terça-feira, julho 31, 2007

Óbito

Michelangelo Antonioni
27 de Setembro, 1912 – 30 de Julho, 2007


Saudades

Estou há um mês no Brasil, no Rio de Janeiro. Os meus amigos e familiares que me perdoem, o país e a vidinha que me perdoem, a minha casa e a minha rua que me perdoem, mas o que mais me falta tem feito, de quem eu tenho mais saudades é de montar e dos cavalos da Quinta da Pateira.
É bizarro? É. Mas sinto a falta do calor do Ice, do trote levantado da Safira, do pôr e tirar dos arreios, dos cheiros, em suma, daquele quadrado mágico ali desenhado.

Óbito

Ingmar Bergman
14 de Julho, 1918 – 30 de Julho, 2007


«Film as dream, film as music. No art passes our conscience in the way film does, and goes directly to our feelings, deep down into the dark rooms of our souls.»
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Adoniran Barbosa

Estes últimos dias têm sido dedicados à música, à descoberta de novos cromos brasileiros. Hoje foi o dia de descobrir "o" sambista paulista!

domingo, julho 29, 2007

Maysa

Esta descobri-a hoje. Olhei para ela, tirei-lhe as medidas e, Zás! Ainda nem ouvi o disco todo, mas já percebi que se, por um lado, existe a Bossa Nova, por este, temos a Fossa Nova. A biografia dela anda por aqui nos escaparates, e ao que parece tem muita bebida, muita depressão e um terrível acidente de viação para colocar um ponto final na história. Se calhar ainda mergulho nessa onda.

Dolores Duran

Vida social

Dois dias de intensa vida social. Sexta à noite, jantar em casa da Santuza e do Paulo. Sábado (na realidade, até domingo) imensa "bacalhausada" em casa do Zé e da Anita.

Na sexta houve risoto de camarão e uma salada de maçã e pepino. Regadas com muita cerveja e cachaça ("Canarinha", do melhor!). Ainda tive tempo para descobrir essa pérola que dá pelo nome de Dolores Duran e o Moacir Santos. No fim da noite ainda deu direito a um faduncho cantado pela Susana! Os temas brasileiros ficaram a cargo da Santuza.

No sábado, pela manhã, era a família toda a tratar da "bacalhausada"... Descasquei dezenas de cebolas e alhos (ainda tenho o cheiro nos dedos...), as miúdas descascaram as batatas e a Susana desfiou e cozinhou uma panelão de Bacalhau à Gomes de Sá. Pelas 14:00 começaram a chegar os convivas e só parou neste preciso momento em que escrevo estas palavras. No entretanto foi a confusão típica de uma festa que junta comida, muita bebida, 11 adultos, 10 crianças e 1 cadela... Também nessa noite houve direito a fadunchos, mas desta vez acompanhados pelo violão do Léo "Negão". E outros tantos sambas malandros...

Um agradecimento impõe-se aos Durões pelo apoio e incentivo ao bacalhau.

Maracanã

Sexta-feira passada fomos ao Maracanã. Eu, a Susana, a Matilde, o Zé e a Paulinha. Tínhamos os bilhetes comprados há já uns meses e todos contávamos com o Brasil na final, ou pelo menos a Argentina... Mas, feitas as contas, calhou-nos na rifa um inesperado Jamaica x Equador. Os bilhetes para a final tinham sido todos vendidos mas, mal se soube da eliminação do Brasil nas quartas de final, foi a debandada geral. Restaram os gringos (como nós) e aqueles que não tinham mais nada para fazer. Escusado será dizer que a torcida brasileira, logo logo, apadrinhou a Jamaica e foi por ela que gritou durante o jogo todo. Como esta galera que estava mesmo atrás de nós. Vascaínos, menguistas, tricolores e botafoguenses, todos se uniram na torcida da Jamaica e não se calaram nem um minuto. Aqui fica um pequeno exemplo (há mais no youtube):

«Essa eu já sei, Elvis é o caralho, Bob Marley é o nosso rei.»

















O jogo foi uma miséria (deprimente mesmo), a Jamaica perdeu (foi roubada) mas o estádio e a galera valeram a visita. Aliás, daqui a uns dias quero lá voltar, desta vez para uma joga a sério: Botafogo x São Paulo.

sábado, julho 28, 2007

Escutado aqui e ali (05)

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«Gente, mas isso é hilário!»
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02:30, 28 de Julho de 2007

Ao fim de praticamente um mês no Rio ouvi os primeiros tiros. Meia dúzia de sons secos na madrugada, silêncio total de seguida.
Em 2004 bastaram 10 dias (não esquecer que agora há Pan e reforço policial em peso), mas o som continua seco e o eco continua mudo.

Bar Serafim

Dá para acreditar, ó Serafim? Ontem à noite bebi umas cervejas acompanhadas por um pão com alho no Bar Serafim, um boteco português com mais de cem anos bem no começo da encantadora Rua Alice, em Laranjeiras. Tem a N. Sr.ª de Fátima na caixa registradora mas não encontrei o galhardete do Glorioso... Prometo voltar lá e postar umas fotos.

sexta-feira, julho 27, 2007

Escutado aqui e ali (04)

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«Fazer o quê?»
[acompanhado de um ligeiro e resignado encolher de ombros]
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Ó Gomes, Ó Bárcia

Que bom terem telefonado ontem à noite!

quinta-feira, julho 26, 2007

Rua Marquês de Pinedo, 12, Edifício Bom Recanto, Laranjeiras






Rio Squash Clube

Bem no fim da minha rua. Sempre que por lá passo oiço o chiar dos sapatos e as batidas na parede. Naturalmente que és tu, Serafim, quem me vem à memória!