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sexta-feira, outubro 19, 2007

Heftig og begeistret...

... que é como quem diz Capitão Iglo em norueguês. Fora de brincadeira, parece que é o maior sucesso de bilheteira na Noruega, um verdadeiro filme de culto lá para aqueles lados, e percebe-se porquê. Bem no meio do círculo polar árctico, na aldeia de Berlevåg, numa pequena comunidade que definha juntamente com a indústria local de filetes (!) existe um grupo de homens barbudos que resiste e que afirma a pés juntos que a melhor coisa que lhes aconteceu foi ir ali parar, e ficar. Para além da neve, do frio, do mar gelado, da cerveja e dos ternurentos desejos sexuais que vão, aqui e ali, exprimindo, o que os prende acima de tudo àquela terra? A música, o coro local! Homens feitos, viúvos, separados, mesmo muito velhos alguns (um já tinha mesmo assistido à morte de um grupo coral inteiro...), ex-drogados, recém-casados, ex(?)-comunistas, casanovas na reforma, todos unidos pela música e cantando, sob a batuta de um maestro em cadeira de rodas, nos locais mais inóspitos e inesperados. Estes são os homens (que mulheres só para cobiçar e assistir) que Knut Erik Jensen filmou em 2000 e com quem eu, em 2007, me diverti hoje à tarde. É isto (também) a globalização. É isto a massificação dos suportes e das maquinarias e dos circuitos culturais. E isso é bom. É bom estar no cinema Londres a consumir um pouquinho de Berlevåg.

Heftig og begeistret (Cool and Crazy), Knut Erik Jensen, 2000.















E tudo isto me faz recordar o meu amigo Mattis. Será que ele por aqui passa? Espero que esteja tudo bem com ele lá pelos states.

E já tenho bilhete para o...

ZIDANE !!!


Banda sonora a cargo dos Mogwai!

ZOO(filia)

Já passou um dia (da abertura do DocLisboa), continuo sem olhar para a programação como deve ser, se calhar até já nem há bilhetes para o Zidane, mas uma coisa eu sei, é que já perdi um dos mais bizarros e, provavelmente, interessantes documentários que por aqui vão passar. Trata-se de ZOO. Não deixa de ser curioso como o IMDB, na página dedicada a ZOO, recomenda aos espectadores de ZOO o visionamento de Cruising (aqui abordado há uns dias atrás) e Twin Peaks, Fire Walk With Me... olha que três.

«Na madrugada do dia 2 de Julho de 2005, um homem moribundo foi
deixado nas urgências de um hospital numa zona rural dos Estados
Unidos. Tendo identificado a matrícula do carro que o deixou no hospital
através de uma câmara de vigilância, a polícia seguiu a pista até uma
quinta onde foram descobertas centenas de cassettes de vídeo mostrando
homens de todo o mundo fazendo sexo com puros-sangue
árabes. A causa da morte do homem foi um cólon perfurado. Alvo de
uma cobertura mediática sensacionalista, o caso foi abordado por
Robinson Devor de maneira completamente diferente. "Zoo" adopta
a perspectiva dos homens que frequentavam a quinta e obriga-nos a
reflectir sobre os limites da perversão que estamos dispostos a tolerar
nos outros.» (retirado do programa do DocLisboa)

quinta-feira, outubro 18, 2007

DocLisboa 2007

Começa hoje mais um Festival Internacional de Cinema Documental, vulgo DocLisboa. Vão ser 10 dias de documentários para todos os gostos e feitios. A não perder. Ainda não olhei atentadamente a programação, mas já vi que vão passar o Zidane de Michael Gordon e Philippe Parreno. Lá estarei. Se conseguir bilhetes...

sexta-feira, abril 27, 2007

Forever (2)

Bem, na realidade, apenas cumpriu.
Estão lá, pontualmente, a sensibilidade e a mestria que lhe são características, mas não chegou a ser uma revelação.

quinta-feira, abril 26, 2007

Forever

Passa hoje à tarde (Cinema Londres, 15:45), em sessão do Indie Lisboa, o último documentário dessa notável mulher que dá pelo nome de Heddy Honigmann. O tema central é o cemitério parisense de Père-Lachaise e seja lá o que for deve ser bom, como de resto são os documentários desta holandesa.

domingo, outubro 22, 2006

Kz

Muito interessante o documentário de Rex Bloomstein, realizado em 2005, exibido hoje à tarde na Culturgest no âmbito do doclisboa 2006. Filmado na cidade austríaca de Mauthausen e, em particular, no hoje museu, outrora campo de concentração, de Mauthausen, este docu-mentário leva-nos a questionar as políticas de preservação da memória do Holocausto. Desde o stress aberrante a que estão sujeitos os guias (que horas a fio, dias a fio, anos a fio, têm de descrever os processos e as estatísticas dos horrores ali cometidos) até à adrenalina mórbida que leva milhares e milhares de cidadãos de todo o mundo a ali se deslo-carem de modo a espiarem sabe-se lá o quê, passando pela negação demente da realidade recente (sim, ainda só passaram 60 anos...) por parte de certos habitantes da aldeia, o documentário aborda corajo-samente as várias vertentes que a questão assume.
A ver, sem dúvida alguma!