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sexta-feira, março 18, 2011

Recibo Verde me confesso...

Há já uns bons tempos que os Recibos Verdes andam pela rua da amargura. Alvo fácil de ataques constantes, de todos os quadrantes. Porque são isto, porque são aquilo, é uma injustiça, é um descalabro, uma falcatrua. Mas deviam ter mais cuidado com esses ataques, pois há quem se sinta incomodado com a situação. Eu, por exemplo. Não continuem, por favor, a insistir no erro de meter tudo no mesmo saco. Há que separar as águas. Nem tudo é igual. Nem tudo é ilegal. Se querem atacar as injustiças laborais, tudo bem, contem comigo. Atacar a Precariedade, sim senhor, vamos a isso. Mas daí a generalizar e a declarar guerra aos Recibos Verdes... Sinceramente, a mim chateia-me esta situação de todos os dias ouvir dizer mal dos Recibos Verdes. Há quem seja Recibo Verde com muito prazer. Eu sou. Foi a melhor coisa que me aconteceu. Deixem os Recibos Verdes em paz! Ataquem antes os Recibos Verdes Falsos, ataquem a Precariedade. Deixem os Recibos Verdes seguir o seu caminho. Tem sido, de resto, um caminho muito interessante. Agora até já são electrónicos... E não se esqueçam de colocar, muito importante!, o Falso no final. Ah, e já agora, não se esqueçam igualmente do e a seguir ao i, no meio de Precariedade... ;)


Já foi azulado, esverdeado, em escudos, em euros, com as mais variadas taxas e isenções,
e agora até é electrónico... mas continua a ser feio, feio, feio. 


segunda-feira, março 14, 2011

Geração à Rasca, uma ilha rodeada de Portugal (2)

População da Islândia: 318.452 (wikipedia)
Manifestantes Geração à Rasca: 280.000 (Lisboa e Porto, segundo o Expresso)

A Islândia, ao longo dos anos, criou o mais completo mapa genético de sempre. Toda a sua população está inventariada, dando mesmo para saber as linhagens todas até ao mais remoto momento.

Portugal, ao longo dos tempos, criou o mais complexo mapa frenético de sempre. Toda a sua população despreza a classe política, dando para saber facilmente quem é quem, quem mama aonde, desde quando e por quanto.

A realidade é dura.

Geração à Rasca, uma ilha rodeada de Portugal (1)

População da Islândia: 318.452 (wikipedia)
Manifestantes Geração à Rasca: 280.000 (Lisboa e Porto, segundo o Expresso)

Quando os 300.000 islandeses acordam e olham em seu redor, o que vêem são litros e litros e litros e litros e litros de água gelada.

Quando os 280.000 manifestantes acordam e olham em seu redor, o que vêem são 9.700.000 portugueses.

A realidade é dura.

domingo, março 13, 2011

A4s



Pergunta inocente, alguém levou os tais A4s? Alguém os entregou a alguém? E e eles vão mesmo ser juntinhos em caixotes e entregues na Assembleia da República? Ou já não interessam? É nestes momentos que quase me dava vontade de ser jornalista {cruzes credo!}. Eu não largava de jeito nenhum esta história dos A4s. Porque era ali que residia a justificação para uma ausência de programa, atenção. O movimento apenas era laico, pacífico e apartidário {hum... hum...}, nos A4s é que viriam as ideias. Os A4s é que iriam desabrochar numa miríade de ideias luminosas que nos levariam, como povo unido como nunca, a um futuro garantido. Sigam os A4s, digo eu!


Update _ fui ao perfil do movimento no facebook e afinal agora basta enviar um e-mail... lá se foi toda a imagem de protesto liceal... :(

Das duas, uma...

Muito sinceramente, custa-me bastante assistir ao contentamento de muita da malta que foi ontem à passeata na Avenida. Muitos dos que foram são meus amigos e conhecidos. Muitos são pessoas que tenho em conta e estima. Que sei serem inteligentes. Que conheço há já uns tempos. Que têm mundo. Como é possível entenderem que foi um sucesso? Como é possível virem a terreiro afirmar que estava compacta, que vibrava {como se isso fosse difícil de conseguir}, que hoje será um dia diferente, que não é mais possível assobiar para o lado? Como?!

O que eu vi foi 200 mil pessoas a descerem a Avenida, ventilando descontentamentos vários {na boa, é para isso mesmo que a Avenida serve}, naquela cadência típica da Avenida, e, por fim, desaguarem nos Restauradores e ficarem entregues àquelas 3 alminhas! Meu Deus! Acho que foi um andar para trás muito lamentável. Não há muito tempo atrás, quando o pessoal descia a Avenida sabia que no fim estavam lá os profissionais. Eram os do costume, ok, eram os da cassete, os dos sindicatos, os desalinhados, os combatentes, os resistentes, whatever, mas eram os profissionais da coisa. Agora, desceram, berraram e ficaram ali encostados a um palanque improvisado com 3 alminhas que não sabiam bem o que fazer, o que dizer. À rasca.

Só vejo uma conclusão: ou o descontentamento não era assim tão grande, ou o contentam-se com pouco.

sexta-feira, março 11, 2011

Eu não vou, porque eu já lá estou!

Faço minhas algumas das palavras do João Nuno Martins...

«Mas esta mudança que eu desejo nunca acontecerá se não soubermos e estivermos absolutamente convictos do que queremos. E acima de tudo não se fará se não tivermos consciência de que temos que ser nós os primeiros a mudar. Cada um de nós. Na sua casa. No seu condomínio. No seu emprego. Na sua cidade. Na sua Rua. No seu grupo de amigos. No seu íntimo. Na sua mentalidade.»

O texto do homem é longo, e nem sempre concordo com tom da coisa, mas a ideia geral aproxima-se em muito da minha. Sobretudo esta ideia primordial, a deste parágrafo, em que ele coloca a tónica em nós próprios. Sempre achei isto, sempre me pautei por estas linhas, e é nas minhas acções e nos meus passos que me concentro, diariamente. E nunca esperei que governo algum me viesse dizer como é que é ou não é. Nunca esperei respostas e soluções de governo algum. Porque se o fizesse, mais cedo ou mais tarde, estaria na rua a berrar contra ele. Não me iria restar alternativa. Só que isso não é vida, muito menos o suficiente para eu ir à Avenida. Um dia, e esse dia é o próximo dia 12, vai a Avenida estar cheia de gente que, estando o programa em aberto, são A4s em branco, não vai ter outra alternativa senão estar contra alguém {leia-se Sócrates}, este ou aquele {leiam-se os administradores das empresas públicas... e privadas}, aquilo {o PS} ou aqueloutro {o PSD}. E eu gostaria era de ver a Avenida cheia de gente que está a favor de si e do outro. Nesse dia eu vou estar lá.

sábado, fevereiro 19, 2011

Fenómeno

Quando é que uma pessoa {por exemplo} passa a acreditar que 5 milhões {por exemplo} de dólares {por exemplo} já não chegam e começa a perseguir 10, 15, 50, 250 milhões? Esse momento interessa-me deveras. Devia ser estudado, filmado, romanceado, etnografado.

sábado, janeiro 29, 2011

I had a dream last night

Imaginem que a Revolução de Jasmim tunisina leva ao desmoronamento do império de Mubarak, que daqui a onda segue rumo a Argel, deixando o califado de Khadafi de rastos, indo ainda roer por completo o reinado totalitário marroquino e, trabalhando no outro extremo do Mediterrâneo, ainda tem tempo e oportunidade para renovar regimes e vontades políticas em países como o Líbano, a Síria, a Jordânia, a Turquia... Eu imaginei isto ontem à noite. E vi, no final da tempestade, Israel, esse bastião da "democracia", facínora, envergonhada, isolada, finalmente vergada perante os seus próprios gestos. Talvez então...

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Vou para nulos...

Agora que entramos no famoso período de reflexão, e como eu ando a matutar nisto há já uns dias valentes, eis a minha decisão. Está tomada. É que nem reflicto mais. O meu voto {pela primeira vez na minha vida de eleitor} vai ser nulo. Num país de nulidades, numa eleição de nulos, o voto não pode ser outro. Domingo que vem, levanto o rabinho, visto o fato domingueiro, vou ao liceu que nunca frequentei e rabisco o boletim. Vou lá fazer um quadrado a mais. Assim bonitinho, com as mesmas dimensões dos outros. E à frente vou escrever Sócrates. E pronto. Voto nulo, voto Sócrates. Voto no melhor dos nulos. E na segunda-feira vou trabalhar. De manhã, que à tarde vou ficar a ver uns filmes que estão ali guardados à minha espera.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Tantos anos depois... e ainda temos de aturar este ser... safa!

Há 15 anos atrás fui um dos lucky few a participar no projecto "Estás Dispensado". Estávamos em 1996 e Cavaco Silva corria para Belém, após prolongado tabú. Naquele Janeiro foi Jorge Sampaio quem ganhou, logo na primeira volta. O povo estava farto do homem de Boliqueime, caramba! Mas o homem não desistiu, esperou pacientemente {enquanto fazia uns negócios chorudos com os seus amigos da SLN...}, chegou mesmo a Belém e hoje, infelizmente, parece que esta colecção de cromos ainda dá ares de fazer sentido. É impressionante a longevidade política deste ser... só mesmo por estas bandas... safa!

Aqui ficam os cromos. Partilhem à vontade. Coloquem no nosso perfil do FB, linkem para os vossos blogs, whatever... Apenas vos peço que mencionem sempre {ou que linkem para aqui} o crédito do projecto, que se deve única e exclusivamente ao Luís Félix. O maior cromo de todos!





























quarta-feira, dezembro 08, 2010

Mais respeito, meus senhores...

Se há coisa {entre tantas...} que este despudorado cerco/circo/ataque a Assange tem demonstrado é a mais vergonhosa falta de respeito, de atenção e de vergonha para com todas as mulheres que são constantemente alvo de assédio e vítimas de violação. Não tenho dúvidas {aliás já choveram inúmeras críticas neste mesmo sentido} de que todas elas gostariam de ver o mesmo zelo, a mesma eficiência e a mesma prontidão na investigação, detenção e julgamento dos seus casos pessoais. Correrão tão céleres os casos de violação britânicos e suecos? {por sinal, 2 dos 3 países da UE com maior taxa de violações...} Tenham vergonha! Façam o vosso trabalho e deixem os outros fazer o deles.


segunda-feira, dezembro 06, 2010

Wikileaks

Quanto mais te batem, mais gosto de ti!

segunda-feira, novembro 29, 2010

Bradley Manning é mais irresponsável que a Haliburton?

Como é possível que haja gente {gente série e insuspeita} a agitar a bandeira do medo, do risco, do perigo, da irresponsabilidade, da segurança, nesta questão das novas fugas de informação?! Haverá maior perigo, maior irresponsabilidade, maior risco, do que aqueles representados por aqueles que nos {e viva a globalização!} representam?! Muitas dúvidas, tenho muitas dúvidas...

segunda-feira, novembro 08, 2010

Portogal

Na ressaca da coisa, chego à conclusão de que o que mais me custa não é a derrota, não é a cabazada, não são os 10 pontos, não é mais um campeonato para o FCP... O que mais me incomoda é chegar à triste conclusão de que, embora o SLB seja o clube mais representado em Portugal, é o FCP quem melhor representa Portugal. E acreditem que isto não é um elogio! De todo...

sexta-feira, outubro 15, 2010

Portughole



Hoje de manhã vi algo que julgava estar já condenado à extinção {algo a que eu não assistia há muito}. Puro engano. Aquela típica imagem/descrição do país {de um certo país} com que cresci parece que ainda teima em persistir. Eram cinco. Cinco homens de colete reflector a abrir um buraco {na realidade, um buraquinho!} num passeio da Ferreira Borges. Um abria o buraquito, os outros quatro olhavam. As gajas, claro. De vez em quando um {dos mais novos, que nisto a idade é posto} dos que galavam dava um passo à frente, substituía o que estava no centro da roda e a custo, entre bocas várias, lá dava mais umas pauladas na terra. Mas o buraco é {parece ser} contínuo. E sendo somente um a cavar...

Por outro lado fez-se luz finalmente quanto aos cinco escudos azuis com as cinco pintas brancas... Nada mais {os escudos azuis} do que quatro papalvos observando um outro papalvo a cavar. E como cada português tem Portugal dentro de si {caramba, é ou não é isto um país de poetas?!} lá estão mais {as pintas brancas} quatro papalvos observando um outro papalvo a cavar dentro de cada um de nós. O português tem a {rara} capacidade de observar o cavar da sua própria sepultura enquanto a cava ele próprio. Cavamos a nossa própria sepultura ao assistirmos ao cavar da nossa própria sepultura. Como assistimos ao cavar da nossa própria sepultura só nos resta ajudar a cavar a nossa própria sepultura. Confuso? Malta, isto não é tão fácil como parece. E só um a cavar?! Vá lá, dêm aí uma ajudinha...

terça-feira, outubro 05, 2010

Lengalenga

Eu criso,
tu crisas,
ele(a) crisa,
nós crisamos,
vós crisais,
ele(a)s crisam...

sábado, julho 17, 2010

In Treatment



Uma vez mais a HBO não deixa um tipo descalço. Aqui em casa {acabadas que estão cinco temporadas de Grey's Anatomy... sim, amamos muito a nossa filha mais velha!} já só temos tempo para isto. Pequenos episódios de 25 minutos, um psicanalista, quatro pacientes e a própria psicanalista do psicanalista... em verdadeiros mano-a-mano de parlapiê... Muito bom!

quarta-feira, junho 30, 2010

Advogado do Diabo {leia-se Blatter}...

Afinal ainda estou vivo... ainda não fui fulminado pelo Diabo... Mas vou fazer de advogado do mesmo e não resisto a sugerir a todos os que para aí andam escandalizados com as arbitragens {achando que a introdução da tecnologia vai resolver alguma coisa} a seguinte leitura. O sempre interessante professor Singer resolveu pronunciar-se {em parte} sobre a questão. E bem, diga-se em abono da verdade. Quem acha que a tecnologia serve para fornecer aquilo que os jogadores não conseguem {querem} fornecer não vai gostar do texto, aviso já... ;)

Quem acha que mais árbitros e câmaras em campo vão solucionar a eterna questão está enganado. O recurso a uma câmara no caso do golo de Lampard até que poderia ter contribuído para a maior justiça do resultado {ao intervalo, pelo menos}. Até poderia ter mudado o curso do jogo. nunca se sabe... Mas há inúmeras situações em que o erro dos árbitros pode ocorrer. Nomeadamente as do foro disciplinar. As que recorrem à avaliação subjectiva do árbitro. A intensidade das faltas, a manha, a perda de tempo, no fundo, muitas das questões que envolvem o famoso fair play. O que fazer nesses casos? Como poderá a tecnologia servir o futebol nesses casos? Stekelemburg não toca no eslovaco ao cair do pano no jogo contra a Eslováquia. O árbitro está de frente para ele, a 1 metro dele. E mesmo assim marcou penalty. O que fazer aqui? Uma reunião de árbitros? Uma votação entre pares, ali mesmo? Não me parece... Shit happens. E não é há pouco tempo que shit happens. É há muito tempo mesmo. É desde sempre. Os erros dos árbitros fazem parte do jogo, cada vez mais me convenço disto. Tanto como os erros dos jogadores. Já repararam que nunca perdoamos os erros dos árbitros, do mesmo modo como acabamos sempre por perdoar os erros dos jogadores? Quantas vezes um jogador falha um golo de baliza aberta? Ficamos lixados com o jogador, insultamos o tipo, e seguimos em frente. Com um árbitro não. Ainda hoje discutimos o golo {ilegal} inglês de 1966... Não há bonding possível com os árbitros. Só nos resta aceitar que os seus erros fazem parte do jogo.

Excepto, claro está, quando esse erros surgem de propósito, quando são premeditados. Mas aí já não são apenas erros, são resultado de corrupção, são já crime, e devem ser combatidos sem descanso. Não é isso que o pessoal anda a sugerir que se está a passar neste Mundial, pois não? Ou é?

domingo, junho 06, 2010

Momento negro...



Se ainda anteontem Arjen Robben protagonizava aqui um momento cor-de-rosa, ontem foi a vez do momento negro... Puta-que-pariu-mais-ao-bonitinho-a-5-minutos-do-fim!

Há quem relembre o pessoal cabisbaixo das perdas terríveis das campanhas de 1974 e 1978 e de como, apesar de tudo, essas foram as melhores campanhas de sempre. Pois, até pode ser, mas um Campeonato do Mundo sem Robben já não é a mesma coisa... mas haja esperança, ainda não é definitivo!

sexta-feira, maio 28, 2010

Deviam andar à coca da coca...

Colombianos a serem roubados no hotel em Joanesburgo é obra! Colombianos! LOL, os eslovenos que se cuidem, uma vez que vai ser ali que vão ficar hospedados durante o torneio.