O jogo de ontem frente ao Braga fez-me recordar {e de que maneira!} o jogo da época passada frente ao Marítimo. Ontem, há semelhança do ano passado, o resultado final foi 2x1. Ontem, há semelhança do ano passado, os golos foram todos marcados nos últimos 20 minutos da partida. Ontem, há semelhança do ano passado, o golo da vitória veio nos descontos. O ano passado o lance nasce pela esquerda, este ano pela direita, ambos finalizados magistralmente pelo meio da confusão, desespero, profusão, desatino. Ambos foram golos de raiva, de luta, de sofrer. Ontem Fábio Coentrão chamou-se Bruno César. O Coentrão do ano passado fez-me soltar estas palavras, o "Coentrão" deste ano faz-me, antes, acreditar. Que ainda é possível. Depois do louco jogo do ano passado, ficávamos ainda a 8 pontos do FCP. Este ano a apenas 1. É uma diferença gigantesca, dadas as características destas últimas 5 jornadas. A ver vamos. Aguenta coração. Carrega Benfica!
Daqui a dois dias bem que podia ser assim. Mesmo sem o "Scapegoat" {como é que é possível!?!?!}. E desde que a senhorita Laura Pleasants vá de cor-de-rosa {New York Dolls, lindo!}, claro está. E desde que a desvitalização do meu molar amanhã corra tranquilamente, ainda mais claro está...
«Mas o que é que eu fiz? Foi agora mesmo, não foi? Sim. Dominei, olhei, rematei {com o direito!}, entrou no canto... Is this for real?! Merda, estão 55 mil aos saltos. Este senhores estão a ajudar-me a desembaraçar-me de uma porção deles que, doidos, vieram por ali abaixo e me envolveram, qual vagalhão vermelho... aquela bandeira negra de Sesimbra já desceu, já amainou? Medo... Não se calam. Não nos calam. Foda-se, caralho. Marquei. Ainda a 8 pontos... Mas campeões, nós {ainda} somos campeões! O que faço com isto? Jesus! E eles escorregam? Têm de... Isto merece. Hoje isto foi demoníaco, foi de outras esferas. Quem faz este jogo, merece ser campeão! Ou quem É campeão faz jogos destes? Amanhã compro a Bola, o Record e o Jogo! Anda cá Salvio... onde anda o Luísão? Quero abraçar alguém...»
«Uma das mais características formalidades das associações estudantis eram as bebedeiras estritamente ritualizadas. Elas tinham uma longa história. As regras para beber cerveja nas festas das associações estudantis — o Bierkomment — eram o fruto tardio de uma tradição alemã que pode remontar, pelo menos, até ao século XVI ou XVII. Nesses tempos, numa época de guerras intermináveis em que a Alemanha acabou sendo a arena central para a violenta decisão final pelas armas de todos os maiores conflitos europeus, desenvolveu-se um tipo de epidemia de bebida que se alastrou por todos os territórios alemães. Não assumiu a forma do alcoolismo individualizado de hoje mas, antes, e de bebedeira coletiva. Nesse tempo, talvez a título de compensação pelos sofrimentos de uma guerra interminável, os rituais de beber à saúde dos convivas foram adotados até nas cortes, dando às bebedeiras como que o caráter de jogos de competição.» Norbert Elias, Os Alemães. A luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX, Jorge Zahar Editor, 1997.