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segunda-feira, dezembro 03, 2007

Death Point OU Vanishing Proof?

Vanishing Point


Death Proof


Os trailers quase que falam por si. Além de que, regra geral, o original é sempre melhor. Se num há traumas criados no Vietnam, no outro só há traumas de uma carreira falhada em Hollywood. Se num há abuso de speed (a droga, que a velocidade está em ambos), no outro apenas há psicopatia desregrada. Se num há desafio da autoridade e do Estado autoritário, no outro apenas há uma pseudo guerra de género (em que ambos os lados são verdadeiramente obtusos e vazios). Se num há bruised souls, no outro só há mesmo wrecked cars. Stuntman Mike nunca será Kowalski, isso é certo. Muito menos o serão aquelas tontinhas que se revezam com Stuntman Mike no papel de moralidade sobre rodas. Lamentável.

domingo, dezembro 02, 2007

Good vs. Coke vs. Disney vs. DK vs. Monsanto vs. D&G vs. Macdonalds vs. Ivy League vs. SuperBowl vs. Harpo vs. Evil

Resolvem tudo pelo fogo. Pela explosão. Pelo som abrupto e irrequieto e inexplicável. Os side effects nunca são contabilizados. O raciocínio e o pesar das consequências e das acções raramente são tomados em linha de conta. É verdade que o "bem" vence sempre o "mal", mas sempre à custa de muita confusão, de muito fogo, de muito barulho. É um preço alto, parece por vezes. As estruturas dos prédios (da civilização?) são esmagadas perante o olhar inebriado da populaça. O estilo, o look, o cool e o fashionable fundem-se todos uns nos outros e o resultado funde-se, por sua vez, com a violência. A violência passa assim por um constante processo de branding e é-nos vendida a prestações. E nós segui-mo-la com o olhar, à distância, e depois, bem pertinho, nos nossos pratos e nas trombas dos nossos filhos. Sordid shit.

Isto a propósito do Spider-Man 3. E quem achar que o Spider-Man 3 nada tem a ver com a realidade/mentalidade norte-americana, logo com a contemporaneidade, está muito enganado. It sucks, this state of affairs... mas ninguém pode dizer que não estava avisado. Isto é, quando chegar....

segunda-feira, novembro 26, 2007

Psicose OU E assim vai este país...

do Gr. psýchosis, animação
s. f.,
psicopatia;
fig.,
obsessão;
ideia fixa.

Isto a propósito das recentes múltiplas "chapeladas" entre Miguel Sousa Valente e Vasco Pulido Tavares. O país, à míngua de circo decente, agradece...

quarta-feira, novembro 07, 2007

Mas, senhores, eu apenas desejo um bilhete de comboio...

No século dos transportes, em plena euforia das telecomunicações, numa era globalizada (dizem...), com as tecnologias todas e mais algumas, experimentem só comprar um bilhete de comboio, ida e volta, para o trajecto Lisboa-Valladolid.
Vá, experimentem! Grrrr...

Mas eu não desisto Keila, amanhã vou lá e detono aquilo tudo...

sábado, outubro 20, 2007

A vida é isto mesmo...

... se há dois dias vi um documentário à maneira, ontem vi uma verdadeira banhada. Nuns dias chove, noutros faz sol. Tudo bem. Mas este era mesmo mau. Tão mau que acabei por fazer algo que raramente faço, isto é, saí a meio. Gosto de acreditar que tenho uma capacidade de aguentar maus filmes (e já vi tantos, meu Deus...), que por muito maus que sejam fico até ao fim, não tanto numa de "esperança é a última a morrer" mas mais numa de "a vida é isto mesmo". Mas tenho de dizê-lo, este não era só mau. Este documentário era desonesto (e não há pior que um documentário desonesto). E isso para mim foi fatal e preferi matá-lo logo do que arrastar-me juntamente com ele.
Falo de On Hitler's Highway de Lech Kowalski. Um filme que teve direito a duas projecções, ambas esgotadas. Um filme integrado numa secção do festival dedicada exclusivamente a Lech Kowalski. Um filme importante, portanto.

Partindo de uma história com um enorme potencial, o documentário acaba por ser o assassinato da mesma. Tanto Hitler como a auto-estrada apenas moram no título. O resto, o filme em si, é Kowalski, Kowalski, Kowalski. Me, me, me. O que para mim (mas gostos discutem-se) é crime grave em documentário. Filmado à mão, irritantemente, mas isso é estilo (e estilos também se discutem), o filme transporta-nos ao longo da auto-estrada (contruída pelos trabalhadores polacos escravizados pela Alemanha nazi) que o exército alemão desenhou para a sua expansão em direcção ao Leste. A mesma auto-estrada que ainda hoje lá se mantém, remendada, estafada, repleta (nas bermas e apeadeiros) de indigentes, deslocados e prostitutas. E Kowalski lá vai filmando e inquirindo os indivíduos sobre uma auto-estrada que ele próprio não estudou (não acredito que o tenha feito; a parte sobre as pontes é sintomática disso). E lá vai falando da guerra passada e das marcas que ainda hoje perduram, enquanto nos mostra uma mata poluída (chega ao ponto de fazer close-ups a preservativos usados!), uma mata poluída! Mas o gajo é parvo?! E depois pára, perdurando, pateticamente, numa zona onde algumas prostitutas descansam e dão à língua. Numa cena (a que me fez levantar e sair) Kowalski está à conversa com umas tantas prostitutas e uma delas pede-lhe que páre de filmar (uma outra estava a emocionar-se demais ou algo parecido) e ele afirma que sim, desce a câmara, não pára (a cena não tem corte), levanta-a de novo e prossegue com a filmagem. Mais desonestidade não há. Mesmo que, posteriormente, tenha falado com elas e tenha obtido a sua permissão, o corte tinha de lá estar. Isto não é crime grave em documentário, é crime capital. Levantei-me e fui-me embora.

Terça-feira que vem tenho mais Kowalski para ver. Mas como o tema é a bola, mais propriamente a final do Campeonato do Mundo de 2006 (o jogo da cabeçada de Zidane), deve ser mais easy going. Será?