Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

domingo, janeiro 23, 2011

Arrependido

De não ter fotografado o meu boletim de voto. Estava tão lindinho! Sócrates em maiúsculas, assim mais ou menos bem desenhadinhas {o tempo também não abunda, nao é?} e um quadradinho com um X lá dentro. Soube-me bem. Pensei que me ia custar, sempre era a primeira vez... Mas não. O meu primeiro voto nulo foi isso mesmo, valioso.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Vou para nulos...

Agora que entramos no famoso período de reflexão, e como eu ando a matutar nisto há já uns dias valentes, eis a minha decisão. Está tomada. É que nem reflicto mais. O meu voto {pela primeira vez na minha vida de eleitor} vai ser nulo. Num país de nulidades, numa eleição de nulos, o voto não pode ser outro. Domingo que vem, levanto o rabinho, visto o fato domingueiro, vou ao liceu que nunca frequentei e rabisco o boletim. Vou lá fazer um quadrado a mais. Assim bonitinho, com as mesmas dimensões dos outros. E à frente vou escrever Sócrates. E pronto. Voto nulo, voto Sócrates. Voto no melhor dos nulos. E na segunda-feira vou trabalhar. De manhã, que à tarde vou ficar a ver uns filmes que estão ali guardados à minha espera.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Ai, a minha vida...

Ontem e hoje a inserir emendas na paginação de uma revista académica, cheia de artigos interessantes escritos por interessantes académicos. Mais um número de uma série de números, de uma revista que me dá um gozo enorme paginar. A grande diferença é que desta vez {pela primeira vez e daqui para a frente} a revista vai seguir e cumprir com o novo acordo ortográfico. Nem queiram saber o que para aqui vai... Onde antes imperava a procura da famosa gralha e a sua respectiva emenda, o debate sobre uma concordância, a análise da melhor solução gráfica para uma tabela, agora grassa a destruição da língua escrita... Passei dois dias a retirar cs e ps e quejandos... O comer das letras a mais, aquelas que não lemos, aquelas que agora saem de cena, mais parece um insensível metralhar na página, um abrir de buracos que é um disparate. De cada vez que posiciono o cursor e primo a tecla delete {ou backspace}, e assim acabo com letras que ali estão há quase 40 anos {é a minha perspectiva que conta, não se esqueçam...}, são verdadeiros golpes de machado que me custam horrores. Isto pode parecer parvo, mas não é. E até pode parecer que estou contra o acordo ortográfico, e não estou. É o dilema, é a ambiguidade que é estranha. Sei que estou a fazer o correcto, é o que agora se impõe, é o que o cliente quer, mas custa-me fazê-lo. Será, certamente, uma questão de habituação. Por enquanto é só uma enorme deceção... aha!, vêem... perdão, veem?

O drama da minha vida...

«A imagem que um indivíduo faz da nação de que forma parte é também, portanto, uma componente da imagem que ele tem de si mesmo, a sua "auto-imagem". A virtude, o valor e o significado da nação também são os dele próprio. As teorias sociológicas e psicossociais correntes, na medida em que se interessam por tais problemas, oferecem o conceito de identificação para reflexões sobre fenômenos desse gênero. Entretanto, é um conceito não inteiramente adequado para o que realmente se observa neste caso. O conceito de identificação faz parecer que o indivíduo está aqui e a nação ali; subentende que "indivíduo" e "nação" são duas entidades diferentes, separados no espaço. Como as nações consistem em indivíduos, e os indivíduos que vivem nas mais desenvolvidas sociedades-Estados do século XX pertencem, na grande maioria dos casos, de forma inequívoca, a uma nação, uma conceituação que evoque a imagem de duas diferentes entidades separadas no espaço, como mãe e filho, não se ajusta aos fatos.
As relações desse tipo só podem ser adequadamente expressas em termos de pronomes pessoais. Um indivíduo não só tem um "eu-imagem" e um "eu-ideal", mas também um "nós-imagem" e um "nós-ideal". É um aspecto central da nacionalização do ethos e do sentimentos individuais, o qual pode ser observado empiricamente nas sociedades-Estados industriais dos séculos XIX e XX, que a imagem dessas sociedades-Estados, representada, entre outros, por símbolos verbais como "nação", constitui uma parte integrante dos "nós-imagens" e dos "nós-ideais" da maioria dos indivíduos que formam, uns com outros, sociedades desse tipo. [...] Dizer "Sou russo, americano, francês", ou seja o que for, subentende usualmente "Eu e nós acreditamos em idéias e valores específicos", "Eu e nós suspeitamos e sentimo-nos mais ou menos antagônicos em relação a membros desta ou daquela nação-Estado", "Eu, assim como nós, temos vínculos e obrigações em relação a esses símbolos e á coletividade que eles representam". Além disso, a imagem desse "nós" forma parte integrante da organização da personalidade do indivíduo que, nesses casos, usa os pronomes "eu" e "nós" com referência a si mesmo.» Norbert Elias, Os Alemães. A luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX, Jorge Zahar Editor, 1997.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Tantos anos depois... e ainda temos de aturar este ser... safa!

Há 15 anos atrás fui um dos lucky few a participar no projecto "Estás Dispensado". Estávamos em 1996 e Cavaco Silva corria para Belém, após prolongado tabú. Naquele Janeiro foi Jorge Sampaio quem ganhou, logo na primeira volta. O povo estava farto do homem de Boliqueime, caramba! Mas o homem não desistiu, esperou pacientemente {enquanto fazia uns negócios chorudos com os seus amigos da SLN...}, chegou mesmo a Belém e hoje, infelizmente, parece que esta colecção de cromos ainda dá ares de fazer sentido. É impressionante a longevidade política deste ser... só mesmo por estas bandas... safa!

Aqui ficam os cromos. Partilhem à vontade. Coloquem no nosso perfil do FB, linkem para os vossos blogs, whatever... Apenas vos peço que mencionem sempre {ou que linkem para aqui} o crédito do projecto, que se deve única e exclusivamente ao Luís Félix. O maior cromo de todos!





























segunda-feira, novembro 08, 2010

Portogal

Na ressaca da coisa, chego à conclusão de que o que mais me custa não é a derrota, não é a cabazada, não são os 10 pontos, não é mais um campeonato para o FCP... O que mais me incomoda é chegar à triste conclusão de que, embora o SLB seja o clube mais representado em Portugal, é o FCP quem melhor representa Portugal. E acreditem que isto não é um elogio! De todo...

sexta-feira, outubro 15, 2010

Portughole



Hoje de manhã vi algo que julgava estar já condenado à extinção {algo a que eu não assistia há muito}. Puro engano. Aquela típica imagem/descrição do país {de um certo país} com que cresci parece que ainda teima em persistir. Eram cinco. Cinco homens de colete reflector a abrir um buraco {na realidade, um buraquinho!} num passeio da Ferreira Borges. Um abria o buraquito, os outros quatro olhavam. As gajas, claro. De vez em quando um {dos mais novos, que nisto a idade é posto} dos que galavam dava um passo à frente, substituía o que estava no centro da roda e a custo, entre bocas várias, lá dava mais umas pauladas na terra. Mas o buraco é {parece ser} contínuo. E sendo somente um a cavar...

Por outro lado fez-se luz finalmente quanto aos cinco escudos azuis com as cinco pintas brancas... Nada mais {os escudos azuis} do que quatro papalvos observando um outro papalvo a cavar. E como cada português tem Portugal dentro de si {caramba, é ou não é isto um país de poetas?!} lá estão mais {as pintas brancas} quatro papalvos observando um outro papalvo a cavar dentro de cada um de nós. O português tem a {rara} capacidade de observar o cavar da sua própria sepultura enquanto a cava ele próprio. Cavamos a nossa própria sepultura ao assistirmos ao cavar da nossa própria sepultura. Como assistimos ao cavar da nossa própria sepultura só nos resta ajudar a cavar a nossa própria sepultura. Confuso? Malta, isto não é tão fácil como parece. E só um a cavar?! Vá lá, dêm aí uma ajudinha...

domingo, agosto 01, 2010

Isto de dourado tem muito pouco...

Estou já um pouco farto de ouvir falar na Golden Share. E em pulgas para ver se o Estado descobre o interesse estratégico de um Golden Shower. Aí, sim, tínhamos um estado com cojones!

sábado, junho 26, 2010

Cristiano Ronaldo, o Giorgios Samaras de Portugal...

He, he, he...

Tirado daqui. É só mais um defraudado. Já estamos habituados.

quarta-feira, junho 09, 2010

terça-feira, junho 08, 2010

We lost a lot!

Naquele dia negro realmente perdemos muito. Acima de tudo a boa reputação, o estatuto perante o mundo, como diz aqui {e bem} o Jan. Esperemos que este campeonato sirva para o {ao status} restaurar um pouco mais. Que os rapazes que hoje treinam alegremente {ver post anterior} em Joanesburgo sigam o exemplo dos que encantaram quem gosta de futebol no Europeu de há 2 anos. Mas há muito ainda para aprender dos erros passados. Se de Portugal, caso nos calhe novamente pela frente, já sabemos o que esperar {são já muitos anos a apanhar com eles...}, já dos árbitros... Assim, Van Marwijk decidiu fazer o TPC e anda a estudar as sensibilidades, os trejeitos, o carácter dos homens de preto {ou amarelo conforme calha}. Se negoceiam, se puxam pelo cartão ao primeiro encosto, se são de compensações. Até o jeito de um árbitro correr parece ter algo a dizer a Marwijk. Ou o homem é um génio ou anda a perder tempo, sobretudo se nos calhar um Olegário Benquerença pela frente... Que a esse, por muito que se estude, por muitas pestanas que se queimem, nunca ninguém o conseguirá entender...

domingo, abril 25, 2010

Cromos

Quem me conhece sabe que eu sou muito crítico, bastante, demais, em relação a Portugal. E que não perco uma oportunidade para malhar, diminuir e arruinar este país, os portugueses, a loserfonia, a mediocridade nacional. Sempre que posso. Isto não vale grande coisa, e não vale a pena escondê-lo. É {muito provavelmente} verdade que se é mais feliz não acreditando nisso, encolhendo os ombros e vivendo de acordo com os hábitos do resto da maralha. Mas... nem sempre é fácil, ou possível, ou exequível. Mas quem me conhece também sabe que quando há que reconhecer valor também o faço, e com prazer, e com vigor, e muito exagero, God knows how I love superlatives! E ontem, uma vez mais, me apercebi que há coisas que este país faz, produz, cria e alimenta como nenhum outro. O mitra, o mangas, o burlão, o city dweller, o cromo, o agarrado, o bêbado. E o que dizer desta capacidade lusitana de mesclar humor com sordidez? Poucos países constroem estes personagens como Portugal. Atenção que não estou a ser cínico. Não estou. Isto é, de facto, um elogio. Reconheçamos, pois, o que de bom fazemos. Gratidão.

Isto a propósito do excelente documentário que apanhei ontem à noite na RTP2, de seu nome Esta Rua É Minha, de Gonçalo Mégre. Muito agradável surpresa.



PS - Ah, parece que o Márinho tem um blog...

sábado, abril 24, 2010

Calhauismos

Não falta gente por aí a atirar pedras. São os juízes, são os jornalistas, é o Papa, é o 25 de Abril, é o PEC, é a Grécia, é a pataqueopôs, são os bloggers de esquerda, e mais os da direita, e os tortos, é o andor, e mais os túneis e a putaqueospariuatodos. Tanta mágoa, tanto rancor, tanto bolor. Tanta gente a achar que, como dizia o caramelo azedo, francês mas azedo, oinfernosãoosoutros. Acreditem, sei do que falo, é tão mais fácil {não é nada, mas era bom que fosse...} vermos o quão fácil é sermos apedrejados... É pá, isto faz lembrar aquela coisa do quemnuncapecouqueatireaprimeirapedra... Mas não tem servido de muito, pois não?

segunda-feira, abril 12, 2010

A "inha" parece ser o novo in

Confesso que não consigo entender {até consigo, mas não embarco} a comoção com a Cidinha. Nem, de resto, com a Katyzinha. É tudo uma merdinha. Para quem não sabe o que fazer da vidinha. Porque não vão brincar antes com a pilinha? A vossa, não a minha... ;)




{Sinceramente, comove-me imensamente mais o fim próximo de Dennis Hopper... Não me sai da mente a ideia de que até ao fim da semana o monstro não vai aguentar e se vai apagar... Isso, sim, é violento, importante, aut~entico e, de jeito nenhum, motivo para um diminutivo tipo "inha"...}

quinta-feira, abril 08, 2010

Eu, se fosse o Mexia, cortava-lhe a luz...

Durante anos eram os olhos de Ana Drago. Aquelas pequenas esferas incandescentes que, de um húmidosemiobscurosótãoinalcançável, destilavam um ódio incompreensível. Agora são os beiços de Helena Pinto. Os discos de cristal não lhe permitem a performance de Drago, logo é naquela bocarra arreganhada que se sustenta, e é daquela cavidade alarde que nos brinda com pérolas de valor muito discutível. Ouvi-la, hoje à tarde, no Parlamento, a zurzir nos bónus de António Mexia é dos mais tristes espectáculos a que me sujeitou. Misturar as vantagens de Mexia com o estado lastimável em que se encontram alguns largos milhares de portugueses é da mais elementar {logo vergonhosa} demagogia. Comparar os euros de Mexia com os de Cavaco, então, nem se fala. Como se Mexia não fizesse {numa semana} infinitamente mais do que Cavaco {num ano}... A EDP é uma empresa cotada em bolsa, tem administradores de várias formas e feitios, conselhos de administração, apresenta contas e, acima de tudo, e mais importante, o cerne da questão, apresenta lucros astronómicos. Os méritos, perdão, euros de Mexia não me parecem assim tão abismais quando comparados com os lucros da empresa que gere. Se a EDP tem lucros destes e se aqueles senhores entendem que há que premiar os administradores {supostamente} responsáveis pelos mesmos, então que o façam. Ponto final. Helena Pinto não devia ter medoinvejaraivadesprezoódioasco pelos lucros de outrém. Só lhe fica mal. E quando relaciona a pobreza alheia com a riqueza de Mexia, bom, aí... Triste, muito triste.

domingo, abril 04, 2010

Assim não vamos a lado nenhum, meus amigos...

Um tipo nasceu descalço algures no deserto, criou umas zaragatas e umas tensões lá para os lados da Faixa de Gaza, foi cagüetado por um dos maiores amigos, apanhou nas trombas, acabou pregado numa cruz e posteriormente bem selado numa tumba e uns dias mais tarde {ok, aqui admito que o tipo foi supercool!} voltou para pregar uns sustos valentes no pessoal e eu, 2000 e tal anos mais tarde, quero comprar umas folhas de alface, umas bolachas de água e sal, um sabonete Dove e tenho o Pingo Doce fechado!?!?!

quinta-feira, março 04, 2010

Copinhos de leite...

Por razões profissionais tenho andado ultimamente às voltas com centenas de páginas de paleio sobre o 5 de Outubro e a Implantação da República. São cerca de 800 páginas escritas na primeira pessoa por alguns dos ilustres cidadãos, para não lhes chamar gandas'cromos, que nesses dias andaram aos tiros e à espadeirada pelas ruas da capital. Mais do que as intrigas, mais do que a bandalheira, sinceramente até mais do que a insistente pergunta «mas como é que estes tipos conseguiram alguma vez levar isto em diante e instaurar a dita República?!», o que mais me choca, no sentido de surpreender, o que mais me diz deste povo tonto e fracote é que, não um, não dois, não três, mas vários, vários mesmo, desses tipos, valorosos combatentes, a uns e dados momentos da contenda, achavam por bem, a fim de sossegar o espírito e o estômago, tragar uns copitos de... leite!


Aguardentes disto ou daquilo, vinho branco ou tinto, cerveja morna ou fria, traçados, rascantes, distilações caseiras, múltiplas opções poderiam ter regado as bocas sedentas daqueles combatentes. Mas... nada disso. A escolha fiel e segura era o leite. Decididamente, isto só faz lembrar, 100 anos depois, o notável «Come antes uma peça de fruta, que te faz melhor, rapaz».




É exigida uma rectificação. Afinal também houve lugar a libações. «Vim descendo para o acampamento, e pelo caminho reparei em diversos grupos de rapazolas que se entregavam a libações dentro das barracas, não se importando com os tiros que rebentavam por cima das nossas cabeças; entrei numa e confesso que não dei o tempo por mal empregado, pelo que gozei, chegando a rir com vontade dos chistes que ali dentro se diziam; dois rapazes, os tipos mais farsantes e excêntricos que em minha vida tenho encontrado, estavam por detrás do balcão dizendo chalaças e oferecendo vinho, sem exigirem dinheiro por ele. Tudo aquilo nos pertencia, podíamos fumar, comer e beber de graça.» Assim, sim.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

De catástrofe em catástrofe...

Não consigo parar de pensar que não só não deixamos de "criar" desgraças, miséria e catástrofes à nossa volta como nos andamos a especializar em "ganhar" o máximo com a ocorrência das mesmas. Se para a primeira ideia as seguintes palavras de Osho me parecem dignas para um bom princípio de conversa {«Misery nourishes your ego — that´s why you see so many miserable people in the world. The basic, central point is the ego.»}, já para a segunda ideia basta-me ouvir na rádio, na televisão, na esquina, no café, na gráfica, João Alberto Jardim, Durão Barroso, Dias Ferreira, Sílvio Cervan e outros tantos portugueses sentidos a elaborar no pós-catástrofe. Nos dias que correm não há uma única pessoa na televisão, seja num noticiário, seja numa discussão de boleiros, seja lá onde for, que não comece a sua conversa com uma referência ao povo da Madeira. Não há quem não facture o seu momento de pesar.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Miserável

Agora, o que o Osho não consegue explicar é por que razão hoje está tudo fechado. Após vinte e poucos minutos a andar pela cidade, chego facilmente à conclusão de que só os chineses e os funcionários da Jerónimo Martins e da Macdonalds estão a trabalhar. É miserável. Como o tempo, de resto. O que torna a coisa ainda mais miserável, pois como justificar que com este tempo miserável alguém {se fosse só alguém...} não vem trabalhar, ou melhor, como justificar um feriado {e o absentismo desenfreado} neste dia? É terça-feira. Dia 16 de Fevereiro. Porque paramos?