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quinta-feira, agosto 09, 2007

Tropicália

















Voltei ao MAM para ver uma exposição sobre a vertente artes plásticas do movimento Tropicália. Desde instalações de Hélio Oiticica aos engenhos sensoriais da grande Lygia Clark, passando por variados trabalhos gráficos da altura (sobretudo cartazes de cinema brasileiro) e um vídeo bem sacado da outra Lygia, a Pape, o que mais me entusiasmou (até por ser algo feito agora...) foi o trabalho do colectivo +2 (Moreno Veloso, Domenico Lancellotti e Alexandre Kassim). Estes três músicos espetaram duas colunas de som numa grande parede branca, uma virada para a outra, e entre elas espetaram 8 caixas de madeira. Ao lado deste aparato estava um caixote contentor que servia de suporte a várias mesas de mistura, material musical electrónico diverso, um monitor, tipo um mini-estúdio de som. Ao abrirmos a porta de cada uma das caixas de madeira deparamo-nos com um pequeno ecrã LCD exibindo um mix de imagens em loop, mas, acima de tudo, accionamos uma pista de som de oito possíveis. Uma pessoa solitária (isto é, com acesso isolado à instalação) pode entreter-se com as tampas das caixas,abrindo e fechando canais de som, compondo a seu belprazer uma música de dança (sim, os sons são batidas electrónicas e samples vários retirados aos sons da Tropicália). Quem estiver num momento de bulício (isto é, se a exposição estiver cheia de visitantes) pode simplesmente afastar-se e assistir ao abrir e fechar (ao acaso) das portas/pistas e ouvir o que dali sair. Experiência muito interessante!

Esta imagem (o Caetano de então vestindo uma "capa" desenhada por Oiticica), saquei-a do site da CosacNaify que publicou o catálogo da exposição.

terça-feira, agosto 07, 2007

Piauí (2)

O novo número da Piauí mantém a qualidade que mostrou ter no mês passado. No próximo mês já vou estar em Lisboa, mas sei que vou querer continuar a lê-la. Será que a Tema tem disto? Terei de assiná-la? Parece disparate, mas não é.

A vida tem destas coisas...

Ainda há uns dias atrás descobri a obra de Andrea Robbins e Max Becher através do
The Ressabiator. Toda aquela história à volta do 770, esse número/edifício mágico dos Lubavitchers, me fascinou. Hoje entrei no CCBB para ver uma exposição que reúne vários olhares estrangeiros sobre o Brasil e quem vejo exposto numa das paredes?
O 770 de São Paulo (entre outros)!



















(imagem sacada ao site de Robbins e Becher)

domingo, agosto 05, 2007

O Brasil contado em bonequinhos...

Ontem reservámos o dia para ir visitar a Museu Casa do Pontal. Um museu que reúne uma fantástica colecção de bonecos e bonequinhos, e máscaras, e geringonças, que nos mostram e narram a história dos costumes, dos lugares, das religiosidades, das personagens deste vasto país. A não perder.















No regresso viemos pela estrada junto ao mar e vimos praias de morrer. Descobrimos Grumari, Prainha e toda a zona do Recreio. A menos de 1 hora do Rio de Janeiro!

sexta-feira, agosto 03, 2007

Bia Lessa

Hoje assisti a uma das melhores instalações dos últimos tempos! Fui de manhã ao MAM ver a instalação que Bia Lessa montou em torno da grande obra (um dos pilares da brasilidade) de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas. Muito bom, muito, muito bom. Não pude fotografar, é demasiado complexo para descrever (não tenho tempo nem pachorra), podem saber um pouco mais aqui. Uma coisa é certa: vou ter de ler Grande Sertão: Veredas!

Museus

Anteontem foi dia de passeata nos museus (há que aproveitar a trégua de 15 dias na Greve da Cultura). Primeiro (embora fechado para obras de melhoramento), o TempoGlauber dedicado a esse grande cineasta brasileiro que dá pelo nome de Glauber Rocha. Mesmo ao lado, o Museu Villa-lobos. Pequeno, mal amanhado mas ainda assim muito interessante (sobretudo um tríptico de Dimitri Ismailovitch, na sala dos fundos). À saída fomos agraciados com esta visão.

















De seguida, o Museu do Índio. Lá, vimos a exposição "A Presença do Invisível", dedicada à vida quotidiana e ritual dos povos indígenas do Oiapoque. Bem planeada, bem estruturada, muito interessante. Até vimos uma índia...



















Por fim, fomos ao Museu da República. Antiga residência do Presidente da República (até à mudança do Governo para Brasília), foi local de muitas e, por certo, interessantes histórias e políticas mas, no fundo, no fundo, o seu maior atractivo é o quarto de Getúlio. Getúlio Vargas, o Presidente amado, o Presidente suicidado. O quarto mantém-se intacto e, num canto, lá estão a pistola, a bala e o pijama perfurado e ensanguentado. Lindo. No fim, nos seus belos jardins, encontrámos outra índia...


quarta-feira, agosto 01, 2007

Cidades Maravilhosas (e interessantes)

















Este foi o comentário deixado pela minha filhota no livro de ponto da exposição do de fotos (tiradas na modalidade pinhole) do alemão Jochen Dietrich.

terça-feira, julho 24, 2007

Desde que o Anauel se instalou nos trópicos as andanças pela blogosfera têm estado mais ou menos de molho, um salto ali, um pulinho acolá. Mas hoje, sozinho em casa, desforrei-me e passei em revista todas as ligações do Anauel e, daí, todas as posteriores que se mostrassem relevantes. Da saltaria desenfreada restam algumas impressões agradáveis, algumas risadas e algumas descobertas interessantes. A anotar.

Mário Moura uma vez mais exemplar nos seus excelentes textos que vai colocando no The Ressabiator e sobretudo pelos seguintes links: a rivalidade Brasil x Argentina magistralmente expressa pela tipografia e o fascinante mundo e 770 dos Lubavitchers.

Um agradecimento ao Reactor e a José Bártolo pelo desafio proposto. Pena que tenha sido tão pouco participado (em termos lusos).

As despedidas calorosas ao Tristes Trópicos que, ao que parece (pois na blogosfera nem tudo o que parece é), acabou e partiu para novas pastagens...

sábado, julho 14, 2007

Escadaria Selarón

Ontem passeámos no Centro e para lá chegarmos utilizámos a bela e curiosa Escadaria Selarón. Selarón, artista chileno radicado no Brasil, e morador nesta mesma escadaria, resolveu um dia iniciar a cobertura dos seus degraus por azulejos (inteiros e escaqueirados). Com 215 degraus e 125 metros de comprimento esta escadaria conta já com mais de 2.000 azulejos diferentes, oriundos de mais de 60 países.

Selarón.


A escadaria.


O Glorioso!

terça-feira, julho 10, 2007

Piauí

Uma revista a ter em conta. Aconselha-se vivamente. Recentemente lançada no mercado brasileiro, trata-se de uma revista muito bem escrita, com uma seleção de matérias muito interessante, em cima do assunto e de um grafismo sério, equilibrado e discreto. Um bom exemplo brasileiro. Comprei a de Julho, ando a lê-la e já só penso em como será a de Agosto...

sexta-feira, julho 06, 2007

Seu Getúlio

Um dos pontos altos de Santa Teresa é, sem dúvida, o ponto do seu Getúlio. Artista da rua, homem de criação repentista, reciclador de materiais, oportunista, Getúlio fez do bondinho o seu ex-libris e, literalmente, oficina. Tudo isto sob a copa de uma árvore abençoada. Ali, na rua, na curva, este homem debita e expõe o seu próprio imaginário do vasto imaginário brasileiro.









terça-feira, junho 26, 2007

B(althus)





















Hoje fui na onda e fui ver a Colecção Berardo. Com a minha filha de férias e eu a meio-gás, fomos de manhã à Costa da Caparica, almoçámos no MacDonalds, passeámos na relva e fomos ver as obras do madeirense.
Digam lá o que disserem, questionem-se os critérios, os dinheiros, os timings, uma coisa é certa: ter o Portrait de Femme en Robe Bleue (1935) de Balthus aqui mesmo à mão de semear, poder ir vê-la sempre que nos apetecer, é algo francamente positivo. E por tal congratulo-os. Ao Balthus e ao Berardo.