Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens

sábado, maio 28, 2011

Uma final ensombrada...



É bem verdade que eles não têm responsabilidades directas na coisa. Mas se querem ser "Més que un Club" então têm mesmo de ser "Més que un Club". E uma palavrinha de atenção, uma boca, um repúdio, não lhes {ao clube, ao treinador, aos jogadores} ficava nada mal. Este, que aqui está em cima com uma cara tristonha, cheira-me que não deixaria de ter dito algo...

quinta-feira, maio 26, 2011

Portogal



Já uma vez aqui o disse e repito-o. Embora o SLB seja o clube com mais representantes em Portugal é o FCP quem melhor representa Portugal. É triste, mas é verdade. Mas é triste porque não abona nem a favor de Portugal, nem {já agora} do FCP. O FCP, tal como o país, é fraco, baixo, sem escrúpulos, não tem cultura democrática, lê e escreve mal, foge aos impostos, estaciona em cima das passadeiras, escarra para o chão sonoramente, sanciona as vozes dissonantes, incentiva {pela inoperância} a corrupção, premeia o cinismo, semeia a violência, prega sem praticar e, acima de tudo, vive numa ilusão. Desde que haja títulos {do Tesouro e do Campeonato} na calha tudo está bem, tudo se aceita, e lá se vai fechando o olho. Não se iludam, o Falcão pode ser {e é} um belíssimo jogador, mas Pinto da Costa não é outra coisa senão um Alberto João Jardim. Alberto João Jardim não dignifica o país tal como Pinto da Costa não dignifica o FCP. Hulk pode ser {e é} uma força da natureza, mas Reinaldo Teles não é outra coisa senão um Fernando Ruas. Fernando Ruas não dignifica o país tal como Reinaldo Teles não dignifica o FCP. E a lista {de um lado e doutro} provavelmente continuaria... Portugal continua a não querer ver isto, há um Portugal que teima em desaparecer; tal como a massa adepta do FCP continua a não querer ver isto, há uma cultura portista que teima em persistir. Há um país que parece não querer andar para a frente. O FCP nunca deixou de querer ser esse país. E ambos se afundam numa miséria indescritível. Este vídeo aqui acima faz-me lembrar o vídeo, dirigido aos finlandeses, que há uns tempos inundava os ecrãs {e as almas} lusos. São a mesmíssima coisa. O espelho de um país/clube pequeno e pobre {de espírito}, o retrato de um país/clube que apesar de grandes feitos continua a ser um pequeno, minúsculo mesmo, feitor.

segunda-feira, maio 16, 2011

Hiperpartidarismo

Há uns dias atrás li este belo pedaço de prosa. Aconselho-o vivamente a todos aqueles que gostam de bola, que sofrem por uma equipa, que sentem desprezo por outra num ou noutro momento, a todos aqueles que pisam estádios, que saltam no sofá, que dizem sou benfiquista (ou aquilo), mas que ainda assim pretendem manter a sanidade e a liberdade de pensar por si próprios, como sempre o fizeram.

Penso que este texto me vai ajudar a tomar uma decisão difícil nos próximos tempos. A crise financeira e as medidas propostas pela troika também vão, mas este texto vai ajudar mais.

quinta-feira, maio 05, 2011

Guerra, SA

Se o segredo é alma do negócio...


... não deveriam os silent partners estar igualmente descaracterizados?




sexta-feira, abril 15, 2011

Estação Sexta do Calvário



Campo de Ourique, Lisboa, Portugal, 15 de Abril de 2011.

Dois mil e dez anos depois de Cristo ser crucificado; dois dias depois do FMI chegar a Portugal; nem sei bem o que achar disto...

sexta-feira, março 25, 2011

O Negro e o Branco

Ontem à tarde dei-me conta de que Campo de Ourique foi invadida por cartazes negros. Colados em caixas de electricidade, ao nível da cintura para baixo, desfilamos perante uma série — incompleta? apanhei estes, não sei se há mais — de mensagens, de rasgos, de gritos de revolta, de pensamentos e desabafos. Eu gosto de Campo de Ourique e ontem fiquei a gostar um pouco mais. Não gosto particularmente dos cartazes, mas eu não tenho de gostar de tudo o que é bom. E isto é bom. Parece-me.













Hoje de manhã dei-me conta {thanks Gonçalo} destes senhores {maismenos}. Também eles se mascaram de preto. Também eles procuram o branco onde o pensamento possa surgir, nesse breve momento. As letras destes tipos são negras, e não brancas como as do loner de Campo de Ourique, mas mais parecem brancas dado o negro negro negro da realidade circundante onde são apostas. Estes são mais consistentes. Procuram mais além. E, acima de tudo, não tratam mal a língua portuguesa... Bem pelo contrário.

quinta-feira, março 24, 2011

Bela merda...



Ontem, na Assembleia da República, PSD, CDS-PP, PCP (PEV) e BE rejeitaram o PEC 4. Ao fazerem-no, aprovaram o PEC 5. Isto é, aprovaram 2 a 3 meses da mais pura e abjecta campanha eleitoral, onde certamente assistiremos ao grau zero da política nacional {sim, acreditem, este ainda não foi atingido...}. Depois do acto eleitoral, onde certamente os do costume não vão votar {e a ver vamos se não aumentam...}, deixando novamente tudo na mão de poucos, logo veremos se o país resiste ou não ao PEC 6.


{encimar uma pintura de Francis Bacon com o termo merda é praticamente sacrilégio... bem sei, mas os tempos andam difíceis...}

quarta-feira, março 23, 2011

Mas...

... meus meninos, senhores e senhoras, por favor, indignados da vida, espoliados, enrascados e quejandos, prestem muita atenção, para o ano que vem, tudo o que for abaixo de 500.000 na Avenida é miserável, só dá para rir, é andar a brincar com o resto da malta! Ouviram bem?

Vão-se predispondo...

Vão-se prevenindo...

Vão-se mentalizando...

Vão-se amanhando...

Vão-se compondo...

Vão-se resignando...

Vão-se resolvendo...

Vão-se dispondo...

Vão-se preparando...

Vão-se habituando...

Vão-se acostumando...

Quiseram castigar, acabaram castigados...



Os portugueses são maus. Atrasados, pouco esclarecidos, medrosos, não sabem ler, estacionam em cima das passadeiras. Não vivem o país, utilizam-no. Usam e abusam-no. Um país que sempre os tratou mal. Lá isso é verdade. Mas o país são eles. E mesmo assim, sempre que podem, tratam mal esse país, tratam-se mal a eles próprios e aos seus vizinhos, e a quem tiver a lata de levantar a garimpa. E assim foi, uma vez mais, em Setembro de 2009. Os portugueses quiseram castigar o partido do Governo, sobretudo o seu líder Sócrates, aquele a quem tinham dado certo dia uma maioria absoluta. Quiseram castigar a acabaram castigados. Todos aqueles {e, infelizmente, mais uns quantos...}, indignados da vida, que há um ano e tal atrás festejaram a derrota da maioria, a nefasta maioria, que juntos conspiraram e deixaram de rastos a besta socialista, que exultaram com o fim do posso-quero-e-mando rosa, todos eles continuam castigados. E ainda vão ser mais castigados. É só deixar ver quem se segue... De facto, os portugueses são maus.