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terça-feira, setembro 16, 2008

E os ouvidos também...

E depois admiram-se que surjam, aqui e ali, e aqui, e ali, e ainda lá, ali mesmo, não vêem? {hão-de ver...}, uns tipos, ou ainda outros, que só tenham vontade de gritar {e enquanto for a gritar, tudo bem...}

VAYANSE AL CARAJO, CIEN VECES!


Abram os olhos, pá...

O povo anda apavorado com os desaires da economia-farol. E com as manobras incompreensíveis de uns tantos irmãos {já foram os Dalton, já foram os Metralha e agora são os Lehman} nesses mercados sinistros que supostamente nos fazem bem. E o povo, enquanto espera pela queda, ou não, da segunda peça {esta do efeito-dominó é de morrer a rir}, o povo lá vai tentando completar o habitual esgar {com que encara a vida em geral} com mais um esgar habitual {aquele com que perpetua a sua própria morte em leasing}, num «enquanto há vida há esperança» desesperado. E quando não há vida? Mas, antes, cegueira? Bolas, a mim parece-me simples. Caramba, os tipos devem ser mesmo imbecis. Eu se estivesse estado lá estes anos todos, tinha certamente lido correctamente o painel. Há que saber lê-lo, pois é no painel que estão valores. Os valores faciais, atenção, não os morais {hã?; que é isso?; dá para trocar por milhas aéreas?}. E nas entrelinhas aprende-se sempre muito. Não tenham dúvidas disto.



quinta-feira, setembro 04, 2008

Aos tipos que decidem estas coisas...

!?!?!?!?!?!?!?!
PARA QUANDO EM PORTUGAL
A SÉRIE TELEVISIVA
THE WIRE
!?!?!?!?!?!?!?!


Por favor, senhores executivos, what's the big fucking deal?, decidam-se, encham-se de coragem e deixem-nos curtir a série. Pleeeease! Há gente já com dores de tanto esperar...

The Wire {site oficial}
The Wire {wiki}
The Wire {entrevista de Nick Hornby a David Simon, criador do The Wire}

quarta-feira, agosto 13, 2008

Já repararam?

Ainda o caso do momento... Não acham que se não devemos mencionar a etnia/nacionalidade dos meliantes também não devíamos mencionar a marca do banco? Eu cá acho. É que isto tem sido cá um porradão de publicidade à borla...

Sim, como?

Como estar de férias numa autoproclamada e desejada reclusão mediática e no único momento de fraqueza, naquele instante em que o disparate se instala, abrimos a TV e deparamos com Cavaco a discursar à nação sobre algo relacionado com a autonomia açoriana? Sim, como? Como encarar o mundo?

Como?

Como estar num momento, no sofá, calor do caraças lá fora, lado a lado com a filhota, em frente ao maravilhoso You Can't Take It With You e, momentos depois, sair à rua e ler na primeira página do Público e que Cristiano Ronaldo sente muita honra em poder jogar mais uma temporada pelo ManU? Como?

sexta-feira, julho 11, 2008

euro dois mil e oito



Bom, mesmo bom, muito bom. Roubadíssimo daqui.

segunda-feira, julho 07, 2008

Madre Ingrid de Bogotá

Eu sempre que pude acompanhei com sincero interesse as desventuras de Ingrid. Com tanto interesse quanto desconfiança, devo confessar. Há na mulher, para mim, algo dúbio, pouco exacto. O que não é um problema, na realidade. Mas sempre houve algo que me intrigou na sua trajectória, na sua postura. Após ter lido o "Spécial Ingrid Betancourt" na edição de ontem do Le Monde, acho que finalmente percebi a razão, a origem da minha desconfiança, do meu torcer de nariz. O que me incomoda em Ingrid é a sua ligação religiosa com o mundo, com a vida. É que ela é uma menina, uma betinha, nada em boas famílias colombianas, uma tipa dedicada, recta, com moral definida, culta, formada nas Sciences Po parisienses, que conquistou um lugar digno e bem conquistado no espectro político colombiano, mas que, apesar de tudo isto, ou por tudo isto, me parece refém de uma postura um pouco a puxar à la Madre Teresa de Calcutá, numa reinvenção da dita senhora numa espécie de Madre Ingrid de Bogotá.
Não me é difícil imaginar o quão terrível, árduo, exasperante, revoltante, e sei lá mais o quê, poderá ser a experiência de sobreviver na selva, rodeada de animais {e refiro-me a todos os que por lá andam, naturalmente}, separada do seu mundo, das suas cores, cheiros e sentidos em geral. Uma experiência deste nível só pode, deve, dar-nos que pensar, obrigar-nos a colocar as coisas em perspectiva, reflectir nos poderes superiores, equacionar misticismos e religiosidades vários. Mas a mim parece-me pouco, surpreende-me, que após seis anos de cativeiro nestas condições adversas a solução final, isto é, a procura do conforto e agradecimentos finais, passe por ir «à la chapelle de la Vierge miraculeuse de la rue du Bac à Paris, et aussi à Lourdes et au Vatican...».
Nada tenho contra, por amor de Deus, isto é mesmo uma cena meramente pessoal, mas sinceramente acho pouco, esperava algo {refiro-me ao rescaldo} um pouco mais visceral e menos vestal, um pouco mais cidadã do mundo e menos uma cena, quase doméstica, franco-colombiana. Eu admiro a mulher, respeitei sempre a sua dor, exalto a sua libertação, mas não deixo de pensar como me parece agora cada vez menos interessante a sua provável {?; e será interessante acompanhar o futuro imediato} incumbência do cargo de Alvaro Uribe, o homem que curiosamente ocupou o lugar que lhe parecia destinado a ela em 2002.
Uma novela a acompanhar. Vêem? É disto que me queixo...

quinta-feira, julho 03, 2008

De uma selva para outra...

Desde o início {e é óbvio o que o início aqui significa; o rapto e nada mais; quem conhece Ingrid do antes do rapto?} que esta mulher e a sua sorte me interessam, me incomodam, me assombram. Desde o momento em que ela foi libertada que me apetece escrever algo aqui sobre ela, sobre a vida, sobre mim... Mas acho melhor deixar aqui as palavras de alguém que também, desde há muito, não resta imune às desventuras de Ingrid. Melhores palavras não encontraria eu para descrever o momento. A Natureza do Mal pronuncia-se. Singelas palavras. No que dizem e no que deixam antever.


Bom, don't get me wrong. Provavelmente abusei, provavelmente as palavras do Luís não espelham de modo algum as minhas ilações. Pode ser {e de qualquer ofensa peço escusa}. Mas não páro de pensar em como a libertação de Ingrid Betancourt me parece tão similar, tão em voga, tão em sintonia, com a libertação de Natascha Kampusch. E isso, meus amigos, é perturbador. Oh, se é.