terça-feira, abril 10, 2007

Ai...

... tamanha é a violência a que assiste um pai quando vai deixar a filha à escola. Numa espécie de Beirute dos sentimentos, vou-me desviando dos insultos, dos empurrões e das jogadas desonestas a que assisto, enquanto vou para e venho de tal terreno minado que é a escola (primária neste caso, mas que suponho não parar por aqui...). Para quem não tenha percebido ainda, falo dos pais e não dos filhos. Por enquanto, claro. Infelizmente.

Este homem é um génio!

Com alguns dias de atraso, é certo, mas aqui fica o registo de mais um grande, enorme, concerto do bardo etilizado – Bonnie 'Prince' Billy. Num registo mais próximo daquele com que nos brindou em Matosinhos (e para quando um concerto com banda, como o da ZDB?; que a rockalhada também faz bem à alma), e em muitos momentos tocando mesmo sozinho, Will Oldham surpreendeu-me com vários temas do passado, começando mesmo por um dos meus favoritos (ouvir já aqui em baixo) do meu álbum de eleição. Godbless. Antecedido por uns Faun Fables um tanto ou quanto melguinhas (tipo os djenbés-circences-sopra-um-foguito-crava-um-cigarrito-na-Rua-Garrett-versão-Oakland- California...) Bonnie 'Prince' Billy mostrou como se faz, foi prova viva de como um homem, a sua voz e a sua guitarra (que neste caso até era emprestada) são o suficiente (isto é, quando se tem o que é preciso...) para brilhar seja onde for. E como ele brilhou. E falou. E professou. Até um cover do "Love Hurts" dos Everly Brothers ele cantou, num maravilhoso dueto com a tipa dos Faun Fables!
Eu ia preparado para sacar umas fotos e gravar alguns momentos, mas mal ele começou com o "Death To Everyone", desisti, pousei a máquina e entreguei-me. Restam esta foto e o primeiro tema da noite.









Em relação ao ambiente do Maxime, nessa noite, já tudo foi dito neste post.

Arrrrrrgggghhghhh....

E pronto, foi-se! Foda-se. Mas como dizia Valdano, o futebol é a mais importante das coisas sem importância. E isso vê-se bem no facto de, hoje de manhã, nem pensar muito no campeonato que se foi mas mais na minha mulher que se vai. Daqui a 5 dias...

segunda-feira, abril 09, 2007

Eu, groupie, me confesso...

Pois é, parece que desta é que é, à terceira é de vez, desta vez fiz-me groupie... Aos trinta e cinco anos de idade não tá mau, não senhor... E ainda por cima, já homem, pai, com barba e pêlos no nariz...
Como tinha mencionado antes, a Deolinda voltou a atacar num palco perto de nós (bem, perto perto não foi, mas o que um groupie não faz pela sua banda...) e uma vez mais encantou quem com ela se cruzou. Num pequeno palco montado na pequena praça central da pequena vila de Fontanelas, a Deolinda voltou a desfiar as suas rendas e de cada prega saltava uma poesia, uma melodia, uma cuspidela. Desta vez, no fim, houve direito a sangria manhosa em copos de plástico, mas a conversa foi tão agradável como a música. O meu obrigado, pois, aos manos, à prima dos manos e ao namorado da prima... e às groupies, claro está.
Aqui fica o "Fado Toninho", na versão tocada no encore.













sábado, abril 07, 2007

E para não variar...

Chamo a atenção para o facto de hoje à noite (pelas 23:oo), no largo principal de Fontanelas, ali para os lados de Sintra, subir ao palco (ou será ao coreto?) essa mulher de armas que é a Deolinda. A não perder, uma vez mais.

Parabéns Matilde!

Aqui ficam os meus agradecidos parabéns pelos teus primeiros 8 anos de existência, princesa!

Contudo, se alguém tiver feito gazeta à gazeta...

Se houver por aí alguma alma gentil que me explique como chego à suposta antena wi-fi que está presente (dizem) na minha nova motherboard (de um recém-adquirido HP Pavilion m7740), e como fazê-la reconhecer o sinal de banda larga que o meu router lhe envia uns metros ao lado, que tenha piedade de mim e me diga como. Este fim-de-semana promete ser um inferno informático!...

De molho...

Nem a blogosfera resiste a umas boas mini-férias. Tal como a cidade está cheia de lugares para estacionar, a blogosfera nacional está sem posts novos há já muitas horas... E viva a Páscoa!

sexta-feira, abril 06, 2007

Retracto-me (é preciso)

Ontem fui ao Maxime ver o genial, incontornável, fantástico, grandioso, e podia ficar aqui a tarde toda, bardo Bonnie 'Prince' Billy. Era a minha estréia naquele local e bastaram-me dois minutinhos após a entrada no recinto para perceber o porquê do textinho do Arcebispo. Realmente, as elites culturais deste país (o que quer que seja isso; e sejam lá elas quais forem), pelo menos as que ali se deslocam, são de uma tristeza confrangedora. O modo (ou falta de modos) como habitam e preenchem os espaços culturais é muito bizarra mesmo. Ter uma mesa marcada no Maxime parecia ser para muita gente que ali pa(i)rava o equivalente a ter um Audi topo de gama a rodar a 180 na A2 (rumo ao Sul)... O modo como ocupam (e melhor seria dizer invadem) o balcão, as mesas, o próprio concerto em si (sim, quantas vezes não foi preciso mandar calar o pessoal lá atrás...) é desastroso. Cá para mim, só lhes falta mesmo vestir a calça vermelha!
Daí que perceba os dilemas do Arcebispo, daí que lhe tire (levemente; mais um gesto insinuante do que tirar mesmo...) o chapéu nesse ponto do seu textinho. Se é que era essa a sua preocupação, a de termos umas elites culturais manhosas. Quanto ao resto, continuamos em desacordo total. Decadentes mesmo eram aqueles tipos para ali sentados, não era nem o local (que é bem encenado, diga-se) nem o artista (que é um génio, pura e simplesmente).

Arrrrrrgggghhghhh....

Porra, se jogar à bola é tão fácil por que raio não o fazem desde o princípio do jogo?... Haja coração! Momentos houve em que o fantasma de Vigo me assolou mas, feitas as contas, era óbvio que o resultado tinha de ser outro que não aquele (a derrota humilhante) e se ficou a faltar o terceiro golo não me parece que tal comprometa (na próxima semana) o arranque rumo às meias-finais da Taça UEFA. Olhando bem para as duas equipas, parece-me óbvio que somos nós quem deve passar a eliminatória. Mesmo tendo eles o melhor ataque, a melhor defesa, o maior número de golos, etc., etc. Fazem mesmo lembrar o FCP (e confirmei isso ontem, que são eles, e não o Barcelona, o FCP espanhol; por muito que isso custe a muita gente), com as manhas e as sarrafadas constantes. Os semblantes daqueles jogadores só me lembravam o Jorge Costa, o Secretário, o Paulinho Santos... É muito azul e branco para uma semana só... e a falta que fazem o Katsu e o Luisão, meu Deus! P'rá semana há mais!

quinta-feira, abril 05, 2007

quarta-feira, abril 04, 2007

Indo eu, indo eu, a caminho do monte alentejano...

A cidade já está meio vazia e ainda falta um dia e meio para o feriado. Isto sim, é uma vergonha, uma falta de decência. Isto sim, dificulta o árduo caminho que este país ainda tem de percorrer. Mas os bacanos da Atlântico acham que o problema deste país é o Manuel João Vieira... Ok, estamos conversados!

terça-feira, abril 03, 2007

Estes gajos devem ser parvos!

Apanhei este post através dos Tristes Trópicos, li-o e nem quis acreditar.
Como tal vou abrir uma excepção (damn!), pois não gosto lá muito de andar a comentar blogs alheios e as suas políticas, mas como me toca particularmente (uma vez que me rio com ele; uma vez que frequento cabarés decadentes; uma vez que sou fã incondicional de um dos artistas decadentes que lá tocam) e uma vez que ainda está fresco o meu anterior post, abro a tal excepção e afirmo aqui: «Estes gajos devem ser parvos!». Ui, ui, escrevi "gajos", que decadente devo ser...
Gajos destes (se pudessem) acabavam com o César Monteiro, com o Pimenta, com o O'Neill, com o Pacheco, com o Cesariny e com tantos outros que por aqui caíram ao longo dos tempos. Aqui lhes deixo (sim, egocêntricos que são devem vir aqui parar depois das buscas da praxe...) uma puta a ensinar aos seus filhos (todos nós, sem excepção meus senhores!) como "pescar" um americano. Como isto os deve enojar, meu Deus... ficamos quites, digo eu. E donde aparece esta senhora? De um filme do grande decadente César Monteiro intitulado O Que Farei Com esta Espada? (1975; ui, que ano tão decadente...). Bem hajam, ele e a puta. Eu por mim, quinta-feira que vem, beberei um copo no Maxime a pensar neles.


segunda-feira, abril 02, 2007

Faltam três dias...

... para o concerto do Bonnie "Prince" Billy (+ as Faun Fables) no Maxime. Já tenho os bilhetes e já conto os minutos. Aqui fica o estranho vídeo do tema "Cursed Sleep".

Arrrrrrgggghhghhh....

Equipa que demonstre níveis de medo como os de ontem à noite não merece ser campeã. Esta é a ideia geral. E é verdade. Mas se tal se aplica ao SLB que ontem entregou metade (46 minutos bem contadinhos) do ouro ao bandido também se aplica inegavelmente ao bandido (perdão, ao FCP) que na segunda parte mais não fez do que esbanjar tempo e esperar pelo final da partida (movimento típico de equipas como o Paços de Ferreira...).
O ambiente ontem estava lindo, ao rubro, com o hino do Glorioso cantado do princípio ao fim pelo estádio inteiro, levantado, cartolinas na mão, vermelho e branco, vermelho e branco, vermelho e branco... Mas o medo é uma coisa estranha. O medo mata. A iniciativa, a vida, neste caso, o jogo jogado e espectacular. O Benfica pouco fez na primeira parte que tentar manter-se à tona. «Estão com medo, porra» gritava-se desesperadamente nas bancadas. E só o intervalo quebrou o estado de espírito. Mal começou a segunda parte o SLB começou (literalmente) a jogar e o FCP encostou, encostou, encostou. É tão fácil jogar, eles sabem-no fazer, mas por que raio não o fazem desde o apito inicial? Esbanjámos oportunidades, o Helton mostrou o que vale, empatámos com toda a justiça e soube a pouco. Tivéssemos jogado o jogo todo e acredito que o resultado teria sido outro. Mas não, demos 46 minutos de bandeja e fomos roubados noutros tantos (não sei quantos, mas sei que não foram os 5 ridículos minutos de compensação!). Nota francamente negativa, portanto, para o árbitro que perdeu o controlo do jogo quando este começou verdadeiramente (ou seja, na segunda parte) e que deixou o FCP fazer o que queria (perder tempo, leia-se) sempre que quis. Uma vergonha. Na TSF, há pouco, ouvi um adepto benfiquista dizer que o árbitro não foi responsável pelo empate. Pois não, mas foi responsável pelo empata. O FCP foi uma vergonha ontem à noite. E que dizer do triste espectáculo que davam de cada vez que safavam uma bola para fora, de cada vez que respiravam de alívio por um remate ter sido ao lado? Agarravam-se uns aos outros (aos gritinhos, quase se ouvia...), dando palmadas e largando incentivos nervosinhos. Só fazia lembrar as típicas celebrações das equipas femininas de vóleibol de cada vez que conquistam um ponto ou um serviço. O que é muito triste, convenhamos. Tendo em conta de que tratava da equipa A do emblema azul e branco...
Mas a vida é assim e corre desenfreada mesmo que o Quaresma não o tenha feito. E a minha esperança final é a de que, no fim, feitas as contas, venha a ser o Belenenses a dar-nos o título. Que justifiquem e provem que mereciam mesmo ter permanecido na Liga Bwin...
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Lamentavelmente, a mentira que o jornal A Bola esgalhou ontem para nos enganar verificou-se da pior maneira, ou seja, com a verdade indesmentível. De petardo em petardo até à vitória final... É triste.