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quarta-feira, março 23, 2011

Vão-se resignando...

Vão-se resolvendo...

Vão-se dispondo...

Vão-se preparando...

Vão-se habituando...

Vão-se acostumando...

Quiseram castigar, acabaram castigados...



Os portugueses são maus. Atrasados, pouco esclarecidos, medrosos, não sabem ler, estacionam em cima das passadeiras. Não vivem o país, utilizam-no. Usam e abusam-no. Um país que sempre os tratou mal. Lá isso é verdade. Mas o país são eles. E mesmo assim, sempre que podem, tratam mal esse país, tratam-se mal a eles próprios e aos seus vizinhos, e a quem tiver a lata de levantar a garimpa. E assim foi, uma vez mais, em Setembro de 2009. Os portugueses quiseram castigar o partido do Governo, sobretudo o seu líder Sócrates, aquele a quem tinham dado certo dia uma maioria absoluta. Quiseram castigar a acabaram castigados. Todos aqueles {e, infelizmente, mais uns quantos...}, indignados da vida, que há um ano e tal atrás festejaram a derrota da maioria, a nefasta maioria, que juntos conspiraram e deixaram de rastos a besta socialista, que exultaram com o fim do posso-quero-e-mando rosa, todos eles continuam castigados. E ainda vão ser mais castigados. É só deixar ver quem se segue... De facto, os portugueses são maus.

sexta-feira, março 18, 2011

Recibo Verde me confesso...

Há já uns bons tempos que os Recibos Verdes andam pela rua da amargura. Alvo fácil de ataques constantes, de todos os quadrantes. Porque são isto, porque são aquilo, é uma injustiça, é um descalabro, uma falcatrua. Mas deviam ter mais cuidado com esses ataques, pois há quem se sinta incomodado com a situação. Eu, por exemplo. Não continuem, por favor, a insistir no erro de meter tudo no mesmo saco. Há que separar as águas. Nem tudo é igual. Nem tudo é ilegal. Se querem atacar as injustiças laborais, tudo bem, contem comigo. Atacar a Precariedade, sim senhor, vamos a isso. Mas daí a generalizar e a declarar guerra aos Recibos Verdes... Sinceramente, a mim chateia-me esta situação de todos os dias ouvir dizer mal dos Recibos Verdes. Há quem seja Recibo Verde com muito prazer. Eu sou. Foi a melhor coisa que me aconteceu. Deixem os Recibos Verdes em paz! Ataquem antes os Recibos Verdes Falsos, ataquem a Precariedade. Deixem os Recibos Verdes seguir o seu caminho. Tem sido, de resto, um caminho muito interessante. Agora até já são electrónicos... E não se esqueçam de colocar, muito importante!, o Falso no final. Ah, e já agora, não se esqueçam igualmente do e a seguir ao i, no meio de Precariedade... ;)


Já foi azulado, esverdeado, em escudos, em euros, com as mais variadas taxas e isenções,
e agora até é electrónico... mas continua a ser feio, feio, feio. 


segunda-feira, março 14, 2011

Geração à Rasca, uma ilha rodeada de Portugal (2)

População da Islândia: 318.452 (wikipedia)
Manifestantes Geração à Rasca: 280.000 (Lisboa e Porto, segundo o Expresso)

A Islândia, ao longo dos anos, criou o mais completo mapa genético de sempre. Toda a sua população está inventariada, dando mesmo para saber as linhagens todas até ao mais remoto momento.

Portugal, ao longo dos tempos, criou o mais complexo mapa frenético de sempre. Toda a sua população despreza a classe política, dando para saber facilmente quem é quem, quem mama aonde, desde quando e por quanto.

A realidade é dura.

Geração à Rasca, uma ilha rodeada de Portugal (1)

População da Islândia: 318.452 (wikipedia)
Manifestantes Geração à Rasca: 280.000 (Lisboa e Porto, segundo o Expresso)

Quando os 300.000 islandeses acordam e olham em seu redor, o que vêem são litros e litros e litros e litros e litros de água gelada.

Quando os 280.000 manifestantes acordam e olham em seu redor, o que vêem são 9.700.000 portugueses.

A realidade é dura.

domingo, março 13, 2011

A4s



Pergunta inocente, alguém levou os tais A4s? Alguém os entregou a alguém? E e eles vão mesmo ser juntinhos em caixotes e entregues na Assembleia da República? Ou já não interessam? É nestes momentos que quase me dava vontade de ser jornalista {cruzes credo!}. Eu não largava de jeito nenhum esta história dos A4s. Porque era ali que residia a justificação para uma ausência de programa, atenção. O movimento apenas era laico, pacífico e apartidário {hum... hum...}, nos A4s é que viriam as ideias. Os A4s é que iriam desabrochar numa miríade de ideias luminosas que nos levariam, como povo unido como nunca, a um futuro garantido. Sigam os A4s, digo eu!


Update _ fui ao perfil do movimento no facebook e afinal agora basta enviar um e-mail... lá se foi toda a imagem de protesto liceal... :(

Das duas, uma...

Muito sinceramente, custa-me bastante assistir ao contentamento de muita da malta que foi ontem à passeata na Avenida. Muitos dos que foram são meus amigos e conhecidos. Muitos são pessoas que tenho em conta e estima. Que sei serem inteligentes. Que conheço há já uns tempos. Que têm mundo. Como é possível entenderem que foi um sucesso? Como é possível virem a terreiro afirmar que estava compacta, que vibrava {como se isso fosse difícil de conseguir}, que hoje será um dia diferente, que não é mais possível assobiar para o lado? Como?!

O que eu vi foi 200 mil pessoas a descerem a Avenida, ventilando descontentamentos vários {na boa, é para isso mesmo que a Avenida serve}, naquela cadência típica da Avenida, e, por fim, desaguarem nos Restauradores e ficarem entregues àquelas 3 alminhas! Meu Deus! Acho que foi um andar para trás muito lamentável. Não há muito tempo atrás, quando o pessoal descia a Avenida sabia que no fim estavam lá os profissionais. Eram os do costume, ok, eram os da cassete, os dos sindicatos, os desalinhados, os combatentes, os resistentes, whatever, mas eram os profissionais da coisa. Agora, desceram, berraram e ficaram ali encostados a um palanque improvisado com 3 alminhas que não sabiam bem o que fazer, o que dizer. À rasca.

Só vejo uma conclusão: ou o descontentamento não era assim tão grande, ou o contentam-se com pouco.

sexta-feira, março 11, 2011

Eu não vou, porque eu já lá estou!

Faço minhas algumas das palavras do João Nuno Martins...

«Mas esta mudança que eu desejo nunca acontecerá se não soubermos e estivermos absolutamente convictos do que queremos. E acima de tudo não se fará se não tivermos consciência de que temos que ser nós os primeiros a mudar. Cada um de nós. Na sua casa. No seu condomínio. No seu emprego. Na sua cidade. Na sua Rua. No seu grupo de amigos. No seu íntimo. Na sua mentalidade.»

O texto do homem é longo, e nem sempre concordo com tom da coisa, mas a ideia geral aproxima-se em muito da minha. Sobretudo esta ideia primordial, a deste parágrafo, em que ele coloca a tónica em nós próprios. Sempre achei isto, sempre me pautei por estas linhas, e é nas minhas acções e nos meus passos que me concentro, diariamente. E nunca esperei que governo algum me viesse dizer como é que é ou não é. Nunca esperei respostas e soluções de governo algum. Porque se o fizesse, mais cedo ou mais tarde, estaria na rua a berrar contra ele. Não me iria restar alternativa. Só que isso não é vida, muito menos o suficiente para eu ir à Avenida. Um dia, e esse dia é o próximo dia 12, vai a Avenida estar cheia de gente que, estando o programa em aberto, são A4s em branco, não vai ter outra alternativa senão estar contra alguém {leia-se Sócrates}, este ou aquele {leiam-se os administradores das empresas públicas... e privadas}, aquilo {o PS} ou aqueloutro {o PSD}. E eu gostaria era de ver a Avenida cheia de gente que está a favor de si e do outro. Nesse dia eu vou estar lá.

quinta-feira, março 10, 2011

Pré-HJ {02}



«Among the leaders of the pre–1933 German youth movements there was one who became a legend in his own lifetime. Eberhard Köbel—better known as “Tusk”— was born in Stuttgart in 1907, the son of a senior government official. Köbel joined a Wandervogel group as a boy, then became a member of the Freischar and leader of the Wurttemberg region of that group in 1928. In 1929, Tusk founded his own movement known as DJ 1–11 (Deutsche Jungenschaft—German Youth Movement of November 1). He revolutionized the youth press, radically changing newspapers’ layout, making them simpler, livelier and more attractive by using catchy illustrations and photographs. He introduced a new form of tent (the kohte from Lapland) which became very popular throughout the youth movement. The eccentric Tusk also introduced the banjo and balalaika; new songs and dancing styles were imported from Northern Europe. There was fanaticism and even ecstasy apparent in his speech and behavior. He was a visionary who thought in terms of a community for life, with all-embracing demands upon the individuals. Finding even the Prussian tradition too mild, Tusk introduced extreme ilitaristic practices and held up the ideal of the ancient Japanese warrior caste known as samurai. His dream was to forge German youth into one great army of followers whowere to become models of intrepidity, an elite of radiant physique and character, free from all bonds. Tusk’s Jungenschaft was a school of character. It became popular other groups envied his boys’ verve and élan, and often imitated their innovations, including attire and songs. He also met with jealousy and derision, and many rival leaders ridiculed his artificial pathos and tendency to swank. Tusk was a German nationalist but not an extreme one. As all right-wing leaders, he denounced the iniquities of the Treaty of Versailles, and attacked democrats, Marxists and Jews, but he never gave intelligible purpose to his feverish activities. His attitude in 1933 was more and more inconsistent. For a while he joined the Communist Party, and displayed much interest in Zen Buddhism. He advised members of his Deutsche Jungenschaft 1–11 to join Hitler’s youth and try to gain positions of command in order to subvert the Hitler Jugend from within. It seemed that Tusk nursed illusions of being appointed head of the Hitler Jugend. This was unthinkable and in January 1934 he was arrested by the Gestapo. Released in June 1934, he left Germany for Sweden and England where he stayed until the end of World War II, making a living as photographer and studying Far Eastern languages. In August 1944, Tusk, trying to make up for his own past political mistakes, expressed the hope that his former followers would fight as partisans against Hitler in the final phase of the war. The charismatic, legendary and eccentric Eberhard “Tusk” Köbel—regarded as both a genius and a charlatan—died in East Berlin in 1955, a sick, lonely and forgotten man.»

Trecho retirado de Hitler Youth, 1922-1945, Jean-Denis G. G. Lepage, MacFarland and Company, 2009. {Na fotografia, Eberhard Koebel}

sábado, fevereiro 12, 2011

Imagens para os dias que se seguem...

Não nos iludamos, acabaram-se os tempos do povo é sereno. Na Argélia, caso a rua siga em frente com os seus propósitos esperam-nos imagens e mortes de outro calibre. Estes tipos por estas bandas sempre foram mais fumiflamantes*.





Frames retirados do filme de Gillo Pontecorvo, A Batalha de Argel {1966}.



* Que lança fumo e chamas. {Nem de propósito a palavra do dia no dicionário Priberam... O raio da palavra é linda, não é?}

The next eye of the hurricane?



{36.76154,3.056871}

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Liberdade {está quase, quase...}



Mesmo que daqui a 30 anos estejam endividados até ao tutano porque lhes disseram que tinham de ter as casas mobiladas no IKEA, porque era mais barato quando não era, que se lixe! Este dia, a liberdade e a sua conquista, valem a pena. Sempre!

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

I keep on dreaming...

Logo mais à noitinha, na Tahrir Square...



Play it loud, for crying out loud!

terça-feira, fevereiro 01, 2011

المباركة!

Avenida Habib Bourguiba, Tunis, Tunisia

Praça Tahrir, Cairo, Egipto

E ainda há uns meses atrás nos queriam convencer de que 2011 ia ser um ano terrível, que ia ser isto e aquilo, o raio da crise, mais o aumento das prestações para a Segurança Social, e o BCE, e o Mourinho afinal a levar na pá, e o Cavaco mais 5 anos em Belém... mas deixem-me que vos diga: por tudo o que esta avenida e esta praça já viram este ano, 2011 já valeu a pena. Viva 2011! Acreditem, eu posso bem com os cortes na Administração Pública e vou viver com menos 200 e tal euros por mês na boa. Há coisas que não têm preço!

sábado, janeiro 29, 2011

I had a dream last night

Imaginem que a Revolução de Jasmim tunisina leva ao desmoronamento do império de Mubarak, que daqui a onda segue rumo a Argel, deixando o califado de Khadafi de rastos, indo ainda roer por completo o reinado totalitário marroquino e, trabalhando no outro extremo do Mediterrâneo, ainda tem tempo e oportunidade para renovar regimes e vontades políticas em países como o Líbano, a Síria, a Jordânia, a Turquia... Eu imaginei isto ontem à noite. E vi, no final da tempestade, Israel, esse bastião da "democracia", facínora, envergonhada, isolada, finalmente vergada perante os seus próprios gestos. Talvez então...