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quinta-feira, julho 10, 2008

Não renovei...

A novela do Renovo? vs. Não renovo? parece ter chegado ao fim... {será?} Durante um mês os serviços administrativos do clube foram enviando e-mails, cartas e smss {mas será que esta gente não visita o Anauel...?} a lembrar-me, relembrar-me, avisar-me e notificar-me de que o meu lugar cativo se encontrava em fase de renovação, para a época 2008-09. Enquanto eu me ia torcendo e retorcendo com a dificílima tomada de decisão, eles, cambada de insensíveis, iam insistindo. Até, diziam, me ofereciam um cachecol personalizado, caso renovasse. Vejam bem, um cachecol personalizado. Não é para todos... lol. Mas como o tempo ia passando e eu não renovava acabei por receber o dito cachecol na mesma, numa última {chegou no último dia do prazo...} tentativa do clube em angariar a receita e o adepto. Mas não aconteceu. Dia 9 passou e eu não renovei. Mesmo tendo na mão o cachecol que diz "Amo-te Benfica", seguido de "Carlos Vieira Reis. Sócio do Benfica. Cativo". Espero que o Glorioso entenda, e se por aqui passarem vão percebê-lo, o "Amo-te" está certo, o "Sócio do Benfica" também {as quotas são para manter...}; só o "Cativo" destoa {esta época pelo menos...}.

Mas está decidido {será?; hoje recebi mais um sms a avisar que o prazo passou para dia 14... eh eh, malandros}. Este ano troco a família benfiquista pela outra. Porra, assim dito até parece que troco a família pela amante... Mas é o contrário, não é?

"Confissões de um torcedor"

Maravilhoso, delicioso, muito bom mesmo, uáu, o texto de José Miguel Wisnik na Piauí de Maio passado. Vão lá e leiam-no. Vale a pena. Deixo aqui o trecho em que ele relata um enorme golo que ele viu o seu Santos marcar {tinha de ser ao Benfica!}, em 1962, e a reacção de um dos dirigentes do Glorioso ao embarcar de regresso ao Velho Continente...

«Entre os gols dessa época que se perderam da memória coletiva, escolho um que não é de Pelé, mas de Coutinho, e não aconteceu na Vila Belmiro, mas no Maracanã, numa noite de 1962, na primeira partida da decisão do Mundial Interclubes, entre Santos e Benfica. A bola foi lançada pelo alto, vinda da intermediária pelo lado direito, caindo sobre o bico esquerdo da pequena área, onde estava Coutinho. Ele matou de efeito, sem deixá-la cair no chão, aproveitando tanto o impulso natural da bola quanto o seu desenho em curva para dar um chapéu de fora para dentro num primeiro zagueiro, e, em seguida, um outro chapéu simétrico num segundo zagueiro, antes de concluir, sem que a bola tocasse o chão.

Vi esse gol, de uma perfeição rara, uma única vez – ele é de antes da existência do replay. A televisão em preto-e-branco dobrava hipnoticamente o branco do uniforme alvinegro, redobrado ainda pelo contraponto visual da pele negra com a bola branca (que só se usava, então, para jogos noturnos). Tudo num flash – àquela época espocavam flashes, confundidos na luz da tela e na da memória com o próprio gol fulminante em tempo-espaço mínimo. Mais do que produzir o efeito de “uma pintura”, ele me lembra aquela técnica de desenho japonês em preto-e-branco, o sumiê, em que o artista arremata a obra com uma única pincelada. Não conheço ninguém mais que se lembre desse gol. Um colega de ginásio me disse na época que o tinha visto no cinema, mas nunca o reencontrei nas raras e extasiantes retrospectivas do Canal 100. O filme Pelé Eterno não o mostra, reduzindo-o literalmente a uma mutiladora fração de segundo. Li num jornal, dois dias depois do jogo, que, ao embarcar de volta para Portugal, um dirigente do Benfica declarou sobre o gol, numa autêntica chave de ouro camoniana, que valera a pena atravessar o oceano, só para sofrê-lo.»



Mal posso esperar por dar início à leitura do verdinho Veneno Remédio. O Futebol e o Brasil do mesmo Wisnik, acabadinho de chegar dos trópicos. E que aproveito agora mesmo para agradecer do fundo do coração aos grandes amigos cariocas que tiveram a amabilidade de o enviar. Bem-hajam!

domingo, junho 29, 2008

Não renovo?

A minha mãe diz-me que não.

Renovo?

A minha filha diz-me que sim.

Não renovo?

CATIVO
do Lat. captivu

adj., o que não goza de liberdade, encarcerado; preso; prisioneiro de guerra; forçado à escravidão.
fig., seduzido; atraído; dominado; sujeito.
s. m., escravo.

Renovo?

E se desta é que é desta?

Não renovo?

O ambiente está inquinado demais. É só gente bruta e miserável, e eu quero ir ali meter-me novamente?

Renovo?

Estou a ver a final do campeonato de futsal entre o Glorioso e o Belenenses e o bichinho diz-me "levanta-te e renova"...


{entretanto acabou o jogo; bicampeões!}

Renovo ou não renovo?

Aqui a perspectiva parece ser a de não pagar mais quotas. Aqui a dúvida é saber se renovo ou não o cativo para esta época que agora se aproxima.

sábado, junho 07, 2008

Euroseca... lol

Ainda não chegou ao intervalo o Suíça-Rep. Checa e já estou na RTP2 a ver o Benfica e o Porto em hóquei em patins...

{update}
Que acabámos por ganhar 3-2. E este foi ganho em campo, não foi na secretaria, ouviram bem!?

sábado, maio 24, 2008

Para mim, é Sánchez!

E por falar em Família, eis que chega um novo elemento... Hoje ouvi na telefonia a conferência de imprensa de apresentação do novo treinador do Glorioso. Bom, nada a dizer em relação ao "mister". Tem de começar a trabalhar e de colocar aqueles rapazes a correr e mais nada. Lá para o Natal falaremos... {se lá chegar, gulp...} Mas de Vieira começo já a suspeitar da sua orientação sexual.... {não que haja algo de errado com isso, parafraseando Seinfeld} Se o ano passado foi o equipamento cor-de-rosa, este ano é um treinador que responde pelo nome Quique Flores! Mas onde andam estes tipos com a cabeça?! "Mister" Flores?!?! Sempre estou para ver como vão resolver mais este embróglio... Safa, não há descanso! Ao menos tem um quê de Dr. House, o que até pode ser bom {dada a sua popularidade por estas bandas}, pois bem sabemos o quanto precisa o Glorioso de um diagnóstico como deve ser... Só rezo mesmo é para que o tipo não tenha o péssimo hábito de vestir camisas à-la-"mister"-van-Basten-no-último-Mundial... Safa, haja coração!

quarta-feira, abril 16, 2008

Há coisas do arco da velha...

É o que dá não querer ganhar jogos por 3, 4, 5, 6, sempre mais, golos de diferença. Descansam ao segundo golo e depois dá nisto. Mas uma coisa é certa, foi um grande jogo, uma grande festa. Uma final, digam lá o que disserem.

E quem não salta...

... é lagarto,
olé, olé.

E quem não salta
é lagarto,
olé, olé.

Brrrr...

«Eu já nem vejo... Quando vejo o Benfica fico doente... Fico gelada!»

Hoje, em dia de meia-final para a Taça de Portugal, faço minhas as palavras que escutei bem cedinho, vindas da sabedoria muito própria da ilustre senhora que me limpa o pó lá em casa como ninguém. É claro que eu vou ver, mas o arrepio já se instalou. Há muito tempo, diga-se, em abono da verdade. Mas, como se diz tão expressivamente no Rio de Janeiro, fazer o quê? Haja coração!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Zu Befehl!

Mas como há que continuar, mesmo quando no meio da maior desgraça, faço o que posso para deixar de lado as angústias vermelhas e aqui vou eu ter com o passado negro de Aue... Até qualquer dia, zu befehl!

Arrrrrrgggghhghhh....

Isto não se faz! Ganhar uma eliminatória da Taça UEFA e, no fim, exausto (sim, com o Glorioso é possível ficar-se exausto no sofá), só ter vontade de queimar o cartão de sócio e de deixar de pagar as quotas, só ter vontade de dar pontapés na boca do Makukula, só ter vontade de pedir desculpa ao mundo mineral pela quantidade de vezes em que insultei as pedras ao apelidar o Luís Filipe de "calhau com olhos", só ter vontade de, numa de Dexter, esvaziar o Camacho de todo e qualquer fluido, só ter vontade de ir para as ruas e exigir eleições no SLB, só ter vontade de gritar e chorar quando o momento é de alegria e de vitória... bom, volto a repetir, ah!, e não me venham dizer que o Benfica não mereceu a eliminatória (que o Benfica merece tudo!), mas volto a repetir, ISTO NÃO SE FAZ!

domingo, janeiro 27, 2008

A 8 (não, não é a autoestrada...)

Já não são 7, nem 10, nem 11. Afinal são 8. E assim vai a vidinha...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

«Ó pá, tu eras do Chaves... sim, mas antes já eras do Glorioso!»

Amigo Alvim, amigo Mega, o meu pedido de desculpas de há uns tempos atrás mantém-se, as nossas diferenças estão sanadas, mas... sinto-me na obrigação de revelar novos dados relativos a esta nossa, já longa, demanda pela verdade. Vejamos, então, o que se passou. Ontem a minha querida mãe apareceu-me lá em casa com uma pastinha repleta de papelada vária (recados, desenhos, textos, postalitos), toda ela respeitante à minha pessoa. Até aqui tudo bem, mas o sorrisinho dela não enganava ninguém e enquanto o armava mostrou-me dois desenhos que tinha previamente separado. Aqui vos deixo os dibujos para vossa apreciação.


Este, no verso, tem a seguinte legenda, escrita à mão pelo meu querido pai — "Julho 77. Ganhou o Benfica que está a rir. Perdeu o Sporting que diz Oh! Oh!"


Este (nitidamente posterior) não tem nenhuma legenda no verso, mas penso que fala por si...

Posto isto, que a partir de hoje não fique jamais em causa o meu benfiquismo! Se aos 16 anos (1987), numa altura em que o Chaves conquistava a Europa (lol), era o meu "ser do contra" que se levantava e vos marcava indelevelmente (lol), por outro lado, fica hoje provado que aos 6 anos (1977; dez anos antes!) era o meu benfiquismo que falava mais alto! Se por acaso amanhã surgir um desenhito, tipo datado de 1974, em que o Chaves era o melhor do mundo... bem, queimo-o e não vos digo nada.
Lol e bem-hajam!

sábado, dezembro 22, 2007

Vocês são uns chatos do carassssas...

Então os 10 já são 7? Outra vez? Mas estes tipos não nos deixam em paz? É por isso que eu não os gramo nem com molho de tomate, porque não sabem viver sem nós, nem sequer nos deixam perder o campeonato em paz... Não, quando estamos já cabisbaixos e a curtir a neura, eles perdem pontos e lá vamos nós novamente dar no mesmo, lá surge mais uma vez a ténue esperança (que, diz o povo, é sempre a última a morrer) num final de época em grande. Argh!




[o título é assim mesmo, não tem erro gramatical, a minha amiga Deolinda que o diga...]

quarta-feira, dezembro 19, 2007

«Ó pá, tu eras do Chaves...»

Caro Alvim, caro Mega (uma vez mais os meus parabéns!), nem sei bem como começar... Ai. É duro o que estou prestes a escrever. Ontem encontrei um velho amigo no 28 e, numa de revival, conversa para aqui, conversa para ali, acabei por sofrer um duro golpe no meu benfiquismo! Então não é que vocês tinham razão!? Eu era do Chaves!....
Tudo confirmado pelo meu velho amigo Pedro "Mula", o tipo com quem eu ía à bola nos idos de 80. Meu antigo vizinho do lado, há uma década a trabalhar no continente africano, é um tipo que revejo esporadicamente e que ontem me confrontou com algo que eu, pelos vistos, há anos ando a contrariar, ou seja, o meu passado chavista... lol Com direito a cachecol e tudo (eu por acaso acho que era uma bandeirinha...), diz ele. Mas, também acrescenta, era tudo porque eu era do contra. Ah, atenuante! Sim, sempre tive esta tendência para ser do contra. Devo estar desculpado, presumo. Ele confirma o meu benfiquismo (valha-nos isso...), e era pelo Benfica que íamos à Luz, mas comprova igualmente o meu forte pendor e entusiasmo pelo sucesso que o Grupo Desportivo de Chaves experimentava por essa altura. Sucesso patente nestas linhas "sacadas" ao site do GDC:

«Foi finalmente na época de 1984/85, após se ter consagrado como vencedor da liguilha de acesso à 1ª Divisão (vitória sobre o União da Madeira, no Funchal, por 4-3), que o G.D. Chaves conquistou pela primeira vez um merecido lugar no Campeonato Nacional da 1ª Divisão, colocando desta forma o clube numa nova posição na panorâmica nacional e dando início a uma nova página na história desportiva da cidade e da Região Transmontana. Este feito histórico era o concretizar dos objectivos a que o clube se propusera no passado e, assim, pela primeira vez, Trás-os-Montes tinha uma clube na 1ª Divisão Nacional.
Na época de 1985/86, muitas expectativas estavam colocadas sobre a equipa Flaviense, às quais o clube respondeu com um brilhante 6º lugar na classificação final da 1ª Divisão, ganhando por mérito próprio a designação pela crítica de “equipa sensação” do campeonato, tendo conseguido também o feito de ter atingido os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Tudo fazia prever que a Época 1986/87, depois do brilhante desempenho na temporada anterior, traria ainda melhores resultados, e, para satisfação de todos os transmontanos, o Grupo Desportivo de Chaves obteve um espectacular 5º lugar, que lhe daria acesso às competições europeias pela primeira e única vez na sua história.
O clube tinha desta forma, no espaço de 3 anos, conseguido afirmar-se como um dos melhores da 1ª Divisão, abrindo ainda a estrada para a Europa na qual o nome de Chaves e da Região do Alto Tâmega, foram tão dignamente representados, com uma vitória sobre a Universidade de Craiova na primeira eliminatória ( U. Craiova, 3 - G.D. Chaves, 2 / G.D. Chaves, 2 - U. Craiova, 1), vindo a ser posteriormente eliminado na Hungria pelo Honved, na segunda eliminatória da Taça UEFA ( G.D. Chaves, 1 - Honved, 2 / Honved, 3 - Chaves, 1).
Na época de 1989/90, o clube conseguiria de novo repetir o 5º lugar na classificação geral.»

Posto isto, primeiro, aceitem ambos as minhas sinceras desculpas pela recusa insistente destes factos ao longo dos anos, recusa quase sempre a raiar a desconfiança e as bases da nossa amizade... lol. Segundo, que fique claro que sempre fui benfiquista, facto mais do que confirmado presentemente, como cristão-novo que sou (sócio 105278). Mas é verdade, durante alguns tempos fui sensível à performance daquele grupo desportivo. As histórias que ouvia nas férias (passadas em Chaves) sobre as verdadeiras batalhas campais em que geralmente se tornavam os jogos Chaves-Vizela; a semelhança do equipamento do GDC com o do meu outro clube do coração (na altura!; não venham agora dizer que sempre fui do Barça...) que era o clube catalão; a bandeirinha (ou cachecol); o acesso à Taça Uefa em 1987; e, mais do que tudo, a minha mania de ser do contra; tudo atesta que o GDC foi (também) o meu clube. Portanto, daqui para a frente, sempre que me disserem que sou (fui) do Chaves não me vou importar!