quinta-feira, julho 26, 2007

Pan-Americanos 2007

Ontem à tarde foi a vez de mais uma sessão de Pan-Americanos 2007. E que sessão! Partida às 15:00 e regresso pelas 21:00, numa verdadeira excursão ao Engenhão (o novíssimo e belíssimo estádio olímpico do Rio de Janeiro). Cinco adultos e seis crianças de metrô e trem pelos subúrbios até Engenho de Dentro e aí rumo a umas quantas horas de Atletismo.
Pois, Atletismo. Eu até nem dava um chuto pela modalidade, fui mais pelo passeio, mas vim de lá feliz como uma criança. Bem, na realidade, as crianças não estavam assim tão felizes... Os adultos sim. Ontem percebi o porquê do Atletismo ser considerada a modalidade forte dos Jogos Olímpicos e similares. É emoção garantida e, desta feita, acrescida visto o Brasil estar a jogar em casa e ter uma torcida reconhecidamente alegre. Levou mesmo dois ouros ontem à tarde (ver e ouvir o hino nacional na cerimónia dos 1500 metros já aqui em baixo).



Ficámos nuns lugares pura e simplesmente geniais (mesmo em cima da meta) e tivémos direito a 200, 400 e 1500m femininos e masculinos, com e sem barreiras, salto em comprimento (o outro ouro brasileiro), lançamento do martelo (o desprezo geral por esta modalidade é assustador...) e, para mim a crème de la crème, o salto em altura. Sempre me fascinou a modalidade e ontem poder acompanhar uma final feminina foi muito entusiasmante. Ir vendo a fasquia subir gradualmente, ver as atletas com as melhores marcas em compasso de espera enquanto as mais fracas vão trabalhando, ver umas sair de prova e ver as que lutam pelas medalhas sobressair, enfim, assistir a todo um trabalho e a toda uma estratégia (que sempre me escapou na televisão) foi do caraças. Desde o primeiro momento, escolhi a canadiana Forrester (alta, esguia, linda) como minha favorita, mas acabou por ser a mexicana Rifka (genial mexicana!) a levar o ouro deixando para Forrester a prata. Sempre de pé, binóculos em riste, vivi um pouco da emoção olímpica. Valeu!

Estive tão embrenhado no salto em altura que nem me lembrei de filmar um ou outro salto... Pena. Mas aqui ficam os 400m barreiras masculinos.

Bar Luiz (cont.)

O problema do Bar Luiz é que não sai da cabeça... E sempre que estamos por perto (como estávamos ontem) e sempre que a fome de almoço se manifesta (como se manifestou ontem) é lá que se acaba sentado. Ontem, pois, foi a vez de a Matilde ir ao Bar Luiz. E que prazer senti ao vê-la, ali, toda alegre e pespineta, de garfo e faca em riste, lambuzando-se perante uma milanesa com salada de batata! E logo ela que ultimamente nem anda de amores com as carnes... Mas a saladinha de batata, regada a vinagre e temperada sabe-se lá com que ervinhas, bem, essa marchou sem hesitações. Já o fantástico apfelstruddel com creme (chantilly) não a convenceu.
Quanto a mim, ontem, pelas duas da tarde já tinha o dia ganho!

terça-feira, julho 24, 2007

Desde que o Anauel se instalou nos trópicos as andanças pela blogosfera têm estado mais ou menos de molho, um salto ali, um pulinho acolá. Mas hoje, sozinho em casa, desforrei-me e passei em revista todas as ligações do Anauel e, daí, todas as posteriores que se mostrassem relevantes. Da saltaria desenfreada restam algumas impressões agradáveis, algumas risadas e algumas descobertas interessantes. A anotar.

Mário Moura uma vez mais exemplar nos seus excelentes textos que vai colocando no The Ressabiator e sobretudo pelos seguintes links: a rivalidade Brasil x Argentina magistralmente expressa pela tipografia e o fascinante mundo e 770 dos Lubavitchers.

Um agradecimento ao Reactor e a José Bártolo pelo desafio proposto. Pena que tenha sido tão pouco participado (em termos lusos).

As despedidas calorosas ao Tristes Trópicos que, ao que parece (pois na blogosfera nem tudo o que parece é), acabou e partiu para novas pastagens...

Iguarias (07)

Milanesa (bife panado; 1cm de espessura!) com Salada de Batata. No Bar Luiz. Acompanhado de chopes claros e escuros (um para cada metade do bife).

Bar Luiz

Regresso ao Rio de Janeiro sob chuva intensa ao longo de toda a viagem. Cansado e com fome, nada melhor para recuperar as minhas forças do que uma refeição no Bar Luiz. Local de eleição (local de peregrinação!) onde gosto de voltar.

Fundado em 1887 pelo suíço Jacob Wendling, abriu as portas com o nome Zum Schlauch na Rua da Assembleia. Posteriormente passou para as mãos do carismático Adolf Rumjanek, personagem que popularizou o consumo do chope na cidade através dos braços-de-ferro que disputava com os clientes que pediam outra bebida que não cerveja... Adolf Rumjanek morre mas o Bar Adolf perdura, agora sob a direcção de Luiz Vöit (e já na Rua da Carioca, onde ainda hoje se mantém). Contudo, em 1942, fruto dos tempos agitados que se viviam, o bar sofre uma tentativa de destruição por parte de exaltados estudantes do Colégio Pedro II (ali perto) que pensavam, erroneamente, tratar-se (o nome do bar) de uma homenagem a Adolf Hitler. Felizmente, Ary Barroso (notável compositor brasileiro) encontrava-se nesse momento por ali, bebendo um chope (que mais?), e de pé, em cima de uma das mesas, acalma os ânimos, esclarece os estudantes e salva o estabelecimento. Daí em diante o Bar Adolf passa a Bar Luiz. Até hoje. Até sempre!

Quem me conhece sabe que só esta história é o suficiente para me fazer apaixonar pelo local. Caso não fosse bastariam os chopes e os pratos que lá se servem (ver post seguinte). Curiosidade: não servem café. Nem se fuma.

Iguarias (06)

Camarão à Grega no Branca's em Trindade (Parati). Camarão e cubos de queijo panados acompanhados de arroz grego e batatas fritas.

Parati

Parati. Terra fundada por portugueses já lá vão alguns séculos. De Ouro Preto vinha o ouro, de Diamantina vinham os diamantes. Ambos desciam a Estrada Real e ambos desaguavam em Parati, de onde embarcavam rumo a Lisboa. A Parati actual (o centro histórico) é basicamente uma vila de Oitocentos e mantém-se toda ela praticamente inalterada. Cidade para turistas onde nem se dá muito por eles. Boa comida e bons passeios (numa calçada terrível de calcorrear; uma calçada de Oitocentos...). À volta há praias de sonho e cachoeiras perdidas no interior da Mata Atlântica.

As ruas






















Festas de Santa Rita
A faixa "Cultura em Greve" na fachada da igreja é deliciosa...


Onde é que eu já vi isto?...
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África Latina?

O meu amigo Ribas não vê como («não tem condição!») mas, por vezes, a mim isto parece-me África (ou melhor, a ideia que eu, europeu, tenho de África). O isto anterior é partes deste Brasil que vejo a ladear a BR 101, ou zonas por onde passo em Parati.

BR 101

Duzentos e cinquenta e sete quilómetros ao volante de um VW Gol. Na BR 101, do Rio de Janeiro a Parati (para uns dias de praia). Uma estrada com momentos de sonho, serpenteando entre a serra e caindo sobre o mar.


sábado, julho 21, 2007

Mané Garrincha

Hoje ao fim do dia ainda pude correr e apanhar a projecção de Garrincha, Alegria do Povo, de Joaquim Pedro de Andrade. Na Cinemateca (é sempre tão bom ir às cinematecas!) do MAM pude assistir a esse filme tão difícil de apanhar. Sobre esse mítico número 7 também ele tão difícil de apanhar. Os "Joãos" que o digam...




Mané Garrincha, o anjo das pernas tortas, o melhor jogador brasileiro de sempre, que tinha nome de pássaro e que tinha um pássaro que não cantava, falava. E apenas dizia: «Vasco! Vasco!». Lindo.

Morro banhado a Lua e Sol

De um lado do morro, o azul e a Lua. Do outro lado do mesmo morro, o vermelho e o Sol. O morro é Santa Teresa, é lá que fico quando visito o Rio de Janeiro, e eu gosto muito dele.

Dick Farney

Ao fim da tarde regressámos a Santa Teresa subindo pelas Laranjeiras, Rua Alice em diante. Já lá em cima, bem em cima, numa curva forrada a verde, numa curva mágica, pude parar, admirar e respirar a rua e a casa onde nasceu e viveu um dos meus maiores heróis brasileiros — Dick Farney. Estar ali, por momentos, rodopiar debaixo de uma lua que observa deitada num azul tranquilo, entre o verde o azul, naquela curva, imaginar o som do piano de Farney descendo a colina, os "drinques" tinindo, tudo faz mais sentido.





[O filme está bem manhoso, eu sei, mas se for visto ao som de Um Piano Ao Cair da Tarde, tudo bem.]

Se alguma vez vier a morar no Rio de Janeiro...

... já sei onde o quero fazer! Hoje descobri a rua e o prédio onde, se algum dia a vida me trouxer aqui, quero assentar arraiais. Prédio "Bom Recanto" na Rua Marquês de Pinedo, mesmo na fronteira de Laranjeiras e Flamengo. Não é todos os dias que se descobrem ruas onde gostaríamos de morar! Esta é uma delas. Amor à primeira vista. Ficam desde já prometidas imagens da casa e da rua.

Parque Lage

De manhã fomos passear no Parque Lage, ali junto ao Jardim Botânico. Uma casa fantástica (erigida para albergar o amor da vida de um magnata carioca; actualmente uma academia de artes plásticas) no meio de um parque gigante com uma flora fantástica (e mesmo considerada como a única verdadeiramente carioca, visto que a Floresta da Tijuca é resultado de um reflorestamento) e uma fauna variada (passarada, sapos, cobras venenosas e não venenosas, preguiças, micos e macacos). Bom passeio.







quinta-feira, julho 19, 2007

Badminton

E hoje foi a vez de realizar mais um sonho de longa data. O Badminton (final masculina e final mista de pares) ao vivo, nos Pan-Americanos 2007. [Ok, quem quiser pode gozar... Mas acabaram-se as esquisitices, para a semana fico-me pelo atletismo e pelo futebol.] Deu até para a Matilde ganhar um dos volantes utilizados na final mista de pares! O norte-americano vencedor deu show no final distribuindo volantes pelo público, chegando mesmo a vestir a camisola canarinha. Um acto redentor perante o público brasileiro, eternamente contra e ainda visivelmente ofendido com o episódio do Welcome to the Congo!...