segunda-feira, agosto 25, 2008

Época 2008-2009

Após a 1ª jornada, só apetece dizer «Vira o disco e toca o mesmo»...

domingo, agosto 24, 2008

Raios partam o Trocadilo!!!

E a Estamira?!? O que dizer, fazer, escrever, pensar, após ver-se Estamira?!? Oh, raios, estou seco... preso, baralhado... sei que quero falar algo, não sei bem o quê, nem como...

sábado, agosto 23, 2008

Wir Waren Wie Brüder

E se em vez do inglês fosse antes falado o alemão?
E se em vez de Toccoa fosse antes o vale de Salzach?
E se em vez de Currahee eles subissem antes ao Torrener Joch?
E se em vez da Easy Company do 506.º fosse antes a SS-Gebirgs-"Nord"?
E se em vez do major R. Winters fosse antes o SS-Hauptsturmführer Gottlieb Renz?
E se em vez de "Bill" Guarnere fosse antes o Johann Voss?
E se em vez da quasi-xaropada do génerico inicial fosse antes o Ich hatt' einen Kameraden?

Ui, era lindo não era? Para quando uma série televisiva nestes moldes? Dificilmente acontecerá, eu sei. Mas que seria bem interessante, lá isso seria. Então não? Bom, chega de delírios...