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segunda-feira, junho 04, 2012

Está na hora


Os rapazes já treinam em Cracóvia. Está, portanto, na altura de desfraldar a bandeira na varanda. De engalanar o blog, novo blogroll, novas cores, um tema acima de todos os outros. Tirania da bola! Tirar a camisa, o casaco e o cachecol do armário. Encarnar. Alaranjar! Durante um mês {espero!} serei novamente um puto. É assim, de 2 em 2. Assim se vai envelhecendo em estilo. ;)

Faltam 4 dias...


domingo, junho 03, 2012

sábado, junho 02, 2012

sexta-feira, junho 01, 2012

Faltam 7 dias...


Primeira internacionalização (frente à Eslovénia) de Ibrahim Affelay, Março de 2007.

Golo de "Ibi" Affelay no último jogo da Holanda (frente à Eslováquia), Maio de 2012.

quinta-feira, maio 31, 2012

quarta-feira, maio 30, 2012

segunda-feira, maio 28, 2012

domingo, maio 27, 2012

quinta-feira, maio 24, 2012

quarta-feira, maio 23, 2012

quarta-feira, junho 01, 2011

A isto, eu chamo Ouro sobre Azul...









{Uau! A oranje elftal passeando-se no calçadão... duas das melhores coisas do mundo juntas no mesmo local, na mesma hora... quem me dera lá estar no sábado que vem...}

sexta-feira, outubro 01, 2010

My favourite footballer

O desafio lançado pelo pessoal do The Equaliser é simples. Pede-se aos leitores que elejam o seu jogador de futebol favorito e que escrevam um pequeno texto sobre o mesmo. Em Agosto passado, "preso" em Lisboa, com a casa toda submersa em pó, dois moldavos a martelar sem cessar na divisão ao lado, um calor do caraças, sentei-me ao computador e em meia dúzia de minutos saiu este texto. De jacto, sem grandes merdas, apenas uma certeza, Dennis Bergkamp, he's the man! Seguiu por e-mail. Foi aceite. Agradeci e esperei. Foi hoje publicado. Podem lê-lo aqui. Mas façam-me o favor de ler também o que está aqui em baixo. Pois este que aqui está foi aquele que eu enviei, o que eu escrevi. O que lá está foram eles que o escreveram... Grandes cromos! Disse-lhes que se sentissem à vontade para emendar algo que achassem estar errado ou mesmo sem sentido, o meu inglês não é perfeito I confess, mas isto?! Caramba. Mesmo em relação às imagens lembro-me de lhes ter pedido explicitamente para não colocarem nenhuma imagem dele com a camisola dos gunners, além de ter sugerido a que está aqui mais abaixo, e o que é que eles fazem? Pois... Na boa, o que interessa mesmo é louvar o grande Dennis Bergkamp. E sempre posso ter aqui o texto original. Boa leitura {mesmo com erros, gramaticais, sintácticos, gralhas, whatever, mas muito mais genuíno...}!



«I guess it must be Dennis Bergkamp.

The guy never won nothing really worth it. Three UEFA cups, I grant that, but still… No Champions, no Euro Cup, no World Cup. But who cares? Playing football isn’t (shouldn’t be) all about winning trophies. I always preferred the Johaan Cruijff’s “best to be remembered by the style” approach. And Dennis Bergkamp was all about style. The poise, the total control of the ball, of the space, of the thought and action…

And what to say of his sense of fidelity, throughout his career? I also value that. He always seemed well with his life, centered, balanced. He played in three clubs. God, three clubs! We may as well say two, since the Internazionale experience was not all that great (which for me is another extra point… not being totally successful in Serie A can be seen as good sign…). So, two clubs it is! Not that many players pull this one trough. He was born and educated at Ajax (1986-1993) and matured and ended in glory at Arsenal (1995-2006). Being this faithful to one’s teams is not for an average player!

The same goes for the oranje elftal. From 1990 to 2000, those were ten good years I must say (79 apps and 37 goals). Great games, decisive games. One of the best to ever played with the orange jersey. And the luck to ever played with some outstanding Dutch players, such as Kluivert (the only one until now to have surpassed him in most goals scored), Overmars, Bronckhorst, Winter, Koeman, brothers De Boer, Van der Sar, Cocu, Davids, Seedorf and many others.

And, of course, if style, allure, sense of fidelity, integrity and whatnot weren’t enough, for scoring the most brilliant goal ever! Yes, for me, being two years younger than him, I cannot recall another goal so brilliant in the last 40 years. Sorry, I cannot. Stade Vélodrome, Marseille, 4th July 1998. Quarter-finals, Holland vs. Argentina. One minute to the final whistle, and the game is tied 1-1. Frank de Boer makes a 60-yard aerial pass to Bergkamp. With three (!!!) right-footed touches Bergkamp dominates the ball (!), puts it in between Ayala’s legs (!) and fires a volley with the outside of his right foot past the goalkeeper (!), sending Holland to the semi-final against Brazil. That goal is historical, is beyond football. It’s magic. (you can watch it here) I still can hear myself screaming whenever I think of that afternoon! Goosebumps allover! ;D

I even find his aerophobia endearing. Being known as the non-Flying Dutchman is quite something!

He’s a player I’ll never forget as long as live.

PS - I feel I must also praise Garrincha, Maradona, Cruijff and Eusébio (being a Benfica supporter after all…).»

segunda-feira, julho 12, 2010

Vrijheid



Há coisas que não têm preço. Uma boleia de bicicleta pode valer muito mais que uma taça dourada. Que eles voltem a lembrar-se disso, é o meu desejo.

domingo, julho 11, 2010

Bloed oranje



Sim, senhor, assim sim, gostei do final que a Nike fez para aquele mega-anúncio que inundou tudo com o tonto do Cristiano a chutar no vazio... Quem diria que aqueles que, tão absurdamente quanto indelicadamente, foram retratados nesse primeiro anúncio apenas como caceteiros estariam agora apenas a umas horas de poder fazer história! Ó ironia...

sábado, julho 10, 2010

Brilhante, as usual.

Senhores e senhoras, David Winner {aqui}.

Quase , quase, quase lá...

Aprecio os escritos deste Brian Phillips, concordo em absoluto com este artigo, mas, apesar de tudo, não consigo ir tão longe. Hup Holland Hup! {sigh]

sexta-feira, julho 09, 2010

La Naranja vs. La Roja

O pardal tailandês escolheu a Holanda. O polvo alemão escolheu a Espanha. Cada cabeça, sua sentença. Pois, para mim, não restam muitas dúvidas, a Holanda ganha. Vence. Pelo modo como as coisas andam, são eles, aqueles holandeses que lá para baixo foram, quem estão mais preparados, estimulados, mentalizados, esfomeados, estigmatizados, para cumprir com a função. A Espanha joga mais, no sentido de dar prazer a quem assiste? Sem sombra de dúvidas! Mas isso hoje não interessa, pois não? Ou já interessa novamente? Que me lembre – não me lembro! –, nunca o campeão foi aquela equipa que mais encantou. É como se fosse condição necessária... Miséria. Assim, a Holanda vai ganhar. Vai sofrer, vai fazer sofrer, vai tremer, vai colocar tudo no nervo, vai jogar feio, sujo até, vai fazer o que tem de ser feito. A Espanha {ainda} anda deslumbrada consigo mesma. A Holanda está convencida, cheia de si.

Embora esteja totalmente convencido de que a Espanha vai perder, bom, sempre há aquele 1% que nos diz que tudo é possível. Seria interessante, à falta de melhor termo, que a Espanha nos provasse, finalmente, a todos, que dá para ganhar campeonatos do mundo sem mudar o estilo em favor do cinismo. Sem atraiçoar toda uma cultura e um modo de viver o futebol. Se me dissessem — sei lá, um polvo, não, um esquilo num parque londrino –, que caso a Espanha ganhasse, e a lição final espelhada nessa vitória fosse essa, e que a Holanda a aprenderia humildemente, abnegadamente, eu até que apoiava a Espanha... O silêncio, contudo, é alarmante. Prefiro, pois, esperar, torcer, gritar, para que a Holanda ganhe o raio da taça. E que finalmente alguém ganhe o que Cruijff nunca ganhou. E que cosam a estrela nas camisas. E que se calem para sempre. E que se aprenda então que não vale a pena sofrer desta maneira.




PS — "A Holanda vai ganhar" não é bem o mesmo que "a Espanha vai perder", pois não? Tenho de pensar melhor nisto...

Nem mais...

Este texto é bom, certeiro, vai ao ponto. Nem era preciso mais, mas, pronto, são só mais alguns tristonhos por aí a lamentarem-se.

quinta-feira, julho 08, 2010

Declaração de interesse

No dia 6 de Junho a selecção holandesa chegou à África do Sul com um único objectivo no pensamento: ganhar o torneio, levar a taça {uma cópia, na realidade} para a Holanda e poder finalmente coser uma estrelinha na camisa cor-de-laranja. Alguns poderão perguntar-se: Mas não é o que todos pensam, não é esse o objectivo de todos aqueles que participam neste evento? Naturalmente que não. Pensar que o Paraguai vai ao Mundial para ganhá-lo é um disparate. Acreditar que o Gana tem ambição e meios suficientes para chegar a um Mundial com esse objectivo na mente também não é muito realista. São muito poucas as selecções que podem, conseguem, se atrevem, a fazê-lo. E, se pensarmos bem, essas são todas aquelas que já o fizeram pelo menos uma vez. Por vezes, isto parece a história do ovo e da galinha, ou de como entrar no Frágil à sexta-feira... Como ganhá-la se para o fazer é preciso já a ter ganho antes? Com excepção do Uruguai, diria, perdoem-me a franqueza {e se estamos a ser francos, então junte-se ao lote a Inglaterra e a França também...}, todos os que já ganharam este torneio quando entram é para ganhar. Mas se há excepções em relação aos que já ganharam a taça e, de qualquer modo, "perderam" esse direito a reclamá-la de novo, também há excepções para os que nunca a conquistaram e, ainda assim, nunca deixaram de achar que é um direito que lhes assiste. A Holanda é um desses países. A Espanha começa ser um desses países. Esta final vai ser lixada...

A Holanda, pelo que sei, tirando 74 e 78, nunca chegou a um Mundial com o expresso objectivo de o ganhar. Sendo, aliás, precisely my point, esses dois anos os únicos em que atingiu a final. Em 74 era óbvio que eram eles os campeões, mas não foram... Em 78 era óbvio que eram eles os campeões, até para provar que 74 fôra um erro, um deslize, mas não foram... E daí para a frente, houve, tem havido, uma espécie de encolher de ombros não muito resignado, não rancoroso, até de certa forma salutar, em que a conclusão geral é, tem sido, selecção após selecção, estrela após estrela: que se lixe, jogamos bem, isso ninguém nos tira, temos fãs pelo mundo inteiro, somos animados, temos estilo, deslizamos em campo, somos os maiores, ninguém joga como nós, só não ganhamos. Sejamos justos, tudo isto é verdade, tudo isto é de facto salutar, ser o underdog é uma posição admirável, mas tudo isto é incomportável por muito tempo. Bom, foram 32 anos. Precisamente.

Foi preciso chegar a 2010, foram precisos 32 anos, para conseguir reunir um grupo de jovens jogadores capazes de interiorizar esse enorme objectivo e de exteriorizar essa vontade. Um ciclo que culmina agora nesta final, nesta chance que alguns têm para provar que estão certos, para provar que, por vezes, compensa abandonar o futebol, o meio, e abraçar o objectivo, o fim. Porque é disso que se tem tratado sempre, e é disso que se trata agora fundamentalmente. A populaça divide-se, ó se se divide. Nem todos {e aqui me incluo} acham que é um bom negócio, este de virar as costas a toda uma cultura, a todo um passado, e ir directo ao assunto, gerir as expectativas e cumprir com os objectivos. Os malditos objectivos. Ainda hão-de matar o futebol por completo... Mas muitos {a maioria} é assim que pensam, é assim que encaram este Mundial de 2010. Estão fartos de encantar e nada ganhar. E então viram neste grupo a oportunidade. Este grupo não tem meninos. Este grupo não tem anjinhos. Este grupo não pensa em Cruijff. Este grupo não parece olhar para trás nunca. Não. Este grupo é de agora, do momento. É um grupo que não tem medo, e quando o tem não o demonstra. É um grupo pós-BarçaxInter de 2010. O objectivo acima de tudo. O título. A conquista. O feito.

Comandando o grupo está um tipo que recentemente foi considerado pela KNVB o mais eficaz e eficiente treinador nacional holandês de sempre. Como? Desculpe? Ainda recentemente este senhor foi eleito pelo Times o melhor de todos os tempos... Não vale nada? Bert van Marwijk chega e conquista? Shame on you. Van Bommel chega a Joanesburgo a pensar na legenda que diz Weltmeister sempre que Paul Breitner fala na televisão. Pffff... Wesley Sneijder, o motor, a alavanca, o elemento-chave deste grupo, vem para África pura e simplesmente encantado por Mourinho. São as palestras, é a pulseira magnética. Diz publicamente «quero ganhar tudo!». Esquece as palavras recentes, exactamente as mesmas, de Cristiano, aquele que não ganhou tudo... Os outros acompanham. O ritmo está marcado, o compasso é fácil. Van Persie percebe e faz o que lhe pedem. Robben acha que continua a jogar bonito, mas não percebe que faz o que lhe pedem. Kuyt não parece pensar muito, apenas faz. Falar dos dois do meio-campo nem vale a pena, só me entristeceria mais. O quarteto defensivo é deixá-lo. O que torna mais chato de encarar esta realidade é que todo este processo parece ser bem natural, não há anticorpos {comme d'habitude} na equipa, os jogadores falam em uníssono, o mesmo discurso em todas bocas, unanimidade conquistada. Pouco holandesa, esta nova faceta.

É, portanto, dado mais do que adquirido que este ano a Holanda sacrifica o passado, o jogo atraente e entusiasmante, pelo título, pelo feito. Está entendido. Mas não me peçam para estar satisfeito. Não estou. É óbvio que salto imediatamente da cadeira aos berros quando Gio marca o golo que marcou contra o Uruguai. Como não? Mas sei que há mais donde este veio. E não vêm. Claro que não tenho palavras para o segundo golo de Sneijder frente ao Brasil. Como não? Mas sei que é mais o golo típico das equipas vencedoras, das equipas que ganham taças, do que o golo mágico de quem está a respirar futebol do primeiro ao último minuto. Quero que eles ganhem, quero. Mas mais pelo que já gritei por Dennis Bergkamp do que pelo jogo chato {chato é pouco} que fizeram contra o Japão. Mas mais pela beleza de Aron Winter em campo do que pela energia gananciosa de Van Bommel. Mas mais pela solidez de Ronald Koeman, general olhando a linha inimiga, do que pelos remates frouxos de Van Persie. Mas mais pela magnífica cabecinha de Patrick Kluivert do que pela insipidez geral actual. Mas também mais por alguns momentos insólitos e beneméritos {este e este} do que pelo enigma que parece ser Rafael van der Vaart. Mas muito mais pelo que estes mesmos rapazes fizeram na Suiça há dois anos atrás do que pelo que andam a mostrar neste preciso momento. E, acima de tudo, muito mais pela vã esperança de que uma vez aposta a tal estrela na camisa, toda a ilusão se desfaça, que o embuste seja detectado, que o prazer e a alegria em campo regressem, que uma vez campeões não sintam mais a vil necessidade.

Vil?! Falo, essencialmente, do ponto de vista do adepto. Nunca tinha vivido um torneio deste modo. Nunca num torneio a Holanda me disse «viemos para ganhar» e cumpriram {bem sei, bem sei, ainda falta a final...}. Este ano senti o que deve ser para um torcedor brasileiro, argentino, alemão, italiano, assistir aos jogos da sua equipa. A pressão. Eu costumava divertir-me a ver a Holanda jogar. Isso não tem preço. Este ano não me divirto, sofro. Este ano sofro pela alegria prometida. Mas uma alegria conquistada pelo sofrimento? Não sei não. Isto não é o Benfica, isto não é a Liga Sagres. Espero sinceramente que ganhem e que sejam felizes. E que, como adepto, possa depois assistir à retirada de Van Bommel, de Gio {mais do que ninguém merece a estrelinha} e de Van Marwijk e de todo este mambo jambo... Que regresse o 4-3-3. Que regressem o domínio do espaço e a posse da bola. Que regressem os golos magistrais. Que alguém se lembre de lá pôr à frente, sei lá, Foppe de Haan. E que pequenos tesouros como Affelay, Elia e Huntelaar possam desenvolver-se, crescer e encantar sem a pressão que tudo esgana, estagna, envenena.

Pronto. Está dito. Safa. Nunca mais é domingo...