domingo, agosto 12, 2007

E ainda há mais...

Este pessoal aqui não usa lãs, já repararam? Não sabem o que é a experiência, a vivência, das lãs. Dá que pensar, não dá?

Fazer o quê? Diferenças são diferenças...

No Velho Mundo o moto é: Sangue, Suor e Lágrimas.
No Novo Mundo o lema é: Samba, Suor e Cerveja.
Posto isto, fazer o quê?

Visto no Cristo Redentor

quinta-feira, agosto 09, 2007

Americanos (Sul e Norte)

E por falar em "gringos", apetece-me registar a surpresa, e consequente alegria, de encontrar tantos cidadãos norte-americanos passeando pelas ruas do Rio de Janeiro. Uma vez que é do conhecimento público o já antigo antagonismo entre os EUA e o Brasil (para não dizer tudo o mais...), e uma vez que o fechamento cultural é (sadly) um dos traços fortes dos do Norte, é sempre uma alegria constatar que nem tudo está perdido. A malta do Norte passeia no Sul. Chego mesmo a ouvir alguns "gringos" a falar o português! Falar mesmo, não é arranhar, tipo estudantes que aprendem a língua. Tipo rapazes e raparigas que vêm e vêem mais longe. Boa.

Eu, um "gringo"...

Fora de gozo. Às vezes sinto-me "gringo". Claro que os meus amigos e conhecidos o contradizem. «Que é isso, rapaz?» É óbvio que só o conhecimento/partilha da língua afasta esse epíteto, mas sem a ginga natural, sem o programa musical da espécie local, sem o abandono do corpo, sem a incontinência da derme, por vezes, só me resta sentir-me "gringo". Eu vejo aquela malta toda girando, apanhando o cabelo, bebendo, sussurrando, acompanhando as letras dos sambas e eu, o europeu, vou-me deleitando, é certo, mas sempre com um peso surdo que me vai lastrando.
A mim só me resta assistir e vibrar. Ou não sou eu o Vibrador? Carlos, o Vibrador. Como me apelidou há dias o grande Serrano.

Moyseis Marques

Quarta à noite fomos a mais uma noite de samba. Novamente na Lapa (onde mais?), bem na sombra (sim, que à noite a Lapa também brilha!) dos Arcos, no Bar da Ladeira. Sessão ligeira, das 21:00 às 12:30, que amanhã é dia de trabalho. Por sugestão e recomendação do Léo, fomos (eu e o Zé) com eles (o Léo e a Vera) assitir ao concerto de Moyseis Marques. Acompanhado por quatro músicos e uma bateria de amigos estes tipos deram show. E hão-de dar mais em breve, pois só podem melhorar (são bem jovens todos eles) e ainda estão a finalizar o seu primeiro CD (o que lhes dará maior exposição). Para muitos puristas estes miúdos deviam ir para o paredão, pois não fazem mais do que conspurcar o bom nome do Samba. Para muitos puristas ver a malta branca, zona sul, classe média, a apropriar-se gradualmente do Samba (quer escutando, quer executando) é um ultraje e um doer no coração. Mas fazer o quê, quando a malta negra não dá bola para o Samba e se perde no Funk?! Pois.

A qualidade das imagens é bem mazinha, mas o som tá baril. É curtir minha gente!


Tropicália

















Voltei ao MAM para ver uma exposição sobre a vertente artes plásticas do movimento Tropicália. Desde instalações de Hélio Oiticica aos engenhos sensoriais da grande Lygia Clark, passando por variados trabalhos gráficos da altura (sobretudo cartazes de cinema brasileiro) e um vídeo bem sacado da outra Lygia, a Pape, o que mais me entusiasmou (até por ser algo feito agora...) foi o trabalho do colectivo +2 (Moreno Veloso, Domenico Lancellotti e Alexandre Kassim). Estes três músicos espetaram duas colunas de som numa grande parede branca, uma virada para a outra, e entre elas espetaram 8 caixas de madeira. Ao lado deste aparato estava um caixote contentor que servia de suporte a várias mesas de mistura, material musical electrónico diverso, um monitor, tipo um mini-estúdio de som. Ao abrirmos a porta de cada uma das caixas de madeira deparamo-nos com um pequeno ecrã LCD exibindo um mix de imagens em loop, mas, acima de tudo, accionamos uma pista de som de oito possíveis. Uma pessoa solitária (isto é, com acesso isolado à instalação) pode entreter-se com as tampas das caixas,abrindo e fechando canais de som, compondo a seu belprazer uma música de dança (sim, os sons são batidas electrónicas e samples vários retirados aos sons da Tropicália). Quem estiver num momento de bulício (isto é, se a exposição estiver cheia de visitantes) pode simplesmente afastar-se e assistir ao abrir e fechar (ao acaso) das portas/pistas e ouvir o que dali sair. Experiência muito interessante!

Esta imagem (o Caetano de então vestindo uma "capa" desenhada por Oiticica), saquei-a do site da CosacNaify que publicou o catálogo da exposição.

Visto no Odeon (Cinelândia)

terça-feira, agosto 07, 2007

Piauí (2)

O novo número da Piauí mantém a qualidade que mostrou ter no mês passado. No próximo mês já vou estar em Lisboa, mas sei que vou querer continuar a lê-la. Será que a Tema tem disto? Terei de assiná-la? Parece disparate, mas não é.

A vida tem destas coisas...

Ainda há uns dias atrás descobri a obra de Andrea Robbins e Max Becher através do
The Ressabiator. Toda aquela história à volta do 770, esse número/edifício mágico dos Lubavitchers, me fascinou. Hoje entrei no CCBB para ver uma exposição que reúne vários olhares estrangeiros sobre o Brasil e quem vejo exposto numa das paredes?
O 770 de São Paulo (entre outros)!



















(imagem sacada ao site de Robbins e Becher)

Iguarias (09)

Uma omoleta de camarão, uma sanduíche de salame e queijo minas e dois chopes claros. Na Casa Paladino, claro. Não é não?

A rua é implacável...

Como diz o amigo Ribas, a rua é implacável. Seguindo a melhor tradição da malandragem a rua vai fazendo das suas. Dois exemplos.

1. No Brasil as populações das favelas há muito que fazem gatos. Um gato é uma ligação ilegal a um poste de electricidade, com o fim de subtrair sem encargos o tão desejado bem. Na era da internet (e a velocidade com que ela se espalha nas favelas é impressionante!) a banda larga é subtraida não através de um gato mas de um cat.

2. Há uns dias atrás, numa festa, já depois de algumas caipivodkas, o amigo Ribas pede mais uma. «Mas fraquinha», acrescenta prontamente. Ao que o garçom (o grande Júlio) responde: «Ok, ok, estou vendo que já está com pouco grooving».
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[O termo grooving entrou muito recentemente no léxico brasileiro através do acidente de aviação no aeroporto de Congonhas. Grooving são as ranhuras que ao longo da pista proporcionam melhor escoamento das águas da chuva e, logo, melhor aderência do avião no momento da aterrisagem. Naturalmente, neste caso é a referência à aderência que está em causa...]

segunda-feira, agosto 06, 2007

Prometido é devido

Amigo Serafim, aqui ficam as fotos prometidas.


Iguarias (08)

Filetes de linguado com arroz de bróculos. No Bar Serafim, Laranjeiras.

Escutado aqui e ali (06)

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«Não é não?»
[interrogação procurando afirmação...]
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