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quinta-feira, agosto 30, 2012

Taking Off


Ontem à tarde {gazeta!} vi finalmente o Milos Forman de 1971, de seu nome Taking Off. Mais do que o filme propriamente dito, que gramei à brava, foi Buck Henry quem me fascinou mais. Buck Henry?! De onde saiu este tipo? Este gajo é lindo! Onde? Como? Porquê? Imediatamente me lembrei da saga Alan Arkin de há uns tempos atrás. Ao rever Edward Scissors Hands com a M. só pude encontrar conforto no pai da shoplifter mais querida da América, um tal de Alan Arkin. Mas por que raio nunca tinha dado atenção ao Alan Arkin? Wikipédia/IMDB com ele, listinha da filmografia e toca de baixar {quase} tudo por onde Alan Arkin andou. Foram tempos interessantes aqueles. Durantes alguns dias só via Alan Arkin à frente. Pois cheira-me que agora vai passar-se o mesmo com o Buck Henry. Mas, espera... Ele é Shortcuts, ele é The Man Who Fell to Earth, ele é Gloria, The Gradute, Catch-22 {+ Alan Arkin!}, To Die For... Vai ser interessante este princípio de Setembro!

E o Taking Off ? Muito bom, como quase tudo o que viu a luz do dia em 1971. Deixo-vos esta bela sequência. Palavras para quê?

quarta-feira, agosto 22, 2012

E o futebol parece não ser o único a ter esticado o pernil...


O Futebol morreu. OK, enterre-se. O Cinema parece ir pelo mesmo caminho... {suspiro} Restam-nos a HBO e os milhentos documentaristas que por aí andam, por esse mundo fora. KUDOS. Ontem descobri esta pérola. Vejam-na. A sério. É tão "interessante" chegar à conclusão de que Chicago não está assim tão longe do Rio de Janeiro... :( Bem nos tentam "vender" o contrário, you know, land of oportunity and all that jazz, mas é todo um mundo {novo?} que se abre perante nós... Mas, no fundo, graças a Deus {ou whatever} existem os seres humanos!

sábado, junho 16, 2012

Off-topic



Adoro descobrir westerns vindos do nada. Um western realizado por Arthur Penn com Marlon Brando, Jack Nicholson e Harry Dean Stanton? Tanto melhor. The Missouri Breaks. Belíssima tarde de sábado. Personagens do caraças, alguns diálogos muito bons, as "cenas feno de Portugal" {o filme data de 1976} estão aceitáveis e a cena da degola é do melhor. Do melhor mesmo.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

quinta-feira, julho 21, 2011

Westerns from the seventies

Mais precisamente 3. Mais concretamente de 1972, todos. Provavelmente, o melhor ano {tendo em conta o volume} em matéria de westerns. Sem sombra de dúvida, a melhor década. Obras-primas dos anos setenta como Pat Garret and Billy the Kid ou The Hired Hand ou Giù la Testa, todos eles elevados a filmes de culto, não têm lugar aqui. Não, hoje apenas há lugar para westerns obscuros, daqueles que ficarão para sempre à espera. Não percam a oportunidade. É mergulhar no maravilhoso mar dos torrents e dedicar o fim-de-semana que aí vem à poeira, ao mau whiskey, à pradaria, ao cuspo em barda, ao tziiiiing-tziiiiing e a uma belas de umas frases bem ditas, aqui e ali, ao som dos grilos.

The Culpepper Cattle Co. {1972}, de Dick Richards.

Dirty Little Billy {1972}, de Stan Dragoti.

Bad Company {1972}, de Robert Benton.



terça-feira, julho 12, 2011

Pequeno momento fatela...


A propos de L'Été Meurtrier {1983}. Acabadinho de rever. Só tinha umas leves memórias do olhos da Adjani. Sim, ok, também das suas fesses... E, por um lado, ainda bem. Que filme mais marado. Que efeitos terá tido este filme em mim ainda está por esclarecer. A adolescência é, de facto, um lugar estranho. Bons banhos...

domingo, junho 26, 2011

No one escapes the influence...



Se, à conversa, me dissessem que há pontos de contacto entre o The Tree of Life e o A Woman Under the Influence eu responderia com um encolher de ombros, acompanhado por um «olhe que não, olhe que não»... Mas há. {Atrevo-me mesmo a achar que há vários pontos de contacto... mas deixo isso para os entendidos...} A propósito do post anterior, ou seja, a propósito da morte de Peter Falk, revi ontem à noite o genial A Woman Under the Influence {1974}, do não menos genial John Cassavetes. Com a última "alucinação" de Malick ainda bem viva no espírito, não me foi difícil estabelecer ligação imediata. Ambos abordam, quase 40 anos a distanciá-los, a primeira, primária e inescapável fonte de violência sobre o ser humano. A família. Essa forte fonte de coação, de humilhação, de distorção, de restrição, de condicionamento. Essa reserva de atenção, de liberdade, de amor, de afecto, de carinho, de encorajamento. A família. Essa bestialidade. Essa construção terrível. E tanto Cassavetes como Malick a filmam como ninguém. Dois génios no olhar das mais incompreensíveis maquinações humanas. Abençoados sejam.

sexta-feira, junho 24, 2011

RIP Nick Longhetti...



aka Der Filmstar, aka Columbo, aka Archie Black, aka Peter Falk...

sábado, maio 28, 2011

I guess it's the-way-of-Nature-through-Life speaking...

Um tipo acaba de ver o The Tree of Life {2011} e, naquele momento sempre meio doloroso em que se deixa um grande filme para trás e se cai na rua, um tipo não pára de pensar «Wow, como é que terão sido as infâncias de George W. Bush, Donald Rumsfeld e Dick Cheney?». Sobretudo se um tipo ainda está a tentar processar a informação toda que adquiriu, uns dias antes, ao ver o No End In Sight {2007}. Este filme e este documentário complementam-se de um modo assustador... Aquela terrível pata de dinossauro assustado {com o seu próprio poder} sobre as ventas do outro dinossauro deitado {exposto, incauto}, não vos fazem lembrar a presente invasão {poderemos nós ainda chamar-lhe invasão?; outros termos ocorrem-me...} norte-americana do Iraque?

domingo, maio 22, 2011

Na telinha cá de casa...

O sofá cá de casa tem estado em modo Brasil. Ciclicamente, passam pela telinha cá de casa, assim de rajada, uma dezena de filmes de produção tropical. Tipo cerejas. Vê-se um que já se andava a namorar há uns tempos e, de repente, sem dar pela coisa, papam-se mais dois ou três e afinal damos conta de que eram bem mais aqueles que estavam em lista de espera...

Tudo começou no grande, muito bom, uma espécie de Depardon de shorts, interessantíssimo Justiça {2004} de Maria Augusta Ramos. Daí demos uma saltada aos últimos dias de Carandiru através do inesperado {no bom, muito bom, sentido} O Prisioneiro da Grade de Ferro {2004} de Paulo Sacramento {como é seu Ribas, já teve a coragem necessária?; olha que não é necessária assim tanta...}. Da justiça e do crime para a política foi um salto curtinho e marchou com muito prazer o muito interessante Vocação do Poder {2005} de Eduardo Escorel e José Joffily. A política aliada ao crime e à tortura, essa, ficou a cargo do sinistro Henning Boilesen, o empresário-torturador, personagem principal de Cidadão Boilesen {estranhamente ausente do IMDB}.

Mas como os documentários aparentavam dominar a coisa, eis que surgiu a ficção, em modelo épico à la Cinema Paraíso. Minha cara Juliana, mil desculpas, mas desta vez papai Jabor se excedeu... :D A Suprema Felicidade {2010} nem aquece nem arrefece. Depois ainda se viu o sofrível 5x Favela, Agora Por Nós Mesmos {2010}, que vale sobretudo pelos 2 últimos dos 5 filmes que compõem a obra. Descubro agora que é inspirado e que parte de um outro filme de 1962 chamado Cinco Vezes Favela, decididamente a descobrir. E ainda deu tempo para ver Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora é Outro {2010}. Bom, que dizer? Nem sei bem, eu dou crédito ao Padilha, acho que tem coisas muito boas em carteira, mas desta vez pareceu-me que ficou bem aquém do primeiro Tropa de Elite {porque a comparação é inevitável, não é?}. Se o primeiro lançou a discussão em níveis muito interessantes, este parece-me que não o faz. Ao mostrar a coisa tão óbvia e tão disseminada e já tão "impossível" de eliminar, apenas dá espaço para um resignado encolher de ombros e meia bola em força. Tchau discussão. Ali já só restam os efeitos especiais e de montagem. O que é pouco, diga-se.

De volta ao formato do documentário, portanto. E para nos focarmos no que aqui verdadeiramente me trouxe, no motivo de tanto paleio. Se aprovo e aconselho os documentários anteriores, a este, aconselho vivamente. Foi do mais interessante que tenho visto ultimamente. Trata-se do penúltimo projecto de Eduardo Coutinho, o homem responsável por Santa Marta, Duas Semanas no Morro e o fantástico Edifício Master, esse homem que eu estranhamente adoro não gostar mas que acabo por admirar. Há algo nele que me enerva um tanto ou quanto, mas acabo sempre por lhe tirar o chapéu. Desta vez tiro-lhe a cartola. Trata-se de Jogo de Cena {2007} e é muito bom!

Um auditório vazio em semi-escuridão, um ou dois focos no palco, onde apenas se encontram duas cadeiras. Numa delas estamos nós {na figura de Coutinho} e na outra uma mulher. E são várias as mulheres. E são apenas mulheres. E todas elas contam histórias. Histórias de vida. Que são as melhores, como todos sabemos. {atenção, a partir daqui há spoilers} Ouvimos uma mulher contar emocionada as suas desventuras na favela, no asfalto, na vida em geral, o filho perdido, a violência doméstica, as agruras da pobreza, da ralação, as disfunções das relações familiares. Depois surge outra mulher, com outras histórias. Depois uma outra, mas desta vez esta é conhecida, é uma actriz brasileira imediatamente reconhecível {Marília Pera}. Mas conta-nos a mesma história inicial, exactamente {quase} pelas mesmas palavras que já ouvíramos. Agora estranhamos. Nova mulher. Nova história. Nova actriz conhecida {Fernanda Torres}. Nova repetição. Estamos a ouvir as mesmas histórias, por duas vezes, narradas ora pela pessoa "real" que as viveu, ora pela pessoa "fictícia" que lhes dá corpo. Bizarro exercício. É a velha questão do original e da cópia. Onde a cópia, até surgir o original que a comprova como cópia, nada mais é do que o original. E a partir daqui sempre que surge uma nova mulher com uma nova história é inevitável que nos perguntemos: «é a mulher real ou é a fictícia?». E interessa verdadeiramente? A história, as palavras, essas são bem reais. Não chega? Não. Fiquei com a sensação de que o objectivo de Coutinho é precisamente esse, o de nos querer demonstrar que a história real, narrada pela pessoa real, é sempre preferível {daí ele se focar exclusivamente no formato do documentário}. Eu tendo a ter de concordar com ele. Por muito que me custe... :D

sábado, novembro 20, 2010

Atenção, pais com filhos que não participam na alta cimeira...

Hoje, às 15:00, há Nicholas Ray na Cinemateca Júnior. Wind Across the Everglades {1958}, «penúltimo filme de Nicholas Ray em Hollywood, antes da aventura das “produções expatriadas” na Europa, que dariam cabo da sua carreira, WIND ACROSS THE EVERGLADES também é um filme ecologista “avant la lettre”. A acção passa-se nos começos do século XX e mostra a luta de um professor contra os caçadores furtivos que dizimavam certas espécies de aves, cujas penas eram usadas em chapéus de luxo. Fabulosa utilização dos cenários naturais dos pântanos e cursos de água».

terça-feira, agosto 31, 2010

How I wish you were here with me now



Muitos consideram que este foi o último tema que Ian Curtis gravou com os Joy Division {o tema já só viria a ser editado num lado B de um single dos New Order}. Muitos consideram que Ian Curtis se suicidou após ter estado a ouvir o The Idiot de Iggy Pop e depois de ter visto o Stroszek de Werner Herzog. Pois qual será a relação do título do tema com o título do filme {ou do livro} é-me desconhecida e indiferente. Mas que dava para especular e encontrar elos de ligação até que dava...

In a Lonely Place



In a Lonely Place {1950} figura entre os melhores de sempre. Sempre figurou. Não tenho dúvidas de que irá continuar a figurar. Este filme é absolutamente perfeito. Respira excelence em todos os momentos. Quando fazemos {porque fazemos!} aquele exercício de elencar os 5, 10, 15 filmes favoritos, ele está lá sempre. É, de resto, quase sempre o primeiro a saltar para a lista. Tudo nele é genial. O filme negro mais brilhante de sempre. O som, a luz, os settings, as deixas, o fumo, os olhares, as curvas, a intimidade familiar face a face aos embaraços da vida boémia, os diálogos de antologia, o álcool, o ódio tão forte quanto o amor, a elegância massajada pelo indecoro. É um filme genuíno, com nervo. Um filme cheio de histórias para além dele {e tem-nas aos pontapés}. Como aquela que acabei de ler.

Sim, estas férias consegui finalmente ler o original In a Lonely Place. O livro. A origem. De Dorothy B. Hughes. Andava mortinho por lê-lo há já uns tempos. Saltou-me à vista na FNAC e foi comigo para perto do mar {atenção, não o li senão à noite, na cama ou no sofá...}. Quis ver como se comportavam aqueles olhares, aqueles ambientes, aquelas maquinações, em letra após letra, sob a luz do candeeiro e não através da do projector, como se alinhariam elas no papel, identificar quais as que tiveram força para saltar para a película, e quais não a tiveram.

Wow! Grande baque, este. Então a mulher, no original {atenção, spoilers à vista!}, fez do Dix um cínico serial killer misógino?! No final das contas, o tipo quebra, vai-se abaixo, desata a chorar e vai dentro?! E é aquela desgraçada de nariz empinado e olhos de carneiro mal morto {sim, depois da Jeff Donnell não dá para imaginar mais nenhuma senhora Nicolai...} quem o desmascara e o arruina?! E o delicioso Mel Lippman afinal é um tal de Mel Terriss que evidentemente nunca chegou ao Rio de Janeiro?! E Dix e Laurel afinal passam mais tempo afastados que aconchegados?! Afinal ele não começa a escrever desenfreadamente após conhecê-la?! Ah, pois, parece que afinal ele nem escreve... É um rol de discrepâncias, de rupturas, de desarmes, de fatalidades mesmo, que nem dá para imaginar...

Mas desenganem-se. É um livro muito bom de se ler. A tal senhora Hughes parece que {diz a contracapa da edição da Penguin(*)} faria corar de vergonha o mestre Chandler... Bom, não sei se diria tanto, dou desconto à necessidade de "vender" o livro, mas deu para perceber que a senhora Hughes maneja bem a escrita. O livro tem áreas muito boas mesmo. Aconselho vivamente. Boa leitura negra para férias agitadas. No fundo, no fundo, o seu único aspecto negativo é o de "custar" muito a quem gosta, ama, muito o filme. Eis um bom exemplo de quando o filme ultrapassa {e em muito!} o livro.

Deixo como apontamento sonoro final o belo tema "I Hadn't Anyone 'Til You" cantado por Hadda Brooks. A cena é do filme. E não consta do livro...





(*) Já agora aproveito para cascar na Penguin... Sempre tão exemplar na elaboração das suas capas, desta vez fizeram uma grande borrada. Não dava, não dava mesmo, para colocarem uma imagem de Bogart e Grahame na capa! Não dava! Sendo o livro e o filme duas criaturas tão distintas, não dava!

'Laurel'...



«'Laurel,' he said, and she came to him the way he had known from the beginning it must be. 'Laurel,' he cried, as if the word were the act. And there became a silence around them, a silence more vast than the thunderous ecstasy of the hungry sea.»

In a Lonely Place {1947}, Dorothy B. Hughes.

segunda-feira, agosto 09, 2010

Trila!



Ultimamente ando a dizer coisas que não imaginava ter de dizer... Há uns dias zurzi no Herzog, hoje faço a apologia do Polanski. Bela tarde passei hoje a ver o The Ghost Writer! Roman Polanski, estás perdoado. McGregor à maneira, Kim Cattrall as usual, Pierce Brosnan {bom, say no more...} e uma aparição genial de Eli Wallach. E o que dizer da senhora Williams? Belíssima bone structure! he he he...





{Obrigado Vasco, não fosses tu, hoje não tinha ido pr'o escurinho... ;)}

segunda-feira, agosto 02, 2010

Herzog, Herzog, What Have Ye Done...



Nunca pensei vir a dizer isto. Custa-me montes. É penoso mesmo. Mas alguém devia dizer ao Herzog para deixar de fazer filmes! É que já não é o primeiro... Safa! Sair de uma sala de cinema a pensar nos 5 euros que ali se deixam é a pior coisa que pode acontecer a qualquer um. E olhem que eu troquei uma casa em obras, repleta de pó no ar, entulho a sair em sacos, camartelos a troar, por isto, por uma sessão das três e tal... Ou seja, neste caso a situação raia o unbearable, sobretudo se pensarmos na imensa quantidade de nomes que representam talento/amor/humor/ódio envolvidos... no entanto... a minha casa de banho de cuspo e pó sabe melhor...

sábado, maio 29, 2010

Óbito

17 de Maio, 1936 – 29 de Maio, 2010



Palavras para quê?

sábado, maio 01, 2010

Remerciement



Não há ninguém como os franceses para retratar o sufoco. A França e a ansiedade andam magistralmente de mãos dadas. O abafado, o retráctil, o aperto, a duplicidade, o ódio disfarçado, o não-dito, o caché. Tudo isto é uma herança única. Não sei se eles se envergonham ou não da mesma, mas eu, por mim, agradeço-lhes, não saberia viver sem ela.




O fotograma foi sacado do Place Vendôme da Nicole Garcia {esta mulher é, para mim, um mistério...}, mas podia ter saído de muitos outros. É só mais um exemplo. Foi o último, mas é só mais um.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Aviso amigo


Amanhã há Fritz Lang na Cinemateca Júnior.
Moonfleet {1955}, às 15:00, no Palácio Foz.