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segunda-feira, outubro 08, 2012

Cheira-me...


... que desta vez é que é.




quarta-feira, agosto 22, 2012

E o futebol parece não ser o único a ter esticado o pernil...


O Futebol morreu. OK, enterre-se. O Cinema parece ir pelo mesmo caminho... {suspiro} Restam-nos a HBO e os milhentos documentaristas que por aí andam, por esse mundo fora. KUDOS. Ontem descobri esta pérola. Vejam-na. A sério. É tão "interessante" chegar à conclusão de que Chicago não está assim tão longe do Rio de Janeiro... :( Bem nos tentam "vender" o contrário, you know, land of oportunity and all that jazz, mas é todo um mundo {novo?} que se abre perante nós... Mas, no fundo, graças a Deus {ou whatever} existem os seres humanos!

Não...


... ainda não é desta que este blog dá o último estertor. Quem morreu foi o futebol. E isso é uma dor muito grande. Tão grande...

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Pantera Negra

São 70 anos! É muito ano. Se colocados, lado a lado, com os 108 anos do Glorioso, ainda pesam mais. Dois colossos. Os dois de parabéns.




"The Invisible Mountain", The Invisible Mountain, Horseback, 2009.



{E não esquecer que há 8 anos atrás morria, neste mesmo dia, em pleno relvado, perante os nossos olhos, Miklós Fehér. RIP.}

domingo, dezembro 04, 2011

Óbito

19 de Fevereiro, 1954 – 04 de Dezembro, 2011

 
  «A primeira selecção que apoiei foi a do Brasil de Sócrates e companhia. Era forçoso que assim fosse, pode dizer-se, uma vez que o meu primeiro Mundial foi o de 1982, o do Naranjito, em Espanha. Foi nesse ano que acompanhei com algum interesse {difícil saber o quanto}, pela primeira vez, um acontecimento desta natureza. O Euro de 1980 {em Itália} e o Mundial de 1978 {na Argentina} passaram-me ao lado, mas o Naranjito cativou-me {e como não?} e despertou-me para esta realidade dos países, com exércitos de 11, em grupos de 4 e depois em eliminatórias a doer, todos com um único objectivo, o de erguer a taça. Bom, as regras eram estas e estavam entendidas, mas faltava-me algo. Torcer por alguém. Portugal não estava lá {embora figure na caderneta dos cromos de então...}, mas eu queria na mesma jogar aquele jogo. Logo, era preciso torcer por outro alguém. E o Brasil pareceu-me a solução óbvia, ou possível, ou alguém mo suspirou? E naquela altura, do alto dos meus 11 aninhos, eu convenci-me de que aquela era uma turma especial. Fiquei hipnotizado. Não sei se era o azul e o amarelo, se a barba do Sócrates {eu diria que é impossível ficar indiferente a um jogador de barba...}, se era aquele ar doidão do Falcão, se a magia do Zico, mas aqueles eram decididamente os meus tipos. Para quem, como eu, começava naquele momento a admirar aqueles duelos colectivos, aquelas guerras pacíficas {ou nem tanto}, aquele Brasil era a escolha óbvia. E naquele fatídico jogo frente a Paolo Rossi {nunca um hat-trick, numa altura em que nem sequer sabia que tal coisa existia, me soube tão mal...} eu saboreei o amargo da derrota, a injustiça injustificável. Foi um baptismo terrível. Ali começava a minha devoção ao mundo da bola e ali eu chorei pela primeira vez por causa de um resultado de um jogo de futebol. Encontrava-me de férias no hotel da Torralta {o amarelinho; o mesmo amarelinho do escrete...} na serra da Estrela com o meu pai, nunca me esquecerei. Vi o jogo dentro do hotel, numa televisão na sala de estar, em silêncio, angustiado. Terminado o jogo, fui dar uns toques de bola, na relva, lá fora, com o meu pai. Sempre em silêncio. Aguentando em surdina algo de muito estranho para mim. Até que rebentei e chorei como a criança que era. É isto que guardo daquele que foi, provavelmente, o melhor escrete canarinho de sempre. A minha primeira selecção, como as primeiras escolhas?, foi efémera e amarga...»

domingo, julho 24, 2011

Lengalenga

Eu expludo,
Tu explodes,
Ele(a) explode,
Nós explodimos,
Vós explodis,
Ele(a)s explodem...

sexta-feira, junho 24, 2011

RIP Nick Longhetti...



aka Der Filmstar, aka Columbo, aka Archie Black, aka Peter Falk...

terça-feira, abril 26, 2011

In Every Dream Home a Heartache

Redescobri ontem a grandiosidade deste tema. Hoje soube da morte da Polly Styrene. RIP you inflatable doll!







In every dream home a heartache
And every step I take
Takes me further from heaven
Is there a heaven?
I`d like to think so
Standards of living
They're rising daily
But home oh sweet home
It's only a saying
From bell push to faucet
In smart town apartment
The cottage is pretty
The main house a palace
Penthouse perfection
But what goes on
What to do there
Better pray there
Open plan living
Bungalow ranch style
All of its comforts
Seem so essential
I bought you mail order
My plain wrapper baby
Your skin is like vinyl
The perfect companion
You float in my new pool
Deluxe and delightful
Inflatable doll
My role is to serve you
Disposable darling
Can't throw you away now
Immortal and life size
My breath is inside you
I'll dress you up daily
And keep you till death sighs
Inflatable doll
Lover ungrateful
I blew up your body
But you blew my mind

Oh Those Heartaches
Dreamhome Heartaches

quarta-feira, novembro 03, 2010

Lovely...



{via}

quarta-feira, setembro 15, 2010

To reek or not to reek...

Há uns instantes atrás, descendo a rua, à minha frente, nas costas da t-shirt preta de um metaleiro li: I REEK OF PURE PUTREFACTION. "Man, gross", pensei. Depois, apercebi-me, foscace, aquilo era uma t-shirt dos grandes, monumentais, Carcass! Cheira-me {pun intended} que tenho de começar a prestar mais atenção às lyrics desta gente... ;D

terça-feira, agosto 31, 2010

How I wish you were here with me now



Muitos consideram que este foi o último tema que Ian Curtis gravou com os Joy Division {o tema já só viria a ser editado num lado B de um single dos New Order}. Muitos consideram que Ian Curtis se suicidou após ter estado a ouvir o The Idiot de Iggy Pop e depois de ter visto o Stroszek de Werner Herzog. Pois qual será a relação do título do tema com o título do filme {ou do livro} é-me desconhecida e indiferente. Mas que dava para especular e encontrar elos de ligação até que dava...

sábado, maio 29, 2010

Óbito

17 de Maio, 1936 – 29 de Maio, 2010



Palavras para quê?

segunda-feira, abril 12, 2010

A "inha" parece ser o novo in

Confesso que não consigo entender {até consigo, mas não embarco} a comoção com a Cidinha. Nem, de resto, com a Katyzinha. É tudo uma merdinha. Para quem não sabe o que fazer da vidinha. Porque não vão brincar antes com a pilinha? A vossa, não a minha... ;)




{Sinceramente, comove-me imensamente mais o fim próximo de Dennis Hopper... Não me sai da mente a ideia de que até ao fim da semana o monstro não vai aguentar e se vai apagar... Isso, sim, é violento, importante, aut~entico e, de jeito nenhum, motivo para um diminutivo tipo "inha"...}

terça-feira, março 02, 2010

Óbito

7 de Junho, 1930 – 27 de Fevereiro, 2010



quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Ainda a morte... sempre a morte...

Invariavelmente as conversas {a dois, a três ou com os nossos botões} em redor da morte, e se esta é definitiva ou se há continuação da vida, mas essencialmente sobre a morte em si, acabam com um ligeiro encolher de ombros ao som de um «fazer o quê? sei que vai acontecer, é inevitável, e não há nada que eu possa fazer para contrariá-la». É assim, não é? Se assim é, então a grande questão é saber se, caso houvesse algo que pudéssemos fazer para a evitar, o faríamos. Estaríamos dispostos a accionar uma hipotética cláusula que nos livrasse da morte? Ou que, vá lá, nos desse mais uns 100, 200, 300 anos mais de vida? Eu, por mim, não creio. Prescindo. Vivo o que tenho agora, aqui. E mais não quero.



{A propósito de um muito interessante artigo de Julian Barnes na Piauí de Agosto passado que neste momento não consigo linkar aqui.}

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Só para não me acusarem de insensível...

Campo de Ourique tem uma árvore a menos. Era uma senhora árvore, diga-se de passagem. É uma tristeza. É a morte. É a vida.

E um pouquinho de comedimento, não existe?

E olhem que não é insensibilidade minha... Não é, a sério. Pensem bem, se fixarmos o número de mortes na Madeira em 40*, ficamos a saber que é mais ou menos o mesmo número de mulheres que morrem todos os anos vítimas de violência doméstica em Portugal. E que estes 40 são cerca de 18 vezes menos que os que morrem todos os anos nas estradas em Portugal. E que são alguns milhares de vezes menos que os que morreram no Haiti recentemente. Ou 150 vezes menos que as vítimas do 9/11. Ou 112 vezes menos que os que caíram no Iraque desde 2003 {apenas soldados da coligação, claro está... que os danos colaterais, esses...}. Ou 5700 vezes menos do que aqueles que foram levados pelas águas no Tsunami de 2004. Por outro lado, a cobertura noticiosa e as manifestações de pesar constantes são quase idênticas, senão maiores, às ocorridas em alguns dos casos acima referidos. Tudo bem, é verdade que não podiam ter tratamentos proporcionais... Se o Haiti mereceu, com as suas centenas de milhar de vítimas, 1 mês inteirinho de televisão, a Madeira teria então direito a uns míseros 10 minutinhos... Claro que isto seria incomportável e desonesto. mas um pouco mais de comedimento e de relativismo não fariam mal a ninguém. É que para mim é um pouco incompreensível esta relação que os portugueses têm com os mortos. Sinceramente, até nem acho que seja uma coisa portuguesa. É provável que seja geral. Mas não deixa de ser enervante. Quando um morto vale mais que outro morto. Não deveriam valer todos o mesmo? Parece que não. {Aliás, note-se que na própria página da Wikipédia dedicada ao 9/11 a tabela que lista os mortos exclui os terroristas... http://en.wikipedia.org/wiki/September_11_attacks}

Esta coisa de um morto valer mais que outro morto tem, sobretudo, a ver com com a questão da proximidade. Que proximidade é esta, de resto, parece ser a chave do problema. Mas que é uma bizarra concepção de proximidade, lá isso é. Se já estivémos um dia a passear ao pé das Twin Towers, quando vemos, em directo, as ditas torres a cair sentimos a coisa ampliada {só porque um dia andámos por lá, como tantos outros dias, como tantas outras pessoas?}. Se já fomos de férias à Madeira e por lá bebemos umas margueritas, sentimos a coisa ampliada {só porque lá é bonito, como em tantos outros lugares?}. Neste caso da Madeira, a proximidade ainda tem outra vertente, não só já lá estivémos a passear como eles, os madeirenses, são cidadãos do nosso país... Isto não faz sentido nenhum, mas é o que acontece. Mas o mais incómodo nesta história na relação da proximidade com os lutos é que quando esta se torna decididamente visível, inadiável, ou seja, quando a morte está mesmo próxima de nós, reverte-se a orientação e a tendência passa a ser a fuga. Já pensaram bem? Vejam só. Se morrem 40 pessoas na Madeira, sentimos pesar, falamos disso com toda gente, fica tudo em polvorosa. Se morre um de nós, aqui na família ou num círculo mais próximo, é tudo «shhh, shhh, shhh...», «e as crianças vão ao funeral?», «ai,  ai, nem pensar...», «deixa-me cá meter mais uma pastilha dessas no bucho...», «dizemos-lhes depois, mais tarde», «o melhor é esquecer...». Se isto não é estranho, o que será estranho?





* Parece que nem nisto aqueles tipos conseguem acertar...

terça-feira, fevereiro 23, 2010

De catástrofe em catástrofe...

Não consigo parar de pensar que não só não deixamos de "criar" desgraças, miséria e catástrofes à nossa volta como nos andamos a especializar em "ganhar" o máximo com a ocorrência das mesmas. Se para a primeira ideia as seguintes palavras de Osho me parecem dignas para um bom princípio de conversa {«Misery nourishes your ego — that´s why you see so many miserable people in the world. The basic, central point is the ego.»}, já para a segunda ideia basta-me ouvir na rádio, na televisão, na esquina, no café, na gráfica, João Alberto Jardim, Durão Barroso, Dias Ferreira, Sílvio Cervan e outros tantos portugueses sentidos a elaborar no pós-catástrofe. Nos dias que correm não há uma única pessoa na televisão, seja num noticiário, seja numa discussão de boleiros, seja lá onde for, que não comece a sua conversa com uma referência ao povo da Madeira. Não há quem não facture o seu momento de pesar.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Meter medo ao medo

O que é isso do feel secure?!. O que é sentir-se seguro, o sentimento de segurança? Balelas, digo eu.

«You can make a big list and you will be surprised how many fears are there, and still you are alive! There are infections all around, diseases, dangers, kidnapping, terrorists. And such a small life. And finally there is death, which you cannot avoid — your whole life will become dark. Drop the fear. Fear was taken up by you in your childhood, unconsciously. Now consciously drop it and be mature», diz o Osho.

quarta-feira, outubro 21, 2009

RIP, my dear friend

Este blog nasceu ao som de Pelican. Há precisamente três anos atrás, "Last Day of Winter" soava aqui, troando, augurando coisas boas. Hoje, Pelican com o seu novíssimo "Ephemeral" {nem de propósito...} troam de novo, velando este ser, augurando outros mundos. Outras vidas. Até um dia destes.