Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, agosto 22, 2008

Hearts and Minds


E por falar em Kapow!, mais Kapow! e algum Feuer!, o que dizer do magnífico Kaboom!, mais Kaboom! e algum Mai Lai! que vi há uns dias atrás? Falo dessa belíssima peça documental – há quem a considere A peça documental –, sobre essa enorme chacina, esse monstruoso charco de merda, que foi a Guerra do Vietname, e que dá pelo nome de Hearts and Minds {1974}, de Peter Davis. Muito bom mesmo, recomendo vivamente. Daqueles que nos fazem engolir em seco. Daqueles que nos deixam sem saber o que fazer com os malditos dos norte-americanos. Daqueles que nos amargam a boca perante o miserável estado das coisas. Daqueles que não nos deixam em paz. Grrrr... Damn good documentary!

Band of Brothers


E eu, quando ando chateado com a Vida, sabem o que faço? Revejo pela enésima vez a série televisiva Band of Brothers! Bizarro? Talvez. Mas é das melhores coisas que alguma vez se realizaram sobre o cenário europeu da WWII e a mim sabe-me bem que se farta. Kapow!, mais Kapow! mais um Feuer! de vez em quando... Hmmm, lindo!

Desta vez deu-me para ir cheirar no YouTube e descobri esta pequena pérola que são os depoimentos de cinco dos ditos brothers numa sessão patrocinada pelo American Veterans Center. As partes em que "Buck" Compton "desmente" as filmagens são deliciosas... «I don't wanna be a curmudgeon, I just wanna be honest with you...» Lol. Aqui ficam os filmes.


{In Part 1, the men recall training at Camp Toccoa, Georgia, and the story behind "Currahee!"}


{In Part 2, the men recall training under Capt. Herbert Sobel and their parachute into Normandy on the "Night of Nights": D-Day.}


{In Part 3, the men recount battling in France, 1944.}


{In Part 4, the men remember Operation Market Garden, and the celebration in Eindhoven.}


{In Part 5, the men recall the bitter cold of Bastogne, and Buck Compton explains the real meaning of Band of Brothers.}


{In Part 6, the men continue their discussion on Bastogne, and remember the end of the war, and taking Hitler's "Eagle's Nest."}


{In Part 7, the men answer questions from the audience about the war, their fellow paratroopers, and the book and mini-series that made them famous.}

sábado, julho 12, 2008

Americana

Penso que todos sabemos o quão à maneira são os EUA, não é? Mesmo aqueles {onde, por vezes, eu próprio me incluo} que gritam alto e a bom som que os EUA são isto e aquilo, sabem, bem lá no fundo, que aquilo é um país do camandro. Pode por lá aparecer ocasionalmente um Bush, um Reagan ou um Nixon, podem por lá pulular rednecks e CEOs corruptos, podem ter tido instituída a escravatura e segregação racial, podem ser uns porcos imperialistas, podem estar permanentemente envolvidos numa guerra qualquer, é verdade; mas sempre vem depois o outro lado, o da mobilidade social, o da defesa dos direitos humanos, o das magníficas universidades e seus ilustres cientistas, o da tecnologia em barda, o do cinema e da arte e da arquitectura. Mas para mim a América {mais que os EUA} vale a pena nem que seja por este tipo – Bonnie "Prince" Billy. E mais que o Will Oldham em si mesmo, é antes tudo aquilo que permite que um tipo desta natureza floresça e possa percorrer a Terra que deve ser glorificado. Um país, uma herança, uma tradição, uma respiração e uma sagração que permitem que este tipo exista devem ser abençoados.

Ontem na ZDB foi assim, e muito mais...








E é por isto, e pelo muito mais, que eu não trocaria nunca o concerto de ontem por um belo par de mamas... capisce, Maradona? Devias ter lá estado dentro e não à porta. ;)

sexta-feira, junho 20, 2008

Molly {aka sweetafton23}

Estava com um pouco de dificuldade em sair do post anterior — que isto dos blogs tem uma fiada/toada muito própria –, hesitei em falar do desaire nacional de ontem, de Don Mário e o seu amigo bolivariano anteontem, ou de mil e uma outras coisas de hoje, mas dei antes com esta menina. Nem sei bem como me apareceu à frente, mas adoro-a neste preciso momento, e não resisto em falar-vos dela. Molly, aka sweetafton23, é uma miúda californiana de 12 anos {ou coisa parecida} que começou no Youtube a curtir, frente a uma câmara, com uma viola e um ukulele; o perfil dela começou a ter centenas de subscribers, passou a rapidamente a ser falada por aí e anda a curtir a cena de ser webfamous. Mas a cena nem é essa. A cena é que esta rapariga é muito curtida mesmo. Tem humor, sabe escrever e toca à maneira. Eu tenho cá a ideia que o ukulele* é algo de místico, algo que veio de outro mundo para este com a intenção de purificar o nosso coração, de alinhar os nossos chakras, o que queiram, acredito mesmo nisto malta, mas quando o ukulele se encontra com a engenhosidade de uma criatura como Molly, bom, o nosso dia está ganho. Se algum de vós ainda está perturbado com a cena de ontem {sim, essa cena...}, bom, esqueçam lá a magia esbanjada do n.º 20 e concentrem-se aqui na magia da sweetafton23. Deixem que o vosso dia se ilumine por uns momentos. Eu estou rendido. Isto até pode nem dar em nada, mas esta tarde sorridente já ninguém ma tira!

estes dois temas são originais dela...


estes são covers de Jonathan Coulton...


e aqui tocou, a convite do tipo, num concerto dele...


Molly, Youtube
Molly, Blog
Molly, MySpace



* Estou banzado! Sabiam que o ukulele é uma variação do cavaquinho lusitano, devido precisamente à imigração madeirense para a o Hawaii?!... Ter a minha nação ligada à criação de semelhante instrumento musical, eis algo que me fascina veramente. A selecção nacional, francamente, dispenso, mas isto emociona-me.

quinta-feira, maio 22, 2008

Evel Knievel {Ivâl Kânivâl}


Mais um de 1971! Grande cromo, that's for sure! Tanto o próprio {o Elvis dos daredevils} como quem lhe dá corpo neste filme {só mesmo para "doidos"... meu Deus} de Marvin Chomsky, isto é, o canastrão daquela terrível série televisiva que dava pelo nome de Dinasty, George Hamilton. Man, it stinks! Mas, como dizia Knievel, «a Roman general in the time of Caesar had a motto - "If it is possible, it is done. If it is impossible... it will be done." And that, ladies and gentlemen, is what I live by».

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Neu-york

Descobri este trabalho desta senhora (Melissa Gould) e não resisto em deixar aqui alguns pormenores e os respectivo link. Genial! Um mapa de Nova Iorque caso os alemães tivessem ganho a guerra. Atenção, vale mesmo a pena clicar nas imagens para cirandar um pouco pela cidade e descobrir alguns pormenores deliciosos. Se eu tivesse 2.500 dólares para gastar não tenho a menor dúvida para onde iam...

A legenda do mapa.
Upper Central Park.
Lower Central Park.
East River / Midtown Tunnel / Queens.
Hudson River / Holland Tunnel.
Hudson River.
As pontes para Brooklin.

sábado, janeiro 05, 2008

Flaneur vs. Terminator

Hoje, ao flanar pela net, desemboquei no Smol (blog francês a revisitar). Lado a lado (melhor, um em cima do outro), dois vídeos versando a cidade e o skate. Um parisiense, o outro angelino (presume-se). É fantástico como um assunto tão (aparentemente) simples quanto a apropriação/interacção/relação, de um skater com a cidade, com o espaço público, pode ser tão díspar consoante o paralelo (pun intended) em que se desenrola. O Novo e o Velho mundos reflectem-se em tudo mesmo, até numa simples diversão. É óbvio que as generalizações fazem sempre mal à saúde, e que o filme parisiense também podia ter sido feito nos EUA e viceversa, mas também é óbvio que as duas culturas são na generalidade isto mesmo — numa o espaço público faz jus ao nome, noutra o espaço público não é; de tanto explodir, de tanto incendiar, deixou de o ser. Passou a outro estádio, transformou-se num campo de batalha permanente. Também é verdade que a comparação neste caso pode ainda ser indesejada por um dos filmes ser uma obra de autor, uma diversão sobre a diversão, uma curte, e o outro ser um anúncio, ter fins comerciais, outros meios (de produção e a atingir). O que só agrava a coisa; pois apercebemos-nos de que para vender sapatos há que recorrer à segunda versão dos factos; ou seja, um bom sapato para "skatar" tem de aguentar explosões e shrapnel e não limitar-se a ser justamente o parceiro ideal na curtição do movimento e da cidade. As comparações e as generalizações valem o que valem, mas que estes dois filmes, lado a lado, dão que pensar lá isso dão.



segunda-feira, dezembro 10, 2007

Folk galore

ZDB, 08-12-2007
Chriss Sutherland
Micah Blue Smaldone
Norberto Lobo

Uma noite em cheio!



IF ALWAYS WERE A HOME
AND SOMETIMES WERE A ROOM
AND NEVER WERE A CHAIR
I'D OFTEN SIT DOWN THERE

IF SOMETHING WERE A HILL
AND NOWHERE WERE A DALE
AND EVERYTHING A TREE
I'D FELL THE CANOPY

Micah Blue Smaldone

domingo, dezembro 09, 2007

Ian Mackaye

Acabo de descobrir a VBS.TV e o seu programa Soft Focus. Filmado geralmente num auditório do Guggenheim Museum em Nova Iorque este programa é apresentado por um tipo chamado Ian Svenonius (que nem sequer sei qualificar neste momento...) mas que convida malta do melhor para falar com ele. No Soft Focus fala-se de tudo, abertamente, sem grandes propósitos comerciais e a escolha dos convidados é sintomática. Ian Mackaye, Henri Rollins, Will Holdham, Mark E. Smith, Cat Power entre outros. A própria VBS.TV parece também ela merecer uma exploradela pelos seus outros programas. A ter em conta e debaixo de olho.

Mas hoje só me apetece partilhar convosco esta entrevista de Ian Mackaye, ídolo de sempre — Minor Threat rules! — e um tipo lúcido e inteligente que me dá sempre prazer ver e ouvir. Aqui fala, entre outras coisas, de capitalismo, indústria e comercialização da música e de padarias e pão manhoso...

Part 1


Part 2


Part 3


Part 4

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Made in America (last episode ever)














Finito. «Try to remember the times that were good.»

quarta-feira, setembro 05, 2007

Superman


















© Pancho


O Pancho é geralmente bom, mas aqui superou-se. Este cartoon (por altura da visita de Sarko aos EUA) é pura e simplesmente genial. Retirado do Le Monde de 14 de Agosto de 2007.

quinta-feira, agosto 09, 2007

Americanos (Sul e Norte)

E por falar em "gringos", apetece-me registar a surpresa, e consequente alegria, de encontrar tantos cidadãos norte-americanos passeando pelas ruas do Rio de Janeiro. Uma vez que é do conhecimento público o já antigo antagonismo entre os EUA e o Brasil (para não dizer tudo o mais...), e uma vez que o fechamento cultural é (sadly) um dos traços fortes dos do Norte, é sempre uma alegria constatar que nem tudo está perdido. A malta do Norte passeia no Sul. Chego mesmo a ouvir alguns "gringos" a falar o português! Falar mesmo, não é arranhar, tipo estudantes que aprendem a língua. Tipo rapazes e raparigas que vêm e vêem mais longe. Boa.

sábado, julho 07, 2007

Os "gringo" não prestam mesmo

Ainda a propósito do post anterior e da relação do povo brasileiro com os norte-americanos.
Se nós, na Europa, os odiamos (quando o fazemos), parece-me que, na verdade, tal nunca passa de um exercício teórico. É sempre uma questão de princípios, de partituras diametralmente opostas (em que a nossa é harmoniosa e a deles atónica), de planos onde estados de alma se degladiam e expressam pasmo e amor/ódio de parte a parte.
Ao contrário, quando os brasileiros (e aqui arrisco-me a dizer os sul-americanos) partem para odiar os norte-americanos eles partem mesmo. Se o plano teórico acima referido existe (quando existe), ele é virtualmente apagado por um outro, o plano físico, o plano da derme. Este pessoal aqui sabe o que é sofrer nas mãos destes tipos. E quando não se trata de agressões a si mesmos, servem as agressões aos vizinhos. Um brasileiro sente na pele uma agressão a um chileno ou a um venezuelano. E o inverso aplica-se. Ouvir um brasileiro a falar dos EUA e das suas políticas é algo a que não estamos habituados. É uma realidade que nos escapa. Sabem coisas que nos passam ao lado, vibram com episódios que não nos dizem nada, saltam constantemente referências que nos escapam. Se na Europa nos parece plausível (teoricamente, uma vez mais) que meio mundo odeie os norte-americanos, aqui, à conversa com brasileiros, aproximamo-nos um pouco mais do porquê, e do como. Todo o fascínio ocidental pela herança revolucionária e pujança resistente oriundas do hemisfério sul foram, na realidade, conquistadas e forjadas nas múltiplas desgraças e atrocidades que aconteceram mesmo por estas bandas. E, invariavelmente, a origem de tais atrocidades, de tamanho sofrimento, reside nos EUA. Por isso os odeiam.