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quinta-feira, agosto 30, 2012

Taking Off


Ontem à tarde {gazeta!} vi finalmente o Milos Forman de 1971, de seu nome Taking Off. Mais do que o filme propriamente dito, que gramei à brava, foi Buck Henry quem me fascinou mais. Buck Henry?! De onde saiu este tipo? Este gajo é lindo! Onde? Como? Porquê? Imediatamente me lembrei da saga Alan Arkin de há uns tempos atrás. Ao rever Edward Scissors Hands com a M. só pude encontrar conforto no pai da shoplifter mais querida da América, um tal de Alan Arkin. Mas por que raio nunca tinha dado atenção ao Alan Arkin? Wikipédia/IMDB com ele, listinha da filmografia e toca de baixar {quase} tudo por onde Alan Arkin andou. Foram tempos interessantes aqueles. Durantes alguns dias só via Alan Arkin à frente. Pois cheira-me que agora vai passar-se o mesmo com o Buck Henry. Mas, espera... Ele é Shortcuts, ele é The Man Who Fell to Earth, ele é Gloria, The Gradute, Catch-22 {+ Alan Arkin!}, To Die For... Vai ser interessante este princípio de Setembro!

E o Taking Off ? Muito bom, como quase tudo o que viu a luz do dia em 1971. Deixo-vos esta bela sequência. Palavras para quê?

domingo, junho 17, 2012

Coisas do arco-da-velha...


Por cinco vezes aconteceu esta empolgante situação de, na terceira jornada da fase de grupos, a passagem aos quartos-de-final estar ainda por decidir, para todos. Em 1984, 1992, 1996, 2000 e 2004 {detalhes aqui}. E hoje. Portugal experimentou a sensação, em 1984, e avançou até cair aos pés de Platini nas meias-finais. A Holanda passou por esse aperto, em 1996, e caiu logo a seguir, também ela frente à França {nos penalties, e como não?}. A grande particularidade dessa edição de 1996, desse último jogo da Holanda {frente à Inglaterra}, é que a Holanda seguiu em frente apesar de uma derrota por... 4-1!


quinta-feira, abril 07, 2011

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Ari Gold for President



Há uns anos atrás era o Doug Wilson o candidato mais apetecível. Hoje o meu voto iria directo para Ari Gold. Almighty Gold. Bless you!

segunda-feira, maio 03, 2010

Too much f***** input...

Via Vidro Duplo. Nem digo mais nada. Vão lá e gritem. A plenos pulmões.

quarta-feira, julho 15, 2009

Similitudes



Esta fotografia da minha filha mais nova, tinha ela uns 5 meses, anda, desde então, a perseguir-me. Saltou quase imediatamente para o desktop do PC cá de casa e diariamente a vejo ali, redondinha, uma lua-cheia amorosa, mas sempre recortada, como a vemos aqui. No dito desktop eu olho para a fotografia completa, com fundo, com sofá, com áreas desfocadas, mas o que me fica ali a tinir na retina do mental é este recorte, este balão misterioso, sempre esta vinheta. E sempre a sensação de que algo de muito íntimo se espelha nesta fotografia tão recente, tão inexperiente. Como se nos conhecessemos há já muito tempo. Esta carinha redonda tem despertado em mim sensações de memórias, mas de memórias que não se dão a mostrar, que não se revelam. É estranho ter emoções mexidas por memórias que não se identificam. Um bom estranho.

Pois hoje de madrugada {creio mesmo que foi naquela fase de passagem do a dormir para o acordado, numa espécie de lusco-fusco revertido entre o consciente, o inconsciente e o subconsciente}, pois hoje, uns meses passados desta constante relação diária, desta persistência, dei-me conta da ligação. A similitude deu-se a mostrar. A Máscara Misteriosa que marcou indelevelmente a minha infância está estampada {pelo menos para mim, que a mãe dela apenas encolheu os ombros...} na carinha marota da Júlia. Não se trata apenas de um álbum do Spirou. Trata-se "do" álbum do Spirou. A intriga, o medo, o delírio, Tati muito antes de Tati, o frenesim, o mal, os tempos e luzes e matizes e cheiros do dia e da noite, o "outro", o desespero, a febre e, finalmente, o clímax que esta aventura de Spirou e Fantásio derramava ocuparam de novo as minhas horas. E tudo graças à similitude. Por isso existia uma estranheza instalada. Agora que os motivos da estranheza estão identificados, resta-me explorar os motivos dos motivos. Que me quer ainda esta carinha laroca {marota?} mostrar, dizer, sussurrar? A ver em próximos capítulos...


sábado, abril 11, 2009

Coisas do sobrenatural...

Faltam 15 minutos para começar o Benfica x Académica e está neste momento, no mesmo canal televisivo, um tipo semi-nu, ensanguentado, pregado numa cruz, a olhar para um céu nublado e a perguntar «Porque me abandonaste?»... Pergunto-me como é possível um tipo acabar de escrever estas linhas e ir sentar-se ali no sofá para ver o referido jogo? No entanto, vou fazê-lo, como não? A isto se chama a fé dos crentes? Será?

quarta-feira, março 18, 2009

The Virgin Prunes

Esta conversa à volta dos Easterhouse – dos quais, diga-se em abono da verdade, nunca gostei muito; devo tê-los ouvido intensamente durante um mês ou dois à conta do camarada Alvim... – levou-me, inexplicavelmente?, a uma outra banda, essa sim, também dos idos de 80 {acabaram em 1986} mas da qual gostei muito, muito, muito. The Virgin Prunes, uma daquelas bandas que terei sempre pena de nunca ter visto em concerto. Mas, que se dane, sempre temos o YouTube...













Mas o melhor mesmo é um dos múltiplos comentários que se podem encontrar no YouTube – «my mom loved them in high school and she went to one of there concerts and they spit on her and kick her in the face haha»

terça-feira, fevereiro 17, 2009

A/c da Alexandra

Fantasias envolvendo o Harvey Keitel são sempre de encorajar. Podem dar muito errado ou podem dar muito certo... mas nunca se devem deixar passar ao lado.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Life is great. Without it you'd be dead.

Gummo. Sicko. Wacko. Psycho. Jesus. Pain. Hatred. Whoooa! Pervert. Bitch. Butch. Faggot. Kill. Arian blood. Jobless. Deadend. Time. Glue. Tape. Bullet. Laugh. Godforsaken shithole. Laugh. Tornado. Laugh. Incest. Kill. Bestiality. Slayer. Crime. Liquor. Disease. Pestilence. Bugs. Niggas? Well, you know, I just don't lik'em. Poison. Blow me. Bacon. Youth. Geriatrics. Dementia. Garbage. Sugar. Smokes. Petrol. Gas. Drunk and Drive. Midnight Hour. Voyeur. Tap dancer. Fascinating. Intoxicating. Horrifying. Life changing. Puta filme, dir-se-ia nos trópicos.



Nem que fosse pelo prazer de rever Linda Manz. Já não a adolescente revoltada de Out of the Blue, mas antes uma spaced out mom que faz sapateado com um par de sapatos quatro números acima numa cave cheia de desespero {e um filho incapaz de lhe devolver um sorriso}.

sábado, dezembro 27, 2008

Harold and Maude

Harold — You sure have a way with people.
Maude — Well, they're my species!

Harold — Maude.
Maude — Hmm?
Harold — Do you pray?
Maude — Pray? No. I communicate.
Harold — With God?
Maude — With life.

Maude — You know, at one time, I used to break into pet shops to liberate the canaries. But I decided that was an idea way before its time. Zoos are full, prisons are overflowing... oh my, how the world still dearly loves a cage.



Só pelas falas da Maude vale a pena ver Harold and Maude {1971}. De resto, diga-se em abono da verdade, não é lá grande espingarda. Sobretudo dada a fama de filme de culto que o mesmo carrega. E o que dizer da musiqueta desse tipo horrendo que dá pelo nome de Cat Stevens? Total downer!

domingo, dezembro 14, 2008

O Sol e eu

Foi há praticamente 20 anos atrás, em 1987/1988. Um sol do caraças, daqueles à maneira que aquecem até os ossos. Esparramado nas escadas da entrada da António Arroio. Ténis, calções e t-shirt. O Sol e eu em uníssono. A cabeça embalada em haxixe. Uma fome do caraças e uma barra de Mars na mão, prestes a ser metodicamente devorada. E nos headphones, na cabeça, no corpo todo, de alto a baixo, a vibrar, a hipnótica melodia de "Behind the Sun", do poderoso álbum dos Red Hot Chili Peppers The Uplift Mofo Party Plan {1987}. Naquela tarde devo ter ouvido o raio da música umas 100 vezes, num repeat assustador. Mas, meu Deus, aquela tarde foi perfeita demais!



Porque raio este tipo de memórias assaltam um tipo quando ele está deitado num sofá, na penumbra, num dia frio e ventoso e chuvoso como o caraças, enquanto tenta recuperar uns minutinhos de sono perdido, é que me intriga sobremaneira. Ele há coisas...

sexta-feira, outubro 24, 2008

Há que não sufocar totalmente o Doug Wilson que habita dentro de nós...

Aproveitando a boleia do post anterior, e vestindo superficialmente a pele de Doug Wilson, só me dá vontade de afirmar — que se lixe, caramba — que compreendo perfeitamente o Lourenço. So What?!

terça-feira, outubro 21, 2008

Doug Wilson for President

Este tipo encarna toda a javardice que eu gostaria, secretamente, claro está, um dia poder exibir, assim sem grandes traumas. À luz do dia, assim abertamente, cuspindo migalhas, exalando vinho rasca e coçando a tomatada como só ele sabe. Mas à falta de coragem, ou será mesmo de interesse?, e constrangimentos sociais à parte, resta-me a ocasional farta gargalhada e o constante anuir perante as suas dúvidas, hesitações e sabedoria {que a tem, não duvidem}. Se estivesse na corrida presidencial era nele que eu votava. É muito melhor, mas muito melhor, que o Pato Donald. E eu a dar-lhe... ;)

sábado, setembro 13, 2008

E daí talvez não...

Provavelmente era mesmo no McCain... Então não é que o Obama é objecto de devoção por parte de Nobre Guedes?! Yikes!

sexta-feira, julho 04, 2008

Eeerie...



... mas lindo!

{será um Žižek?}

terça-feira, julho 01, 2008

HOLY FUCK!

Isto já era fantástico, mas isto é abissal...

sábado, maio 24, 2008

A ficção realizada ou a realidade ficcionada...

Já todos reparámos, já todos sabemos, com mais ou menos pormenor, já todos arrepiámos um pouco a espinha, e por aí andamos de cabeça perdida, coração nas mãos, entre a Maddie e a Kampush, e já foi em tempos a Joana e agora é uma menina de Torres Novas, e quando julgávamos que o fundo era negro mas estava tocado, eis que não, agora surgem os Fritzl, sim são vários, são eles todos, não se trata apenas daquele velho que nos enche o primetime, ó morbidez das morbidezes!... E tudo a olhar para a Escola, para o Estado, para a Igreja, para os Media... para algo que nos devolva um passado que julgamos ter sido possível, um passado do qual não temos memória. Porque se tivéssemos saberíamos que esse passado não existe, não existiu, esse estado puro de existência não se cumpriu nunca. Porque há, desde sempre, Homem; porque há, desde sempre, Família. E nós sempre a olhar para fora, quando devíamos olhar era para dentro; ou para o lado (dentro) da família. São inumeráveis as parábolas, fábulas, adágios, enigmas, que nos remetem sempre para o mesmo: a resposta a um problema reside no problema. Os olhos deviam era repousar na Família... e na Literatura, já agora. Como se comprova neste notável artigo de Ritchie Robertson saído recentemente no TLS {pode ser lido online aqui}. Que anda tudo na Família já não tinha grandes dúvidas... não vai dar sempre num pai, num tio, numa madrasta? Mas que a Literatura, não tão recuada assim no tempo, austríaca era tão fértil em crianças aprisionadas em celas, casas dispersas, agressões "naturais", dependências e torturas várias, you name it... e a Kampush e os Fritzl voltam-nos novamente à memória. Este artigo é mesmo muito interessante. Não restam dúvidas que devemos olhar com muito mais atenção para o que andamos a fazer com as nossas famílias, com os nossos pares, ascendentes e descendentes, e não procurarmos as respostas onde elas não estão; ah, e claro, ler mais, muito mais... Literatura {e não aquelas coisas que de cor-de-rosa têm muito pouco...}

quinta-feira, maio 15, 2008

Weird...

Primeiro os Sound Mirrors, depois, o Schwerbelastungskörper, agora isto... Que raio andará a aproximar de mim, nos tempos recentes, estas moles de cimento, de betão armado, e em formas tão irrecusáveis, tão poderosamente atraentes, quais sereias? Mas não dá para permanecer insensível. São monstros sagrados, restos de tempos, medos e ilusões passados, corpos abandonados, que pesam, aqui e ali, na crosta terrestre. Têm quase um quê de doenças. São eczemas, pontos negros, irritações, na face da Terra.




Uma vez mais via Pruned.