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sexta-feira, abril 18, 2008

Sacré Bleu!


Hoje de manhãzinha, no balcão da estação de correios mais próxima de mim (graças a Deus existe o eBay!), chegou-me esta bela coisa às mãos – La Silence de la Mer (1949). Mon Dieu! Nunca mais é sábado para correr as persianas, ajeitar-me no sofá, um copinho de Asbach Uralt à mão e poder deleitar-me a rever Werner von Ebrennac lutando com o silêncio reservado à sua qualidade de ocupante! Ach!

segunda-feira, março 31, 2008

Hitler's Willing Executioners

Para você que acabou de ler As Benevolentes e que, como resultado, está deprimido, sem rumo, órfão da leitura, sem saber o que pegar agora... eis a solução! Hitler's Willing Executioners, de Daniel J. Goldhagen! Dificilmente uma leitura será mais recomendada como seguimento de As Benevolentes. Acredite! Testado! Comprovado!

sábado, março 01, 2008

Jagdflieger

O camarada Graf von A. tem um blog! Um diário de um piloto virtual. Um local de memórias presentes e futuras, nem sempre em redor da aviação, mas sempre à caça de algo. Ele pretendia anonimato (o malandro!) mas o seu último post não lhe deixa chance alguma... Escreveu sobre Mellita Stauffenberg e eu faço questão de o "linkar" e de o colocar definitivamente no blogroll. Bem-vindo sejas, ó caçador!

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

As Benevolentes

É-me impossível não escrever um pouco que seja sobre este livro, sobre esta personagem que dá pelo apelido de Aue, sobre esta energia que consumiu os meus vários tempos durante estes dois últimos meses. Além do mais, é uma obra que se prestou e presta a valentes dissecações e eu não fujo à regra. De lápis em punho foi marcando aqui e ali. Aqui ficam, pois, algumas notas.


1. O livro é do c......!
2. É grande? Tem 884 páginas (na edição portuguesa da Dom Quixote)? So what? São poucas, digo eu... Também é verdade que, caso se retirassem todas as patentes ali impressas antes dos nomes de todo e qualquer soldado e oficial, bem, o livro ficaria com bem menos uma centena ou duas de páginas...
3. O livro não merecia o Goncourt ou o Grande Prémio da Academia Francesa? Não me interessa minimamente. O livro é excelente. Se está repleto de inexactidões, de atentados, relativamente à língua francesa (logo, não merecia os ditos prémios) tivessem reparado nisso antes. Ou deixem de dar importância aos prémios... É irrelevante para o ponto de vista do leitor. Mas não deixa de ser fascinante todo o trabalho de dissecação da obra, todo o bando de detractores e, logo, de apoiantes do autor, basta uma pequena pesquisa na net para nos apercebermos da dimensão da coisa.
4. Palavra exageradamente utilizada ao longo do livro – volutas. Embora se desculpe, a palavra é linda!
5. Incongruência indesculpável – página 83. Max Aue não se recordar do nome do local onde ocorreu a sua primeira participação numa execução de judeus em massa. E logo numa mata, esse elemento tão caro a Max.
6. Excesso de zelo do tradutor (e único verdadeiro apontamento da minha parte; o resto parece intocável) – página 118. Traduzir Babi Yar... Babi Yar é Babi Yar!
7. Como as coisas boas são como as cerejas, vêm em cachos, As Benevolentes trouxeram-me Couperin e Rameau. Bravo!
8. E a promessa de Pechorin, em Um Herói do Nosso Tempo do escritor russo Mikhail Lermontov. Mal posso esperar...
9. Momento místico-mágico puramente irresistível, a lembrar saudavelmente Corto Maltese – todo o epísódio à volta de Nahum ben Ibrahim (pp. 259-265).
10. Detalhe delicioso que desconhecia – na frente, todos os relógios dos elementos da Wehrmacht estavam acertados pela hora de Berlim...
11. Latrinenparolen e Sprachregelungen, lindo! Aliás, o momento dedicado às palavras (pp. 574 e 575) é todo ele muito bom. E a fazer lembrar uma outra leitura decerto valiosa e já bastante adiada, o Lingua Tertii Imperii do valente Victor Klemperer.
12. Para aqueles que ainda o forem ler, quando chegarem à parte do discurso de Himmler em Posen/Poznan, recomendo vivamente que, nesse momento, façam uma pausa e se dirijam aqui É verdadeiramente enriquecedor da experiência, pois dá-nos uma perspectiva sonora da coisa...
13. «Era uma balbúrdia magnífica.» Assim descreve Max Aue a sua chegada à Hungria em 1944. Parece estranho, mas esta simples descrição é fascinante à quintessência; 1944 deve muito bem ter sido assim.
14. Momento mais olfactivo – página 779. «... tinha náuseas diante da minha máquina de escrever.»
15. Factor de irritação generalizada e avassaladora – A insistência de Aue com os vinhos. Porra, estão francamente a mais as referências a castas e colheitas...
16. O final é fraco, rápido, acelerado nos acontecimentos, meio decepcionante? É um pouco. É pena. Uma experiência destas merecia melhor fecho.
17. A Guerra e o Sexo, a Morte e a Vida. A Guerra exterminando para além do aceitável, o Sexo desejando para além do aceitável. Solução final, no exterior, desejo de incesto desejado, no interior. Para mim, fez todo o sentido. Por vezes extenso, mas sempre sexo do bom...
18. Último lamento – a superficialidade com que Maximilien Aue aborda Stauffenberg, quando Stauffenberg é parente do marido da sua irmã. Parece-me pouco provável.
19. Grande dúvida – Este livro tem tido vendas anormais. Corresponderão elas a leitores satisfeitos? Ou a grandes desilusões e abandonos? A mim quer-me parecer que ou se tem grande estofo e vai-se em frente pelo amor à leitura, ou tem de se gostar muito da temática para aguentar semelhante livro...
20. Ponto final – foi uma experiência e tanto. Obrigado Jonathan Littell.



Fotografia de Benjamim Loyseau.

Como falar dos oscars sem falar dos oscars...

Hoje, segunda-feira, pelas 3 da manhã, não estava a ver os oscars, não, estava a despedir-me de Maximilien Aue. Acabou-se. Vernichtung. Zu Befehl!

domingo, fevereiro 24, 2008

Louise "Lulu" Brooks


E ontem à noite revi este filme (Die Büchse der Pandora, 1929). Ah, as longas tardes, as longas noites, embevecido, entorpecido, estupefacto, encantado, entumecido pela sereia das sereias! Longe vão os tempos, mas aquela energia "berlinense" continua imparável na sua contagiante féerie. Grandioso, genial, perverso, infecto, glamoroso, só finito às mãos de Jack, o Estripador... e imaginar tudo isto filmado apenas quatro anos antes de Adolf, o Exterminador... e imaginar uma parte disto (a melhor parte, diga-se) resultando, cinquenta e tal anos depois, em longas (literalmente!) sessões de masturbanço (descobrir algures por aqui)...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

FREE MAGENTA !

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Se isto não fosse tão triste, tão idiota, tão inaceitável, tão desesperadamente demente, até que dava para rir. E anda a malta, aqui no burgo, preocupada com o facto de as bolas de berlim passarem a vir embrulhadas individualmente...

[clicar na imagem para ir ao site da Lava Design e tentar perceber um pouco melhor a história. Tem uma versão em inglês.]

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Hanna Reitsch



Há já muito tempo que me apetecia escrever algo sobre esta mulher. Ela é a prova viva que mesmo as personagens mais hediondas — e, em parte, ela foi-o — também conseguem ser charmosas, avassaladoras nas suas peculiaridades, determinantes na escrita da História, elegantes nas acções e vigorosas na passada das mesmas. Hanna Reitsch (1912-1979) foi tudo isto. Uma mulher dos diabos, uma mulher do aparelho, uma fervorosa entusiasta do movimento nacional socialista, uma espécie de Leni Riefenstahl da aeronaútica, uma amazona movida a querosene.
Esta mulher foi, muito provavelmente, a última pessoa (do eixo, claro) a operar um aparelho aeronáutico sobre o espaço aéreo de uma Berlim a ferro e fogo, poucos dias antes do fim. Num voo histórico, no comando de um Fieseler Fi 156 Storch, Hanna Reitsch entrou em Berlim para levar Ritter von Greim a uma última reunião com Adolf Hitler. Após a reunião, ao que consta, Greim e Reitsch demonstraram o forte desejo de permanecerem até ao fim no bunker, tendo sido finalmente dissuadidos pelo próprio führer) a partirem o quanto antes. E como a palavra do führer era para cumprir, lá foi novamente Hanna Reitsch sobrevoar, na maior das dificuldades e perigos, uma Berlim em agonia...

Deixo aqui vinte e poucos minutos de uma longa e fantástica história. O tipo no Youtube não permite o embed dos filmes, por isso, ficam os links.

1.ª Parte
http://www.youtube.com/watch?v=utWz_e1BFu4

2.ª Parte
http://www.youtube.com/watch?v=W9brBjsdAAU

3.ª Parte
http://www.youtube.com/watch?v=xG-CnQDLMKI

domingo, janeiro 13, 2008

Oh! Capitão, isso é extraordinário!

Vous avez toute la raison chér Alvim... [ver comentário ao post anterior] Os japoneses são o que são e deram-nos o Studio Ghibli mas, por outro lado, os alemães são o que são e deram-nos os "maus" que atormentavam o jovem repórter da ligne claire. Primeiro, em 1939!, no Le Sceptre d'Ottokar e mais tarde, em 1956, no L'Affaire Tournesol. Primeiro os early warning devices e depois os ultrasons como armas de destruição maciça. Ai os germânicos, esses malandros...

Le Sceptre d'Ottokar
L'Affaire Tournesol

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Neu-york

Descobri este trabalho desta senhora (Melissa Gould) e não resisto em deixar aqui alguns pormenores e os respectivo link. Genial! Um mapa de Nova Iorque caso os alemães tivessem ganho a guerra. Atenção, vale mesmo a pena clicar nas imagens para cirandar um pouco pela cidade e descobrir alguns pormenores deliciosos. Se eu tivesse 2.500 dólares para gastar não tenho a menor dúvida para onde iam...

A legenda do mapa.
Upper Central Park.
Lower Central Park.
East River / Midtown Tunnel / Queens.
Hudson River / Holland Tunnel.
Hudson River.
As pontes para Brooklin.

sábado, janeiro 05, 2008

Gestapo Gestaltung

Na sequência do post anterior, ou seja, na sequência da viagem do meu cunhado a Berlim, e da respectiva obtenção de novo material versando o universo Stauffenberg, eis as últimas descobertas. Para quem se interesse por matéria gráfica, aqui vos deixo duas preciosidades (vale a pena clicar para ampliar para observar). Não me é possível não ficar maravilhado perante estes exemplos de trabalho gráfico!




O primeiro diagrama (Verão de 1944) é um exercício de reconstrução do possível futuro gabinete de governo da Alemanha, caso o golpe vingasse. Reconstrução feita na base das investigações efectuadas pela Gestapo e outros serviços não é, contudo, totalmente certeiro mas estabelece a forte relação entre a esfera militar e a esfera civil. Foi decerto utilizado como base para as rusgas que se seguiram ao golpe e que levaram à morte de tantos destes elementos.
O segundo diagrama (datado de 9 de Agosto de 1944) é um exercício que tenta traçar o local da proveniência, a autoria da proveniência e as respectivas deslocações de vários engenhos explosivos, todos com a intenção de assassinar o Führer, com particular enfoque no de Julho de 1944.
São dois trabalhos realizados por membros/funcionários da Gestapo após o golpe falhado de 20 de Julho de 1944. Que membros/funcionários? Qual o departamento? Haveria um departamento gráfico? Se sim, como operava e quem operava? Se não havia, quem fez isto? Um simples secretário, um estenógrafo? Todas estas questões me intrigam sobremaneira. Imaginar estes documentos a nascer algures na Alemanha Nazi, em secretárias de mogno ou em estiradores de faia, por oficiais armados ou por técnicos de bata, é um exercício fascinante. O segundo diagrama está assinado — Zeichnung: RSHA, IV Z?t. (Tischler) 9.8.44 —, donde podemos concluir que um tal Tischler, funcionário da RSHA (este mesma sigla aparece no diagrama propriamente dito, logo deve ser um departamento da polícia em particular) foi o responsável pelo design (zeichnung) do dito diagrama. À falta de respostas mais concretas, resta-nos a imaginação e o deleite perante estes dois exemplares. As setas, as caixas, os filetes, os textos e a estrutura sequencial traçando uma narrativa (no 2.º diagrama) são geniais. Bom, bem sei que já estou quase a entrar no campo do delírio (os diagramas são porreiros, mas...), mas imaginar estes tipos da Gestapo com acesso ao Powerpoint... ah, pois, imaginem lá o cenário, talvez este software fosse hoje algo de fantástico na nossa vida contemporânea... talvez hoje o Tufte não tivesse razão... lol. E se estes tipos tivessem tido acesso ao Illustrator?!...


Actualização /// Entretanto averiguei alguns pontos. RSHA corresponde a Reichssicherheitshauptamt (Reich Security Main Office). Este "ministério" da segurança do reich estava subordinado às SS (tinha como dirigentes máximos os sinistros Heydrich e Kaltenbrunner, após a morte do primeiro) e englobava as seguintes polícias: Sicherheitsdienst (SD, Segurança), Geheime Staatspolizei (Gestapo, Secreta) e Kriminalpolizei (Criminal). RSHA IV era precisamente o departamento da Gestapo no tal "ministério", logo um tal Tischler, ou alguém sobre as ordens de um tal Tischler, funcionário do Amt IV (departamento da Gestapo), é o autor do 2.º diagrama.

Hier Starben für Deutschland



Occident I

We are still the fate of the world and alive
No need to lament our lot.
The mercenary fellows who credit only the foreign and false

Should hold their tongues,
Were our mothers whores, then —
That pride in our heritage should be contemptible?

Wherever greatness is still great and deed acknowledged
Never shall majesty be cowardly hypocritical.
For if Alexander was magnificient, Caeser powerful,
Plato wise and Achilles beautiful
Where would power, wisdom and magnificence,
Fame and beauty be found, if we did not have them —
We, the blond heirs to the Staufers and Ottonians.


Occident II

I love to delve into old tales of heroes
And feel akin to such noble deeds
And blood crowned with fame.

I could not do without the olden days
Where would I look to see my life
If not in the lives of the noblest?

For this I love the great men of bygone days
Under their spell barely palpably growing in will
No less born of God.



Como nunca é demais esquecê-los, e como o meu cunhado acabou de chegar de Berlim (danke pelas fotografias, Vasco), aqui ficam a perpétua coroa de flores no Bendlerblock e dois poemas escritos por Claus Stauffenberg em 1923 (aos 16 anos de idade, portanto) para o seu irmão Berthold. RIP

sexta-feira, novembro 16, 2007

Konrad Maria Stauffenberg — RIP

E como hoje é o dia em que faz 100 anos que morreu Konrad Maria, e como a morte de Konrad Maria está definitivamente ligada à vida de Claus Phillip, aqui fica registada a memória de Konrad.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Claus Phillip Maria Schenk Graf von Stauffenberg, 1907-2007

Há 100 anos atrás, em Jettingen (perto de Günzburg), Alemanha, ao oitavo mês da sua gravidez, Caroline Stauffenberg deu à luz os gémeos Claus Phillip e Konrad Maria. Um dia depois Konrad faleceu. Trinta e sete anos depois foi a vez de Claus.

Tivesse a bomba tido efeito, e houvesse saudinha, e hoje Claus faria 100 anos! Parabéns, pois, a Claus Phillip Maria Schenk Graf von Stauffenberg! Esteja ele onde estiver, nunca as suas acções serão esquecidas.


Claus Stauffenberg junto ao seu grande amigo e compagnon de route (literalmente) Mertz von Quirnheim. Esta fotografia é uma delícia e este sorriso deslumbra-me. Ach!



Aproveito ainda para promover o blog Es Lebe Unser Geheimes Deutschland que, umas vezes parado outras andando, lá vou mantendo sempre com carinho e dedicação. Este blog está em permanente construção e quem quiser participar é sempre bem-vindo.

sábado, setembro 08, 2007

«Es Lebe Unser Geheimes Deutschland»

Finalmente coloquei este meu outro blog em andamento. Após praticamente um ano à espera, arrancou hoje, sabe-se lá porquê (uma vez que já tinha esperado tanto...), o meu blog dedicado à memória da Widerstand.

A todos aqueles que por lá passaram e pouco mais que nada viram, aqui ficam as minhas sinceras desculpas. Espero que de hoje em diante ele vá crescendo e tomando a forma que lhe idealizei.

A todos os WWII buffs que por aí andem eu lanço o desafio. Passem por lá e contribuam. O blog está aberto à participação. Sabem de algo ou alguém que lá deva estar mencionado? Redijam os textos e enviem-mos. Participem.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Sonhando na Alemanha Nazi

People 'didn't talk about' these things. But they dreamed about them at night. Their dreams betrayed the oppressive presence of anxieties which were all too willingly denied in the light of day.
An employer, a committed Social Democrat who ran his firm on highly patriarchal lines, dreamed only three days after Hitler's seizure of power about his own future powerlessness, the compulsion to conform and the destruction of personal relationships:
Goebbels comes into my factory. He has the staff line up in two rows, on the left and the right. I have to stand between them and raise my arm in the Hitler salute. It takes me half an hour to bring my arm up, a milimetre at a time. Goebbels watchs my exertions like a spectator at a play, without signalling either applause or displeasure. But when I have eventually got my arm up, he says five words: 'I don't want your salute.' He turns and goes to the door. So I am left standing in my own factory, between my own people, in the pillory, my arm raised. The only way I am physically able to do it is by keeping my eyes riveted on his club-foot as he limps out. I keep standing like this until I wake up.

A 45-year-old doctor dreamed in 1934 about the bureaucratised abolition of private life:
After my surgery, getting on for nine in the evening, I want to stretch out peacefully on the sofa with a book about Matthias Grünwald. But the walls of my room, of my whole flat, suddenly vanish. I look around in horror: all the flats, as far as the eye can see, have lost their walls. I hear the roar of a loudspeaker: 'As per decree abolishing all walls, 17th instant.'

There was not only the sense of the private sphere being exposed to Nazi penetration; the individual's own psychological make-up and personal identity were affected. People who did not wish to be 'co-ordinated' and who wanted at least to continue to think and feel, if not to act, against the current, could sense how they had to harden their inner selves: almost to hide from themselves. This too was articulated in dreams:
I'm going to turn into lead. Tongue already leaden, sealed with lead. Fear will go away if I'm solid lead. Lie motionless, shot into lead. If they come, I'll say, 'Lead people can't stand up.' Oh, no: they want to throw me into the water because I've turned to lead. [...]

[...]

I am dreaming that all I am dreaming about is rectangules, triangles and octagons, which somehow all look like Christmas biscuits, because dreaming is of course forbidden.

Excertos retirados do livro Inside Nazi Germany. Conformity, oppo-sition and racism in everyday life de Detlev Peukert.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Os cães de Hitler

Blondie, Wolf, Bella, Muck, Stasi, Negus, Katuschka, Burli.
Brrrr..., spooky...

domingo, outubro 22, 2006

Kz

Muito interessante o documentário de Rex Bloomstein, realizado em 2005, exibido hoje à tarde na Culturgest no âmbito do doclisboa 2006. Filmado na cidade austríaca de Mauthausen e, em particular, no hoje museu, outrora campo de concentração, de Mauthausen, este docu-mentário leva-nos a questionar as políticas de preservação da memória do Holocausto. Desde o stress aberrante a que estão sujeitos os guias (que horas a fio, dias a fio, anos a fio, têm de descrever os processos e as estatísticas dos horrores ali cometidos) até à adrenalina mórbida que leva milhares e milhares de cidadãos de todo o mundo a ali se deslo-carem de modo a espiarem sabe-se lá o quê, passando pela negação demente da realidade recente (sim, ainda só passaram 60 anos...) por parte de certos habitantes da aldeia, o documentário aborda corajo-samente as várias vertentes que a questão assume.
A ver, sem dúvida alguma!