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sábado, maio 29, 2010

Óbito

17 de Maio, 1936 – 29 de Maio, 2010



Palavras para quê?

quinta-feira, março 11, 2010

Oh, la, la, ça c'est super...








«ViderParis is a series of computer altered images of the streets of Paris. All traces of life are removed from the images: vegetal, urban furnishings, pedestrians, cars, etc. All the buildings are sealed with sheets of concrete up to the second floor. The series of images are programmed to project randomly from a computer software.»

Vider Paris {1998-2001}, de Nicolas Moulin.

domingo, abril 26, 2009

Fiquemos, pois, em dutch mode...




Não vá a primeira hipótese mencionada anteriormente ser a verdadeira, que os visitantes deste blog fiquem, pois, "pendurados" nesta belíssima imagem de Gerrit A. Berckheyde.

domingo, abril 05, 2009

My head, my world...



De seu nome Levi van Veluw, decididamente a explorar aqui.

terça-feira, março 17, 2009

Osmose?

As personagens do post anterior fizeram-me lembrar as mesas do poder fotografadas há uns anos por outra artista/fotógrafa holandesa, de seu nome Jacqueline Hassink. Lembrei-me dessas mesas porque não deixo de pensar em como serão as reuniões de direcção da Ordem dos Notários... lol. E de como olho para essas mesas com o mesmo fascínio com que olho estes tabeliães. Pessoas e objectos sofrerão as mesmas alterações quando expostas a cenários e ambientes de poder?


Este filminho não revela nem um centésimo da força das fotografias de Hassink, nem mostra o resto do interessantíssimo projecto, mas é o que há...

segunda-feira, março 16, 2009

Tabeliães

Preciso de um documento autenticado por um notário. Dou uma vista de olhos na internet a ver se há uma lista dos notários em Lisboa. Vou dar com o website da Ordem dos Notários. E descubro que a Rineke Dijkstra deu mais uma saltada a Portugal...



Estas fotografias dos membros da direcção da Ordem dos Notários não estão, pasmem-se, ou talvez não, assinadas; não são, claro está, da Rineke Dijkstra mas são um assombro. Adoro-as pura e simplesmente.

PS — Ah, e cliquem nelas, por favor; explorem-nas ao máximo.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

PUB.

O meu amigo Nuno Fonseca tem um blog. E nesse espaço ele expõe aquilo que ele gosta mais de fazer, isto é, desenhar, encenar, elaborar, dar forma e cor {muita ou pouca, é conforme} a ideias, acontecimentos, sonhos e desejos. Dêem lá um salto, vale a pena.

Eu gosto particularmente desta {ampliar para desfrutar} que ele fez para uma animação de outro amigo {long time no see...}, o Nuno Leonel.

sexta-feira, setembro 26, 2008

A word of advice...

Nina Katchadourian. Não percam o trabalho desta senhora. Provavelmente é uma artista bastante conhecida, lá trabalho tem ela..., mas para mim foi descoberta total. Passear pelo seu site, de projecto em projecto, é uma aventura muito interessante. A não perder!

Imagens do projecto CARPARK, 1994.

{Via The Ressabiator}

sexta-feira, julho 04, 2008

Eeerie...



... mas lindo!

{será um Žižek?}

quarta-feira, maio 28, 2008

A verde e branco...

Isto é bom, muito bom. E sei de uma senhora que há-de gostar de aqui vir...


E não deixa de ser intrigante/interessante/emocionante reparar como as cores-chave da pintura de Denis se encontram condensadas/concentradas/essenciadas {isto diz-se?} nos dois automóveis de Hitchcock... Bizarro.

sexta-feira, março 28, 2008

Nem de propósito...

Isto até já começa a correr o risco de parecer ser uma sucursal do Reactor... lol. Mas foi lá que acabei de ver mais uma magistral história (desta feita, animada; desta feita, verídica) desse génio que dá pelo nome de Chris Ware. Mas o mais importante mesmo (como se não bastasse o facto de ser mais uma magistral criação desse génio que dá pelo nome de Chris Ware) foi o facto de, de certa forma, ilustrar, complementar, enquadrar, fortalecer o texto que aqui escrevi há dois posts atrás. Mas fosse como fosse, naturalmente, é de visualização obrigatória!

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Briljant!

E como hoje faz anos a koningin deixo aqui dois dos seus súbditos, achados agora mesmo totalmente por acaso (como se o acaso existisse...). Um "jardineiro" e um "fotógrafo". A morte, a decomposição, o castanho, a dor, tudo numa mescla chamada vida. Brilhantes!

Piet Oudolf
(ver um interessante artigo do NYT aqui)

Erwin Olaf
(ver catálogo na galeria que o representa aqui)

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Une Boîte en Or

Isto deve ser bom, muito bom.

Ver aqui e aqui.

Pena que o Natal já passou...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Japonesices...

E ainda a propósito do post anterior saquei do Stalker três fotos de três Early Warning Devices; um alemão, um inglês e um japonês. Estes aparelhos precederam a invenção do RADAR e serviam para detectar com alguma antecedência a investida aérea inimiga. São os descendentes dos Accoustic Mirrors do anterior post e morreram mal apareceu o dito RADAR. Mas nem é essa a questão que aqui me traz. A minha pergunta é: são ou não são os maiores aqueles japoneses? Uns estetas como não há em mais lado algum. Só mesmo por ali é que podia algum dia nascer um Studio Ghibli... if you know what I mean....


Alemão.
Inglês.
Japonês.

sábado, dezembro 15, 2007

Todos à Rua de Santo António à Estrela!...

João Onofre — o homem que um dia soltou um abutre no estúdio do artista — voltou a fazer das suas. Desta vez, e olhem que é só até 5 de Janeiro, maravilha-nos (a mim banzou-me) com o vídeo Untitled Version (I See a Darkness). Não me quero espraiar muito sobre o vídeo, pois qualquer texto sobre o mesmo forçosamente se tornaria num spoiler. Mas isto vos digo. Pegar no magistral I See a Darkness do mui nobre e querido Will Oldham e colocá-lo nas mãos e cordas vocais das mais insuspeitas criaturas é de mestre. Mais não digo. See for yourself!













Untitled (I See a Darkness), 2007
HD vídeo, cor, som, 4'40''
Dimensões variáveis
Ed.:1/6


Galeria Cristina Guerra
[ah! e parece que no último dia a peça Box sized DIE featuring Sacred Sin vai ganhar sentido...]

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Kenneth Tynan

A magnífica (nunca é demais frisá-lo) revista Piauí levou-me até essa "louca" personagem que é (foi) Kenneth Tynan. O fascinante da vida é mesmo isto, a ideia de que há sempre a possibilidade da descoberta de personagens (ou factos e acontecimentos) destas e de estas se atravessarem no nosso caminho. Pode demorar mais, pode demorar menos, pode ser por acaso (pffff...), pode ser sugerida por alguém, mas é sempre fascinante dar de caras com personagens doidas como estas. Li hoje a tradução (da Piauí) de algumas das últimas entradas do seu Diário (com edição de John Lahr) e deixo aqui algumas pérolas.

«1975
7 de Junho
[a propósito de Profissão Repórter de Antonioni, que Tynan desprezou] A tarefa do crítico — pelo menos 90% dela — é abrir caminho para o que é bom, demolindo o que é ruim. No momento, Antonioni está bloqueando o trânsito na rua.

19 de Outubro
A influência mais poderosa sobre as artes no Ocidente é o cinema. Romances, peças e filmes estão cheios de referências, citações e paródias de velhos filmes. Dominam o subconsciente cultural porque os absorvemos nos nossos de formação (muito menos do que absorvemos livros, por exemplo) e tornamos a vê-los na televisão depois que crescemos. As primeiras duas gerações alimentadas basicamente por filmes chegaram agora a uma idade em que assumiram o comando dos meios de comunicação: é assustador ver como foi profunda — tanto no comportamento quanto no trabalho — a influência do cinema sobre elas. Ninguém levou em consideração o impacto imenso, que seria produzido pelo fato de os filmes serem permanentes e facilmente disponíveis da infância em diante. À medida que a quantidade de filmes aumenta, a sua influência aumentará, até que cheguemos a uma civilização totalmente moldada segundo valores e padrões de comportamento inspirados no cinema.

3 de Novembro
Um fin de semana dourado de outono com Kathleen e as crianças, num hotel da aldeia de Upper Slaughter, em Costwold. O vocabulário de Matthew vem crescendo depressa, e agora ele pode ser considerado uma pessoa com quem é possível conversar. Roxana já passou por essa prova há muito tempo. Os dois são simplesmente de tirar o fôlego pela sua beleza. Vendo Matthew comer patê (pelo qual, aos 4 anos, desenvolveu o gosto de um connaisseur) e ouvindo Roxana me pedir que lhe explique o conceito de democracia, surpreendi o olhar de K. do outro lado da mesa de almoço (rosbife e Borgonha) e senti, quase pela primeira vez, que éramos uma família — isto é, que cada qual tinha com os outros três laços robustos e duráveis de afeto, que ele/ela nunca sentiria por outra pessoa.

15 de Dezembro
Observação, vendo o péssimo trabalho de uma actriz num filme: "Ela representa tão mal que precisaram dobrar até os seus passos".

1976
4 de Abril
O rádio do carro toca. Percebo que, durante a II Guerra Mundial, o foco da nostalgia de todo o mundo era a América do Sul. Uma Noite no Rio, todo o culto de Carmen Miranda — eram um reflexo do quanto desejávamos uma área razoável do planeta onde ninguém estivesse sendo bombardeado ou invadido e onde nada fosse mais importante do que rimar "casal apaixonado" com "um céu estrelado".

20 de Maio
Fui com K. (no vestido de Garbo de Como Me Queres, que mandei copiar para ela) a um baile inspirado nos anos 20. Eu vestia um peignor de lamê azul, com lantejoulas, calções, suspensórios, meias pretas de mulher e uma peruca arrumada no estilo de Louise Brooks. (...) Raspei as pernas para a ocasião. Embora eu jamais fosse querer ser mulher, adoro a ideia de transar com uma delas vestido de mulher, e prefiro muito mais a sensação das minhas pernas sem pêlos. O que não me transforma num travesti, mas significa que gosto de explorar possibilidades sexuais que estão fora do alcance de machões de calças jeans e camiseta. (Considero uma falha na minha formação nunca ter ficado excitado com visão ou com a ideia de um homem.)

7 de Novembro
Na Califórnia, vivo num óasis cercado de carros usados e vou a festas no alto das colinas, onde senhoras de meia-idade conversam sobre masturbação. E penso: o que este homem estará fazendo nesse cenário, e quem vai pagar o aluguel?

1978
Maio-Setembro
(...) Em maio, passei quatro dias felizes em Rochester, no estado de Nova York, com Louise Brooks, que era uma alegria — inválida, mas parecendo um passarinho, hilariantemente indiscreta (afirma que, quando se masturba, mesmo aos 71 anos, "eu me sento naquele sofá e a minha boceta jorra líquido até aquele toca-discos, do outro lado do quarto. São mais de 5 metros!", junto com histórias detalhadas de seus casos com Chaplin, Hearst, Pabst!, etc.

1980
29 de Janeiro
Das Confissões, de Somerset Maugham (a propósito de Rousseau): "Existe um tipo de homem que não dá atenção às boas açoes que pratica, mas é atormentado pelas más. Esse é o tipo que, na maioria dos casos, escreve sobre si mesmo. Ele deixa de fora suas qualidades positivas e, assim, nos parece apenas fraco, vicioso e desprovido de princípios". Cairei nessa armadilha?»


A avaliar pela amostra o livro deve ser excelente. Essencialmente crítico teatral, mas crítico sempre, homem das artes e do glamour e das festas, Tynan foi o primeiro indivíduo a proferir a palavra fuck na televisão britânica, gostava de dar palmadas nos rabiosques das amigas (e estamos a falar de actividade sexual, não de reprimendas...), partilhava festas loucas com Vidal, Brando, Burton e Taylor, um Beatle aqui, um Stone ali, e tantos outros, e admitiu que a sua maior falha era nunca ter conseguido realizar um filme pornográfico... Um homem que misturou (nem sempre na perfeição, queixam-se posteriormente os seus filhos) a vida conjugal e uma vida amorosa sui generis, a "sanidade" e a "insanidade", o "belo" e o "hediondo". Um homem e uma vida a descobrir.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

João Abel Manta

Há uns dias atrás, ao comentar um post do Mário Moura sobre Chris Ware, referi a obra gráfica de Abel Manta e de como para mim tudo tinha começado nele. Uns dias depois (transmissão de pensamentos?) foi a vez de José Bártolo escrever um curto post sobre Abel Manta e a sua obra. Hoje foi a vez de Norberto Lobo (ver post anterior) trazer Abel Manta à baila. Chegou a minha vez...




























Naquele tempo eu não era o Carlos, era o Carlitos. Tinha 8/9/10 anos. Era 1979/80/81. E deitado no chão da sala, barriga para baixo, pernas a abanar, tardes a fio desfiando as gravuras de um livro pesado demais para mim, assim entregue (o pai trabalha; a mãe não sei; a criada passa a ferro), com cheiro a cachimbo e a cera no ar, assim me apercebi da figura de Salazar (que por muito tempo confundi com o poeta Chiado; não tinha ele caído de uma cadeira e não estava o poeta prestes a fazê-lo lá para os lados do Camões?), da miséria nacional, da tristeza estranhamente patente nos olhos dos que há pouco faziam a festa. Aquele país onde descobri Manta era um país alcatifado (o pessoal da minha geração deve saber do que falo...). Os verdes e os castanhos de Manta eram os verdes e os castanhos de Portugal. A paleta de Manta saía directamente das cómodas, das malas, das estações dos correios e da massa dos óculos dos doutores de então. Um artista que tira assim cores a um país é um artista, ponto. A espessura dos traços, as áreas distintas de cor, os ângulos, o cinismo desenhado, a angústia gravada no papel, tudo aquilo me maravilhava. Cada página era uma descoberta. Naquelas tardes, deitado no chão, sei que cresci horizontalmente. Engraçada esta questão da posição... Aquilo esmagava. Só mesmo no chão dava para me atrever a avançar em direcção a ódios e costumes e torturas e silêncios ainda tão presentes...












E quando as cores se esfumavam e entravam em cena os traços, verdadeiras navalhadas, a preto? No fundo branco. Ou eram, antes, feridas brancas abertas em fundo negro? Fosse como fosse, essas eram as gravuras que mais me impressionavam. As que me metiam medo. As velhas de negro olhando a miséria da vida (que não passa), o "botas" semitapado pelos pesados reposteiros de São Bento olhando a vida da miséria (que passa) e, sobretudo, o Pessoa/Hamlet (ver imagem abaixo). Esse, sim, era um enigma. Não só no livro, como num espelho pintado (e quem é da minha geração também sabe a que me refiro...) pendurado numa parede do escritório. Aquele Pessoa era, já mo tinham dito, um senhor, um dos raros momentos altos deste país. Mas aos meus olhos pouco mais era do que um assassino frio e misterioso que vinha de longe com terríveis propósitos. A imagem aqui apresentada não está completa, mas na parte inferior, junto ao punho da camisa do poeta, encontra-se uma Lua (em quarto crescente). Muito tempo demorei até perceber que se tratava da Lua, lá longe, e não de uma lâmina fria e mortal (um canivete corso) que o Pessoa/Hamlet/Salazar dissimulava na escuridão da noite.


















O tempo passou. Eu cresci. Portugal mudou de cores. Mas Manta continua um mestre, a par de Pessoa (com quem naturalmente fiz as pazes), um dos raros momentos altos deste país.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Je suis déçu, Zizou...

... ainda para mais é expulso no fim do jogo.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Os oitentas...

Óptimo post aquele postado ontem por José Bártolo no seu Reactor. Aconselhado a todos aqueles que gravitam à volta do mundo das artes gráficas. E não só, atrevo-me a acrescentar.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Vamos fazer um pecado, suado, safado, do lado debaixo do equador...

O Strange Maps é, desde que o descobri, um blog de visita obrigatória. Daqueles que passo a vida a visitar, a ver se surgiu no entretanto alguma cartografia singular.
E hoje, brindou-me com este belíssimo mapa...


















© Corriette Schoenaerts


Daí dou um salto para o trabalho da artista/criadora/fotógrafa/performer Corriette Schoenaerts e, digo-vos, a senhora é muito, muito boa. O trabalho criativo da tipa é formidável e o website igualmente, daqueles websites em que se fica a clicar até ao último link possível. Façam-no, não se vão arrepender.

[Claro que a senhora tinha de ser... holandesa.]