Há 4 anos
domingo, maio 06, 2007
E ainda a propósito do INLAND EMPIRE...
Qual é a cena com os Polacos?! Várias vezes, ao longo do filme, me perguntei: «Por que raio tenho eu a impressão que tudo corre mal quando algo começa com um conto popular polaco?».
Ainda a propósito do INLAND EMPIRE...
A guerra no dia-a-dia
A minha amada diz que leu este post meu e resolveu enviar esta imagem do Rio de Janeiro, acrescentando que o tema do momento lá para aqueles lados é de que ninguém merece a guerra, a morte violenta.
De facto, ninguém merece. Nem mesmo os que a praticam. Ideia que lá para aqueles lados, infelizmente, parece ter cada vez menos apoiantes.
De facto, ninguém merece. Nem mesmo os que a praticam. Ideia que lá para aqueles lados, infelizmente, parece ter cada vez menos apoiantes.
INLAND EMPIRE
Desta vez é que foi. Desta vez o homem passou-se e deixou-nos completamente à nora. Desta vez excedeu-se. Foi longe de mais. Sou fã incondicional de David Lynch desde o primeiro momento em que lhe pus os olhos em cima e estou, por isso, habituado a ter de digerir alguns dos seus filmes em várias sessões ao longo dos tempos. Pois este parece-me impossível de digerir. What the fuck!?!?!
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O filme é, como sempre, uma maravilha do ponto de vista da imagem, do som e da mistura sempre difícil dos dois. Mas a trama, o plot, a linha que nos conduz, porra, desta vez ficou lá bem submersa no escuro em que Lynch ultimamente parece banhar-se. Eu saí da sala a pensar que sim, que está bem, que o gajo lá deve saber muito bem o que nos quis dizer mas que nós é que ainda não estamos preparados, sabem? Tipo, há algo para além disto tudo que vemos e ouvimos, na realidade algo muito claro, muito cristalino, mas que nós não assimilamos, não estamos lá, topam? Eu não tenho dificuldade em acreditar nisto. Lynch é seguidor do Yogi Maharishi, medita 20 minutos de manhã e 20 minutos à noite (40 minutos por dia!), já o vi e ouvi discursar sobre a Luz e a Sombra, já filmou o Mal, já nos ofereceu o Bem, não me é, portanto, difícil aceitar que algo está ali naquelas imagens, naquelas portas falsas, naqueles gritos, naquelas penumbras, algo que pode muito bem fazer sentido um dia. É o cinema quântico, estúpido!
Ou é tudo isto ou o filme é uma merda...
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O filme é, como sempre, uma maravilha do ponto de vista da imagem, do som e da mistura sempre difícil dos dois. Mas a trama, o plot, a linha que nos conduz, porra, desta vez ficou lá bem submersa no escuro em que Lynch ultimamente parece banhar-se. Eu saí da sala a pensar que sim, que está bem, que o gajo lá deve saber muito bem o que nos quis dizer mas que nós é que ainda não estamos preparados, sabem? Tipo, há algo para além disto tudo que vemos e ouvimos, na realidade algo muito claro, muito cristalino, mas que nós não assimilamos, não estamos lá, topam? Eu não tenho dificuldade em acreditar nisto. Lynch é seguidor do Yogi Maharishi, medita 20 minutos de manhã e 20 minutos à noite (40 minutos por dia!), já o vi e ouvi discursar sobre a Luz e a Sombra, já filmou o Mal, já nos ofereceu o Bem, não me é, portanto, difícil aceitar que algo está ali naquelas imagens, naquelas portas falsas, naqueles gritos, naquelas penumbras, algo que pode muito bem fazer sentido um dia. É o cinema quântico, estúpido!
Ou é tudo isto ou o filme é uma merda...
Deolinda
Já com uma semana e dois dias de atraso, finalmente pude ler o artigo sobre a Deolinda saído no Ípsilon de 27 de Abril. Nada dá mais prazer do que ver o génio, a criatividade, a autenticidade e, em suma, a música destes tipos reconhecida num primeiro artigo de jornal. Bem o merecem.
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Dia 18 de Maio voltam a tocar no Maxime. A não perder!
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Dia 18 de Maio voltam a tocar no Maxime. A não perder!
Gloriosa!
Ontem à noite voltei ao Estádio da Luz com a minha filha. Eu nem estava muito para aí virado(dá para entender porquê, certo?) mas a miúda insistiu tanto a semana toda que lá fomos. E ainda bem que fomos. Não houve o voo da águia (chegámos com o jogo já nos primeiros minutos), não houve cachorro quente e coca-cola (jogos às 21:15 é o que dá...), nem ela levou uma mochila com coisas dela, não fosse começar a levar seca e desinteressar-se gradualmente do jogo. Mas houve um pão com chouriço a meias, houve interesse e motivação por parte dela do princípio ao fim (a certa altura já nem ela defendia o tosco do Derlei...), aguentámos o frio como aguentámos o pobre do jogo e, já cá fora (saímos uns minutos antes de acabar), ainda celebrámos a vitória e o golo do pequeno bombardeiro de mão dada nas ruas vazias. Gloriosa a noite e gloriosa a minha filha!
sábado, maio 05, 2007
Incisivo
Hoje caíu mais um dente à minha filha. De manhã, veio ter comigo, visivelmente satisfeita, dizendo que o tinha puxado e que ele tinha caído sem resistência. Colocou-o na palma da minha mão e ali fiquei a observá-lo. Pequenino (de leite...), rolando suavemente, magistralmente facetado, qual diamante, de modo a poder cortar e rasgar o que der e vier. Naquele pequeno incisivo vi milhares de milhares de milhares de anos de evolução animal, de aperfeiçoamentos constantes, de genética (ou whatever) em milenares upgrades, mas, na realidade, o que me assaltava era uma emoção pura e doce de interacção e integração com aquele pequeno incisivo. A paternidade, vai na volta, passa por isto.
sexta-feira, maio 04, 2007
1, 2, 3, Esquerda, Direita...
Ainda a propósito das eleições em França, e no rescaldo do debate desta semana entre Royal e Sarkozy, e na sequência de pequena conversa com o meu amigo Gomes, vou matutando (e enquanto escrevo isto vou ouvindo "vou por aí num caminho que não é o meu/ encontrando o que não quero ter/ procurando o que não vou achar.") vou matutando, dizia eu, nestas questões da Esquerda e da Direita.
O debate foi equilibrado, diz quem viu e analisou. Royal e Sarkozy empataram, portanto. Não será por isto mesmo, pelo facto de Royal não ter surpreendido, por não ter acrescentado algo a Sarkozy, que ela vai perder? Porque se empatou, é porque não foi diferente, certo? A Esquerda quando debate, quando fala, tem de marcar a diferença, tem de sobressair, tem de cortar com algo, senão mais vale a Direita. A Direita está lá, sabemos o que conta e com o que contamos (por vezes não sabemos, é certo).
A Esquerda só vale a pena quando tem tomates. Quando é insosa, mais vale a Direita.
Não será assim?, pergunto-me.
A Esquerda acha que lhe basta ser Esquerda, mas não é verdade. A Esquerda tem de provar que é Esquerda. A Direita não, já provou o que tinha a provar (a História que o diga...). E se a Direita ganha, quando ganha, a culpa é da Esquerda (que não foi Esquerda), não nos iludamos.
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[Os versos acima mencionados estavam a ser cantados pela Norma Bengell numa participação sua num álbum do grande Dick Farney.]
O debate foi equilibrado, diz quem viu e analisou. Royal e Sarkozy empataram, portanto. Não será por isto mesmo, pelo facto de Royal não ter surpreendido, por não ter acrescentado algo a Sarkozy, que ela vai perder? Porque se empatou, é porque não foi diferente, certo? A Esquerda quando debate, quando fala, tem de marcar a diferença, tem de sobressair, tem de cortar com algo, senão mais vale a Direita. A Direita está lá, sabemos o que conta e com o que contamos (por vezes não sabemos, é certo).
A Esquerda só vale a pena quando tem tomates. Quando é insosa, mais vale a Direita.
Não será assim?, pergunto-me.
A Esquerda acha que lhe basta ser Esquerda, mas não é verdade. A Esquerda tem de provar que é Esquerda. A Direita não, já provou o que tinha a provar (a História que o diga...). E se a Direita ganha, quando ganha, a culpa é da Esquerda (que não foi Esquerda), não nos iludamos.
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[Os versos acima mencionados estavam a ser cantados pela Norma Bengell numa participação sua num álbum do grande Dick Farney.]
quinta-feira, maio 03, 2007
Lida Insana
Acho que acabei de descobrir um novo blog.
Tem boa onda; não enxovalha o engenheiro; mostra Nauman de vez em quando; tem uma tranquilidade, graficamente falando, que me faz lembrar Tufte; de quando em quando revela incertezas; a fotografia é tema presente; e gostei de por lá passar, pronto.
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Lida Insana
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Tem boa onda; não enxovalha o engenheiro; mostra Nauman de vez em quando; tem uma tranquilidade, graficamente falando, que me faz lembrar Tufte; de quando em quando revela incertezas; a fotografia é tema presente; e gostei de por lá passar, pronto.
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Lida Insana
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Pois é, aqui fica a pergunta que se impõe...
Quantos portugueses ficaram ontem a perceber o quão andam (foram) enganados, achando que, sim, que Cristiano Ronaldo é um jogador do outro mundo? Não é, pois não? Não passa de um bebé chorão, nada mais. A mim o jovem fiteiro nunca me enganou, mas a esses portugueses que ontem tenham visto o óbvio eu digo: boa!
De Beckhams-vende-mais-uma-camiseta-por-favor-enquanto-eu-encaixo-mais-umas-massas-e-me-marimbo-no-futebol já estamos fartos, senhores! Joguem à bola que é para isso, e só para isso, que nós nos dispomos a aguentar estoicamente as alarvidades que certos comentadores televisivos proferem ao longo dos jogos... Alarvidades essas que ontem foram abafadas na totalidade só pela presença de Káká (mais uma vez) e de Seedorf (ah, grande Seedorf, as saudades que tenho dele na selecção). Por tal, lhes agradeço.
De Beckhams-vende-mais-uma-camiseta-por-favor-enquanto-eu-encaixo-mais-umas-massas-e-me-marimbo-no-futebol já estamos fartos, senhores! Joguem à bola que é para isso, e só para isso, que nós nos dispomos a aguentar estoicamente as alarvidades que certos comentadores televisivos proferem ao longo dos jogos... Alarvidades essas que ontem foram abafadas na totalidade só pela presença de Káká (mais uma vez) e de Seedorf (ah, grande Seedorf, as saudades que tenho dele na selecção). Por tal, lhes agradeço.
quarta-feira, maio 02, 2007
Iiiiiiiiuuuuuuppppppppiiiiiii
Marques Mendes fez-se homem e fez o que lhe competia!
Vamos, pois, a votos. A cidade merece!
Vamos, pois, a votos. A cidade merece!
Koninginnedag
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